sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Conversando sobre Arte entrevista com a artista Viviane Teixeira




 Quem é Viviane Teixeira?
 Nasci, vivo e trabalho no Rio de Janeiro. Vinda de São Paulo, minha família se muda para o Rio de Janeiro em 1970, fixando residência na Ilha do Governador, onde eu vivo e tenho ateliê, desde que comecei a pintar em 2001. Os primeiros sete anos foram dedicados somente à pintura e ao desenho, o que para mim foi essencial para o inicio do meu amadurecimento. Depois desse tempo, passei a trabalhar com restauração de pinturas como fonte de renda e que me possibilitou sustentar minha produção artística e conhecer diferentes ateliês particulares e instituições de arte na cidade como o Museu Nacional de Belas Artes, Igrejas e Fundações.  Atrelado ao trabalho como restauradora, nunca deixei de fazer cursos livres, teóricos e práticos mesmo depois que concluí o curso de Pintura na EBA/UFRJ.

  Como a arte entrou em sua vida?
 A arte entrou na minha vida questionando o que eu pretendia fazer dela, já com uns 20 anos de idade. Até então meu contato era quase nulo. Cursava Matemática na UERJ há dois anos, quando resolvi trancar a faculdade e me dedicar ao curso de Pintura da EBA, na UFRJ. E desde então sigo esse caminho de pesquisa e vida.


. Qual foi sua formação artística?
 Fiz EBA de 1999 a 2003. Em 2004 fui para o Parque Lage aonde cursei pintura com Suzana Queiroga sendo minha principal formação. No mesmo ano, José Maria Dias da Cruz acompanhou meu trabalho e me passou de maneira clara muito do seu conhecimento, principalmente sobre cor. Cursei também até 2009 João Magalhães, Viviane Matesco, Pedro França, Reinaldo Roels e sou grata a todos eles por terem concedido bolsas para que eu pudesse complementar minha formação. Depois disso em 2011 voltei para o Parque como monitora da Suzana e fiquei lá até o ano seguinte. Na mesma época surgiu a oportunidade de fazer o curso de acompanhamento de projetos com o Ivair Reinaldim.   Ambos foram muito importantes nessa fase em que meu trabalho estava apresentando mudanças significativas.


 Que artistas influenciam  sua obra?
As influências vem dos mais diversos lugares. Algumas delas são o contato ,através da restauração, com parte do antigo acervo de pintura da Família Real Brasileira no Museu Nacional de Belas Artes e no Museu Imperial, no Rio de Janeiro, a retrospectiva da artista portuguesa Paula Rego em São Paulo em 2011, jogos de PC dentre eles The Neverhood de 1996 e Tiny Thief de 2013, os contos dos irmãos Grimm, as cartas de baralho, os jogos de tabuleiro, o jogo de xadrez e suas peças como as do séc. XII e XIII, músicos como o Moby, David Bowie, Prince, Cyndi Lauper dentre tantos outros, Shakespeare sonettes de 2009 com direção de Robert Wilson e música de Rufus Wainwright, livros que passei a estudar após a mudança da pintura conforme o que ela propõe que eu pesquise e etc. Além disso, ao longo dos anos muitos artistas tem sido referência. São eles,  Philip Guston, Chris Ofili, Paula Rego, Louise Bourgeois, Pia Fries, Monique Prieto, Laura Lima, Cristina Canale, Gabriela Machado, etc.


 Como você descreve seu trabalho?
Meu atual trabalho é em desenho e pintura. Trata-se de um universo ficcional, uma corte fantasiosa em que a figura feminina é soberana. Nessa corte, os rituais de nobreza se apresentam em narrativas não explícitas sobre os jogos de poder que opõem feminino e masculino, poder e submissão, erotismo e morte, construídos pela associação de estímulos literários, históricos e memórias afetivas. Tais questões estão vinculadas às escolhas cromáticas contundentes, aos objetos associados ao desenho e às formas híbridas e fluidas que remetem a cenas e personagens arquetípicos saídos dos contos de fadas e que travam intensos duelos e diálogos.

 Que trabalho, série ou exposição sua  você considera a mais importante?
  O projeto "The Queen seated inside her Castle - A Rainha Suplente, Cap. II" que foi selecionado para o programa de exposições no Centro Cultural São Paulo em 2015 foi o mais importante até hoje. Através dele foi possível a realização da minha primeira exposição individual, num momento aonde eu estava começando a pensar meu trabalho de acordo com o espaço expositivo, ou inventá-lo de acordo com o meu pensamento.
Além disso essa seleção proporcionou a concretização de um sonho que foi minha primeira individual no Rio de Janeiro. Com a curadoria do Ivair Reinaldim levamos praticamente a mesma mostra para dentro do contexto histórico do Paço Imperial aonde o projeto se completou.

