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quinta-feira, 26 de julho de 2018

Conversando sobre Arte entrevista com Edu Monteiro fotógrafo/artista, RJ



 Quem é Edu Monteiro? 
Sou fotógrafo, artista e pesquisador. Nasci em Porto Alegre dia 14/01/1972. Sou casado, tenho duas filhas e estou acabando meu doutorado em Arte na Uerj. Apesar da minha fotografia dialogar bastante com a etnografia e o estilo documental eu a considero cada vez mais próxima da ficção.

 Como você se interessou pela fotografia?
Comecei a fotografar aos 16 anos. Eu ainda estava na escola quando um amigo me convidou para fazer o curso técnico de fotografia do Senac. Aos 19 anos ganhei meu primeiro prêmio fotografando um violento conflito entre o MST e a polícia  e desde então decidi ser fotógrafo.  Já são 30 anos de intensa ligação com a imagem

Qual sua formação como fotógrafo?
Cursei jornalismo e sempre busquei aprimorar minha fotografia participando de cursos e encontros e muita leitura. Depois fiz uma pós-graduação em fotografia na Cândido Mendes,  mestrado em arte na UFF, aulas na EAV do Parque Lage,  cursei artes e história visual no museu Jeu de Paume em Paris e agora estou acabando meu doutorado em arte na UERJ.

 Que fotógrafos e outros artistas influenciam seu pensamento?
 São tantos... principalmente porque minha forma de trabalhar mudou muito nestes últimos dez anos e cada fase traz novas referências. Mas algumas continuam sempre presentes como Mário Cravo Neto e Miguel Rio Branco na Fotografia e Lygia Clark e Lygia Pape na arte. Atualmente estou bastante interessado nos pensadores martinicanos Aimé Césaire, Edouard Glissant e Fantz Fanon e nos romancistas Patrick Chamoiseau, Raphael Confiant. Também tenho lido o escritor português Valter Hugo Mãe e o angolano Kalaf Epalanga.

Que tipo de material você utiliza?
 Meu equipamento está cada vez mais simplificado. Uso uma Nikon D800 com apenas duas lentes Carl Zeiss, 35 e  85 mm. E de vez em quando levo uma velha câmera Hasselblad chamada Josefina com alguns filmes PB 120mm para passear.

 O material nacional já tem qualidade adequada?
Não.

 Qual a importância do Photoshop para produção das fotos?
 No meu caso ele serve apenas para ajustes de cor.

Você poderia falar sobre sua próxima exposição Costas de Vidro?
Costas de vidro é uma expressão utilizada pelos lutadores da Ladja – uma dança de combate praticada exclusivamente na ilha da Martinica, no Caribe, que lembra bastante a capoeira em alguns aspectos. Uma das canções mais populares nas rodas de ladja conta as façanhas do lendário mestre e exímio tocador de tambor chamado Andréa. A letra fala da sua capacidade de se tornar invisível na luta, com suas Costas de Vidro ele ficava transparente diante do adversário e assim não era atingido. Vale ressaltar que o  principal fundamento desta luta é o “ou wè`y ou pa wè`y” expressão em crioulo que significa: “vê mas não vê” e se refere à capacidade ilusionista dos golpes desta arte, que impossibilita a percepção visual do oponente diante do ataque - transformando o visível em invisível através do corpo. Nesta luta quem tem as costas de vidro possui o poder da invisibilidade.

Eu descobri a Ladja, que também é conhecida como Danmyé através da capoeira. Quando eu treinava capoeira sempre ouvia falar desta luta da Martinica através dos relatos de mestres de capoeira que já estiveram por lá. Em 2011 eu fui para Barbados fotografar uma matéria para a revista National Geographic brasileira sobre a diáspora dos judeus holandeses expulsos de Recife no Séc XVI, e aproveitei a proximidade de Barbados com a Martinica para ir por conta própria conhecer a Ladja. Fiquei fascinado por esse universo e acabei transformando este interesse em uma tese de doutorado em Artes na Uerj, e através de uma bolsa sanduíche morei seis meses na Martinica para aprender a lutar a Ladja e desta experiência desenvolver a pesquisa e as proposições artísticas. Este trabalho mergulha no universo do colonialismo, uma travessia que parte de suas rotas mais perversas, para navegar nos gestos de resistência corporais, artísticos e literários, até emergir nos atravessamentos das fronteiras físicas e culturais de suas expressões na contemporaneidade.

