quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Andreas Gursky






Andreas Gursky (1955-) Nasceu em Leipzig. Seu avô e seu pai eram fotógrafos. Vive e trabalha em Düsseldorf, Alemanha. Utiliza enormes fotos coloridas manipuladas digitalmente. Mostra arquitetura, paisagens e pessoas aglomeradas em grandes espaços. Formou-se na Kunstakademie Düsseldorf e foi influenciado por Hilla e Bend Becher. Uma fotografia de sua autoria foi leiloada por US$ 3 000 000. Participou das Bienais de Sidnei e Veneza. Em 2001, retrospectiva no MOMA, Nova York e exibições nos grandes museus do mundo. Foto de Andreas Gursky por Tom Lemke.
Montparnasse, 1993.
Hong Kong, 1994.
 Prada, 1996.


Los Angeles, 1998.



Rhein, 1999.


Shangai, 2000. Museo Reina Sofia, Madrid.


Madonna I, 2001.




99 cents, 2001.


Edifício Copan, 2002.



Metrô da Sé, 2002.


Kathedral, 2007.



Pyongyang, 2007.


Hamm-Bergwerk Ost, 2008.


F1 Boxerstoop, 2007.


Bibliotek, 2009.
 Dortmund, 2009.


Kuwiat, Stock Exchange II, 2008.



Ocean, 2010.


Museum Frieder Burda Ausstellung 




Sprüth Marges, London, 2014.



Les Mées, 2016.


Série China












quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Conversando sobre Arte entrevista com o artista Caio Pacela






Quem é Caio Pacela? 
Acredito ser alguém que procura se reconhecer nas dúvidas e angústias do outro e que entende que a dor e as perplexidades são escola.

Como a arte entrou na sua vida? 
Desenho desde que me conheço por gente. Não sei exatamente quando iniciei, mas sei que nunca parei. Já a pintura entrou em minha vida quando entrei para a Escola de Belas Artes em 2006, porém houve um momento (não exatamente datável e não exatamente curto) em que percebi que a arte me convidava a rever as coisas e através dela poderia mostrar algo que faz parte de mim, independente desse "algo" ser bom ou ruim, e que não havia como descrever em palavras. 


Como você descreve seu trabalho? 
Penso que descrever verbalmente um trabalho que trata da imagem por excelência acaba sempre num certo grau limitando-o, mas poderia dizer que as questões provenientes da estranheza que o corpo me causa e sua aparente insuficiência e fragilidade me faz meditar sobre as várias formas de habitá-lo e tratá-lo. Penso em suas contradições. Deparar-me com as definições "Templo do sagrado" pela espiritualidade e "Matéria-prima manipulável" pela ciência e acreditar que ambos, de alguma forma, fazem sentido pra mim, me coloca num lugar instável, sensível ao mesmo tempo que desconstrói simbolismos e crendices. 


Que artistas influenciam seu pensamento? 
Dentre os já falecidos poderia citar Michelangelo, Gustav Klimt, Edgar Degas, Picasso, Lucian Freud, Rodolfo Amoedo, Eliseu Visconti, Cândido Portinari, Valentin Serov, Joaquín Sorolla, John Singer Sargent, Anders Zorn, El Greco, Diego Velazquéz, Morandi e Caravaggio. Já hoje em dia alguns dos meus "heróis" são Michael Borremans, Gerhard Richter, John Currin, Luc Tuymans, Rineke Dijkstra, Paula Rego, Marc Quinn, Eduardo Berliner, Justin Mortimer, Richard Billingham e Mamma Anderson. 


É possível viver de arte? 
Em minha experiência não tem sido, mas ainda é cedo pra falar disso.


Qual  a importância de sua participação na exposição  Nada Mais Daquilo Tudo, Na Moral Produções, Rio de Janeiro - RJ?
A exposição reuniu artistas que admiro muito, como por exemplo meus amigos Cláudio Tobinaga e Felippe Sabino que fizeram parte da minha formação, dentre outros tantos, e propunha mostrar e discutir um novo olhar sobre o nosso tempo, desconstrução e transformação...isso tem muito a ver com o que penso e o que tento falar em meus trabalhos. A Maria Baigur (Curadora e produtora) é uma pessoa extremamente cuidadosa e sensível e soube aproveitar o espaço da melhor forma possível. Também tive a oportunidade de mostrar dois trabalhos que ainda não havia exposto antes. 


