sexta-feira, 10 de março de 2017

Conversando sobre Arte entrevista com a artista Shizuê Sakamoto




Quem é Shizue Sakamoto? 
Nasci em Andradina, 1969, interior de São Paulo. Vim para a capital ainda muito pequena, tive uma infância comum e muito simples.
Me graduei em curso na área da saúde, na qual hoje não atuo.


Como a arte entrou em sua vida?
Quando me faço essa pergunta sempre surgem imagens das reproduções de Van Gogh em minha mente e algumas cenas da minha infância, embora não tivesse contato nesse período com a arte.
Mas, foi em um certo momento delicado da minha vida, observando essas imagens de Van Gogh, algo despertou. Comecei a pintar na surdina e assim me lancei ao mar…


Qual foi sua formação artística?
Durante algum tempo me senti à deriva, mas queria continuar.
Entendi que precisava conhecer um pintor. Foi quando comecei o curso com Paulo Pasta em 2012. Continuei até 2014, mas foram muito intensas mesmo na prática da pintura.
Leio e releio livros, faço pesquisas e vou a exposições. Conversas com amigos artistas  também é sempre muito saudável  Gosto muito de ler e ouvir entrevistas. Acredito que essa é uma jornada que não termina.


Que artistas influenciam  sua obra?
Recebo grandes influências de Van Gogh, Henri Matisse, Paulo Pasta, Paul Cézanne, Mark Rothko e recentemente Agnes Martin.


Como você descreve seu trabalho?
 
Paulo Pasta foi um interlocutor muito importante, que me ajudou a compreender que a cor é a minha questão.
A minha pintura é lenta. Faço estudos de cores e fico olhando para eles. Às vezes durante dias.
Trabalho com óleo sobre linho e papel em variados formatos, buscando sempre o silêncio.


Que trabalho, série ou exposição sua  você considera a mais importante?
Talvez eu não considere as mais importante, mas são obras produzidas em 2013, que ao vê-las expostas me ajudou a compreender sobre o silêncio que a minha pintura evoca. Desde 2014 elas fazem parte do acervo da Pinacoteca de Piracicaba.


É possível viver de arte no Brasil?
Sim, é possível. Vejo entrevistas de artistas que relatam suas experiências e jornadas. A vida de artista é regrada, não existe aquela versão ingênua de que  se vive em um palco iluminado por holofotes. Há um trabalho muito duro nos bastidores para se viver de arte.


O material nacional para pintura já tem qualidade?
Ainda existe um hiato entre o material nacional e importado.


Que comentários você faria sobre sua exposição na Galeria Tato?
 A Galeria Tato é jovem que se empenha para atuar nesse Mercado.
Foi um convite que me proporcionou uma abertura positiva para ouvir e sentir respostas sobre os meus trabalhos.  Ver as obras em espaços além do ateliê, nos conduz a reflexões e descobertas.


Os salões ainda são válidos? Alguma sugestão para aprimorá-los?
Salões trazem oportunidades para o artista em formação expor suas obra.  Mas algumas  questões me fazem pensar, como a seleção através de imagens impressas. Talvez fosse possível faze-la em formato digital.

A mulher já está em igualdade de condições com o homem no mercado?
Acredito, e espero, que não exista desigualdade. Para mim, o trabalho é que deve falar pelo artista.

Quais são seus planos para o futuro? Algo no Rio de Janeiro?
Para o futuro desejo continuar a pintar, e que o meu caminho esteja aberto para o Rio de Janeiro...


 Exposição na Galeria Tato, 2017. Foto:  Filipe Berndt.

 Exposição na Galeria Tato, 2017. Foto:  Filipe Berndt.




Sem título, óleo sobre linho, 2013, 120 x 90 cm .




 Sem título N° 40, óleo sobre papel, 2015, 41 x 33 cm.

 Sem título N° 61, óleo sobre linho, 2016, 20 x 15 cm  (1)

Sem título N° 65, óleo sobre linho, 2016, 20 x 15 cm (1)

Mar azul, óleo sobre linho, 2013, 120 x 90 cm.

Sem título Nº 34, óleo sobre tela, 2014, 100 x 80 cm.

Sem título Nº 71, óleo sobre linho, 2017, 100 x 80 cm.

Sem título, óleo sobre papel, 2016, 41 x 33 cm .

Sem título, óleo sobre papel, 2016, 41x33cm.

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Maurizio Cattelan

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