sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Cubismo e Braque José Maria Dias da Cruz



Cubismo e  Braque

Dizem os historiadores de arte que os cubistas no período analítico criavam quadros com apenas duas dimensões e que usavam umas poucas cores: ocres, terras e cinzas não os considerando coloristas. Se Sêneca diz que em cada dez pintores apenas um é colorista acrescento: no pictórico (os coloristas) a forma fica subordinada às cores e no gráfico (desenhistas) as cores ficam subordinadas às formas. Mas não há nem um nem outro de forma absoluta, e assim podemos exemplificar: Cézanne e  Braque criam um equilíbrio entre o gráfico e o pictórioco.
Curiosa é a afirmação de Duchamp quando diz que o cubismo começa com Cézanne e passa pelos fauves. Há, sem dúvida, pintores cubistas que são mais gráficos, e que seus quadros têm apenas duas dimensões quando o vimos de uma forma não prospectiva e sem considerar o serpenteamento viciamo que diz respeito às curvaturas circulares.. Como nos adverte Poussin, em um olhar prospectivo temos que considerar o saber do olho, as diversas distâncias e os eixos visuais. No quadro abaixo de Braque podemos observar rompimentos de verdes, vermelhos, amarelos, azuis e tons escuros. Portanto o cinza sempiterno se manifesta, e uma atmosfera se interpõe à frente do quadro. Assim tem mais de duas e menos de três dimensões. Seguindo Poussin que faz referência às diversas distâncias e aos eixos visuais, podemos afirmar que esse espaço à frente do quadro Braque esses objetos podem ser observados, considerando-se uma visão bi ocular, em suas diversas faces, as frontais e as laterais.










José Maria Dias da Cruz é artista e professor de arte.








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