Que comentários você faria sobre a Arte Contemporânea no Rio de Janeiro?
Pulo essa 

O material nacional para pintura já tem qualidade adequada? 
Não. Ao meu ver nunca teve e está longe de ter.

Como se projetar no cenário nacional? 
Minha busca enquanto novo artista e a principal forma de mostrar meu trabalho para o maior número de pessoas possível tem sido participar de editais e salões pelo Brasil ou fora dele. Como exemplo, estou participando nesse momento da Mostra Bienal CAIXA de Novos Artistas, um projeto que leva uma grande exposição coletiva com artistas em início de carreira por todas as unidades da Caixa pelo Brasil (7 no total) num período de um ano e meio aproximadamente. A Mostra tem sido sucesso por onde passa e chega ao Rio em Novembro. Há hoje também as mídias sociais que acabam de certa forma aproximando o trabalho das pessoas, embora a experiência não seja exatamente a mesma. Enfim, é um caminho longo, duro e trabalhoso, demanda perseverança e insistência, mas vale se é isso que te move.


O que você pensa sobre os salões de arte, alguma sugestão para aprimorá-los? 
Acredito que são de extrema importância, ainda mais num cenário como o nosso onde o investimento no ensino, promoção e divulgação da arte é baixíssimo (especialmente pra quem está começando). Porém há uma questão que sempre me incomoda; alguns salões mesmo depois de uma pré-seleção, exigem que os trabalhos sejam vistos presencialmente pela banca antes de aprová-lo (sem problema até aí), mas não cobrem qualquer tipo de despesa com envio e/ou retorno do material que o artista terá caso não seja aceito ou não ganhe um dos primeiros prêmios e este acaba arcando sozinho com tudo. Sei que alguns artistas abusam do tratamento das imagens no portfólio e enviam trabalhos bem diferentes do que foram vistos pela foto, mas creio ser um percentual muito baixo e seria de grande valia ao menos dividir tais despesas com os artistas, já que o interesse é de ambos.


Que diferença você poderia comentar sobre seus estudos na  EBA e na EAV, Parque Lage? 
São lugares extremamente diferentes na maneira como vêem a arte, ambos tem seus defeitos e qualidades, mas cada um à sua maneira tem grande valor pra mim. Na EBA tive a oportunidade de ir fundo no estudo da técnica do desenho e da pintura e conhecer um pouco sobre restauração (ensinamentos que são imprescindíveis em minha caminhada hoje), ali existem professores muito capazes nesse sentido e grandes artistas. Já na EAV tem sido muito importante conhecer artistas com formações distintas e em momentos diferentes da carreira e ter contato com uma forma muito aberta de discutir e fazer arte. Ali também os professores me parecem ter um pouco mais de experiência com o "meio" (galerias, curadores, instituições, etc.). Enfim, ambos tem um papel fundamental em minha carreira e tenho cada vez mais respeito e carinho por essas instituições.

Quais são seus planos para o futuro? 
Pretendo fazer pós-graduação, mas com foco na possibilidade de tornar-me professor universitário para ter uma certa segurança financeira, mas confesso que isso é um "plano B" que tem sido necessário ser considerado.  O "plano A" mesmo seria poder usar todo o meu tempo de trabalho produzindo no ateliê, participando de projetos, residências, exposições, estudando e até mesmo dando aulas particulares que tem sido algo que já tenho feito com prazer.  




Sem título - Óleo sobre tela - 29 x 24 cm - 2016.


Acesso - Óleo sobre tela - 30x30 cm - 2014.


Bem aventurado - óleo sobre tela - 74x140  cm - 2015 (1)


Fundação - óleo sobre tela - 24,8x15 cm - 2015.


Ideia fixa - Óleo sobre tela - 73x92 cm - 2014.


 Aparelho de substituição sensorial - Óleo sobre tela - 50x70 cm - 2014.


Sem título - Óleo sobre tela - 50 x 40 cm - 2016.

Sem título - Óleo sobre tela - 108 x 72 cm - 2016.


