terça-feira, 31 de maio de 2016

James Ensor





James Ensor (1860-1949) Nasceu e morreu em Ostende, Bélgica. Foi um dos mais importantes artistas belgas, sendo considerado um dos precursores do Expressionismo. Aos 16 anos, foi matriculado pelo pai, seu grande apoiador,  na Academia de Ostende.  Estudou na Académie Royale de Beaux-Arts, Bruxelas.  Ensor não se adaptou às normas e abandonou os estudos dois anos depois. Seus trabalhos iniciais foram as paisagens. Com desenhos, gravuras e pinturas  passou a incorporar a crítica social aos seus temas. Uma das características de sua pintura era a representação de mascarados. Influenciou Paul Klee, Node e Grosz. Em 1929, recebeu do rei Albert o título de Barão. Em 2009, retrospectiva no Musée D'Orsay, Paris. Em 2014, retrospectiva no Art Institute, Chicago e no Paul Getty Museum denominada The Scandalous Art of James Ensor.


 Effect of Light, 1935. Tate Gallery, Londres.


 The Banquet of the Starved, 1915.  Metropolitan Museum of Art, Nova York.


Avarice, from the Deadly, 1904. Gravura. The Art Institute of Chicago.


 Au Conservatoire, 1902.  Musée D'Orsay, Paris.


The Bad Doctors, 1895. Museum of Fine Arts, Ghent.


The Dangerous Cook, 1896. Coleção particular.


Still Life in the Nest Eg, 1894


Still Life With Chicken, 1894.  Städische Kunsthalle, Manheim


Masks Looking at a Tortoise, 1894

The Intrigue, 1890.


Self-Portrait at the Easel, 1890. Koninklijk Museum, Antuérpia


Christ Entry into Brussels, 1889. The Getty Center, Los Angeles.


 Skelectors Trying to Warm Themselves, 1889. Kimbell Art Museum, Forth Worth.


Masks Confronting Death, 1888. MoMA, Nova York.


Christ's Entry into Brussels in 1889, 1888. J. P. Getty Museum, Los Angeles.


Tubulations of Saint Anthony, 1887 MoMA, Nova York. 



The Drunkaards, 1883. Coleção Credit Communal.


Self-Portait in a Hat with Flowers, 1883. Museum voor Schone Kunsten, Ostende. Esse trabalho iniciado em 1883, foi modificado em 1888, quando o artista acrescentou  o chapéu florido, o bigode vasto e colocou-se diante de um espelho fazendo referência ao autorretrato de Rubens


Portrait of Artist Father, 1881. Musées Royaux des Beaux-Arts de Belgique.

Afternoon in Ostend, 1881. Royal Museum of Fine Arts, Antuérpia.  



The Bathing Hut, Afternoon, 1876. Koninklijk Museum, Antuérpia





The Drunkards



Becks-Malorny, U. _ Ensor: Taschen, 2000.
Looking for James Ensor_ Kalina R.: The Art of American, October, 2009

segunda-feira, 30 de maio de 2016

3º edição do Pocket Collection. na Galeria Monique Paton





A galeria tem a honra de convidar para o lançamento da 3º edição do Pocket Collection.
Quem quer começar, aumentar ou mesmo presentear alguém com uma obra de arte de primeira,com preços super acessíveis, não pode perder nosso lançamento.
No sábado serão apresentadas as obras que estarão disponíveis online após o evento de sábado.
Coquetelzinho aos amigos e convidados á partir das 14 até as 16 horas.

Galeria Monique Paton
Rua Siqueira Campos 143/133 2o andar.
Sábado 13:00 às 16:00 h.