 Quando você é fotógrafo e quando você é artista?
Nesta exposição essas fronteiras encontram-se radicalmente difusas. Pela primeira vez vou expor em uma individual esculturas misturadas com fotografias, vídeos e instalações. Já faz alguns anos que minha fotografia caminhava em direção ao volume. Nas minhas séries anteriores Saturno e Autorretrato Sensorial eu criava esculturas efêmeras para serem fotografadas. Naturalmente estes objetos escultóricos foram ganhando força na minha produção até ganharem o espaço.

 Quais são seus planos para o futuro?
 Preparar minha próxima exposição no National Grade Museum de Taipei –Taiwan em outubro. Intensificar o diálogo entre fotografia, escultura e performance e mergulhar profundamente em questões que me inquietam e desafiam. Além disso estou muito empolgado em poder unir o universo da pesquisa com a produção artística, me agrada muito desenvolver projetos de longo prazo.






























sábado, 31 de março de 2018

Terra em Chamas – Vítor Mizael. Sob a curadoria de Paulo Gallina. Caixa Cultural, RJ


VÍTOR MIZAEL NA CAIXA CULTURAL RIO DE JANEIRO



Terra em Chamas apresenta um conjunto de obras inéditas do artista paulista que suscita uma reflexão sobre as origens do Brasil contemporâneo

A CAIXA Cultural Rio de Janeiro inaugura dia 31 de março, às 18h, a exposição Terra em Chamas – Vítor Mizael. Sob a curadoria de Paulo Gallina, serão apresentadas 51 obras do artista paulista que discutem as origens do momento em que vivemos, a partir de uma representação ficcional da flora e fauna brasileiras.

Em Terra em Chamas, Vítor Mizael transita entre desenho, gravura, pintura, escultura, objeto e instalação. Seus trabalhos ficam no limiar entre a familiaridade e a estranheza, a atração e a repulsa, o apuro e a precariedade. Através deles, o artista nos leva a um país primitivo onde os homens não se entendem separados dos animais, onde a cultura não é opositora ou simulacro da natureza e sim uma extensão abstrata do universo natural. Uma terra em chamas que não pode ser habitada, mas na qual a oposição entre os pássaros eternizados pelo empalhamento e os desenhos de homens, animais e plantas eternizados pela arquitetura possam incitar a imaginação do visitante.


“O objetivo da mostra é retratar os fundamentos de uma nação profícua
, cuja força reside em sua capacidade de adaptar-se: esta pátria”, explica Paulo Gallina. “As imagens criadas por Vítor guardam um passado mitológico, quando o chão eram labaredas e estas paragens eram impedidas às pessoas: um Brasil selvagem, uma natureza imaculada, sem a contaminação decorrente dos víveres humanos”, continua.

Ao discutir as origens do Brasil contemporâneo, Vítor Mizael subverte a expectativa historiográfica para apresentar uma época em que os pássaros revoavam em bandos, criando suas comunidades e abandonando-as sem ritos ou burocracias. Suas plantas e animais podem ser diferentes daqueles vistos nos livros de biologia, mas, se este é o caso, cabe ao visitante, auxiliado pelo recorte curatorial, descobrir quais as razões para a nova morfologia do passado mitológico natural brasileiro.

A exposição também trata das vidas contemporâneas e do estado das coisas presentes. Por isso, o artista e o curador refletem simbolicamente os signos do estado e as insígnias da nação. Objetos como bandeiras, mastros, prumos e outros materiais são transformados e, elaborando novos significados, Mizael consegue aniquilar conceitos segregacionistas e provocar, não apenas a razão como também, os variados sentidos e sensações humanas, em uma aproximação capaz de comunicar sem a dubiedade que impera pelas palavras.

