sábado, 30 de abril de 2016

N. Dash




N. Dash (1980-) Nasceu em Miami Beach, Flórida. Graduou-se na New York University. Mestrado pela Colunbia University. Utiliza-se de desenhos, pinturas e fotografias para seu trabalho. Sua primeira individual em museu foi no Hammer Museum. Em março individual no New York's Jewish Museum. Vive e trabalha em Nova York e New Mexico. Foto: N. Dash com a artista Andrea Longacre-White.




Gilded Comer Portrait, 2011.


Healer (1000) 2011.


Groundings # 3, 2012.


Groudings, 2012.


Commuter March I, 2012.


Sem título, 2013.



Night Light, 2013.




Sem título, 2013-2014.



Sem título, 2014.



Sem título, 2014. Hammer Museum.



Sem título, 2014. Hammer Museum.



Sem título, 2014.



Instalação, 2014. 

Sem título, 2015.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Pensão Artística Dani Soter, Daniela Dacorso, Fábio Carvalho e Hebert Sobral Curador: Marco Antonio Teobaldo.


PENSÃO ARTÍSTICA
Inauguração do projeto

Dani Soter, Daniela Dacorso, Fábio Carvalho e Heberth Sobral foram convidados a ocuparem a Pensão Artística, projeto idealizado por Dani Soter e Marco Antonio Teobaldo, que também assina a curadoria.
De 5 a 9 de maio de 2016 – das 11h às 19h

Entrada franca

Pensão Artística é um projeto de convivência compartilhada de curto período na Região Portuária do Rio de Janeiro, onde serão realizadas atividades de produção e exibição de obras de arte em um pequeno hotel, numa zona bem degradada, localizado na Rua Camerino, nº 15 (em frente à Praça dos Estivadores). Dani Soter, Daniela Dacorso, Fábio Carvalho e Heberth Sobral foram convidados pelo curador Marco Antonio Teobaldo para a ocupação deste local durante o período de 5 dias, cujos quartos servirão de residência artística para criação e espaço à visitação pública em horários pré-estabelecidos.

Pensão Artística pretende explorar todas as direções que estão tomando as manifestações artísticas nos espaços urbanos públicos e privados, sobretudo aqueles que carecem de uma ocupação ordenada e planejada. Transformações que ao largo do tempo vêm causando mudanças profundas nas dinâmicas de trabalho e produção. Assim, as redes colaborativas, o intercâmbio de ideias e de ferramentas são agora, elementos essenciais na criação. A revolução radical que causaram as novas tecnologias e a internet permite esse tipo de conexão, mas continua sendo importante a disponibilidade de um espaço físico para a criação e o encontro de artistas e suas propostas.
"É um grande estímulo para todos nós trabalharmos dentro de um espaço inusitado, situado em uma área que vem sendo revitalizada, mas que ainda não tem dado visibilidade para os seus moradores e trabalhadores que circulam por ali. Neste sentido, o projeto Pensão Artística dará uma especial atenção a estes indivíduos: de um lado, com a sua participação e interação direta com os artistas; e de outro, com o resultado de uma produção crítica e estética sobre este momento tão especial que vivemos, a partir desta vivência”, informa Marco Antonio Teobaldo.


Quem são os artistas:

Dani Soter – Colcha de retalhos



Colcha de retalhos para uma cama de pensão - a proposta da artista é encontrar pessoas de passagem, desconhecidos ou não, dentro do quarto da pensão, em sua cama. Apenas uma pessoa será atendida de cada vez, com hora marcada ou furtivamente, en passant.  Enquanto conversam (Dani Soter irá ouvir mais do que falar) tecem juntos uma colcha de retalhos de roupas usadas, cosidas por uma linha vermelha. O encontro não tem hora para terminar e acaba quando sentem, juntos, que já não há mais nada para ser dito. Em seguida, reúnem as partes trabalhadas, construindo assim uma narrativa coletiva, onde a voz é a linha e o segredo é o ponto. Mais do que desejar obter um objeto estético, busca-se o resultado da experiência realizada a dois. O espectador torna-se atuante e a obra depende de sua participação. Em Colcha de retalhos para uma cama de pensão, é também explorada a questão da intimidade de ambos, sobretudo a do outro, daquele que entra no quarto e senta-se na cama da artista. Curioso de entender o que está se passando ali dentro e desejoso de atravessar fronteiras do espaço privado, o espectador-artista revela seus pensamentos e lembranças ao artista-ouvinte. Este trabalho/performance teve início em Lisboa e segue agora no Brasil. A colcha - narrativa vai crescendo à medida que o público vai participando e contando sua história.  