David Magila - Individual no MARP com texto de Mario Gioia







No quase platô
Para a nova individual no Marp (Museu de Arte de Ribeirão Preto), David Magila ancora sua obra em dois vetores poéticos protagonistas: por um lado, prevalece a melancolia resultante da construção de arquiteturas precárias, de solidez tíbia e que rumam para a impossibilidade; em outro sentido, o traço do desenho migra para outras linguagens, como a pictórica e a tridimensional, mas, por fim, nunca deixa de ser fundamentalmente desenho.
O artista paulista que viveu em algumas fases da vida no litoral do Estado incorpora tal deslocamento no seu processo de criação e cria elos com caminhos mais laterais da história da arte brasileira, em que o silêncio e o tom menor são mais evidentes – e que talvez por isso tenham sido reconhecidos mais tardiamente.
A arquitetura é chave para esse dado da produção de Magila. Pois se a modernidade arquitetônica nacional criou momentos de glória especialmente na primeira metade do século 20, possibilitando o aparecimento de obras-primas de nomes como Niemeyer, Reidy, Lucio Costa e Lina Bo Bardi, a fragilidade do planejamento urbano, o fracasso de políticas inclusivas em variados âmbitos e o crescimento populacional, entre outros fatores, terminaram por forjar um embate com o espaço algo subterrâneo e simplório na urbe brasileira.
Tais exemplos abudantes nos arrebaldes de grandes metrópoles têm menos a ver com a autoconstrução de comunidades, por exemplo, onde há bons casos desse morar ‘popular’ (mesmo com a omissão do Estado), e se relacionam mais com uma certa classe média de gosto duvidoso. Pegue-se isso e una a um poder público pouco criativo, que paga o menor preço e peca em gestões das mais diversas, e está colocada uma situação de cidade ordinária, pontuada por porcelanatos brilhantes, telhas feitas de amianto tóxico, paisagismos que mais se assemelham a terrenos baldios etc.
Assim, hexágonos de piso cinzento sempre escapam de calçamentos e vias, em que máquinas de limpeza, correção e ordem estão entregues à própria sorte. Pneus escapam do descarte e viram decoração de edificações que se erguem com agilidade para cima, mesmo que suas fundações sejam pouco confiáveis. Antenas de TV por assinatura ornam fachadas em cores pouco harmônicas, que convivem com anacrônicos telhados de módulos cerâmicos, supostamente para atribuir à construção um rosto mais doméstico. Nessa paisagem desanimadora, pode se juntar uma especulação imobiliária da mais daninha, a marcar, por todos os continentes, a mesmice de prédios de grande escala, sem comunicação com o entorno e com a memória do lugar, cujas lajes muitas vezes não abrigam nada produtivo. “O produto construído (…) da modernização não é a arquitetura moderna, mas antes o espaço-lixo. O espaço-lixo é o que resta depois da modernização seguir o seu curso, ou mais concretamente o que se coagula enquanto a modernização está em marcha, o seu resíduo”1, escreve Rem Koolhaas.
A partir desse cenário de quase apocalipse urbano, Magila, como um bom artista contemporâneo, não se furta. Trabalha cotidianamente, com suas ferramentas, a extrair inquietações desse panorama. Em termos formais, não esquece o desenho e suas possibilidades gráficas, que resistem, não se esvaem. E por um procedimento interessante: decalques via papel carbono baseiam as pinturas de grande escala que realiza. Enfatizando a qualidade processual, a ação do lápis se manifesta, mesmo vista apenas de um olhar muito próximo. A mistura de materiais, como a acrílica, o carvão e o grafite, geram um resultado movediço, que transita entre meios, deixando uma certa incompletude como condição (a fotografia como imagem fundadora se traveste, então, apenas de indício).
E uma mudança interessante no lidar com objetos e instalações, agora, é uma concretude mais frisada. Se em sites specific anteriores, como Isso lá é verdade (2013), transparecia uma vontade tridimensional (e a configuração de uma grande embarcação cerrada numa parede de um cubo branco tinha um lado surrealista interessante), hoje peças como a série Iscas (2015-16) se assentam num diálogo relevante entre o criar e o desmanchar, a solidez e a ruína, o projetual e o efetivo. Daí esse tom melancólico, tão importante na linha evolutiva da arte brasileira (lembremos de Goeldi, dos imigrantes do Santa Helena, de Ivan Serpa, de Evandro Carlos Jardim e, atualmente, de Daniel Caballero), que David Magila habilmente trata e não se esquiva, num movimento contínuo e diário de reinvenção.
Mario Gioia, maio de 2016
1. KOOLHAAS, Rem. Três Textos sobre a Cidade. Gustavo Gili, Barcelona, 2010, p. 69




Frequentes Conclusões Falsas #21 140 x 250 cm 2016


Folder.

Verve Galeria Exposição PULSO Curador: Ian Duarte Lucas




Verve Galeria abre exposição de 20 grafiteiros

Utilizando temas sociais e políticos, a mostra Pulso apresenta a interpretação dos artistas para o atual momento vivido pelo País