Com patrocínio da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal, a produção do evento está a cargo de Anderson Eleotério da ADUPLA Produção Cultural, empresa que vem realizando importantes exposições itinerantes pelo Brasil, como: Farnese de Andrade, Athos Bulcão, Milton Dacosta, Antonio Bandeira, Bandeira de Mello, Carlos Scliar, Mário Gruber, Manoel Santiago, Raymundo Colares, Rubem Valentim, entre outras.








Serviço:
Exposição Terra em Chamas- Vítor Mizael
Entrada Franca
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Galeria 1
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25 – Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)
Telefone: (21) 3980-3815
Abertura: 31 de março de 2018 (sábado), às 18h
Visitação:  01 de abril a 24 de junho de 2018
Horário: de terça-feira a domingo, das 10h às 21h
Classificação Indicativa: Livre
Patrocínio: CAIXA e Governo Federal
Acesso para pessoas com deficiência

Assessoria de Imprensa:
Raquel Silva – raquelsilva@alternex.com.br
(21) 2274-7924 | (21) 2512-3828 | (21) 99965-3433

Assessoria de Imprensa da CAIXA Cultural Rio de Janeiro (RJ)
(21) 3980-3096 / 4097


Sobre o artista:   Vítor Mizael
Vive e travalha em São Paulo
Mestre em Estética e História da Arte (USP, 2008), Especialista em Museologia (USP, 2005), Bacharel em Artes Plásticas (Unesp, 2004), o artista questiona conceitos como salvaguarda, patrimônio, catalogação e exibição dentro do sistema de arte. Já realizou exposições individuais na BlauProjects, galeria – SP; Vitrine do Masp – SP; Centro Cultural São Paulo – SP; Paço das Artes – SP; Zipper Galeria – São Paulo; Galeria 6+1 – Madrid – Espanha; Conjunto Cultural da Caixa – SP e Conjunto Cultural da Caixa – RJ.

Entre as mais recentes exposições e atividades coletivas estão residência artística “Redbull house of art”, em São Paulo; 22º Salão Anapolino de Arte, Anápolis, GO (Primeiro Prêmio); A Luz que vela o corpo é a mesma que revela a tela, Caixa Cultural Rio de Janeiro, RJ (curadoria de Bruno Miguel); Ficções, Conjunto Cultural da Caixa, RJ (curadoria de Daniela Name); Eu fui o que tu és e tu serás o que eu sou, Paço das Artes, SP (curadoria de Josué Mattos).

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Serrote #26 e conversa com escritor francês Patrick Deville Instituto Moreira Sales, RJ






Lançamento
Serrote #26 e conversa com escritor francês Patrick Deville
No dia 1 de agosto (terça-feira), às 20h, o Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro promove um bate-papo com o escritor francês Patrick Deville, um dos principais convidados da edição deste ano da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). A conversa terá tradução simultânea, e a entrada é gratuita.

No evento, será lançado o número 26 da revista serrote, revista de ensaios publicada pelo IMS. A nova edição traz um texto de Patrick Deville inédito no Brasil. “Expresso transcaucasiano” é inspirado em uma viagem do autor pelas antigas repúblicas soviéticas da Geórgia e do Afeganistão, no final da década de 1990, em meio às ruínas do comunismo.

Após a conversa, haverá uma sessão de autógrafos com o autor, além da venda de seus livros e da serrote #26


Nascido em 1957, Deville ganhou destaque no cenário internacional nos últimos anos com um ciclo de "romances sem ficção". É autor de livros que mesclam técnicas literárias, pesquisa histórica e narrativa de viagem, como Viva! e Peste e cólera.