Daniela Dacorso – Descontroladas


A artista irá montar um verdadeiro Estúdio fotográfico no seu quarto de hotel, local da residência artística, onde trabalhará uma abordagem receptiva aos visitantes para colher algumas informações sobre o seu perfil (o que faz, onde vive, o que o trouxe até ali, suas dificuldades e seus sonhos, entre outras questões). A partir destas informações, os visitantes serão retratados, dando continuidade à pesquisa da artista sobre tipos comuns da cidade do Rio de Janeiro. O resultado final desta ação será a exposição de retratos que terão um forte apelo a ancestralidade local, conhecida no passado como Pequena África,  de modo a reafirmar a identidade de cada pessoa fotografada, constituindo uma espécie de mapeamento humano daquele momento do projeto.


Fábio Carvalho – Aposto



A intervenção urbana Ocupação Olympia idealizada especialmente para o projeto Pensão Artística, consiste na criação de uma série de obras em papel, que remetem à azulejaria portuguesa, com desenhos alusivos a atletas (em particular para as práticas esportivas mais antigas e tradicionais), que serão aplicadas com cola de amido sobre paredes e fachadas da Gamboa. Ao estilo lambe-lambe, a obra assumirá as vezes de azulejos de papel, tendo como referência os azulejos de figura avulsa portugueses, uma vez que a região da Gamboa tem um rico histórico de ocupação portuguesa, sendo a região ainda pontuada por uma série de imóveis antigos cujas fachadas ainda encontram-se azulejadas como no final do século XIX e início do XX. As imagens de esportistas serão misturadas com imagens mais tradicionais das figuras avulsas portuguesas, em particular imagens florais. Para as fachadas das casas, o artista fará abordagem direta aos moradores e realizará a intervenção apenas nos espaços onde estejam faltando os azulejos originais, a exemplo do que fez recentemente em Lisboa. A colagem dos azulejos de papel será feita com a participação do próprio público do evento, que ficará responsável pela criação coletiva da composição final da intervenção urbana, uma atitude inspirada diretamente de Athos Bulcão. Em muitos dos seus painéis de azulejos, Athos Bulcão deixou por conta dos operários a decisão de como os azulejos deveriam ser aplicados, abrindo mão da autoria da composição final dos painéis, como por exemplo em um dos painéis do Museu do Samba na da Praça da Apoteose, Sambódromo, Rio de Janeiro (1983).


Heberth Sobral – Lei Seca





Paisagens urbanas - o artista visual propõe para a residência artística a construção de maquetes com cenários sobre a realidade da Região Portuária e o significativo momento de transformação que vem passando, por conta de sua revitalização para os Jogos Olímpicos. Utilizando um repertório customizado no qual os personagens são bonecos Playmobill, o artista aborda os costumes locais com suas releituras de imagens e textos publicados nos meios de comunicação. Algumas imagens surgirão a partir do estímulo recebido por matérias de jornais, contudo a interação direta do público visitante por meio de depoimentos irá trazer mais detalhes para a narrativa construída, que posteriormente será fotografada e ampliada, potencializando a temática desenvolvida.


Dani Soter.



Fábio Carvalho. Ocupação Olímpica.


Hebert Sobral. Garoa.





