quarta-feira, 24 de maio de 2017

Julio Bittencourt na York Art Gallery, 2017 Aesthetica Art Prize Galeria da Gávea



Julio Bittencourt na York Art Gallery, 2017 Aesthetica Art Prize



Tokyo Subway,  2016

O fotógrafo Julio Bittencourt, representado pela Galeria da Gávea, foi selecionado junto com 17 artistas internacionais para a exposição Aesthetica Art Prize, que acontecerá a partir do dia 26 de maio na York Art Gallery, na cidade de York, no Reino Unido. As obras Tokyo Subway e 201, da série Plethora, estarão expostas na mostra. O ensaio explora uma imersão em espaços cotidianos e cenários comuns que incitam a reflexão sobre a questão da superpopulação no mundo contemporâneo e suas consequências, por meio de múltiplas fotografias que compõem cada obra do projeto. O artista convida o público a pensar sobre a sociedade e os costumes na atualidade a partir dos seus registros feitos em 7 países, sendo eles, Brasil, Estados Unidos, Japão, Indonésia, China, Índia e Alemanha.

No dia da abertura da exposição será anunciado o artista contemplado pelo prêmio 2017 Aesthetica Art Prize, que é uma plataforma de inovação e criatividade. As obras expostas focam em temas como a alienação na era digital, a interseção entre o espaço público e privado, as experiências sensoriais e a natureza transitória da vida no século XXI, desde narrativas individuais até preocupações globais  que abordam questões relacionadas à cultura contemporânea.



York Art Gallery
Endereço: Exhibition Square, York YO1 7EW, Reino Unido
Telefone: 01904 687687
Funcionamento: segunda a domingo, de 10h às 17h

                                                                                                                 2012015/2016

-       O que você considera importante destacar quando está elaborando uma nova série? Quais elementos você procura ressaltar?

Depende do trabalho e isso varia muito entre eles. Procuro, nos meus projetos expor tanto quanto possível a relação do homem com seu meio ambiente mais próximo. Através dos projetos procuro responder a questões que considero relevantes sobre esse tema geral, da relação entre homem e meio ambiente. Embora cada projeto tenha sua própria história, desde as janelas do “Prestes Maia” a “Ramos” , vejo um único conjunto. Na verdade, como sub-histórias ou histórias complementares ao tema central.

-       Por que você optou por focar em cenários cotidianos na produção da série “Plethora”?

O trabalho fala sobre a vida nos grandes centros urbanos, sobre excessos e, de novo, sobre a nossa relação com os lugares onde vivemos e porque escolhemos viver neles da forma que vivemos. As cidades dos sete países que estou percorrendo para produzir este trabalho são algumas — entre tantas outras no mundo — onde esse tema é particularmente relevante.  A ideia é que todos nós, de alguma forma e independente de um lugar ou origem, possamos olhar para nós mesmos.

-       O que você espera despertar no público que se depara com as imagens dessa série? Qual experiência você deseja compartilhar?

O objetivo,  na verdade, não é o que desejo que as pessoas absorvam o conceito do projeto. Minha intenção é, com o projeto, despertar sensações, sentimentos e reações no espectador. Não importam quais sejam. Penso que a mágica está justamente aí. Cada pessoa recebe e entende o mundo à sua maneira. Se, como observadoras do trabalho, sentirem algo, manifestarem algo, sobre as imagens expostas, creio que as imagens cumpriram seu papel.

-       Gostaríamos de saber um pouco mais sobre a sua vivência, sua experiência como fotógrafo e como aconteceu a sua pesquisa para chegar no que as suas fotos representam hoje. Você planeja exatamente como serão as fotos ou é um processo que ocorre de forma espontânea?

Como todo fotógrafo ou mesmo um profissional especializado em um trabalho, no caso Fotografia, tenho meus rituais. Às vezes conscientes, outras não. Entre pesquisa e produção, venho trabalhando no Plethora há quase 4 anos.  Nos meses iniciais de pesquisa haviam 60 imagens / idéias nos meus rascunhos e, ao longo do tempo, algumas foram naturalmente dispensadas, substituídas ou outras não programadas acabaram entrando, até chegar nas doze imagens que representam o projeto hoje. Até pelo número de locais, países, cidades e variedade de temas que ficaram, dediquei bom tempo ao planejamento desse trabalho.
O desenvolvimento desse projeto em particular não foi exatamente o que imaginei de início. Embora as peças finais desse trabalho sejam construídas e exista um grau de planejamento por trás, as imagens, assim como a direção a seguir vem com o tempo e o meu processo criativo inicial tem muito pouco de racional.

Outras obras da série Plethora, de Julio Bittencourt:
Laundromat, 2016/2017


Locked Up, 2017



No dia 14 de abril foi publicada uma matéria no Culture Secrets sobre os trabalhos do artista e a sua trajetória como fotógrafo. 

Segue abaixo a entrevista na revista francesa:

https://www.culturesecrets.com/articles/interview-photo-julio-bittencourt?locale=fr




Galeria da Gávea
Rua Marquês de São Vicente, 431    
Gávea, Rio de Janeiro   
Funcionamento: segunda a sexta, de 11h às 19h
Tel: + 55 21 2274-5200
E-mail: contato@galeriadagavea.com.br
Instagram: @galeriadagavea


http://www.galeriadagavea.com.br

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