quarta-feira, 16 de maio de 2018

O Museu do Açude inaugura no dia 20 de maio a exposição “Jazida”, da artista carioca Elizabeth Jobin


MUSEU DO AÇUDE RECEBE INSTALAÇÃO TEMPORÁRIA DE ELIZABETH JOBIM
Inauguração será no sábado, dia 20 de maio


O Museu do Açude inaugura no dia 20 de maio a exposição “Jazida”, da artista carioca Elizabeth Jobim. A mostra apresenta sete obras de concreto pigmentado, que serão dispostas na área externa próxima à sede do museu.  A obra integra o Circuito de Arte Contemporânea - Projetos Temporários, que já contou com trabalhos de Carla Guagliardi, Tatiana Grinberg, Ricado Ventura e João Modé e, na sua vertente de longa duração, apresenta instalações de nomes como Angelo Venosa, Eduardo Coimbra, Helio Oiticica, Iole de Freitas,  José Resende, Lygia Pape e  Waltercio Caldas entre outros.

A exposição Jazida consiste em uma série de trabalhos de medidas variadas. Cada um compreende um ou dois elementos e variam entre 40cm a 180cm de comprimento. As sete peças são feitas em concreto pigmentado e fazem alusão a elementos da arquitetura como os degraus, bases e pilastras existentes no jardim ao redor.

Segundo Elizabeth Jobim, o trabalho parte do formato dos degraus e outros elementos espalhados pelo solo do jardim do Museu do Açude. “Seriam minérios extraídos, acumulados recentemente ou ruínas de tempos passados? ”, questiona a artista. Ali, paralelepípedos descansam reclinados e lajes e colunas amontoam-se num arranjo meio desalinhado. 

“O concreto foi misturado a cores terrosas, óxidos de ferro e armado com ferro como se para erguer uma morada. O tempo faz uma pausa e os elementos emitem lentamente cada um uma cor que vem do interior e se irradia, dissipando-se na exuberante Mata Atlântica. Logo, plantas e animais voltarão a eclodir e a decair incessantemente na floresta”, explica Elizabeth Jobim.
“Por seis meses, os visitantes poderão conferir o novo trabalho concebido especialmente para o projeto por esta grande artista brasileira, que aqui evoca a arquitetura da casa e seus jardins, corroborando com a proposta do Museu do Açude de promover o diálogo entre arte, natureza e cidade”, comemora Vera de Alencar, diretora dos Museus Castro Maya. 
Mais sobre a artista
Elizabeth Jobim nasceu em 1957 no Rio de Janeiro. Formou-se em Comunicação Visual na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ), em 1981, e fez mestrado em Artes Plásticas (MFA)na Escola de Artes Visuais de Nova Iorque. Lecionou Desenho e Pintura na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (Rio de Janeiro), em 1994 e em 2010. Entre as suas exposições coletivas, destacam-se: Salão Nacional de Artes Plásticas, no Museu de Arte Moderna (Rio de Janeiro, 1982/1983); Como vai você Geração 80?, no Parque Lage (Rio de Janeiro, 1984); Rio hoje, no Museu de Arte Moderna (Rio de Janeiro, 1989); Panorama da arte atual brasileira, no Museu de Arte Moderna (São Paulo, 1990); Arte contemporânea brasileira, na Galeria Nacional de Belas Artes (Pequim, China, 2001); O espírito de nossa época: coleção Dulce e João Carlos de Figueiredo Ferraz, no Museu de Arte Moderna (São Paulo, 2001); Caminhos do contemporâneo – 1952/2002, no Paço Imperial (Rio de Janeiro, 2002) e 5a Bienal do Mercosul (Porto Alegre, 2005); Art in Brasil 1950-2011 - Europalia 2011, no Palais des Beaux-Arts, (Bruxelas, 2011);(de)(re)construct, no Bronx Museum of the Arts (Nova Iorque, 2015). Entre as individuais: Pinturas e desenhos, na Galeria Raquel Arnaud (São Paulo, 1997); Aberturas, no Paço Imperial (Rio de Janeiro, 2006);  Endless lines, na Lehman College Art Gallery (Nova Iorque, 2008); Sem fim, na Lurixs: Arte Contemporânea (Rio de Janeiro); Voluminous, na Frederico Sève Gallery, (Nova Iorque, 2009); Em azul, na Estação Pinacoteca, (São Paulo, 2010); Mineral, na Lurixs: Arte Contemporânea (Rio de Janeiro, 2012); Blocos, no Museu de Arte Moderna (Rio de Janeiro, 2013); Bloco B, no Oi Futuro (Rio de Janeiro, 2015); Arranjo, na Galeria Raquel Arnaud (São Paulo, 2016); In This Place, Henrique Faria Fine Art (Nova Iorque, 2017). Possui trabalhos em coleções públicas como Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Pinacoteca do Estado de São Paulo e Bronx Museum of the Arts.




Sobre o Museu do Açude
A história do Museu do Açude inicia-se bem antes de sua criação, em 1964. Está intimamente associada aos episódios que no passado marcaram a residência de Raymundo Ottoni de Castro Maya, cenário de festas, almoços e visitas de personalidades internacionais. Pelas salas do local os visitantes encontram azulejaria portuguesa do século XVIII, peças oriundas de igrejas e a rica coleção de arte oriental. Pelas trilhas que cortam os 151.132 m2, é possível ter contato com a fauna e a flora típicas da Mata Atlântica.

Serviço
Instalação Temporária de Elizabeth Jobim
Exposição Jazida
Local: Museu do Açude, Estrada do Açude, 764, Alto da Boa Vista
Telefone: (21) 3433-4990
Abertura: 20 de maio, às 12h (de 12h às 15h)
Horário de visitação: diariamente, exceto terças-feiras, das 11 às 17h
Entrada a R$ 6,00 (entrada  gratuita às quintas-feiras).
Período da exposição: 20 de maio a 20 de novembro.

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Maurizio Cattelan

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