domingo, 28 de maio de 2017

Francisco de Zurbaran: Retratos de Santas


Francisco de Zurbaran (1598-1664) Nasceu em Fuente de Cantos. Trabalhou principalmente em Sevilha devotando sua vida e  produção de pinturas de obras religiosas. Trabalhou para igrejas e monastérios. Suas composições simples combinando austero naturalismo com grande intensidade mística o transformou num pintor modelo da Contra Reforma. Saint Luke as a Painter before Christ on the Cross, Self-Portrait 1635. Museu do Prado, Madrid


Saint Apollonia, 1664. Museu do Louvre, Paris.


Saint Cacilda of Burgos, 1638-1642. Museu do Prado, Madrid.


Saint Casilda, 1630-1645. Museu do Prado, Madrid.


Saint Dorotea, 1665. Museu do Prado, Madrid.


Saint Eufenia, 1637. Museu do Prado Madrid.



Saint Isabel, 


Saint Margaret, 1630-1635. National Gallery, Londres.


Saint Marina, 1640-1650. Museo Thyssen-Bornemisza, Madrid.


St. Eulalia, s.d. Museum of Fine Arts, Sevilha.


Saint Rufina, 1640. Museu do Prado, Madrid.


Saint Ursula, 1650.


Saint Lucia, 1625-1630. National Gallery, Washington.


Saint Lucia, 1633.


Saint Aghata, 1630-1633. Musée Fabre, Montpellier.


Saint Mathilde, s.d. Museum Fine Arts, Sevilha.

sábado, 27 de maio de 2017

Religiosidade e Política na Obra de Renato Vallle Curadoria: Valquíria Farias


ASCENSÃO, cada semente é uma planta" Bernardo Ramalho Curador: Bernardo Mosqueira na Gentil Carioca


"ASCENSÃO, cada semente é uma planta" Bernardo Ramalho

No prédio nº 11 acontecerá a abertura da exposição individual de Bernardo Ramalho "ASCENSÃO cada semente é uma planta"

Rua Gonçalves Lêdo 11, sobrado
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No prédio nº 17, sobrado acontecerá simultaneamente a abertura exposição "primeiro estudo: sobre a terra"

curadoria de Bernardo Mosqueira / curated by Bernardo Mosqueira
Abertura 27/05/2017 18h / Opening May 27th, 2017 6pm

Rua Gonçalves Lêdo 17, sobrado

Exposição coletiva / Group show

Anna Bella Geiger
Caroline Valansi
Guga Ferraz
Hélio Oiticica
Luiz Alphonsus
Manfredo de Souzanetto
Maria Laet
Matheus Rocha Pitta
Mestre Didi
Rafael RG
Regina José Galindo
Rodrigo Braga

primeiro estudo: sobre a terra

(ao meu amor)

Análises de fósseis e vestígios materiais indicam que a geofagia era praticada entre os Homo habilis há 2 milhões de anos e entre os primeiros Homo sapiens há mais de 150 mil anos. Nos últimos 5 milênios, a ingestão de terra esteve presente na cultura de povos das mais diversas origens e, hoje em dia, é hábito comum no interior do Brasil, no Sul dos Estados Unidos, no Haiti e em diversas regiões em todos os continentes. A geofagia é utilizada como forma de disfarçar a fome, com propósitos medicinais, como parte de preceitos ritualísticos ou simplesmente por gosto ou cultura alimentar. Nesse último caso, a terra é utilizada como ingrediente em receitas, como acompanhamento de outros alimentos, na forma de bolos e biscoitos, in natura ou simplesmente temperada com especiarias. Muitas crianças e principalmente mulheres grávidas são acometidas pela alotriofagia (popularmente conhecida como “pica”) e sentem vontade incontrolável de comer terra, barro, tijolo e outros elementos que não são convencionalmente alimentos.
No Brasil, que tem mais de 50% de sua população afrodescendente, a geofagia era comum entre os negros escravizados entre os séculos XVI e XIX, e sua prática era castigada com violência física e com o uso da Máscara de Flandres, cuja imagem sobre o rosto de Anastácia ainda assombra o imaginário brasileiro. O banzo (espécie de saudade profunda do passado africano, limite do sujeito diante da exploração e da desumanização no novo continente) levava muitos negros à morte por desnutrição ou pelo suicídio. Desterritorializados, à distância irremediável de sua terra natal, muitas vezes os negros escravizados se matavam por meio da geofagia excessiva, ou seja, tiravam a própria vida comendo muita terra.
A partir do entendimento da força simbólica desse gesto íntimo de preencher a própria luz digestiva ou própria sombra existencial com terra é que se iniciou uma pesquisa sobre os procedimentos criados pelos artistas para se relacionarem com esse elemento. Dada a amplitude e potência desse tema, essa exposição é necessariamente incompleta – como um punhado de terra diante de todos os solos do planeta. Movimentando-se entre sobre a terra e o subterrâneo (“underground é difícil demais pro brasileiro”), essa mostra reúne uma primeira e contida experiência curatorial sobre a relação material, conceitual, política e simbólica entre o humano e a terra.
Da terra viemos, da terra vivemos, para a terra voltaremos. Está na terra o curso do destino. Se a epistemologia hegemônica confunde terra com território (e, portanto, ser com ter), devemos recorrer a outras epistemologias para compreender que só é possível algum futuro se entendermos ser terra. Ser da terra. É da terra a grande força ancestral, a alimentação, os ciclos naturais, a abundância e a cura. Somente reconhecendo seu poder e relevância, seremos capazes estar com ela num pacto de saúde e prosperidade. Onilé Mojuba! Salubá! Arroboboi! Atotô! Demarcação já! Demarcação já!
Bernardo Mosqueira, Maio de 2017

