sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Conversando sobre Arte com a artista Flavia Tronca Novas Pinturas - Pinturas Luminar




Flávia você poderia falar sobre essa nova fase do seu trabalho?
POÉTICA LUMINAR é o nome do meu mais novo trabalho em arte digital. Aqui eu exploro os limites entre as artes plásticas tradicionais e suas proposições tecnológicas.

A exploração da cor, da luz e do movimento partem de pinturas tradicionais desenvolvidos no ateliê, em um longo processo de pesquisa, terminando no mundo digital. Não se trata de uma simples digitalização. O movimento da pintura analógica para a impressão digital em grandes formatos envolve uma longa caminhada pelas técnicas de pintura tradicional para oferecer recursos gráficos a serem explorados em movimentos intensos e rápidos impossíveis de serem executados em obras em escala ampliada tendo a sua originalidade no próprio processo de transição, bem como a exploração dos recursos cromáticos e de informações inerentes ao micro-contraste, através de ferramentas e técnicas disponíveis apenas no universo digital.

A pintura digital realizada pela artista inicia pelo processo de pesquisa em pintura tradicional, onde diversos materiais plásticos são utilizados e evolui até alcançar os processos digitais. O estudo da luz repassa trabalho de Flávia bem como o movimento e o ritmo decorrente do estudo da música e da dança contemporâneas. Numa segunda etapa, as imagens são escaneadas, em alta resolução, para que continuem sendo trabalhadas digitalmente em programas computacionais. Por fim, são devolvidas a materialidade em papel museológico, 100% algodão em tintas minerais a base de água em impressora digital.

Como se deu o desenvolvimento desse novo rumo em sua carreira?
O trabalho foi desenvolvida em Residência Artística sob orientação do artista e professor Scott Macleay durante dezoito meses.

Satisfeita com seu novo ateliê?
É um ateliê próprio, localizado aqui em Jurerê, mais amplo e adaptado para pintura tradicional e para pinturas luminar ou novas mídias como gosta de chamar o grande mestre Scott Macley
Artista plástica na empresa Flávia Tronca Ateliê, Florianópolis.


Atmosfera em Amarelo.










Novo Ateliê de Flávia Tronca

www.flaviatronca.com


Tarciso Félix 50 Anos de Pintura na Casa D'Alva, Fortaleza


O Mapa de Von Martius - Ou Como Escrever a História Natural do Brasil Curadoria Iris Kantor e Julia Kovensky IMS



Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
CEP 22451-040 - Rio de Janeiro/RJ
Tel.: (21) 3284-7400


De terça a domingo e feriados (exceto segunda),
das 11h às 20h

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Richard Turtle



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Richard Tuttle (1941-) Nasceu em New Jersey. Estudou Arte e Literatura na Trinity College, Hartford, Connecticut. Utiliza-se de diferentes materiais tais como aço, mármore, bronze, papel, papelão, corda, pano, pregos e madeiras para seus desenhos, pinturas, gravuras, objetos, esculturas e instalações. Com o espaço e a luz procura interferir na percepção do espectador.
É um dos mais conceituados artistas americanos com individuais no MoMA e Whitney Museum, Nova York, IAC, Filadélfia, Museu Serralves, Porto. Participou das Bienais de Veneza, do Whitney e da Documenta de Kassel. É classificado como Pós Minimalista. É representado pela Pace Gallery.





Fountain, 1964. Whitney Museum of American Art, Nova York.



Cloth Octogonal, 1967. MoMA, Nova York.




Red Canvas, 1967. Corcoran Gallery


44th Wire Piece, 1974. MOCA. Los Angeles.


Point for the Corner Room, 1973-1974.



Sem título, 1974. MoMA, Nova York.


Six, 1987. Indianopolis Museum of Art.


Folded Space, 1993. Chartwell Collection.




New Mexico, New York # 14, 1998. Colecttion of Susan Harris and Glenn Gissler, Nova York.



Two with Any To, 3 1, 1999. Sperone Westwater, Nova York. Foto: Tom Powel.


Backyard, 2002. The Museum of Contemporary Art, Los Angeles.



Blue/Red, Phase: Drawings # 16, 2002. MoMA, Nova York.


