sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Kemang Wa Lehulere




Kemang Wa Lehulere (1984-) Nasceu em Cape Town, África do Sul. Graduou-se pela University of the Witwatersrand. Trabalha com desenhos, vídeos, performances, esculturas e instalações. Recebeu:Spier Contemporary Award in 2007, the MTN New Contemporaries Award in 2010, and the Tollman Award for the Visual Arts in 2012; he was one of two young artists awarded the 15th Baloise Art Prize at Art Basel in 2013, won the first International Tiberius Art Award Dresden in 2014 and was the Standard Bank Young Artist for Visual Arts in 2015. He is Deutsche Bank's 'Artist of the Year' 2017. Tollman Award for Visual Art and the Baloise Art Prize. Participou das Bienais de Berlim e de Lyon. Vive e trabalha em Cape Town. 



 Still from Lefu La Ntate, 2005.


Sem título, 2012.


Not his pride (Sleep is for the Gifted), 2013.


A Native of Nowhere (A Sketch), 2014


When I Can't Laugh I Can't Write, 2015.



Sincerily Yours, 2015. Foto: Andy Keate.


History Will Break Your Heart, 2015 Cape Town. Foto: Mia vam der Merve.

X, Y, Z, 2016.


Cosmic Interluded Orbite, 2016. 



One is too many, a thousand will never be enough, 2016.



The messengers or The knife eats at home, 2016. 



Broken Light (Feya Faku) 2, 2016



Comentário crítico do artista Guido Cavalcante

A frase mais repetida na arte contemporânea é "se você não gosta, é porque você não entende;" quando dizemos "isto não é arte", a resposta "é que você não entende" ou "arte já não se limita a um tipo de objetos "ou" essa questão é irrelevante ." A diferença entre a compreensão e aceitar ou assumir algo é enorme. Quem compreende não necessariamente tem que aceitar, você pode entender alguma coisa discernir claramente uma situação, mas não significa que tem que aceitá-la como tal. 

A arte contemporânea se destina a aceitar os valores predefinidos que impedem o diálogo. As coisas não são como são, são como os curadores, feiras de arte, publicações e listas de quem vai fazer sucesso ou não, dizem quais os artistas da vez.. Isso é muito comum na vida cotidiana, em que há circunstâncias que temos de assumir pois não há escolha, porque são fatais ou irreversíveis, por exemplo, nós agora vivendo sob este governo inominável e burro. 

Da mesma forma nas obras de arte contemporânea , os curadores e tais decidem que as botas viradas ou um vídeo de um cara que canta na banheira, sem foco, mal de áudio, edição dolorosa, rude amadorismo, afirmam que "isto é arte ". No entanto, ao se rebelar contra tais obras como arte, estamos dizendo à poderosa curatoria e ao sistema de galerias e mostras , teóricos, professores universitários e artistas, que não podem nos manipular.

As palavras não são e nunca serão suficientes para distorcer os fatos. O resultado do trabalho depende da capacidade e limitações do artista, e não de teorias, a receita não gera arte. Dizer que tais artistas “serão grandes nomes” de alguma forma predetermina uma trajetória de conformismo que esta exatamente no oposto do que a arte sempre significou. Espectadores e artistas são livres para ver, pensar e sentir. Não para obedecer.


Marcio _ Guido, seus comentários são sempre pertinentes. Levantar argumentos para discussão sobre arte contemporânea sempre terá meu apoio. Acrescentei o texto ao blog na página do artista citado. Obrigado.

Guido _ Marcio, eu nõ sou conformista e abomino a arte que vemos atualmente. Não vejo nada "grande" ou "importante" em arte contemporânea. Então sou uma voz solitária. Acho tudo isso que vc está mostrando uma empulhação para os basbaques analfabetos e que não estudam arte, consumirem em galerias e feiras de arte. Acho tudo isso um lixo. 

O meu texto é genérico, não se destina ao artista em questão. Acho isso simplesmente desprezível. Nem sei se devo agradecer por levar meu texto ao seu blog. Creio que sua opinião é diferente da minha.

Marcio _  Guido, eu procuro evitar comentários pessoais sobre o que publico, minha intenção é mostrar o que vem sendo apontado como novidade ou o que está sendo mostrado nos museus. Algumas vezes, concordo com sua opinião sobre determinadas obras, mas sempre levo em consideração a trajetória do artista. Você não é voz isolada, temos o Affonso Romano Santanna e até pouco tempo o Ferreira Gullar. Além disso, um grande artista disse: "Não há mais nada de novo na arte contemporânea". Continue a escrever, é uma bela contribuição. Abraço.

Guido _ Certa vez o John Singer Sargent disse, Every time I paint a portrait I lose a friend. O que demonstra a independência do artista. Hoje vemos uns rapazes e garotas comprometidas com o sucesso e a aceitação. Vc frequenta galerias e vernissages, reparou que sempre dizem ao que esta expondo: Sucesso!? Imagine, tal coisa era impensvel há 50 anos, dizer, Sucesso, de Kooning! ou Sucesso, Pollock! ou Sucesso, Rothko! Hoje, isso é indispensável. Ai esta o problema. Em segundo lugar, o curador e mais importante do que o artista, como o DJ é mais importante do que o compositor. Vivemos numa farsa de manipulação.
PS - já que voêc quer publicar o texto, sugiro publicar todo o nosso diálogo, assim fica mais claro tudo abraço

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Maurizio Cattelan

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