O evento é uma promoção conjunta do IMS, Editora 34, Flip, Consulado Geral da França no Rio de Janeiro e Instituto Francês do Brasil.
Compre sua serrote
Lançamento da serrote #26 e conversa com Patrick Deville
Data: 1 de agosto, terça-feira
Horário: 20h
Local: IMS Rio – Rua Marquês de São Vicente, 476 – Gávea

Evento gratuito, sujeito à lotação da sala
Tel.: (21) 3284-7400

Acesse a programação completa do evento

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

O Mapa de Von Martius - Ou Como Escrever a História Natural do Brasil Curadoria Iris Kantor e Julia Kovensky IMS



Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
CEP 22451-040 - Rio de Janeiro/RJ
Tel.: (21) 3284-7400


De terça a domingo e feriados (exceto segunda),
das 11h às 20h

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Conversando sobre Arte entrevista com o artista Caio Pacela






Quem é Caio Pacela? 
Acredito ser alguém que procura se reconhecer nas dúvidas e angústias do outro e que entende que a dor e as perplexidades são escola.

Como a arte entrou na sua vida? 
Desenho desde que me conheço por gente. Não sei exatamente quando iniciei, mas sei que nunca parei. Já a pintura entrou em minha vida quando entrei para a Escola de Belas Artes em 2006, porém houve um momento (não exatamente datável e não exatamente curto) em que percebi que a arte me convidava a rever as coisas e através dela poderia mostrar algo que faz parte de mim, independente desse "algo" ser bom ou ruim, e que não havia como descrever em palavras. 


Como você descreve seu trabalho? 
Penso que descrever verbalmente um trabalho que trata da imagem por excelência acaba sempre num certo grau limitando-o, mas poderia dizer que as questões provenientes da estranheza que o corpo me causa e sua aparente insuficiência e fragilidade me faz meditar sobre as várias formas de habitá-lo e tratá-lo. Penso em suas contradições. Deparar-me com as definições "Templo do sagrado" pela espiritualidade e "Matéria-prima manipulável" pela ciência e acreditar que ambos, de alguma forma, fazem sentido pra mim, me coloca num lugar instável, sensível ao mesmo tempo que desconstrói simbolismos e crendices. 


Que artistas influenciam seu pensamento? 
Dentre os já falecidos poderia citar Michelangelo, Gustav Klimt, Edgar Degas, Picasso, Lucian Freud, Rodolfo Amoedo, Eliseu Visconti, Cândido Portinari, Valentin Serov, Joaquín Sorolla, John Singer Sargent, Anders Zorn, El Greco, Diego Velazquéz, Morandi e Caravaggio. Já hoje em dia alguns dos meus "heróis" são Michael Borremans, Gerhard Richter, John Currin, Luc Tuymans, Rineke Dijkstra, Paula Rego, Marc Quinn, Eduardo Berliner, Justin Mortimer, Richard Billingham e Mamma Anderson. 


É possível viver de arte? 
Em minha experiência não tem sido, mas ainda é cedo pra falar disso.


Qual  a importância de sua participação na exposição  Nada Mais Daquilo Tudo, Na Moral Produções, Rio de Janeiro - RJ?
A exposição reuniu artistas que admiro muito, como por exemplo meus amigos Cláudio Tobinaga e Felippe Sabino que fizeram parte da minha formação, dentre outros tantos, e propunha mostrar e discutir um novo olhar sobre o nosso tempo, desconstrução e transformação...isso tem muito a ver com o que penso e o que tento falar em meus trabalhos. A Maria Baigur (Curadora e produtora) é uma pessoa extremamente cuidadosa e sensível e soube aproveitar o espaço da melhor forma possível. Também tive a oportunidade de mostrar dois trabalhos que ainda não havia exposto antes. 


Que comentários você faria sobre a Arte Contemporânea no Rio de Janeiro?
Pulo essa 

O material nacional para pintura já tem qualidade adequada? 
Não. Ao meu ver nunca teve e está longe de ter.

