sábado, 1 de dezembro de 2018

Imagem Semanal: As Fúrias

Despedida do blog ArtArte


     Há dez anos comecei juntamente com a amiga Brenda Valansi o blog ArtArte http://arteseanp.blogspot.com.br Posteriormente,  dedicou-se ela a ArtRio  impedindo de continuar com sua importante colaboração. 
A intenção era divulgar a arte em publicações diárias com informações sobre  artistas,  exposições, cursos  lançamentos de livros e as entrevistas com artistas, curadores, galeristas e editores. Podemos afirmar que o objetivo foi atingido.
Foram quase 2000000000 de acessos, 7000 publicações,  300 Imagem Semanal 400 entrevistas foram publicadas e artistas de diferentes estados do Brasil e vários países tiveram suas  vidas e obras  divulgadas.
          O tempo passou, a idade avançou e com ela as limitações por doença. Já não tenho energia suficiente para dedicação necessária, para manter a qualidade desejada das publicações. Preferi, então, encerrar em 1 de dezembro as atividades do blog.
          Cabe-me agradecer aos leitores e suas constantes manifestações de estímulo o que me fizeram adiar até onde foi possível o fim do blog. 
            O material ficará disponível para quem desejar utilizá-lo e que possa servir de fonte de consulta para os estudantes e amantes da arte.
         Deixo meu abraço carinhoso a cada um dos leitores e a todos colaboradores com votos de Feliz Natal e um 2019 repleto de alegria.

Marcio Fonseca.


As Erínias em grego ou Fúrias em Roma eram a representação da vingança. Nêmesis, a deusa da vingança, punia os deuses enquanto os mortais eram castigados pelas Fúrias.




John Downman (1750-1824) The Ghost of Clyternmnestra Awakening the Furies, 1781. Yale Center of British Art




David Scott (1806-1849)  Orestes Seized by the Furies after the Murder of Clytemnestra, 1838. Aberdeen Art Gallery and Museums.



William Bourgueraux (1825-1905) The Remorse of Orestes or Orestes Pursued by the Furies.


Gustave Doré (1832-1883) Virgil Pointing Out the Erinyes, 1890


Gustave Moreau (1826-1898) Orestes and the Erynies, 1891. Coleção particular.



Jacques François Ferinand Lairesse (1850-1929) Orestes and the Furies



Arnold Böcklin () Assassin Pursued by Furies,



John Singer Sargent (1856-1925) Orestes Pursued by the Furies, 1921. Museum of Fine Arts, Boston.


Vik Muniz (1961-) Orestes Pursued by the Furies, after Bouguereau (From the Series Pictures of Junk)


sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Alex Katz





Alex Katz (1927-) Nasceu no Brooklin. Pintor americano figurativo ligado à Pop Art. Katz tem uma longa carreira desde sua graduação na Cooper Union Art School. Filmes e anúncios servem como inspiração para suas telas. A série mais conhecida são os retratos de amigos e de sua mulher Ada, médica e pesquisadora.. Nos últimos anos, Katz aumentou o tamanho dos trabalhos usando  sobre linho ou tela. Sua última exposição foi na Pace Wildenstein Gallery, Nova York exibindo paisagens do Maine. Alex Katz tem obras em mais de cem museus em diversos países. É Doutor honoris causa da Colgate University. Exposições e trabalhos nos grandes museus e coleções do mundo. Retrospectiva no Metropolitan Museum of Art, 2016. O artista vive e trabalha em Nova York. É representado pela Barbara Krakow Gallery.


Rosamond and John, 2017-2018. Metropolitan Museum of Art, NYC

Vivien, 2015.


Sun Set, 2010. Tate Gallery, Londres





Three people, 2009.

Sun Set I, 2008.

Sun Set II, 2008.

Sun Set III, 2008.


House and Barn Aquarela. Barbara Crakow Gallery.


Unfamiliar image , 2001. Screenprint Barbara Grakow Gallery.


Ada, 1997. Silkscreen.


Ada Black Scarf ,1994.


Lillies against Yellow House,1983Tate Gallery, Londres.