Lançamento da camisa educação nº 72 por Evandro Machado

Exposição de 29/05 a 08/07/2017

O trabalho "Contra-Bólide N.1 (Devolver a Terra à Terra)", de autoria de Helio Oiticica, será executado na abertura, dia 27, às 18h, na Praça Tiradentes.

Atrações:

DJ Bruno Balthazar (REBOLA)
DJ Raíz (Ministereo Público)

(ENGLISH)

"ASCENSÃO, cada semente é uma planta" Bernardo Ramalho

At building nº 11, will take place simultaneously the opening of the individual exhibition of Bernardo Ramalho "ASCENSÃO cada semente é uma planta"

Rua Gonçalves Lêdo 11, sobrado

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At building nº 17, will simsimultaneously the oppening of the group show "primeiro estudo: sobre a terra" curated by Bernardo Mosqueira

an initial study: from the ground

(to my love)

Trace fossil analysis provide evidence that the Homo habilis practiced geophagy 2 million years ago and Homo sapiens more than 150 thousand years ago. On the past 5 millennia, soil ingestion has been present culturally on peoples from different origins, and still today is common on the countryside of Brazil, in the south of the United States, on Haiti and many regions in all of the continents. Geophagy is used as a way to trick starvation, with medicinal purposes, as part of ritualistic precepts or simply due to personal taste and food culture. In the latter mentioned aspect, soil is used as an ingredient in recipes, as a garnish, in the dishes like cakes and cookies, in natura or just seasoned with spices. Many children and mostly pregnant women are affected with alotriophagy and have a yearning for eating soil, clay, mud, brick and other similar components unusual to menus.
On Brazil, a country in which more than 50% of the population descends from African people, geophagy was common among slaves between the XVI and XIX century, and the practice was punished with physical violence and the usage of “mascara de Flandres”*, whose image over Anastácia’s face still haunts the Brazilian imaginary. The “banzo” (a sort of deep longing for a past life in Africa, limit of the individual in face of the exploitation and dehumanization of the new continent) lead many black people to die of malnutrition or suicide. Deterritorialized, from an irretrievable distance from their land, much often the black slaves killed themselves through excessive geophagy, that is, took their own lives by eating too much soil.
Regarding the symbolic power of this intimate gesture of filling one’s “digestive light” or even an existential shadow with ground, this research started to relate the procedures developed by artists to this element. Given the extent and the strength of the subject, this exhibition is inevitably incomplete – like a handful of soil before all the land in the planet. Shifting between levels above ground and underground (“underground is too hard for Brazil”), this show assembles a first and temperate curatorial experience on the material, conceptual, political and symbolical relations between human and the soil.
For we are ground, of ground we live and unto the ground we’ll return. The future is grounded in this same soil we live in. As the hegemonic epistemology mistakes ground for territory (and therefore being for having), we must turn to other epistemologies in order to comprehend that a future is only possible if we master being ground. Being from the ground. It belongs to the ground the great ancestral strenght, the nourishment, the nature cycles, the abundance and the healing. Only acknowledging its power and relevance we can provide a pact of health and prosperity. Onilé Mojuba! Salubá! Arroboboi! Atotô! Demarcação já! Demarcação já!
Bernardo Mosqueira, May 2017

*iron mask used to stop slaves from practicing geophagy, consuming alcohol and stealing food or diamonds.