Como se projetar no cenário nacional? 
Minha busca enquanto novo artista e a principal forma de mostrar meu trabalho para o maior número de pessoas possível tem sido participar de editais e salões pelo Brasil ou fora dele. Como exemplo, estou participando nesse momento da Mostra Bienal CAIXA de Novos Artistas, um projeto que leva uma grande exposição coletiva com artistas em início de carreira por todas as unidades da Caixa pelo Brasil (7 no total) num período de um ano e meio aproximadamente. A Mostra tem sido sucesso por onde passa e chega ao Rio em Novembro. Há hoje também as mídias sociais que acabam de certa forma aproximando o trabalho das pessoas, embora a experiência não seja exatamente a mesma. Enfim, é um caminho longo, duro e trabalhoso, demanda perseverança e insistência, mas vale se é isso que te move.


O que você pensa sobre os salões de arte, alguma sugestão para aprimorá-los? 
Acredito que são de extrema importância, ainda mais num cenário como o nosso onde o investimento no ensino, promoção e divulgação da arte é baixíssimo (especialmente pra quem está começando). Porém há uma questão que sempre me incomoda; alguns salões mesmo depois de uma pré-seleção, exigem que os trabalhos sejam vistos presencialmente pela banca antes de aprová-lo (sem problema até aí), mas não cobrem qualquer tipo de despesa com envio e/ou retorno do material que o artista terá caso não seja aceito ou não ganhe um dos primeiros prêmios e este acaba arcando sozinho com tudo. Sei que alguns artistas abusam do tratamento das imagens no portfólio e enviam trabalhos bem diferentes do que foram vistos pela foto, mas creio ser um percentual muito baixo e seria de grande valia ao menos dividir tais despesas com os artistas, já que o interesse é de ambos.


Que diferença você poderia comentar sobre seus estudos na  EBA e na EAV, Parque Lage? 
São lugares extremamente diferentes na maneira como vêem a arte, ambos tem seus defeitos e qualidades, mas cada um à sua maneira tem grande valor pra mim. Na EBA tive a oportunidade de ir fundo no estudo da técnica do desenho e da pintura e conhecer um pouco sobre restauração (ensinamentos que são imprescindíveis em minha caminhada hoje), ali existem professores muito capazes nesse sentido e grandes artistas. Já na EAV tem sido muito importante conhecer artistas com formações distintas e em momentos diferentes da carreira e ter contato com uma forma muito aberta de discutir e fazer arte. Ali também os professores me parecem ter um pouco mais de experiência com o "meio" (galerias, curadores, instituições, etc.). Enfim, ambos tem um papel fundamental em minha carreira e tenho cada vez mais respeito e carinho por essas instituições.

Quais são seus planos para o futuro? 
Pretendo fazer pós-graduação, mas com foco na possibilidade de tornar-me professor universitário para ter uma certa segurança financeira, mas confesso que isso é um "plano B" que tem sido necessário ser considerado.  O "plano A" mesmo seria poder usar todo o meu tempo de trabalho produzindo no ateliê, participando de projetos, residências, exposições, estudando e até mesmo dando aulas particulares que tem sido algo que já tenho feito com prazer.  




Sem título - Óleo sobre tela - 29 x 24 cm - 2016.


Acesso - Óleo sobre tela - 30x30 cm - 2014.


Bem aventurado - óleo sobre tela - 74x140  cm - 2015 (1)


Fundação - óleo sobre tela - 24,8x15 cm - 2015.


Ideia fixa - Óleo sobre tela - 73x92 cm - 2014.


 Aparelho de substituição sensorial - Óleo sobre tela - 50x70 cm - 2014.


Sem título - Óleo sobre tela - 50 x 40 cm - 2016.

Sem título - Óleo sobre tela - 108 x 72 cm - 2016.


 Um - Óleo sobre tela - 105x125 cm - 2015.