Ada, 1971. Desenho The Art Institute, Chicago.


Self Portrait with Sunglass, 1970. Coleção particular.

Alita, 1964. 

The Red Smile,1963 Whitney Museum of American Art, Nova York.


Alita,1963. MoMA, Nova York.



Blue hat, 1961. Coleção particular.















quinta-feira, 29 de novembro de 2018

abertura [saturday dec 01 | ALMANDRADE + ZANINI DE ZANINE Luciana Caravello Arte Contemporânea


ALMANDRADE   Investigações Visuais
abertura: 01 dezembro 2018   horário: 11h às 15h
exposição: 03 a 21 dezembro 2018   horário: seg a sex – 10h a 19h / sáb – 11h a 15h

Almandrade, um dos principais nomes da poesia visual e da arte experimental no Brasil, ganhará mostra que faz uma síntese de sua trajetória de mais de 45 anos, na Luciana Caravello Arte Contemporânea, com trabalhos produzidos desde a década de 1970 até os dias atuais. A exposição “Investigações visuais” ocupará todo o espaço térreo da galeria com cerca de 20 obras, dentre pinturas, objetos, gravuras, desenhos e poemas visuais, dando uma ampla ideia da produção do artista em diferentes suportes. A inauguração será no dia 1 de dezembro, para convidados, e no dia 3 de dezembro para o público.

“A exposição mostra que há uma unidade, há um percurso, mesmo em diferentes suportes, além de haver um diálogo entre as obras de época e as mais recentes”, conta Almandrade. Dentre as obras apresentadas estão trabalhos raros, pouco vistos ou só apresentados na época em que foram produzidos, como é o caso da pintura vermelha “Sem título”, em tinta acrílica sobre tela, de 1986, restaurada recentemente.

Almandrade é artista visual e poeta com formação em arquitetura e urbanismo com uma produção alinhada em diferentes suportes que se fundamenta a partir de dois eixos: a arte construtiva e a arte conceitual, sem deixar de lado as conquistas e influências da poesia concreta e do Poema/Processo. O procedimento de Almandrade se resume em práticas semióticas que se apropriam de um repertório mínimo de signos em seus diferentes suportes. A exposição traz alguns exemplos de uma extensa produção de mais de quatro décadas.

O trabalho de Almandrade, tanto pictórico quanto linguístico, vem se impondo, ao longo dos anos, como um lugar de reflexão à margem do cenário cultural baiano. Depois dos primeiros ensaios figurativos, no início da década de 1970, conquistando uma Menção Honrosa no I Salão Estudantil, em 1972, sua pesquisa plástica se encaminha para o abstracionismo geométrico e para a arte conceitual. Como poeta, mantém contato com a poesia concreta e o poema/processo, produzindo uma série de poemas visuais. Com um estudo mais rigoroso do construtivismo e da Arte Conceitual, sua arte se desenvolve entre a geometria e o conceito. Desenhos em preto-e-branco, objetos e projetos de instalações, essencialmente cerebrais, calcados num procedimento primoroso de tratar questões práticas e conceituais, marcaram a produção deste artista na segunda metade da década de 1970.

No começo dos anos 1980, redescobre a cor e os trabalhos – pinturas, objetos e esculturas – ganham uma dimensão lúdica, sem perder a coerência e a capacidade de divertir com inteligência. Um escultor que trabalha com a cor e com o espaço e um pintor que medita sobre a forma, o traço e a cor no plano da tela. A arte de Almandrade dialoga com certas referências da modernidade, reinventando novas leituras.

Um dos suportes usados pelo artista, e que terá seis exemplares na exposição, é a gravura, que para ele é mais do que uma reprodução, é um meio de dar continuidade e multiplicidade ao trabalho. “A imagem reproduzida sempre surpreende, tem uma autenticidade garantida. Esculturas, pinturas, instalações, objetos desenhos e gravuras, a meu ver, são suportes diferentes capazes de materializar ou veicular um modelo conceitual, obedecendo às suas especificidades de expressão. No meu caso, em cada suporte procuro manter uma coerência estética e conceitual”, afirma.