Naked 10, 2004.


Village I, Sculpture I, 2004.


Spring, 2005. MoMA, Nova York.


Walking on Air, 8. MoMA, Nova York.


Other, 2009.


Source of Imagery, 1995-2010.



The Triumph of Light, 2011.


Tile, III, 2011. Coleção particular.


The Roses, 2012.


The Parx, 2012.


Instalação, 2014. Tate Modern, Londres.






Art in Twenty Century´First Century _ Harry N. Abrams, Inc. Publishers, 2005.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Anita Malfatti



"Tento pintar apenas a vida, sem quaisquer preocupações artísticas se conseguir fazer isso, estarei satisfeita”.




Anita Catarina Malfatti (1889-1964 ) Nasceu em São Paulo. Nasceu com atrofia do braço e na mão direita. Aos três anos, foi levada para Lucca, Itália numa tentativa de corrigir o defeito congênito. Não houve possibilidade de cura e a família retornou ao Brasil. Teve uma professora americana para ensiná-la a escrever com a mão esquerda. Com a morte do pai, apareceram dificuldades financeiras e sua mãe Elizabeth para sustentar a família começou a dar aulas de idiomas e de arte. Foi ela a primeira professora de Anita.
Com a ajuda de um tio, ela foi para Alemanha estudar pintura, onde teve aula com o pintor Fritz Burguer antes de ser admitida na Academia de Belas Artes de Berlim. Teve aulas com os pintores Lovis Corinth e Enest Culm. Seu maior interesse era pelo Expressionismo. Com o prenúncio do início da Primeira Guerra retornou ao Brasil.
Em 1915, com o patrocínio de seu tio, embarcou para Nova York, matriculando-se na Art Student's League. Após três meses, abandonou o estudo de pintura dedicando-se à gravura. No verão passou a estudar pintura com o professor Homer Bross adepto de um estilo livre para os alunos. 
Em 1916, retornou ao Brasil e no ano seguinte expôs individualmente. Monteiro Lobato fez uma crítica feroz e a exposição foi um fracasso. Estudou com o acadêmico Pedro Alexandrino e com o alemão George Elpons. Nessa época conheceu Tarsila do Amaral.
Em 1922, participou da Semana de Arte Moderna. Ela integrava o Grupo dos Cinco juntamente com Mario de Andrade, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade e Menotti del Pichia.



Entre 1923 e 1928, morou em Paris. Retornou a São Paulo e tornou-se professora 
da Universidade Mackensi. Em 1942, foi escolhida presidente do Sindicato dos 
Artistas de São Paulo Entre 1933 até 1953 lecionou desenho em sua casa.
Um ano antes de morrer, foi homenageada com sala especial na Bienal de São
 Paulo.

Rochedos (Monhegan Island). 1915. Col. Guilherme Malfatti, SP


O Farol, 1915.  Coleção Gilberto Chateaubriand.




O Barco. 1915.  Coleção Raul Sousa Dantas Forbes, SP.


A Estudante Russa. 1915. Coleção Mário de Andrade, Instituto de Estudos Brasileiros da USP, SP.


A Boba. 1915-16.  Coleção. Museu de Arte Contemporânea da USP, SP.


A Estudante, 1915-1916, MASP.



O Homem de Sete Cores. 1915-16. Coleção Roberto Pinto de Souza, SP.



A mulher de cabelos verdes. 1915-1916. Coleção Ernesto Wolf, SP.



O Homem Amarelo 1915-16 Coleção Mário de Andrade, Instituto de Estudos Brasileiros da USP, SP

A Ventania, 1915-1917.  Palácio dos Bandeirantes, SP.


Figura, 1918.


As Lavadeiras, 1920.


O Circo, s.d.


Retrato de Mario de Andrade, 1922.

Porto de Mônaco, 1925 1926. Coleção particular.


Chanson de Montmartre, 1926. Col. Roberto Pinto de Souza, SP.

Paisagem dos Pirineus-Cauterets, 1926 coleção Liliana Assumpcao, SP.

La rentrée (interior)1925-27. Coleção Pedro Tassinari Filho, SP.


As duas Igrejas (Itanhaém). 1940. Coleção Particular, SP.