SERVIÇO
PENSÃO ARTÍSTICA – abertura – ocupação dos artistas: Dani Soter, Daniela Dacorso, Fábio Carvalho e Heberth Sobral.
De 5 a 9 de maio de 2016
Horário de visitação: das 11h às 18h (com agendamento)
Rua Camerino nº15 (em frente à Praça dos Estivadores)

Eventos complementares no Jardim do Valongo:
5 de maio - 18h - Música de Quinta (Karaokê)
6 de maio - 18h - Na mesa com os artistas (bate-papo)
7 de maio - 17h - Batuke de Ciata, com Mestre Riko

Assim É Se Lhe Parece - Alessandro Sartore, Edmilson Nunes e Patricia D'Angello. Curadoria: Isabel Portela no CC Justiça Federal






KITSCH, NA VISÃO DE TRÊS ARTISTAS VISUAIS CONTEMPORÂNEOS

Com curadoria de Isabel Portella, o Centro Cultural Justiça Federal apresenta a exposição “Assim é, se lhe parece”, onde três artistas visuais contemporâneos, atuantes no cenário carioca e usando diferentes linguagens, tratam o tema do kitsch sob óticas bem diferentes: Alessandro Sartore (videoinstalação e fotos), Edmilson Nunes (pinturas e objetos) e Patrizia D’Angello (pinturas)

Pensar sobre o kitsch e tudo aquilo que está para além disso – foi este o convite feito pela curadora Isabel Portella para os artistas visuais Alessandro Sartore, Edmilson Nunes e Patrizia D’Angello.
É a exposição “Assim é, se lhe parece”, que tem inauguração no dia 3 de maio de 2016, 3a.feira, a partir das 19h, nas galerias do 2° andar do Centro Cultural Justiça Federal, no Centro do Rio.
O termo kitsch provoca estranhamento no público e na crítica de arte em geral. Após severas contestações recebidas dos críticos de arte nos anos 1960 e 1970, o kitsch conquistou seu espaço no mercado de consumo da cultura de massa. Esse novo sujeito, o observador contemporâneo, é ao mesmo tempo produto e produtor dessa pós-modernidade. Quando um observador extrai suas próprias conclusões acerca de um trabalho, podemos responder-lhe: “bom, assim é, se lhe parece”.
Pensando desta forma, os três artistas partiram do mesmo ponto para produzirem essa exposição: o kitsch e o exagero sentimentalista, melodramático e/ou sensacionalista, o uso de estereótipos e chavões inautênticos. O caráter simbólico do kitsch está presente tanto em formas concretas como em formas abstratas. Optando os três pelo exagero do uso da linguagem visual, podemos ver que cada um, dentro de sua poética própria, ressaltou o seu ponto de interesse. Se "carregar nas tintas" foi necessário para transmitirem suas mensagens, então assim foi feito; ou melhor: “assim é, se lhe parece”. Por mais exigentes e por mais conhecedores de estética que somos, é quase impossível não sermos e não termos um pouco de kitsch em cada um de nós.
A exposição Assim é, se lhe parece no Centro Cultural Justiça Federal fica em cartaz de 4 de maio de 2016 até o dia 26 de junho, tem entrada franca e é recomendada para todas as idades.


Alessadro Sartore.  Little Putney.





Edimilson Nunes.

Edimilson Nunes. Sim.


Edimilson Nunes. Coisinha do Pai.



Patrizia D'Angello. Pussy Cat.







SERVIÇO
Assim é, se lhe parece
Centro Cultural da Justiça Federal - Galerias do 2° andar
Av. Rio Branco, 241, Centro, Rio de Janeiro
Abertura: 3 de maio de 2016, 19h
Em cartaz de 4 de maio a 26 de junho de 2016
Horário de funcionamento: terça a domingo das 12:00 às 19:00h
Entrada gratuita
Recomendada para todas as idades

INFORMAÇÕES PARA IMPRENSA
Alessandro Sartore (artista)   e-mail: a.sartore@terra.com.br
Isabel Portella (curadora) -  e-mail: isabel.portella@gmail.com



Bruno Kuru - Isso Se Dá Porque e Ursula Tautz - Lugar de Família

Bruno Kuru - Isso Se Dá Porque e Ursula Tautz - Lugar de Família.