SOBRE O ARTISTA
Almandrade (Antônio Luiz M. Andrade) é artista plástico, arquiteto, mestre em desenho urbano, poeta e professor de teoria da arte das oficinas de arte do Museu de Arte Moderna da Bahia e Palacete das Artes. Ao longo de sua trajetória, participou de inúmeras mostras coletivas, Salões e Bienais, entre elas: XII, XIII e XVI Bienal de São Paulo; "Em Busca da Essência" - mostra especial da XIX Bienal de São Paulo; IV Salão Nacional; Universo do Futebol (MAM/Rio); Feira Nacional (S.Paulo); II Salão Paulista,I Exposição Internacional de Escultura Efêmeras (Fortaleza); I Salão Baiano; II Salão Nacional; Menção honrosa no I Salão Estudantil em 1972. Integrou coletivas de poemas visuais, multimeios e projetos de instalações no Brasil e exterior. Um dos criadores do Grupo de Estudos de Linguagem da Bahia que editou a revista "Semiótica" em 1974. Realizou mais de trinta exposições individuais em Salvador, Recife, Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo; escreveu em vários jornais e revistas especializados sobre arte, arquitetura e urbanismo. Prêmios nos concursos de projetos para obras de artes plásticas do Museu de Arte Moderna da Bahia, 1981/82. Prêmio Fundarte no XXXIX Salão de Artes Plásticas de Pernambuco em 1986. Publicou os livros de poesias e/ou trabalhos visuais: "O Sacrifício do Sentido", "Obscuridades do Riso", "Poemas", "Suor Noturno", "Arquitetura de Algodão", "Escritos sobre Arte" e "Malabarismo das Pedras" (poesia). Prêmio Copene de cultura e arte, 1997. Tem trabalhos em vários acervos particulares e públicos, como: Museu de Arte Moderna da Bahia, Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro), Museu da Cidade(Salvador), Museu Afro (são Paulo), Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Porto Alegre) e Pinacoteca Municipal de São Paulo.

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ZANINI DE ZANINE   Planos Sólidos 
abertura: 01 dezembro 2018   horário: 11h às 15h
exposição: 03 a 21 dezembro 2018   horário: seg a sex – 10h a 19h / sáb – 11h a 15h

Luciana Caravello Arte Contemporânea inaugura, no dia 1 de dezembro para convidados e no dia 3 de dezembro para o público, a exposição “Planos Maciços”, com cerca de treze obras inéditas do premiado designer Zanini de Zanine, que ocuparão todo o terceiro andar da galeria. Produzidas este ano, especialmente para esta mostra, as peças fazem parte de uma nova pesquisa do designer e foram produzidas com madeira de demolição de espécies brasileiras, valorizando e preservando as técnicas manuais de trabalho.

A exposição terá peças de mobiliário – poltronas e bancos – e escultura de parede e de mesa, produzidas com ipê-tabaco e eucalipto vermelho, explorando as especificidades físicas e sensoriais de cada espécie, destacando suas cores e texturas. O ipê-tabaco, por exemplo, é uma madeira que tem veios fortes e bem definidos e isso sobressai no mobiliário. Apesar de serem de naturezas diferentes, as obras da exposição dialogam entre si. “Algumas esculturas nasceram do mobiliário e vice-versa”, conta Zanini de Zanine.

Como são feitas de madeira de demolição, o designer aproveitou, em muitos casos, a geometria original das peças para criar os novos trabalhos, inspirados no traço da geometria e no encaixe das formas. “As obras têm uma geometria forte e muitos ângulos são baseados nos encaixes e cortes das peças originais. Algumas, por exemplo, eram colunas e as peças novas nascem desses ângulos”, explica Zanini de Zanine.

Uma novidade é a utilização, pela primeira vez, de volumes cilíndricos em madeira nas peças de mobiliário, que são introduzidas como se estivessem perfurando as poltronas. “São peças fora do comum, diferente do que fiz até agora, com perfurações nas quais experimento o tarugo de madeira nos planos”, conta o designer.

Na exposição, haverá, ainda, alguns múltiplos, que fazem uma “tradução contemporânea de objetos da atualidade”, diz Zanini. Um exemplo é a escultura “Rivotril”, em madeira, que faz alusão ao medicamento tão em voga atualmente.  

