segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Felícia Leirner







A escultora nasceu em Varsóvia, na Polônia, em 1904.

 Em 1927, veio para o Brasil, país que adotou como pátria e, onde permaneceu até sua morte em 1996.

Aos 44 anos, iniciou seus estudos de escultura com o renomado artista Victor Brecheret. Seus primeiros trabalhos pertencem à fase Figurativa e datam de 1950 a 1958. Em 1953 e 1955, confirmou sua importância como artista ao participar das Bienais de São Paulo.

Na de 1955, foi agraciada com o Prêmio de Aquisição do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Nessa época, sua obra teve importante reconhecimento no país e no exterior. Em 1957, suas esculturas foram incorporadas aos acervos do Museu de Arte de São Paulo -MASP e do Museu de Arte Moderna de Paris, hoje conhecido como Centro Georges Pompidou.
Outros importantes museus da Europa, como o Stedejlik Museum de Amsterdã e a prestigiadíssima Tate Gallery de Londres, também adicionam seus trabalhos às respectivas coleções. Em 1963, a Bienal de São Paulo dá a Felícia Leirner o prêmio de Melhor Escultor Brasileiro.
Entre 58 e 62, a artista já consagrada, entra em um novo momento de sua trajetória. Suas peças Figurativas tornam-se cada vez mais abstratas. Nasce a fase das Cruzes, de 1963, seguida pelas das Estruturações (1964/1965 ). Seu trabalho continua a ser reconhecido no Brasil e no exterior. As Bienais VIII, IX e X concedem-lhe a honra de expor em Sala Especial. 
O Correio do Brasil emite um selo comemorativo da X Bienal escolhendo uma escultura da Felícia para ilustrá-lo. Outros museus de renome mundial como o Hermitage na Rússia, o Royale de Belgique, o Ein-Hod de Israel e a Moderna Galeria de Belgrado acolhem suas obras.
Em 1962, abalada pela morte precoce de seu companheiro Isai Leirner, trocou São Paulo por Campos do Jordão, onde possuía uma casa com espaçoso terreno, que abrigou suas esculturas até 1978, época em que foram transferidas para o novo museu.
Sempre em busca de novas formas e materiais, deixa o barro, o bronze e o granito e começa a produzir grandes peças em cimento branco, auxiliada por trabalhadores da região. Esse é o ponto de partida para a fase dos Habitáculos, de 1966, onde envereda pela território da arquitetura, com esculturas habitáveis. Seu amor à natureza e aos animais a leva em 1970 à fase dos Bichos, um curioso e fantástico zoológico de ricas formas. Na mesma época, concebe um grande conjunto dedicado ao Homem, A Família.Obra de grandes dimensões, com quase 8 metros de comprimento por 3 de altura foi também executada em granito. Essa versão encontra-se nos jardins diante do Palacio do Governo do Estado de São Paulo. A partir de 1970, passa a executar grandes Colunas, cheias de cavidades, onde a água da chuva poderia se acumular e refrescar os pássaros, animais pelos quais sempre demonstrou especial carinho. Emblemática desta fase é o São Francisco, de braços abertos aguardando a visita dos pássaros.
O amor de Felícia Leirner à natureza e a Campos do Jordão foi concretizado em 1978 com a criação do Museu Felícia Leirner pelo Governo do Estado de São Paulo. Todas as obras de sua autoria e de sua propriedade foram doadas pela escultora ao recém criado museu. O International Sculpture Center de Washington, através de sua revista Sculpture classificou, em 1987, o parque de esculturas Felícia Leirner entre os mais importantes do mundo.
Felícia Leirner continuou seu trabalho, produzindo obras dentro do próprio museu. É a fase dos Portais que se inicia em 1980 com formas recortadas, planas, que se distribuem sobre a paisagem como mensagens enigmáticas. Em 1982, coloca duas molduras em uma árvore torta. É o fim de sua produção no museu. A partir desse momento, recolhe-se em sua casa de Campos do Jordão, onde continua, como sempre, a distrair-se com seus talentos. Borda, faz tapetes, desenha e escreve : Felícia também continuou a produzir esculturas menores em barro, que eram depois fundidas em bronze. Quase todas retratavam pássaros.
Nunca envelheceu, só tornou-se mais idosa. Amada pela família, admirada por um grande número de artistas e intelectuais passou seus últimos anos, entre Campos do Jordão quando a temperatura era amena e São Paulo. Felícia Leirner morreu tranquilamente aos 92 anos em sua casa de São Paulo.