Bruno Kurru - "isso se dá porque"
Abertura quinta-feira - 05 de maio, das 19h às 22h
O título da quarta individual do artista Bruno Kurru remete a um duplo movimento, tal como uma seta que aponta para direções opostas: um sentido de referencialidade, daquilo que vem antes, mas que permanece cego; e um sentido de continuação e consequência que se pulveriza de maneira nem assertiva, nem definitiva.

Com curadoria de Galciani Neves, "isso se dá porque" apresenta um percurso poético do artista que se desenrola e expande a lógica, a estética e o entendimento de pintura como linguagem específica. Kurru coleta e se apropria de questões e atravessamentos sociais, políticos e culturais e os fragmenta e os reconfigura em narrativas. A colagem, a montagem e o pensamento por associação são alguns de seus principais recursos para tal empreitada. A lógica construtiva desses trabalhos se dá na tentativa de abordar os problemas comuns e tão urgentes sem lhes propor um solução, mas antes articulá-los em outros contextos: no campo da arte, para quem sabe possamos enxergá-los e discuti-los a partir de uma outra perspectiva.

Assim, acúmulos de imagens, de objetos do cotidiano, citações, camadas informes, situações casuais, manchas de cor, garatujas e imagens disponíveis na cidade são sobrepostos, intencionando pensamentos ritmados, percepções descompassadas e instigando um passeio um tanto incerto, um tanto fragmentado do público pelas “pinturas-instalações-objetos”. Estão juntos numa convivência nada consensual: Galuber Rocha, Tarkoviski, uma faixa de pedestre, citações, imagens desconcertantes provenientes da internet, registros afetivos, representações de paisagens. Nesse sentido, o espaço é também um componente para estes trabalhos: ao mesmo tempo que os trabalhos articulam fisicamente a arquitetura da galeria, o espaço é superfície de aderência dos trabalhos. Os trabalhos se deixam desenhar pelo espaço, enquanto desenham o espaço.

Em termos da visualidade construída pelo artista, está em questão uma espécie de jogo entre um “dentro e fora da pintura”, como afirma. Ou seja, entre o que de pronto poderia se reconhecer como esquema compositivo da pintura, e o que se expande para o espaço, para os objetos, para esquemas pictóricos disponíveis nas paredes, no chão, em vídeos e textos. O artista acredita que dessa maneira “não sobrecarrega o objeto”, mas antes lhe confere uma forma complexa que transborda para fora outros tantos esquemas visuais.

Sobre o artista:
A conflituosa combinação entre imagens e palavras e a sobreposição de diferentes espaços no suporte pictórico são algumas das características da obra de Bruno Kurru. Sua pesquisa recente aborda questões como dispositivos de normatização, descodificação dos fluxos e capacidades de criação e diferenciação. Principais exposições individuais: “Potência de Deslocamento”, Elefante Centro Cultural, Brasília, 2015; “Temporada de Projetos”, Paço das Artes, São Paulo, 2013; “O Ser, Como Meta”, Zipper Galeria, São Paulo, 2012. Principais exposições coletivas: “Ondeandaaonda”, Museu Nacional da República, Brasília, 2015; “Quero te encontrar”, La Maudite, Paris, 2015; “WebArte.br”, Sesc Jundiaí, São Paulo, 2015; “O que seria do mundo sem as coisas que não existem?”, Trienal de Artes Frestas -Sesc Sorocaba, São Paulo, 2014; “Eu fui o que tu és, e tu serás o que eu sou”, Paço das Artes, São Paulo, 2013’; “Projeto Imaterial”, FILE – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, Centro Cultural Fiesp, São Paulo, 2012. Prêmios: Bolsa Funarte de Reflexão Crítica e Produção Cultural para Internet - 2011.