 . É possível viver de arte no Brasil?
Tenho vivido de arte sim, através da restauração de pinturas, mesmo que de maneira instável. Quem sabe um dia eu consiga viver também da minha arte.


 O material nacional para pintura já tem qualidade?
Está melhorando, mas ainda está muito aquém do material de fora. E quando importados preços são caríssimos. 

.A mulher e o homem estão em igualdade no mercado de arte?
Infelizmente ainda não. Na nossa sociedade ainda tem muito machismo e desigualdade de gênero. 

Os salões ainda são válidos?
Com certeza os salões e editais são essenciais e cada vez mais escassos, principalmente os que tem financiamento público. Através deles que meu trabalho tem circulado até hoje.

 Neste mês de agosto, você estreou a exposição "As Múltiplas Faces da Rainha" na galeria movimento, que está te representando. Como está sendo a experiência?
Está sendo uma boa oportunidade de mostrar os trabalhos que venho desenvolvendo desde meados de 2012 e agora com minha primeira individual numa galeria comercial. A Movimento está iniciando esse segundo semestre com algumas novidades, além da expansão do grupo a galeria apresenta dois novos projetos, o Mover-se, coletiva que será realizada em outubro e o Vitrine Movimento, que tive o prazer de inaugurar com a obra “Ato II – A prece”, uma instalação pictórica na vitrine, que foi ampliada para poder receber projetos especiais dos artistas, seja como instalação ou performance. Só tenho a agradecer ao Ricardo Kimaid da Movimento pelo convite e ao Ivair Reinaldim que tem acompanhado todo o meu processo desde o início dessa nova fase e que mais uma vez esteve presente nesse momento fazendo a curadoria da mostra. 

Quais são seus planos para o futuro?
Seguir com as minhas investigações na arte através da concretização de projetos, especialização, residências e independente disso estar produzindo sempre.

Ladies and Gentlemen, 2016 118cm x 106 cm.


Fim de Feste. Happy End, 2012.  acrílica s tela, 140cm X 156cm,.


 Beautiful Queen(Game Over), 2013.  acrílica sobre tela, 156cm X 140cm.



 Cortem-lhe a Cabeça!, 2013. técnica mista s papel, 33cm X 30cm.


Currículo:
Exposições Individuais 

2017 - As múltiplas faces da rainha, Galeria Movimento, Rio de janeiro, Brasil
2016 - The Queen seated inside her castle – A sala do trono, Paço Imperial, Rio de Janeiro, Brasil
2015 - The Queen Seated Inside Her Castle – A Rainha suplente, Cap. II, Centro Cultural São Paulo, Brasil


Exposições coletivas 

2016  -  Investigações Gráficas, Estudio Dezenove, Rio de Janeiro, Brasil
2016  -  Experiência n° 8 A Mesa, Comensais #1, Atelier Bianca Madruga, Rio de Janeiro, Brasil
2015  -  Trans Bordar Mentes, Coletivo Imaginário Periférico, Centro de Artes UFF, Rio de Janeiro, Brasil
2014  -  Como se não houvesse espera, Centro Cultural Justiça Federal, Rio de Janeiro/, Brasil
2013/14-18° Festival Internacional de Arte Contemporânea Sesc Videobrasil,  SESC Pompéia, São Paulo, Brasil
2013  -  4° Salão dos artistas sem galeria, Zipper Galeria e Casa da Xiclet, São Paulo, Brasil
2012  -  Experiência Pintura, EAV, Parque Lage, Rio de Janeiro, Brasil
2011  -  36° Salão de Arte Contemporânea de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto, Brasil
2011  -  17° Salão UNAMA de Pequenos Formatos, Galeria de Arte Graça Landeira, Belém, Brasil
2010  -  Entre a tinta, o ponto e o pixel, Kreatori – Coletivo de arte, Rio de Janeiro, Brasil
2009  -  Abre-Alas 5, Galeria A Gentil Carioca, Rio de Janeiro, Brasil
2007  -  Selecionados na UniversidArte XIV, juri: Luiz Camillo Osorio e Marcio Doctors, Intervenção no Museu da República, Rio de Janeiro, Brasil
2007  -  Novíssimos 2007, Galeria do Ibeu, Rio de Janeiro, Brasil
2006  -  Selecionados UniversidArte XIV, juri Luiz Camillo Osorio e Marcio Doctors, Casa França-Brasil, Rio de Janeiro, Brasil
2006  -  Em qualquer rota que eu faça..., EAV, Parque Lage, Rio de Janeiro, Brasil
2005  -  Imaginário Periférico, Galeria 90, Rio de Janeiro, Brasil
2003  -  A arte do encontro Pintura & Poesia, Centro Cultural da Faculdade de Letras, UFRJ, Rio de Janeiro, Brasil







quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Pierre Paul Prud'hon







Pierre Paul Prud'hon (1758 - 1823) Nasceu em Cluny. Pintor romântico e desenhista francês dedicado à pinturas alegóricas e aos retratos.  Começou seus estudos de pintura em Dijon aos 16 anos. Mudou-se para Paris em 1780. Entre 1784 to 1787, esteve em Roma, onde foi influenciado por Correggio e Leonardo da Vinci. Neo Classicismo e Romantismo. Influenciou Géricaut. Self-portrait. Museu do Louvre, Paris.