Verve Galeria abre suas portas para uma grande exposição coletiva de Arte Urbana, PULSO, que reúne 20 artistas de street art que encontram no meio urbano o canal para expressar seus questionamentos sociais e políticos, inquietações e sentimentos. A curadoria é de Ian Duarte Lucas.
Na PULSO, estão as narrativas urbanas de Alto Contraste, Boletabike, Derlon, Feikehara, Grazie Gra, Gustavo Amaral, Higraff, Hudson Melo, Jorge Galvão, Luis Bueno, Mateus Dutra, Milo Tchais, Nick Alive, Ninguém Dormi, Paulo Ito, Prozak, Santhiago  Selon, Thais Ueda, Tikka Meszaros e o veterano Miguel Cordeiro, precursor do graffiti nordestino nos anos 70.
O conceito da exposição é inspirado nas palavras da poetisa afro-americana Maya Angelou, On the Pulse of Morning em que ela tematiza a inclusão social e responsabilidade. Na coletiva os artistas apresentarão suas interpretações do atual momento político pelo qual passa o pais, com registros inerentes a situação presente e sugestões de caminhos convergentes para o futuro.
“No momento atual, assim como em todos os momentos de instabilidade e polarização de ideias, faz-se necessária a sensibilidade do artista. O artista tem a oportunidade de lançar um novo olhar sobre a realidade que vivenciamos, revelando assim possibilidades de diálogo antes adormecidas”, comenta o curador.
A partir desta abordagem, a ideia é sensibilizar o público e induzi-lo a rever o seu próprio olhar e questionar seus posicionamentos.


Boletabike Eu Vivo na Floresta.


Milo Tchais.


Nike Alive.


Thais Ueda.








Exposição: PULSO
Artistas: Alto Contraste, Boletabike, Derlon, Feikehara, Grazie Gra, Gustavo Amaral, Higraff, Hudson Melo, Jorge Galvão, Luis Bueno, Mateus Dutra, Miguel Cordeiro, Milo Tchais, Nick Alive, Ninguém Dorme, Paulo Ito, Prozak, Santhiago  Selon, Thais Ueda, Tikka Meszaros.    
Curadoria: Ian Duarte Lucas
Coordenação: Allann Seabra
Abertura: 07 de junho de 2016, terça-feira, às 19h.
Período: De 07 de junho a 31 de julho de 2016
Local: Verve Galeria 
Endereço: Rua Lisboa, 285 - Jardim Paulista, São Paulo – SP
Telefone: (11) 2737-1249
Horário: Segunda a Sábado, das 10h às 20h


Abstract - Jeff Chies Curadoria e texto de Silvana Boone Galeria Municipal de Arte Gerd Bornheim Caxias do Sul




ABSTRACT

Desde o início do século XX busca-se a verdadeira dimensão estética da pintura abstrata. Na força do gesto do artista é construído o sentido da soma entre cor e forma e a ativação de todo o espaço da obra onde, num primeiro momento, nenhuma das partes merece maior atenção do que o todo.
A exposição inaugural do artista Jeff Chies em Caxias do Sul, ABSTRACT, reúne muito mais conceitos do que cabe no seu título: abstração, ato, ação, síntese, extrato, redução, movimento. Inúmeras referências de estudo do artista manifestam o vigor da abstração: Franz Kline, Antoni Tápies, Cy Twombly, entre outros artistas que manifestam-se na produção artística não-figurativa contemporânea, e Paulo Pasta, mestre com quem Chies estudou em São Paulo, durante quatro anos.
No recorte conceitual desta exposição, manifesta-se o gesto vigoroso das linhas de Kline, referenciado nas composições em branco e preto que, ao seu modo, introduzem uma mínima carga cromática, quebrando a rigidez da ausência da cor.
Longe da realidade figurativa, o movimento não linear de grandes pinceladas evocam um percurso labiríntico entre azuis e azuis, vermelhos e vermelhos, azuis e vermelhos e os seus múltiplos tons sobrepostos. A linha em movimento - ou o movimento da linha - determina a ocupação do espaço. O espectador é convidado a transitar por zonas de experiências sensoriais e estéticas que ora manifestam-se como grandes manchas cromáticas, ora sugerem pinceladas caligráficas, aproximando-se de processos pictóricos de Cy Twombly.
Na materialidade da pintura, sua maior propriedade. A pintura é o próprio tema. A veladura sutil e articulada da sobreposição de camadas de cores opacas, onde o olho é por vezes enganado em uma profundidade inexistente, quase ilusão, provoca uma segunda mirada, mais intensa. Sobreposição de planos que remetem à imagem, o movimento em direção ao fundo da tela. Há que se ter o tempo para deter-se na experiência imersiva no espaço da obra.
Sua falsidade bidimensional, por vezes sugere novos planos para dentro da tela em artifícios visuais que provocam operações mentais. A pintura já não é uma janela, mas um portal de vibrações cromáticas e formais ativadas pela matéria e pela percepção do espectador.

