sábado, 24 de novembro de 2018

ABERTURA DA EXPOSIÇÃO DO FOTÓGRAFO JOSÉ DINIZ 'ENTRE AS MARGENS DO RIO" NO CENTRO CULTURAL JUSTIÇA FEDERAL,





Centro Cultural Justiça Federal inaugura terça-feira, dia 27 de novembro, a exposição inédita “ENTRE AS MARGENS DO RIO”, do fotógrafo José Diniz, com trabalho visual e poético em que memória e o passado são traduzidos numa especial homenagem do artista para o seu pai.  A mostra apresenta 51 obras entre fotografias, pinturas, instalações, objetos e vídeo, em que o fotógrafo reconstitui lembranças da infância às margens do Rio São João, em Barra de São João, litoral fluminense ao norte da Região dos Lagos. Com curadoria do fotógrafo Joaquim Paiva, um dos mais importantes colecionadores de fotografia do Brasil, a exposição é organizada em vários ensaios na parede como “Rio São João”, “Quadros do meu pai”, “canoas” e “Cacos”. Três vitrines mesclam trabalhos do fotógrafo e de seu pai. A entrada é gratuita e a mostra ficará ambientada até o dia 3 de fevereiro de 2019, no CCJF.















Entre as margens do rio

O que José Diniz explica sobre o seu trabalho nos ajuda, claro,  a melhor entendê-lo e apreciá-lo. Mas a sua visualidade poética,  a  força e beleza de suas imagens dispensariam maiores explicações. O que quero dizer:  os seus conjuntos  fotográficos anteriores a esta exposição – Periscópio, Cerrado,  Botafogo (Esquina e Voluntários) – são o  contrário daquilo que a fotografia algumas vezes se presta a cumprir em alguns circuitos – o papel de mera ilustradora  de um discurso, sim, teórico, mas não visual.
Por isto, me dá prazer ver este trabalho justificadamente visual, poético, que tem a ver com memória, passado,  com  o mundo visto por certo  olhar da arte,  simplesmente:   ideia e forma. É uma homenagem a seu pai.
Diniz nos fala:  Tive forte influência de meu pai que era artista plástico, professor de desenho e geometria na Universidade Federal Fluminense  /  Aprendi muito sobre composição, observando as técnicas de perspectiva no desenho e na pintura  /  ...entre 1962 e 1967...frequentei o curso de pintura infantil com Ivan Serpa no MAM-Rio.  /  sobre Barra de São João, litoral fluminense ao norte da Região dos Lagos, diz:  Freqüentei este lugar desde muito pequeno nas férias de verão e julho  /  Vivi com os pés na água pescando, andando de canoa ou simplesmente vagando à beira-rio.  /  Gostava de visitar aquele cemitério  /  sobre a casa de sua família:  restos de objetos, moedas, cacos de porcelana e até algemas foram encontrados enterrados  nessa área  /  Fazer atividades de arqueologia era o meu divertimento.
Tenho várias séries fotográficas de José Diniz e elas vão se somando umas às outras em termos de qualidade visual.  A explicação talvez para esta soma  resida em uma frase que José escreveu em resposta a algumas perguntas que lhe fiz.
 Ah, um parêntese voltando à fala do artista, quando diz:  Vivi intensamente a minha infância e juventude em Barra de São João.  Esta vivência foi reforçada pelas fantasias, sentimentos, emoções, sensações.


O artista:
José Diniz (1954), Niterói-RJ, fez o curso de pós-graduação em Fotografia na Universidade Candido Mendes-RJ e participou de cursos no MAM-Rio, EAV Parque Lage e no Ateliê da Imagem. Publicou mais de uma centena de livros de artista, além das edições de arte “Literariamente” e os coletivos “SAARA Carioca” e “VAI-E-VEM”. Participou de exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Em 2013 foi indicado pelo British Journal of Photography como “Ones to Watch in 2013”; Em 2012 foi contemplado com o Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia e em 2011 participou da III Bienal International Discoveries em Houston – Texas onde curadores do FOTOFEST escolheram 12 novos fotógrafos em vários países durante 2010/2011.

Desde a infância José Diniz se relaciona com o mar e com a fotografia. As pinturas marítimas de seu pai, os passeios de canoa em Barra de São João ou as câmeras presenteadas pelos seus dois avós fundamentam seu imaginário. 

O artista resolveu se dedicar a fotografia profissional em 2007.    Rapidamente ganhou destaque no mercado de arte.  “O meu trabalho na fotografia é um reflexo da minha vida. Talvez por ter iniciado tardiamente a minha carreira nas artes visuais, quero compensar obsessivamente esse “gap”, revisando coisas que estão na minha memória em forma de poesia visual”, afirma o fotógrafo.  “Arte tem a ver com obsessão, muito trabalho, disciplina, intensidade, a passagem do tempo. Há artistas que fazem o melhor da sua obra quando jovens, outros na maturidade”, complementa Joaquim Paiva. Os seus conjuntos fotográficos anteriores a esta exposição – Periscópio, Cerrado, Botafogo (Esquina e Voluntários) – são o contrário daquilo que a fotografia algumas vezes se presta a cumprir em alguns circuitos – o papel de mera ilustradora de um discurso, sim, teórico, mas não visual”, afirma o curador da nova exposição ENTRE AS MARGENS DO RIO, que fica ambientada no Parque das Ruínas até 3 de fevereiro de 2019

As imagens de Diniz fazem parte de várias importantes coleções particulares e estão no acervo de significativos museus como Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro/Coleção Joaquim Paiva e Museum of Fine Art of Houston.
www.josediniz.com.br  /  Crédito da foto do artista: Fernanda Chemale

ENTRE AS MARGENS DO RIO - José Diniz
Abertura: 27 de novembro, terça-feira, 19 horas
Período: 28 de novembro de 2018 a 3 de fevereiro de 2019, 12:00 às 19:00
CCJF – Centro Cultural Justiça Federal
Av. Rio Branco, 241 - Centro, Rio de Janeiro - RJ - (55 21) 3261-2550
De terça-feira a domingo, de 12h as 19h


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Maurizio Cattelan

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