Último Grito - Óleo sobre tela - 70x50 cm - 2014.




quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Importância de Ser... Museu de Arte Moderna, RJ


MUSEU DE ARTE MODERNA DO RIO DE JANEIRO APRESENTA A EXPOSIÇÃO “A IMPORTÂNCIA DE SER...”, COM OBRAS DE 40 RENOMADOS ARTISTAS DA BÉLGICA

Com curadoria de Sara Alonso Gómez e coordenação de Bruno Devos, mostra traça um vasto panorama da arte contemporânea do país e encerra a programação do “Belgarioca”, festival que aproxima a Bélgica do Rio de Janeiro




Uma casa de três metros de altura pendurada de cabeça para baixo. Uma instalação com centenas de tijolos suspensos. Uma escada que convida o visitante a dar uma espiada por cima de uma nuvem de fumaça. Com impactantes obras de arte produzidas por 40 artistas belgas, a exposição A Importância de Ser...|The Importance of Being... promete surpreender os cariocas com uma cuidadosa seleção da arte contemporânea produzida na Bélgica nas últimas décadas.
Depois de ser vista no Museu Nacional de Belas Artes de Havana, em Cuba, e no Museu de Arte Contemporânea de Buenos Aires, na Argentina, a mostra, cujo título faz alusão à famosa peça de Oscar Wilde, A Importância de Ser Prudente, chega ao MAM-Rio para uma temporada de dois meses, de 16 de dezembro a 14 de fevereiro. Em seguida, será apresentada em São Paulo, no MAC-USP, de 11 de abril a 29 de novembro de 2016.
Mais que uma experiência visual, a exposição, que tem curadoria da cubana Sara Alonso Gómez, coordenação de Bruno Devos e produção da R&L Produtores Associados, traz 40 obras que vão mexer com todos os sentidos do público. Temas como poder, memória, conflitos, fronteiras e relações humanas são retratados num repertório variado, que inclui instalações, pinturas, objetos, gravuras, vídeos e fotografias. “A exposição The Importance of being... é o último evento do festival belga no Rio, o Belgarioca 2015, que homenageia as artes, não só através da música, mas também apresentando as artes plásticas e visuais do nosso país”, comemora o Cônsul da Bélgica, Bernard Quintin.
“A Bélgica é um pequeno país da Europa, mas com uma cultura muito rica e cena ativa na arte contemporânea. Foi uma escolha difícil chegar aos 40 nomes aqui reunidos. Passei quase um ano visitando estúdios, entrevistando cada artista para entender o seu pensamento e construir a narrativa da mostra. Essa exposição é uma experiência que pode ser vivenciada em diferentes formatos, com uma viagem a um local desconhecido, onde o próprio público vai eleger seus destaques”, explica a curadora.
Os destaques realmente são muitos. Em Smoke Cloud, Peter de Cupere criou uma nuvem em técnica mista, por meio da qual o espectador é instigado a sentir um forte odor de poluição. Conhecido por produzir instalações olfativas, Peter provoca uma reação que transcende o simples ato de ver ou de cheirar. Participante da Bienal da Veneza (2005 e 2009), Pascale Marthine Tayou apresentará The Falling House, uma enorme casa que estará, literalmente, invertida. A instalação, que pesa 250 quilos, chama atenção para as diferenças globais, retrata a imagem do pobre que vira rico e de crianças africanas que parecem vestidas com trajes da cultura ocidental.
A exposição reúne outras produções surpreendentes. O badalado artista belga Francis Alys apresenta o resultado de sua pesquisa sobre lapsos de tempo na vídeo-instalação Politics of Rehearsal, com direito a sofás e um monitor monocanal. Censurada na Bienal de Veneza de 2009, a obra do caricaturista Jacques Charlier, 100 Sexes d'Artistes, com desenhos de 100 órgãos sexuaispoderá ser vista pela primeira vez pelo público.
Fotografias documentais registradas no Congo, por Carl de Keyzer; instalação com urnas de votação de seis países, criada por Guillaume Bijl; e esculturas de cristal desenvolvidas por Lieve Van Stappen integram a exposição, que é o resultado de um esforço conjunto da Embaixada da Bélgica, em parceria com diversas instituições de apoio, entre elas o Grupo Multiterminais.
“A arte do país é aqui submetida a interpretações, hipóteses, descrições e conotações, que, apesar de situadas entre o mito e a realidade, também delineiam uma identidade própria. O objetivo extrapola a noção de nacionalidade belga”, comenta o coordenador e idealizador do projeto, Bruno Devos.