Cambuquira. 1945.  Museu de Arte Contemporânea da USP, SP.


Itanhaém. 1948-1949.  Coleção  Manuel Alceu Affonso Ferreira, SP.


Samba. 1943-1945. Coleção Gabriel de Castro Oliveira, SP.






 MAM abre 2017 com exposição de Anita Malfatti

Com curadoria de Regina Teixeira de Barros, mostra celebra centenário da primeira mostra de arte moderna no Brasil. Cerca de 70 obras, entre desenhos e pinturas de retratos, nus e paisagens, ilustram três fases da carreira da artista, considerada um dos principais nomes da arte brasileira do século XX.
  
Museu de Arte Moderna de São Paulo abre, no dia 7 de fevereiro (terça-feira), a exposição Anita Malfatti: 100 anos de arte moderna, apresentando cerca de 70 obras representativas da trajetória de um dos mais importantes nomes da arte brasileira do século XX. Para retratar a vasta produção da pintora, desenhista, gravadora e professora Anita Malfatti (São Paulo – SP, 1889 – 1964), a curadora Regina Teixeira de Barros concebeu a mostra como uma homenagem ao centenário da exposição inaugural do modernismo brasileiro, uma individual de Anita aberta em dezembro de 1917, e que recebeu severa crítica do conservador Monteiro Lobato na ocasião. A mostra do MAM exibe desenhos e pinturas que ilustram retratos, paisagens e nus de três fases distintas da trajetória artística, expostas ao lado de fotografias e documentos da época como cartas, convites e catálogos. A exposição fica em cartaz até 30 de abril. Patrocínio Master: Bradesco. Patrocínio: PWC.

Cem anos se passaram desde que a Exposição de arte moderna Anita Malfatti alterou os rumos da história da arte no Brasil, por ser a primeira mostra reconhecidamente moderna realizada no país e considerada o estopim para a realização da Semana de Arte Moderna de 1922. Realizada no centro de São Paulo, entre 12 de dezembro de 1917 e 10 de janeiro de 1918, a individual da artista exibia 53 obras, sendo 28 pinturas de paisagem e retratos, 10 gravuras, cinco aquarelas, além de desenhos e caricaturas. O conjunto representava um consistente resumo de seis anos de produção da artista, compreendidos pelos anos de aprendizado na Alemanha (1910-1913) e nos Estados Unidos (1914-1916), além de trabalhos realizados no regresso a São Paulo.

Até então, a cidade de São Paulo só havia sediado mostras de arte de cunho acadêmico. Segundo a curadora, a mostra de Anita foi recebida com assombro e curiosidade, tendo visitação intensa e venda de oito quadros expostos, mas após a publicação da crítica de Monteiro Lobato intitulada “A propósito da exposição Malfatti”, no jornal O Estado de S. Paulo de 20 de dezembro de 1917, boa parte do público concordou com as ideias do renomado autor, fazendo com que cinco obras compradas fossem devolvidas. Regina explica que desde então, o nome de Anita ficou associado ao de Lobato. “Adepto fervoroso da arte naturalista, Lobato desdenhou dos ismos da arte moderna (como expressionismo e cubismo), mas não deixou de reconhecer a competência de Anita elogiando o talento fora do comum e as qualidades latentes da jovem artista”, explica a curadora.

Anita Malfatti: 100 anos de arte moderna
No MAM, a mostra Anita Malfatti: 100 anos de arte moderna conta com obras que abrangem diversos aspectos da produção, apresentando uma artista sensível às tendências e discussões em pauta ao longo da primeira metade do século XX. A exposição tem como finalidade apresentar um recorte da trajetória de Anita, dividindo em três momentos: os anos iniciais que a consagraram como o “estopim do modernismo brasileiro”; a época de estudos em Paris e a produção naturalista; e, por fim, as pinturas com temas populares.

A exposição inicia com um conjunto de trabalhos realizados na Alemanha, seguido de retratos e paisagens expressionistas exibidos em 1917, que causaram grande impacto no, até então, tradicional meio paulistano, entre as quais os óleos sobre tela O japonês (1915/16), Uma estudante (1915/16), O farol (1915) e Paisagem (amarela) Monhegan (1915). Desse período também consta um conjunto de desenhos a carvão, composto de nus masculinos e retratos.

