segunda-feira, 5 de março de 2018

terça [ 06 mar | abertura NAZARENO + ALAIR GOMES na Luciana Caravello Arte Contemporânea


No dia 6 de março, Luciana Caravello Arte Contemporânea inaugura a exposição “Um segredo é a palavra viva entre uma boca e um ouvido”, do artista paulistano Nazareno, com 16 obras, que giram em torno da palavra segredo e de seus significados, desde a noção básica aplicada ao senso comum até outras tradições. Serão apresentadas quatro obras tridimensionais e 12 desenhos sobre diversos suportes, como madrepérola, couro, papel, madeira, entre outros. Todos os trabalhos são inéditos e foram produzidos este ano especialmente para esta exposição.

O objetivo do artista é fazer com que o público reflita sobre a questão do segredo, que acompanha a humanidade desde a infância, chegando até a vida adulta e velhice. “As obras funcionam como passagens, tais como os segredos que uma vez revelados desencadeiam inúmeras possibilidades, são trabalhos onde nada se faz aparente e que de fato dependem da ativação do espectador atento”, afirma o artista.

Todos os trabalhos de Nazareno possuem título, que, de acordo com ele, é uma primeira pista para que o segredo da obra seja revelado. Quatro caixas óticas, com conteúdos diversos, fazem parte da exposição. Por um orifício, o espectador poderá visualizar o interior, descobrindo os segredos e objetos inseridos na obra.

Doze desenhos completam a mostra. Nazareno aborda em suas obras aspectos relativos a memória, infância, contos de fadas, entre outros. Um dos desenhos da mostra traz um gato, desenho infantil, no meio de uma aquarela de madeira, com diversas cores. “Cada cor tem um significado, é uma sensação. Por exemplo, dizemos que a pessoa ficou vermelha ou ‘amarelou’”, explica o artista.

Os suportes para os desenhos são diversos e alguns são feitos, por exemplo, sobre madrepérola, que por si só já é um segredo, uma vez que é encontrada dentro das conchas. Outros elementos usados pelo artista em suas obras, como o ouro, por exemplo, também são carregados de segredo. “Quem tem ouro, geralmente esconde”, ressalta. No trabalho do artista, o ouro também aparece escondido e não é visto por todos.

A partir da mostra de desenhos com inclusão de textos e curtas narrativas o visitante adentrará no mundo criado por Nazareno. Ao tratar o segredo como uma “energia viva”, Nazareno nos apresenta obras onde códigos, cifras e enigmas surgem naturalmente, sugerindo ao espectador uma potencial busca por informações, dados ocultos, entre outros mistérios da socialização que costumamos chamar segredos.

SOBRE O ARTISTA
Graduado no bacharelado em artes visuais na Universidade de Brasília em 1998.
Nazareno aborda em suas obras aspectos relativos à memória, infância, contos de fadas, narrativas… bem como a fragilidade do sujeito contemporâneo frente à impossibilidade de transcendência. Realizadas em variadas mídias como desenho, esculturas, instalações, vídeos, gravuras, entre outras, são trabalhos que potencializam a atenção do espectador pelo caráter de sua miniaturização evidenciando outras realidades e eventualmente conduzindo o adulto/espectador a um estranhamento em seu rebaixamento a uma condição infantil.
Com uma carreira que conta com exposições nacionais e internacionais nos últimos quinze anos, além de prêmios e publicações em revistas, catálogos e livros de arte, as obras do artista estão em diversas coleções públicas e privadas.


NAZARENO
Um segredo é a palavra viva entre uma boca e um ouvido


abertura: 06 março 2018
horário: 19h às 22h

exposição: 07 março a 07 abril 2018
horário: seg a sex – 10h a 19h / sáb – 11h a 15h


Luciana Caravello Arte Contemporânea inaugura, no dia 6 de março de 2018, a exposição "Young Male: Fotografias de Alair Gomes", com 40 obras do fotógrafo, que nasceu em 1921 e faleceu em 1992. Pela primeira vez será realizada uma mostra individual do artista em Ipanema, bairro onde ele morou a maior parte de sua vida e que foi cenário de quase a totalidade de sua obra. Curadoria de Eder Chiodetto, serão apresentadas fotografias pertencentes à coleção de Robson Phoenix, feitas ao longo de 20 anos, entre 1960 e 1980, que mostram corpos masculinos, jovens e belos, os "young males" como se referia Alair Gomes em seus diários. A exposição foi apresentada com grande sucesso no ano passado na Casa Triângulo, em São Paulo.

