quarta-feira, 4 de abril de 2018

SP-Arte Galeria Base com o artista José Cláudio Curadoria: Clarissa Diniz.



GALERIA BASE PARTICIPA DA SP-ARTE 2018 COM STAND DEDICADO À OBRA DE ARTISTA PERNAMBUCANO 

"Carimbosexibe trabalho de José Cláudio, em comemoração aos cinquenta anos de produção da série homônima 

A Galeria BASE participa da edição 2018 da SP-Arte – Feira Internacional de Arte de São Paulo, com stand inteiramente dedicado ao artista plástico pernambucano José CláudioCom direção de Daniel Maranhão Fernando Ferreira de Araújo, e curadoria de Clarissa Diniz, a mostra "Carimbos" homenageia os cinquenta anos da série homônimae apresenta ao público vinte e três obras, em técnica que mistura nanquim sobre papel a partir de carimbos. Ao longo do primeiro dia da feira, a Galeria BASE também promove, em seu stand, o lançamento do livro de mesmo título.   

A produção da série Carimbos” insere-se no movimento Poema Processo”, cujo surgimento data de 1967 a 1970, ocorrido concomitantemente em quatro estados brasileiros: Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e Pernambuco - cabendo a José Cláudio ser o único expoente deste último estado. "Mas seus 'carimbos' vão além do 'poema processo', podemos considerar o ato de carimbar um dos misteres da arte postal, que passou a se desenvolver em meados da década de 70", comentam Daniel Maranhão Fernando Ferreira de Araújo 

Dentre as obras a serem expostas no stand da Galeria BASE na SP-Arte 2018, destaca-se um conjunto de livros de artista, que no dizer de Clarissa Diniz: “Abraçado pelo poema/processo, José Cláudio produziu alguns dos mais instigantes livros de artista da história da arte brasileira, articulando carimbos, desenho, colagem e técnicas de impressão. Seus livros se constituíam a partir dos acontecimentos de seu próprio processo de criação, sem roteiro prévio, incorporando acasos e abertos ao tempo”. A curadora ainda elege o "Livro de Artista nº1 com colagens/desenhos/carimbos" (1969) como um dos mais emblemáticos: "Suas páginas combinam carimbos, desenhos e colagens numa estrutura que tira partido da lógica do objeto-livro. Nele, o artista constrói imagens a partir de uma relação de sobreposição e subtração que se faz página a página, as quais recebem cortes que possibilitam que o olhar atravesse sua habitual ordinariedade. O gesto de folhear transforma as imagens e os poemas visuais ali arranjados, os quais, por sua vez, são também constituídos na apropriação de recortes de revista e de letras desgarradas de suas palavras 'de origem', que no livro são conectadas a linhas e a outras formas que evidenciam serem, ali, um signo de outra natureza”.   
  
Um conjunto de obras intitulado “Histórias de um carimbo também é apresentado aos visitantes, e, segundo a curadora: “Por meio de seu movimento, produzido no jogo entre o preenchimento e o vazio do papel, os carimbos adquirem intencionalidade e se tornam sujeitos de ações indeterminadas, porém intensas. Junto aos incontáveis poemas criados naquele período, as Histórias de um carimbo nos revelam um artista inquieto com a linguagem e suas implicações. Acrescentam-se à exposição, obras intituladas “poemetos” datados de 1968/1969, que se incorporam ao movimento do "Poema Processo", propriamente dito.   

Acerca da produção expostaClarissa Diniz finaliza: "Ainda que breves, aqueles anos de trabalho repercutiram imediatamente nos artistas do poema/processo e da arte. Nem tão remotamente, reverberaram também no campo das artes gráficas. E, embora cada vez mais distantes no tempo, continuaram excitando nossos imaginários e nossas referências de liberdade e de experimentação".   


José Cláudio, série "Carimbos", Pirotecnia (1969)




Série Carimbos_História de um Carimbo_Nanquim a partir de carimbos sobre papel_1969_50 x 70cm.



Série Carimbos_Poemeto No.13_Nanquim a partir de carimbos sobre papel_1968_22 x 25 cm.


Série Carimbos_Nanquim a partir de carimbos sobre papel_1968_28 x 22 cm
  
   
Galeria BASE na SP-Arte 2018 – Setor "Repertório", stand RP11 
Exposição: "Carimbos" 
ArtistaJosé Claudio 
Curadoria: Clarissa Diniz 
Direção: Daniel Maranhão e Fernando Ferreira de Araújo 
Abertura: 11 de abril de 2018, quarta-feira (para convidados) 
Período: 12 a 15 de abril de 2018 
Horários: Quinta-feira a sábado, das 13 às 21h / Domingo, das 11 às 19h 
Local: Pavilhão da Bienal 
Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Parque Ibirapuera, portão 3 - São Paulo/SP 
Ingressos: Inteira, R$45,00 / Meia-entrada (estudantes, portadores de deficiência, idosos e Vale-Cultura) / Crianças de até 10 anos não pagam entrada 

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Maurizio Cattelan

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