Silvana Boone
Doutora em Artes Visuais
Curadora da Exposição ABSTRACT

Sexta Livre especial com o premiado fotojornalista Érico Hiller Lançamento de livro e workshop A Jornada do Rinoceronte no Ateliê da Imagem



para a próxima
SEXTA LIVRE com palestra, projeção, lançamento de livro e o Workshop Fotografia Documental – o estudo de caso do ensaio “A JORNADA DO RINOCERONTE”

Dias 3 e 4 de junho de 2016


O Ateliê da Imagem e o FotoRio 2016 anunciam a presença do premiado fotojornalista Érico Hiller como convidado, dias 3 e 4 de junho, sexta e sábado.  Documentarista da National Geographic Brasil, Érico Hiller virá ao Rio de Janeiro participar como convidado especial da Sexta Livre, com projeção e palestra, lançar seu livro Jornada do Rinoceronte, ainda inédito no Rio, e ministrar workshop intensivo, ambos no Ateliê da Imagem.
Dia 3 de junho, às 19h, na Sexta Livre, Érico conversará com o público e apresentará projeção de fotografias que compõem os quatro grandes projetos autorais que empreendeu nos últimos 10 anos e autografará o livro "A Jornada do Rinoceronte". Com algumas imagens inéditas e outras já publicadas nos livros Emergentes, Ameaçados, Tênue Linha e A Jornada do Rinoceronte, Érico fará um panorama dos dilemas sócio - ambientais do século 21 tendo como pano de fundo sua produção documental. Os participantes poderão tirar dúvidas e participar dos debates. Entrada franca.
No dia seguinte, 4 de junho, das 9h às 17h, Erico Hiller apresenta o Workshop Fotografia Documental – o estudo de caso do ensaio A Jornada do Rinoceronte. Os participantes ganharão um exemplar do livro.  Para obter mais informações e inscrições acesse: www.ateliedaimagem.com.br.
Formado em Comunicação Social e Pós Graduado em Fotografia, Érico tem atuado como fotógrafo documental independente há onze anos colaborando para as publicações das revistas National Geographic Brasil, Casa Vogue e Marie Claire. Seus projetos de exposições e livros sempre apresentam uma temática humanitária.













SERVIÇO

Sexta Livre especial com o premiado fotojornalista Érico Hiller
Lançamento de livro com noite de autógrafos, palestra e projeção
Dia 3 de junho, 19h
Entrada franca
Workshop Fotografia Documental – o estudo de caso do ensaio
A Jornada do Rinoceronte
Dia 4 de junho, das 9h às 17h
Mais informações e inscrições
Tel: 21 2541 3314

domingo, 29 de maio de 2016

Imagem Semanal: A Terceira Idade.







Hans Memling (1465-1494) Portrait of an Old Man, 1475. Metropolitam Musem of Art, Nova York.


Domenico Guirlandaio (1449-1494) Ritratto di Vecchio con Nipote, 1488. Museu do Louvre, Paris.

Albrecht Durer (1471-1528) Christ Among the Doctors, 1506.


Lucas Cranach (1472-1533) Old Man and Young Woman, 1522.


Michelangelo Caravaggio (1571-1610) Saint Jérôme dans la Méditation, 


Peter Paul Rubens (1577-1641) Study of Heads of an Old Man, 1612. Dayton Art Institute.

Quentin Matsys () The Ugly Duchess, 1513. National Gallery, Londres.


Diego Velásquez (1599-1660) Abbes Jeronima de la Fuente, 1620. Metropolitan Museum of Art, Nova York.

George de La Tour (1593-156) Old Peasant Couple Eating, 1620.

Nicolaes Maes (1634-1693) The Old Lacemaker, 1655. Fick Collection, Nova York.


Rembrandt van Rijn (1606-1669) Jan Rijcksen and His Wife ou The Shipbuilder, 1663. The Royal Collection.


Pompeo Girolano Batoni (1708-1787) Time Orders Old Age to Destry Beauty, 1746. National Gallery, Londres.


Robert Smirke (1752-1845)  The Old Age, 1798-1801. Yale for British Art.



Francisco Goya (1746-1828) Two Old Men Eating Soup, 1819-1823.



George Elgar Hicks (1824-1914) Woman's Mission: Confort of Old Age, 1862. Tate Gallery, Londres.

Edouard Manet (1832-1883) The Old Musician, 1862, National Gallery of Art, Washington. 

James Ensor (1860-1949) Oldd Lady with Blue Shaw, 1881.   


Vincent van Gogh (1853-1890) Old Woman with a Shawl and a Wakking-Stick, 1882, Museu van Gogh, Amsterdã.




Pablo Picasso (1881-1973) The Old Guitarrist, 1904


Grant Wood (1891-1942) American Ghotic, 1930. The Art Institute, Chicago.




Salvador Dali (1904-1989) The Old Couple, 1930. Coleção particular.


Charles Spencelayh (1865-1958) War Or No War. Who Cares? 1944. Tate Gallery. 


Lucien Freud (1922-2011) Large Interior, W9, 1973.


David Hockney (1937-) My Parents, 1977. Tate Gallery, Londres.




Maurizio Cattelan

Maurizio Cattelan
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