“O olhar do artista, de viés homoerótico, tornou-se complexo e original ao longo de sua produção realizada entre os anos 1960 e 1980. Essa obra de caráter radical, que concilia compulsão pessoal com refinamento de estratégias da linguagem, começou nos últimos anos a ser melhor estudada e legitimada por instituições como a Fondation Cartier pour l'art contemporain, a Loewe Foundation e o MoMA, que recentemente adquiriu obras do artista”, diz o curador Eder Chiodetto.

O acervo de Alair Gomes foi doado para a Biblioteca Nacional por seus herdeiros, sendo raras as obras que surgem no circuito de arte pertencentes a colecionadores particulares, como Robson Phoenix, que tem a coleção desde a década de 1990. “É tempo de celebrá-lo como um dos maiores fotógrafos do nosso tempo: corajoso, furioso, prolífico, controverso, instigante. Estou bastante orgulhoso em trazer à luz minha coleção preciosa, surpreendente, com fotos raras”, diz Robson Phoenix.

OBRAS EM EXPOSIÇÃO
A mostra traz fotografias de três destacadas séries do artista: “Symphony of Erotic Icons” (1966 – 1978), “A Window in Rio” (1977 – 1980) e “Viagens [Europa, Arte]” (1969).

“Symphony of Erotic Icons” foi a primeira composição sequencial realizada por Alair, entre 1966 e 1978. “Considerada sua obra-prima, é dedicada totalmente ao nu masculino e compreende um conjunto de 1.767 fotografias. A série é estruturada em cinco movimentos: Allegro, Andatino, Andante, Adagio e Finale. Para Alair, a construção desse universo fotográfico almejava ‘transcender a sua personalidade’, criando um estado ‘proto-religioso’”, conta o curador Eder Chiodetto.

“A Window in Rio” é uma das séries que Alair fotografou da janela do sexto andar de seu apartamento, em Ipanema, flagrando o movimento dos garotos na calçada e nas janelas de prédios próximos. “Sem ser notado, o fotógrafo exerce sua porção voyeur fazendo de sua teleobjetiva uma espécie de arma com a qual o caçador ‘abate’ e guarda para si o corpo de suas caças”, ressalta o curador.

Já a série “Viagens [Europa, Arte]” apresenta fotografias de estatuárias greco-romanas realizadas na sua primeira viagem à Europa, “que o levaram a trocar a escrita literária dos seus Diários Eróticos pela representação via fotografia. Mais tarde, a estética clássica que sublinha a força e a virilidade do corpo masculino serviria de referência para os retratos dos garotos nus”.

SOBRE O CURADOR
Eder Chiodetto é mestre em Comunicação pela ECA/ USP, jornalista, editor, professor e curador independente, tendo realizado em torno de 100 exposições no Brasil e no exterior. Atuou por 13 anos na Folha de S.Paulo como repórter fotográfico, editor e crítico de fotografia do caderno Ilustrada. É autor dos livros "Geração 00: A Nova Fotografia Brasileira”(Edições Sesc), “Curadoria em Fotografia: da pesquisa à exposição” (Ateliê Fotô / Funarte) e “O Lugar do Escritor" (Cosac Naify), entre outros.
Nos últimos anos editou livros de diversos fotógrafos como Luiz Braga, Cristiano Mascaro, Araquém Alcântara, Rosângela Rennó, Eustáquio Neves, entre outros, em parceria com as editoras Cosac Naify, Edições Sesc, Terra Brasil e Cobogó. Atualmente coordena o Ateliê Fotô centro de estudos avançados em fotografia, em São Paulo, é o publisher da Fotô Editorial (www.fotoeditorial.com) e curador do Clube de Colecionadores de Fotografia do MAM-SP.


Young Male: Fotografias de Alair Gomes
curadoria: Eder Chiodetto

abertura: 06 março 2018
horário: 19h às 22h

exposição: 07 março a 07 abril 2018
horário: seg a sex – 10h a 19h / sáb – 11h a 15h

classificação: 18 anos

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Maurizio Cattelan

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