The Glorification of the Government of Burgundy, 1786. Museée de  Beaux Artes, Dijon.



The Union of Love and Friendship, 1793.





Nicolas Perchet, 1795. Princeton University Art Museum.


Etienne Renon de Franois, 1795.



Portrait of Georges Anthony, 1796. Musée des Beaux-Arts, Dijon.


Andromache and Astyanax, 1798. Metropolitan Museum of Art, Nova York.



Femalle Nude, 1800.

Triumph Bonapartes oder Der Frieden, 1801. Museum of Fine Arts Lyon.



Portrait of Eperess Joshephine, 1805. Museu do Louvre, Paris.


Crucifixion, 1808, Museu do Louvre, Paris.



Andromache and Astyanax, 1823. Metropolitan Museum of Art, Nova York.



Study of Drapery, 1875. Metropolitan Museum of Art, Nova York.


Children with a Rabit, 1804-1814. Hernitage Museum, São Petesburgo.


Justice and Divine Vengeance Pursuing Crime, 1805-1806. J.P Getty Museum, Los Angeles.

Portrait of Empess Josephine, 1805. Museu do Louvre, Paris
Portrait of Count Alexander Osterman Tolstoi, 1807-1812. Hermitage Museum, São Petersburgo.


Portrait of the King of Rome, 1811. Museu do Louvre, Paris.


The King of Rome, 1811. Museu Napoliônico, Roma.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Fazal Sheikh




 Fazal Sheikh (1965-) Nasceu em Nova York. Graduou-se pela Princeton University. Utiliza-se da fotografia para documentar a população marginalizada em diferentes lugares do mundo. Seus primeiros projetos foram na Rodésia, Sudão, Etiópia, Somália, Moçambique e Quênia. Participa de projetos de longa duração no Afeganistão, Índia, Israel e Palestina. Defende os direitos humanos e muitos dos seus projetos são grátis. Recebeu o International Henri Cartier-Bresson Grand Prize, 2005, Prix Nadar, 2007 entre outros. Diversas exposições em diferentes instituições incluindo a Tate Modern, Londres. Vários livros publicados. Atualmente retrospectiva no Denver Art Museum _ Photographs by Fazal Sheikh, 1989-2013. Vive entre Nova York e Berlim. É representado pela Pace/Macgill Gallery.

Unaccompanied minors', Sudanese refugee camp, Lokichoggio, Kenya, 1992.

Jamaa Abdullai and her brother Adan, Somali refugee camp, Mandera, Kenya, 1992.
Borana war widows Dakie Galma Sora and Dira Wako Guyo, Ethiopian refugee camp, Walda, Kenya, 1993.

Shamso, Zahara, and Alima, Somali refugee camp, Liboi, Kenya, 1994.



Lukelatabaru’s (“one who was born to make war”) family, Rwandan refugee camp, Lumasi, Tanzania, 1994, from the series A Sense of Common Ground. © Fazal Sheikh



Women's Committee, Somali refugee camp, Liboi, Kenya, 1994



Binafshah and Naizgul, Afghan refugee village, Nasir Bagh, North West Frontier Province, Pakistan, 1996.

Endilletante: The Victor Wheeps, Scalo, 1996.



Abdul Shakoor's eldest wife, Najiba, Afghan refugee village, Nasir Bagh, North West Frontier Province, Pakistan, 1997.

Doctor Jan's son and friend, Afghan refugee village, Nasir Bagh, North West Frontier Province, Pakistan, 1997.

Abdul Aziz holding a photograph of his brother Mula Abdul Hakim, Afghan refugee village Khairabad, North Pakistan, 1997, from the series The Victor Weeps. © Fazal Sheikh.

Afghan girl born in exile, Afghan refugee village, Khairabad, North Pakistan, 1997.


Sem título, 1998 Collection Fotomuseum Winterthur.


Sem título, 1998 Collection Fotomuseum Winterthur.



Sita Dasi (Lord Ram´s wife), Vrindavan, India, 2005Collection Fotomuseum Winterthur.

Nela Dey ('Sapphire'), Vrindavan, India, 2005.

Ether Portrait, 2008-2011.



Pigeon roost, Vrindavan, India, 2009.

Beloved Daughters, s.d.



Exposição na Pace/Mac Gill Gallery, 2016

Maurizio Cattelan

Maurizio Cattelan
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