SOBRE O ARTISTA
Zanini de Zanine nasceu no Rio de Janeiro em 1978 e cresceu vendo o pai, José Zanine Caldas, trabalhar. Estagiou com Sergio Rodrigues, quando produziu seu primeiro móvel. Em 2002 graduou-se em Desenho Industrial pela PUC-Rio.

A partir de 2003, começou a produzir móveis em madeira maciça, com peças de demolição – colunas, vigas e mourões de casas antigas – batizadas como “Carpintaria Contemporânea”. A partir de 2005, começa a criar uma nova linha de móveis com peças produzidas industrialmente, usando além de madeira com origem controlada, materiais diversos como plástico, metacrilato, metais e partes de outros produtos industrializados. Para representar os móveis dessa nova linha, Zanini cria em 2011 o Studio Zanini.

Recebeu os mais importantes prêmios de Design do Brasil e fora pelos móveis que criou nos dois segmentos e expôs nos principais eventos nacionais e internacionais da área. Hoje assina peças para grandes marcas nacionais e internacionais como a francesa Tolix, as italianas Cappellini, Slamp e Poltrona Frau, ESPASSO entre outras.
Nomeado Designer do Ano pela Maison & Objet Americas 2015 e contemplado pelo Philadelphia Museum of Art como um dos jovens talentos que mais contribui para o desenho autoral na atualidade, Zanini de Zanine tem suas criações em acervos de museus da Europa, Estados Unidos e Brasil.

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ALMANDRADE   Visual Investigations
opening: december 01st 2018   time: 11am to 3pm
exhibition: december 03rd to 21st 2018   time: mon to fri – 10am to 7pm / sat – 11am to 3pm

Almandrade, one of the most important visual poets and experimental artists in Brazil, will feature in a Luciana Caravello Arte Contemporânea show that looks back on a career stretching from the 1970s to the present day. “Visual Investigations” will occupy the entire ground floor of the gallery, displaying 20 works, including paintings, objects, prints, drawings and visual poems and providing a broad overview of the artist’s work on a variety of supports. The opening on 1 December will host invited guests and the show will open for the general public on 3 December.

“The exhibition demonstrates that a common thread runs through my work, regardless of the support, and that there is a clear connection between earlier and more recent pieces”, Almandrade says. The works on show included rarely seen items and ones not exhibited since the time they were originally produced, such as the 1986 red acrylic on canvas painting ‘Untitled,’ which has recently been restored.

Almandrade is a visual artist and poet who trained as an architect and whose work, guided by constructive and conceptual art, employs a variety of supports but is also influenced by concrete poetry and the poem/process movement. Almandrade uses semiotics and a minimal repertoire of signs on various supports. The exhibition presents some examples from a career that spans more than four decades.

Almandrade’s work is both visual and linguistic and has carved out a niche for itself over the years on the margins of the Bahia arts scene. After initial attempts at figurative work, in the early 1970s, which earned him an Honorary Mention at the First Student Salon in 1972, he turned his attention to geometric abstraction and conceptual art. As a poet, he is still influenced by concrete poetry and the poem/process movement, and has produced a series of visual poems. His in-depth study of geometrical constructivism and conceptual art has led him to produce work that strikes a fine balance between the two. In the second half of the 1970s, his deeply cerebral work ranged from black-and-white drawings to objects and installation projects, all based on meticulous attention to practical and conceptual issues.

In the early 1980s, he rediscovered color and the paintings, objects and sculptures from this period took on a playful aspect, without losing their coherence and the capacity to stimulate the mind. Almandrade is a sculptor who works with color and space and a painter who is interested in shapes, lines and colors on the canvas surface. His work provides a new reading of some elements of modernity.

One of the supports the artist uses—six examples of which appear in the show—is printing. This means more to him than mere reproduction; it is a way of ensuring the continuity and multiplicity of his work. “A reproduction of an image always contains some surprises. Authenticity is guaranteed. Sculptures, paintings, installations, objects, drawings and printing are, to my mind, different supports that are all capable of shaping or conveying a conceptual model, in due deference to the particular mode of expression of each. In my case, I try to maintain aesthetic and conceptual coherence with each support”, the artist explains.