Cruzes





























Felícia Leirner

O Que Faço:

Arrumo, Desarrumo,
Corto, Emendo, Arranjo,
Furo Papel, Pano, Tudo Que Estiver Ao Meu Alcance
Arrumando, Desarrumando, Modificando
E Daí, O Que Valeu?
Valeu O Que Senti E Modifiquei 
Fonte: Texto extraído do folheto de divulgação oficial - Secretaria de Estado da Cultura - Campos do Jordão.

domingo, 18 de novembro de 2018

Imagem Semanal: Crianças



Verrochio (1435-1498). Cupid with Delphin, 1479. Palazzo Vechio, Florença.

Rafael Sanzio (1483-1520) Putti. Madonna Sistina, 1512-1523.



Hans Holbein The Younger (1497-1543) Portrait of Charles VI, as a Child, 1538. National Gallery of Art, Washington.

Diego Velazquez (1599-1660) The-Infanta-Don-Margarita-De-Austria, 1660. Museu do Prado, Madrid.


Peter Paulo Rubens (1577-1640). Portrait of a Boy _ Nicholas Rubens, 1625. Museu Albertina de Viena.

Rembrandt (1609-1669) The Abduction of Ganymedee, 1635. 
 Staatliche Kunstsammlungen Dresden



Bartolomé Esteban Murillo (1618-1682). The Good Shepherd,1660, Museu do Prado. 

Francisco Goya (1746-1828) Jose Costa y Bornelles (died 1870) Called Peppito, 1810. Metropolitan Museum of Art.

John Hoppner (1758-1810)  Portraits of the Nobleman's Children ou The Sackville Children, 1796. Metropolitan Museum of Art, Nova York.

Mary Cassatt () Child in Straw Hat, 1886 National Gallery, Londres.

Claude Monet (1840-1920) Corner of the Apartament, 1875. Mussée d' Orsay, Paris.


Paul Gauguin (1848-1903). Portrait of a Child (Aline Gauguin), 1877. Coleção particular.

 Vincent van Gogh (1853-1990) . Portrait of Camille Roulin, 1888. Museum van Gogh, Amsterdam.

Henri Rousseau (1844-1910) Boy in the Rocks, 1895-1997. National Gallery, Washington.

Joaquim Sorolla y Batisda (1883-1923) Children on the Beach, 1909.

Ron Mueck (1958 -) Big Baby ,1996-1997. Saatchi Gallery, Londres.

  Yoshitomo Nara (1959) t. White Kytt,1998.


Alexey Terenin (1969-), Change of Seasons, Moscow; based in Prague, Czech)


Damien HIrst (1965-) The Miraculous Journey, 2018Doha Museum




sábado, 17 de novembro de 2018

Emissário - Rafael Alonso Galeria Milan

"Delírio Tropical", 2018
Acrílica sobre tela
250 x 200 cm


O pintor Rafael Alonso apresenta, de 24/11 a 20/12, a sua primeira exposição individual na Galeria Millan, intitulada “Emissário”. Nesta nova série de trabalhos - que ocupa o Anexo Millan, localizado a apenas 50 metros da galeria -, Alonso exibe cerca de 50 pinturas morfologicamente diversas entre si mas que carregam em diferentes graus o mesmo raciocínio: a ideia de que elas seriam sintomas da crise de certa ideia de “realidade”. São colagens de signos que vão desde o conceito de paisagem comumente associado aos trópicos, como acontece na obra “Chuva Dourada”, passando pelo cromatismo chavão de “Delírio Tropical”, até a história recente da arte brasileira com referências aos projetos concretos, como na pintura “Raspadinha”.