Festival Belgarioca 2015
O festival belga no Rio, promovido e organizado pelo Consulado Geral da Bélgica, tem o objetivo de difundir entre os cariocas a cultura belga através de diversas apresentações de música, arte, gastronomia e projetos sociais – temas que fazem parte do DNA belga.
E para encerrar o festival, o Consulado belga no Rio de Janeiro promove a exposição de arte contemporânea “The Importance of Being...”, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.  “Esta exposição resume a nossa visão aberta da sociedade: artistas belgas, nascidos na Bélgica, ou estrangeiros, que trabalham principalmente na Bélgica", conta o Cônsul da Bélgica Bernard Quintin. E reitera: “a Bélgica é uma maneira de ser e de viver e isto nos foi muito bem demonstrado pelos artistas participantes do festival. "
ARTISTAS PARTICIPANTES: Marcel Broodthaers; Chantal Akerman; Francis Alÿs; Charif Benhelima; Guillaume Bijl; Michaël Borremans; Dirk Braeckman; Jacques Charlier; David Claerbout; Leo Copers; Patrick Corillon; Cel Crabeels; Berlinde De Bruyckere; Jan De Cock; Peter de Cupere; Carl De Keyzer; Raoul De Keyser; Edith Dekyndt; Wim Delvoye; Fred Eerdekens; Jan Fabre; Michel François; Kendell Geers; Johan Grimonprez; Ann Veronica Janssens; Marie-Jo Lafontaine; Jacques Lizène; Kris Martin; Hans Op de Beeck; Walter Swennen; PascaleMarthineTayou; Ana Torfs; JoëlleTuerlinckx; Philippe Vandenberg; Koen van denBroek; Anne-Mie Van Kerckhoven; Koen Vanmechelen; Lieve Van Stappen; Bruno Vekemans; Angel Vergara Santiago.


 Guillaume Bijl_Urnas de votação de seis países


Jacques Charlier_ 100 Sexes d'Artistes



 Pascale Marthine Tayou_The Falling House.


Peter de Cupere _ Smoke Cloud







SERVIÇO
Título: A Importância de Ser...|The Importance of Being...
Abertura para convidados: 16 de dezembro, às 18h.
Período da exposição: 16 de dezembro a 14 de fevereiro de 2016
Curadoria: Sara Alonso Gómez
Idealização e coordenação: Bruno Devos
Produção: R&L Produtores Associados
Período: de 17 de dezembro a 14 de fevereiro.
Local: Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro
Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85
Parque do Flamengo – Rio de Janeiro – RJ 20021-140
Telefone: (21) 3883.5600
Funcionamento: ter. – sex. 12h – 18h; a bilheteria fecha 17h30
Sáb. – dom. – feriados 11h – 18h; a bilheteria fecha 17h30
O salão de exposições não abre em: 01 jan., 19 jan., 14-18 fev., 03 abr., 24 e 25 dez., 31 dez. 2015 e 01 jan. 2016.
Tarifa: R$ 14. Ingresso família aos domingos para até cinco pessoas.
Maiores de 60 anos e estudantes: R$ 7
Cinemateca: R$ 8
Gratuidades: Amigos do MAM, crianças até 12 anos e funcionários dos mantenedores e parceiros e nas quartas após 15h mediante apresentação de senha, cuja distribuição ocorre no mesmo dia (a partir de 15h). Estão disponíveis 2000 senhas para cada quarta-feira.



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Frase Comunicação
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(21) 3042-5405/ 9294-1935

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21 2286.7926 e 3285.8687

Maurizio Cattelan

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