Entre a primeira e a segunda parte da mostra, sobressai o interesse pela temática nacional, onde figuram trabalhos famosos como Tropical (c.1916), O homem de sete cores (1915/16) e Figura feminina (1921/22). Além desses, constam obras realizadas a partir do convívio com os modernistas como o pastel Retrato de Tarsila (1919/20), a pintura As margaridas de Mário (1922) e o célebre desenho O grupo dos cinco (1922), que retrata os modernistas Tarsila do Amaral, Mario de Andrade, Menotti del Picchia, Oswald de Andrade e a própria Anita Malfatti.

No segundo nicho são apresentados os frutos dos anos de estudo em Paris, que representam uma fase mais naturalista em que são produzidas paisagens europeias como nas pinturas a óleo Porto de Mônaco (c. 1925) e Paisagem de Pirineus, Cauterets (1926), e nas aquarelas Veneza, Canal (c.1924), Vista do Fort Antoine em Mônaco (c. 1925), somados a desenhos de nus feitos com linhas finas e suaves na década de 1920. São desse período também pinturas singulares como Interior de Mônaco (c. 1925) e Chanson de Montmartre (1926).

Para finalizar, a terceira parte engloba trabalhos realizados nos anos 1930-40, época em que a artista se dedicou a retratar familiares, amigos e membros da elite, além de temas populares. Destacam-se as obras Liliana Maria (1935-1937) e Retrato de A.M.G. (c. 1933), em que figuram sua sobrinha e o amigo Antônio Marino Gouveia, ambas com tratamento naturalista. Na primeira, o fundo neutro é substituído por uma paisagem à maneira renascentista; na segunda registra uma de suas pinturas que pertencia à coleção do retratado. Nessa fase, apresentam-se ainda paisagens interioranas e temáticas populares como em Trenzinho (déc. 1940), O Samba (c. 1945), Na porta da venda (déc. 1940-50). A mostra se encerra com pinturas aparentemente naif e reveladores da habitual ousadia da artista, em que utiliza cores fortes para criar espaços mais achatados como em Composição (c.1955) e Vida na roça (c.1956).

Regina Teixeira de Barros é curadora independente e historiadora da arte especializada em arte brasileira moderna. Possui Mestrado em Estética e História da Arte pela ECA-USP e é doutoranda do Programa de Pós-graduação Interunidades em Estética e História da Arte da USP. É professora de História da Arte Moderna e Contemporânea na Faculdade Santa Marcelina desde 2002. Ministra a disciplina de Curadoria de Exposições de Arte na pós-graduação em Museologia, Colecionismo e Curadoria do Centro Universitário Belas Artes. Entre 2003 e 2015, trabalhou na Pinacoteca do Estado de São Paulo, onde realizou diversas curadorias como Tarsila viajante, Arte no Brasil: uma história do Modernismo na Pinacoteca de São Paulo e Arte construtiva na Pinacoteca. Como curadora independente, destacam-se Antônio Maluf (Centro Universitário Maria Antônia da USP, 2002), Tarsila e o Brasil dos modernistas (Casa Fiat, BH, 2011) e Arte moderna na Coleção da Fundação Edson Queiroz (Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, e Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, 2016).


ServiçoAnita Malfatti: 100 anos de arte modernaCuradoria: Regina Teixeira de Barros
Abertura: 7 de fevereiro de 2017 (terça-feira), às 20h
Visitação: até 30 de abril de 2017
Entrada: R$ 6,00 – gratuita aos sábados
Local: Museu de Arte Moderna de São Paulo – Grande Sala
Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Parque Ibirapuera
Portões próximos: 2 para pedestres e 3 para veículos e pedestres
Horários: terça a domingo, das 10h às 17h30 (com permanência até as 18h)
T 11 5085-1318
Site do MAM:  www.mam.org.brwww.instagram.com/MAMoficialwww.youtube.com/MAMoficialwww.facebook.com/MAMoficialEstacionamento dentro do parque com Zona Azul: R$ 5,00 por 2h
Acesso para deficientes / Ar condicionado
Restaurante / Café





Maurizio Cattelan

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