ABOUT THE ARTIST
Almandrade (Antônio Luiz M. Andrade) is a visual artist, architect, urban designer and poet and conducts art theory workshops at the Museu de Arte Moderna da Bahia and Palacete das Artes. During his long career, his work has featured in various group shows, salons and biennales, including the 12th, 13th and 16th São Paulo Biennale; "In Search of Essence" – a special show for the 19th São Paulo Biennale; the 4th National Salon; Football World (MAM/Rio); the National Art Fair (S.Paulo); the 2nd São Paulo Salon, the 1st International Exhibition of Ephemeral Sculpture (Fortaleza); the 1st Bahia Salon; the 2nd National Salon; and an Honorary Mention at the 1st Student Salon in 1972. He has been a part of various visual poetry, multimedia and installation project groups in Brazil and overseas. He was a founder member of the Bahia Language Studies Group, which published the journal "Semiótica" in 1974. He has staged more than 30 solo shows in Salvador, Recife, Rio de Janeiro, Brasília and São Paulo and written in various newspapers and specialist journals on art, architecture and urban planning. He has received awards in visual arts project competitions staged by the Bahia Museum of Modern Art, 1981/82 and the Fundarte Prize at the 39th Pernambuco Visual Arts Salon in 1986. He has published books of poetry and/or visual works, including "The Sacrifice of Meaning", "Obscurities of Laughter", "Poems", "Night Sweat", "The Architecture of Cotton", "Writings on Art" and "Juggling Stones" (poetry). He received the Copene arts prize in 1997. His work features in various private and public collections, including the Bahia Museum of Modern Art, the National Museum of Fine Arts (Rio de Janeiro), the Salvador City Museum, the African Museum (São Paulo), the Rio Grande do Sul Museum of Art (Porto Alegre) and São Paulo’s Pinacoteca Municipal.

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ZANINI DE ZANINE   Solid Planes
opening: december 01st 2018   time: 11am to 3pm
exhibition: december 03rd to 21st 2018   time: mon to fri – 10am to 7pm / sat – 11am to 3pm

Opening on 1 December for invited guests, the Luciana Caravello Arte Contemporânea exhibition “Solid Planes” will open for the public on the third of the same month. The show contains around thirteen previously unseen works by the award-winning designer Zanini de Zanine and will occupy the entire third floor of the gallery. The pieces were produced this year especially for the show, as part of a new research project, and are crafted by hand out of Brazilian timber from demolition sites, in accordance with traditional techniques.

The exhibition contains furniture—armchairs and benches—and a wall and table sculpture, all made of ipê-tabaco and red eucalyptus, in a manner that explores the specific physical and sensorial features of each species, in particular their color and texture. Ipê-tabaco, for example, has sturdy, clearly-defined veins, which feature prominently in the furniture. Despite their differences, the works on display form a coherent whole. “Some sculptures came out of the furniture and vice versa”, Zanini de Zanine explains.

As they are made of wood from demolition sites, in many cases the designer exploited the original geometry of the pieces to create new works based on the original geometry and the way shapes fit together. Zanini de Zanine notes that “the works are solidly geometrical and many of the angles derive from the way the original pieces were cut and fitted. Some, for example, were columns and the angles are reflected in the new pieces.”

One novelty is the use, for the first time by this artist, of cylindrical wooden pieces which appear to bore through the furniture. “These are unusual pieces, different from anything I have done before, with holes, which I use experimentally for dowelling of the wooden planes”, the designer says.

The exhibition also contains some multiple pieces that form part of a “contemporary translation of present-day objects”, as Zanini puts it. One example is the wooden sculpture “Rivotril”, which alludes to the medication that is much in vogue these days. 

ABOUT THE ARTIST
Zanini de Zanine was born in Rio de Janeiro in 1978 and grew up watching his father, José Zanine Caldas, work. He interned with Sergio Rodrigues, for whom he produced his first furniture. In 2002, he received a degree in Industrial Design from PUC-Rio.