Education T-shirt #72 by Evandro Machado

Musical Attractions:

DJ Bruno Balthazar (REBOLA)
DJ Raíz (Ministereo Público)


Exhibition from May 29th to July 8th, 2017
The work "Contra-Bólide N.1 (Devolver a Terra à Terra)", by Helio Oiticica, will be executed during the opening, July 27th 6pm, at Praça Tiradentes.

Exposição Carta Negra - Renan Cepeda


Exposição “CARTA NEGRA” – Renan Cepeda

As fotografias noturnas foram realizadas em várias partes do Brasil e do Peru. O light painting permite a captação do movimento de um ponto luminoso, permitindo composições de formas com o pincel de luz. Nesse trabalho, Cepeda opta por ressaltar a arquitetura rural, moradores que resistem ao êxodo e guardam suas tradições como a comunidade quilombola Vão de Almas em Goiás.  Utiliza-se de câmeras dos anos 50: Rolleiflex 6x6cm, Linhof-Technika 4x5 polegadas e Flexora 6x6cm. A cor é introduzida com filtros coloridos colocados na frente de lanternas. O resultado obtido surpreende e encanta. A exposição conta com a curadoria de Marcia Mello.






“Pretendo seguir fotografando à noite pelo resto da minha vida. Trata-se de um mundo misterioso e desconhecido em que a Terra e as coisas se redimensionam com a ausência de luz, confrontando-se com o firmamento, o infinito. No dia a luz é excessiva, estourada, muito fácil de se gravar. A foto-grafia daquilo que se vê a olhos nus já não me oferece desafio, é banal. Me interessa, ao contrário, ser expectador do que as lentes, os filmes e o longo tempo de exposição à tênue luz podem me oferecer de surpresas, naquela emoção infantil de quem recebe os filmes do laboratório como os presentes de Papai Noel. Neste meu trabalho nas trevas o Inesperado é o co-autor.





Os olhos treinados de Renan Cepeda trouxeram prêmios importantes como o Sony World Photography Award e menção honrosa do Hasselblad Master Award, ambos de 2008, voto popular no Prix de la Photographie de Paris em 2007, bolsa da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco em 2005, entre outros. Das exposições individuais, destacam-se  “Vão de Almas” no Palais des Festivals em Cannes e na Pinacoteca do Estado de São Paulo, ambas em 2008, “Pichações” no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas em Juiz de Fora em 2007 e no Museu de Arte Contemporânea em Pernambuco e nos Conjuntos Culturais da Caixa de Brasília e Salvador, em 2006. Expõe regularmente em galerias de arte no Rio de Janeiro e fora do Brasil.

 Sua nova pesquisa, em desenvolvimento, volta-se para a natureza em sua exuberância e proximidade com o homem. “Bucólica” reúne um conjunto de imagens de diversas partes do mundo e busca valorizar a beleza e o prazer estético na contemplação de paisagens ocupadas pela humanidade há milênios, nos limites entre o ambiente natural e a agricultura.


Sobre o artista:

Renan Cepeda, iniciou na fotografia aos 11 anos de idade, com uma câmera Olympus Trip 35 presenteada pelo pai, fotógrafo amador. Ao se profissionalizar, opta pela fotojornalismo, trabalhando por alguns anos no Jornal do Brasil e como freelancer para várias publicações do país e exterior, oportunidade que teve para aguçar seu olhar jovem com a prática de pautas tão variadas quanto desafiadoras e o convívio com renomados fotojornalistas daqueles anos de 1980.