 Um - Óleo sobre tela - 105x125 cm - 2015.


Último Grito - Óleo sobre tela - 70x50 cm - 2014.




terça-feira, 2 de agosto de 2016

Morico Mori



Morico ou Marico Mori (1967-) Nasceu em Tóquio, Japão. Gradou-se em moda pela Bunka Fashion College, durante o curso trabalhou como modelo. Em 1989, mudou-se para Londres e cursou ao Chelsea College of Art. Após a conclusão do curso, mudou-se para Nova York e foi estudante independente do Whitney Museum of American Art. Mistura a mitologia oriental com a cultura ocidental utilizando-se da arte do design do futuro para construir sua obra. Em muitas ocasiões discute a relação do homem com a natureza.Trabalha com fotografia, instalações, vídeos, performances e site specific obras. Participou das Bienais de Istambul, Veneza, Changai, Tóquio, São Paulo, Sidnei e Singapura. Individuais em grandes museus do mundo. Vive e trabalha em Nova York e Tóquio. Esse ano fará uma intervenção no Brasil.




Projeto  a ser realizado no Brasil, 2016.



Infinite Renew Art, 2013. Space Louis Vuitton, Tóquio.




Rebirth, 2012. Royal Academy of Arts, Londres.


Birds II, 2012. Sean Kelly Gallery.



Circle, 2012. Sean Kelly Gallery.


Changing Tides, 2012.


Miracle, 2012.


Sum Pilar, 2011. Foto Richard Learoyd.



Journey of Seven Light Bay, 2011. Vídeo.




Flat Stone, 2007.


Tom Na H-iu, 2006.


Transcircle II,  2004  Royal Academy of Arts, Londres.



Dream Temple, 2002.


Onenes, 2002.

Burning Desire, 1966-1998. Bienal de Veneza.


Nirvana, 1996-1997.


Star Doll, 1990. MoMA, Nova York







segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Wilfrido Lan





Wilfrido Lam (1902-1982) Nasceu em Sagua La Grande. Seu pai era um poeta chinês e sua mãe uma índia mestiça. Mudou-se para Havana com intuito de estudar Direito, mas simultaneamente dedica-se à Arte, matriculando-se na Academia de Santo Alexandre. 
No início dos anos 30 ligou-se ao Surrealismo. Visitou Picasso e foi bastante influenciado por ele. Em 1938, foi morar em Paris sob a orientação de Picasso interessou-se pela arte africana. Nesse mesmo ano, viajou para o México ficando hospedado com Frida Kahlo e Diego Rivera.reton
Durante a Segunda Guerra Mundial viveu no Caribe com Levy-Strauss, Andre masson e André Breton. Em 1942, desenvolveu um estilo próprio combinando Surrealismo, Cubismo com espírito e formas do Caribe.
Em 1960, estabeleceu-se em Albisola Mare, Itália. Lá, casou com a pintora sueca Lou Larin, com quem teve três filhos.Em 1964 recebeu o Prêmio Internacional Guggenheim. Atualmente, retrospectiva na Tate Gallery, Londres, no Centre Pompidou, Paris e no Museo Reina Sofia, Madrid.


Satã, 1942.



The Murmur, 1943.


The Jungle, 1942-1944. MoMA, Nova York,



Portrait of Woman, 1944. Guggenheim Museum, Nova York.




Femme Cheval, 1948.



La Fiancée de Kiriwina, 1949.



Lisa Mona, 1950.



Rumblings of the Earth, 1950. Guggenheim Museum, Nova York




Zambezia, Zambezia, 1950. Guggenheim Museum, Nova York.




Sem título, 1957. Edifício del Instituto Botánico, Universidad Central de Venezuela.


Animal, 1957. Coleção particular.




We Are Waiting, 1958. Coleção Particular, Paris.


Sem título, La Brousse, 1958.


The Children Without a Soul, 1964.





Horizons Chauds, 1968.


Coq Caraibe, 1970.


The Brothers, 1973.



Sem título, From For John, 1975-1976. Tate Gallery, Londres.

Exposição, 2016. Centre George Pompidou, Paris


Fonte: Wikipedia.

Maurizio Cattelan

Maurizio Cattelan
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