Since 2003, he has been producing furniture in heavy wood, using timber from demolition sites—columns, beams and posts from old buildings—which he calls “Contemporary Carpentry”. As of 2005, he began a new line of industrially-produced furniture, using both controlled source wood and various other materials, such as plastic, methacrylate, metal, and parts of other industrial products. Zanini set up Studio Zanini in 2011 to promote this new line of furniture.

His furniture has received major awards in the field of Design, both in Brazil and around the world, and he has exhibited at prestigious national and international events. He now produces work for big national and international brands, such as Tolix in France, Cappellini, Slamp and Poltrona Frau in Italy, ESPASSO and others.

He was named Designer of the Year by Maison & Objet Americas 2015 and received recognition from the Philadelphia Museum of Art as one of the young contemporary designers who has contributed most to the field. Zanini de Zanine’s work is featured in museum collections in Europe, the United States and Brazil.

Bianca Boeckel Galeria - Allan n Seabra Curadoria: Ricardo Resende.


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GALERIA VILANOVA ENCERRA 2018 COM NOVIDADES ESTRUTURAIS E INAUGURA INDIVIDUAL DE ALLANN SEABRA 

Agora denominada Bianca Boeckel Galeria e com nova área expositiva, sua última mostra do ano, "Sudário”, investiga a utilização do próprio corpo do artista como instrumento para sua produção 


Galeria VilaNova encerra o ano com novidades. No mesmo endereço, agora se chama Bianca Boeckel Galeria, com um espaço expositivo mais amplo, novos artistas em seu portfólio e extensos projetos internacionais para 2019, além da participação em feiras nacionais e no exterior. Para encerrar 2018, exibe a individual “Sudário", do artista visual paulistano Allann Seabra, sob curadoria de Ricardo Resende. A mostra apresenta cerca de 18 obras – entre pinturas, gravuras e fotografias -, e explora a liberdade na utilização do corpo do próprio artista para produzir seu trabalho, ao eliminar ferramentas e instrumentos tradicionais da pintura, marcando assim o suporte com o rastro da presença de uma figura humana. Ainda serão exibidas gravuras e fotografias, em uma abordagem completa de todas as linguagens com as quais o artista tem afinidade. 
  
Inspirado principalmente pela série “Antropometria” (1960), de Yves Klein - em que modelos nuas eram cobertas de tinta, e posteriormente se “carimbavam” em telas ou eram arrastadas sobre o suporte, imprimindo assim as obras icônicas do artista –, Allann Seabra faz uso deste processo como referência, porém utilizando seu próprio corpo. Em suas observações: “Acredito que desta forma, o artista se aproxima ainda mais de quem terá contato com a obra, seja o espectador ou o colecionador”. O título “Sudário”, meramente poético, propõe a evidência da presença de um corpo na elaboração da obra. 

Se, por um lado, Allann Seabra busca uma libertação em relação às técnicas tradicionais, por outro, se preocupa com uma coesão estética, um equilíbrio pictórico e de contraste. Os movimentos são abstratos e sensoriais, em gestos largos, espaçados como em uma música. Não são planejados, mas o resultado simEm telas de grande porte, busco transmitir uma sensação de explosão de movimentos, texturas, de expressão, conclui o artista.  

Anexo, press release completo.



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Allann Seabra, "Sudário" (2018)


Exposição: "Sudário" 
Artista: Allann Seabra 
Curadoria: Ricardo Resende 
Coordenação: Bianca Boeckel 
Abertura: 06 de dezembro de 2018, quinta-feira, às 19h 
Período: 07 de dezembro de 2018 a 23 de fevereiro de 2019 
Local: Bianca Boeckel Galeria – http://www.biancaboeckelgaleria.com 
Rua Domingos Leme, 73 – Vila Nova Conceição – São Paulo, SP 
Tel.: (11) 2691-1190 
Horários: Quinta-feira a sábado, das 12 às 19h | Segunda a quarta-feira, com agendamento: contato@biancaboeckelgaleria.com

Maurizio Cattelan

Maurizio Cattelan
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