De repórter fotográfico, volta-se para uma fotografia de expressão autoral alcançada com técnicas pouco usuais. De certa forma, uma volta a visualidade experimental observada nas práticas foto-clubistas de seu pai. Inicia com filmes sensíveis à radiação infravermelha, revelando seu interesse pela paisagem de sua cidade, alterando-a com registros de natureza onírica: céus dramáticos, vegetação luminosa e fortes contrastes.  Da mesma forma, a escolha de pontos de vista pouco prováveis surpreende com realidades corriqueiras aos cariocas mas que, perpassadas pela sensibilidade e apuro técnico do fotógrafo, descortinam novas possibilidades da inconfundível geografia carioca. Quando a cor é introduzida, incialmente com filmes especiais e posteriormente com câmera digital adaptada à leitura do espectro de luz infravermelha, suas escolhas cromáticas radicalizam-se. Essa pesquisa foi tema de seu primeiro livro “Rio infravermelho” editado pela Casa da Palavra em 2013.


Exposição “CARTA NEGRA” – Renan Cepeda
Galeria da Reserva Cultural Niterói
Av. Visconde do Rio Branco, 880 - São Domingos. 
Tel.: (21) 3604 1545.
Das 12h às 22h – todos os dias, inclusive finais de semana e feriados.
Entrada Franca - Estacionamento próprio no local

Luciana Brito Galeria in-residence T293 Roma


Luciana Brito Galeria in-residence T293 Roma 
quarta-feira, 7 junho . Wednesday, June 7th
às 18 h . 6 pm      
Via Ripense 6 Roma Itália
                                                        Héctor Zamora, Ordem e Progresso, 2017
Clique aqui para ver o press release com mais informações

Luciana Brito Galeria
Av. Nove de Julho, 5162
São Paulo Brasil 55 11 3842 0634

lucianabritogaleria.com.br

*Sugerimos utilizar Uber ou taxi. Estamos entre as ruas Suécia e Noruega

Aula Aberta: Corpus Nudus – O Corpo Masculino na Arte Contemporânea Orientador: Paulo von Poser Modelo: Hélio Toste



Verve Galeria promove a aula aberta Corpus Nudus – O Corpo Masculino na Arte Contemporânea, com orientação do artista e professor Paulo von Poser. Por meio da percepção, da observação sobre o estático e o movimento, serão abordadas propostas de desenhos em sequências de poses que dialogam com as obras e o espaço da exposição ECCE HOMO (em cartaz na galeria). A aula acontece em torno da performance do ator Hélio Toste, que reinterpreta e questiona o nu presente na arte contemporânea.


Aula Aberta: Corpus Nudus – O Corpo Masculino na Arte Contemporânea
Orientador: Paulo von Poser
Modelo: Hélio Toste
Coordenação: Allann Seabra e Ian Duarte Lucas
Data: 27 de maio de 2017, sábado, das 11 às 14h
Exposição Ecce Homo em cartaz até 24 de junho de 2017
Local: Verve Galeria – www.vervegaleria.com
Endereço: Rua Lisboa, 285 - Jardim Paulista, São Paulo – SP
Telefone: (11) 2737-1249
Confirmação pelo e-mail: contato@vervegaleria.com
* Cada participante deverá trazer o seu material de desenho


Imagens da mostra Ecce Homo: http://bit.ly/2ppTzui

Verve Galeria
Verve é uma galeria de arte contemporânea fundada em São Paulo, em 2013. Em seus espaços, tendo à frente Allann Seabra e Ian Duarte Lucas, transita por diversos meios e linguagens. Nascida do entusiasmo e inspiração que animam o espírito da criação artística, a Verve Galeria é abrigo para diferentes plataformas de experimentação contemporânea. A eloquência e sutileza que caracterizam o nome do espaço também estão presentes na cuidadosa seleção de artistas e projetos expositivos. Por entender que as linguagens artísticas são processos contínuos e complementares, representa novos talentos e profissionais consagrados que transitam livremente entre a pintura, fotografia, escultura, vídeo, site in situ, site-specific, gravura e o street art.
A galeria ocupa uma casa centenária, e na diversidade de seus espaços expositivos emergem possibilidades de curadoria que vão além do tradicional formato do “cubo branco”. Ao abrir-se para a rua, estabelece franco diálogo com o patrimônio construído de São Paulo, cumprindo a função integradora entre a arte, o público e a cidade. Busca ir além da venda direta de arte, promovendo mostras regulares, palestras e workshops, assim como o intercâmbio e parcerias com artistas e galerias no Brasil e no exterior.

Sábados no Iberê


Maurizio Cattelan

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