O humor é uma característica fundamental e perpassa todas as obras apresentadas nesta mostra. Conceitos como gosto e expressividade são discutidos pela produção de imagens ao mesmo tempo atraentes e desconcertantes de Alonso. Através da cor, da composição, da ocupação do espaço, do uso dos materiais ou do uso das palavras, o artista fluminense nos propõe uma reflexão acerca de concepções muitas vezes cristalizadas do que seria o fazer artístico.


Rafael Alonso – "Emissário"
Anexo Millan
Rua Fradique Coutinho, 1416, Vila Madalena, São Paulo, SP
Tel.: (11) 3031-6007
Abertura: 24 de novembro de 2018, sábado, das 12h às 16h
Visitação: de 26 de novembro a 20 de dezembro de 2018
De terça a sexta-feira, das 10h às 19h; sábado, das 11h às 18h
www.galeriamillan.com.br 
Classificação livre; entrada gratuita
Possui ar-condicionado e três vagas de estacionamento

Luiz Zerbini na Carpintaria


Encalço - David Almeida Múltiplo Espaço de Arte


Exposição coletiva Galeria de Artes Marly Faro


Felipe Seixas coletiva “Opacidades Relativas”, com curadoria de Danilo Villa, no SESC – Ribeirão Preto.


Felipe Seixas coletiva “Opacidades Relativas”, com curadoria de Danilo Villa, no SESC – Ribeirão Preto.


Sem Título, 2018. Asfalto, massa asfáltica, neon, aço e concreto. 185 x 450 x 90 cm



Sem Título, 2018. Asfalto, massa asfáltica e projeção. 120 x 40 c



sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Emil Nolde




Emil Nolde (1867-1956) Seu verdadeiro nome é Emil Hansen. Nasceu em Nolde, Dinamarca. Em 1889, entrou para School of Applied Arts, Karlsruhe. Seus temas preferidos são os religiosos, as paisagens, e naturezas mortas. Pinceladas livres com cores vivas, formas distorcidas. Utilizou-se de pinturas, aquarelas, desenhos, gravuras e esculturas. Entre 1913-1914, fez viagem a Nova Guiné com influência em sua obra.No início foi apoiado pelos nazista, mas Hitler considerou suas pinturas verdadeiras aberrações, longe do ideal alemão e, ele acabou em desgraça com suas obras confiscadas. Após o término da Segunda Guerra, ele teve seu reconhecimento recebendo a Ordem do Mérito. Sofreu forte influência de van Gogh, Daumier, Munch, James Ensor e Degas. Foi membro do grupo Die Brücke. Retrospectiva na National Gallery, Londres em 2018.



Head with Pipe (Self Portrait), 1907.

White Tree Trunks, 1908.



The Last Supper, 1909. National Gallery Demmark.


Christ and the Children, 1910.


Masks Still-Life III, 1911.


Self-Portrait, 1912.


Discussion, 1913. Litografia. MoMA, Nova York.


Blue and Violets Flowers, 1916. MoMA, Nova York.


Landscape, North Friesland, 1920.


Paradise Lost, 1921.


Sea with Red Sun, sd.


Rain over a Marsh, s.d.



Entardecer no Outono, 1924.


Los Vagabundos, 1924. Museum Ludwid, Colônia.


Rote Rispe, 1925. Coleção particular.



Sky and Sea, 1930.


Magician, 1931-1935. MoMA, Nova York.


Frisian Farm on the Canal, 1935.

Farmstead under Red Evening Sky, sd.



Maurizio Cattelan

Maurizio Cattelan
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