Sobre a curadora:
Galciani Neves curadora e pesquisadora em artes visuais. É mestre e doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Atualmente é professora do Curso de Artes Visuais da Faap, coordenadora da Pós em Práticas Artísticas Contemporâneas, é professora no Mestrado de Artes da Universidade Federal do Ceará, co-coordena a Escola Entrópica e também é coordenadora do Núcleo de Pesquisa e Projetos em Artes no Instituto Tomie Ohtake.

Serviço
Exposição: “isso se dá porque”
Abertura: 05 de maio, das 19h às 22h
Visitação: até 04 de junho de 2016
R. Estados Unidos, 1.494, Jardim América - Tel. (11) 4306-4306
Segunda a sexta, 10h/19h; sábado, 11h/17h 
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PROJETO ZIP'UP: Ursula Tautz - "Lugar Familiar"
Abertura quinta-feira - 05 de maio, das 19h às 22h
A inquietação de Ursula Tautz talvez seja a de muitos que estão na eterna busca de um pertencimento. O deslocamento, ou a sensação de um presente que não é preenchido, é uma das grandes questões trazida em “Lugar Familiar”, com curadoria de Isabel Portella. Primeira individual da artista carioca em São Paulo, a mostra faz parte do programa Zip’Up, dedicado a projetos mais experimentais e curatoriais inéditos.

A busca de Úrsula começa em uma viagem feita à cidade de Oldrzychowice Klodzkie, na Polônia, local de origem de sua família e antiga cidade alemã devolvida aos poloneses após os russos expulsarem as tropas germânicas na Segunda Guerra Mundial. Ao refazer essa trajetória, Úrsula foi ao encontro de um passado desconhecido, mas que nunca deixou de ser presente.

Na tentativa de recuperar esse espaço, a artista visual se funde na paisagem e na terra. Com um vestido vermelho e em posição fetal, constrói um novo cenário a partir de suas fotografias. Ao mesmo tempo em que este é seu local de aconchego, é também um ambiente estranho, onde as casas já não estão mais no mesmo lugar,  as pessoas já não se mostram hospitaleiras e as cores e os cheiros não são os mesmos de outrora.

A individual conta com quatro fotografias em grande formato e uma videoinstalação, além de um objeto tridimensional na forma de um balanço estático. As fotos sobrepostas e manipuladas digitalmente resignificam o espaço e criam uma nova narrativa tanto para a cidade estrangeira quanto para a artista. Ao mesmo tempo em que ainda é estranha ao ambiente, a fotografia, pensada ao acaso, a regista como pertencente a ele. Sua inquietação quanto a este lugar de (não)pertencimento encontra-se em sua busca nesta exposição, fazendo com que a contradição entre o conforto e o incomodo seja sentida pelos visitantes.

Sobre a artista:
Ursula Tautz nasceu no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha utilizando-se de fotografia, vídeo e instalações. Cursou a ESPM, além de ter frequentado oficinas da “School of Visual Arts /NY”, e a partir de 2005 a Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Em 2013 integrou o Programa Projeto de Pesquisa, coordenado por Glória Ferreira e Luiz Ernesto. Participou de várias exposições coletivas, como “Intervenções Urbanas Bradesco ArtRio 2015” e “Reminiscências” no CCJF com curadoria de Isabel Portella. além da individual “Fluidostática” na Galeria do Lago ( Museu da República). Foi também selecionada pelo crítico Fernando Cocchiarale para o “Programa Olheiro da Arte”.

Sobre a curadora: 
Isabel Sanson Portella é museóloga e crítica de arte, Doutora e Mestre em História e crítica da arte pela Escola de Belas-Artes/UFRJ, Especialista em História da Arte e Arquitetura do Brasil pela PUC-Rio, Pesquisadora de acervo e Coordenadora e curadora da Galeria do Lago - Arte Contemporânea do Museu da República/IBRAM/MinC.

Serviço
Exposição: “Lugar Familiar”
Abertura: 05 de maio, das 19h às 22h
Visitação: até 04 de junho de 2016
R. Estados Unidos, 1.494, Jardim América - Tel. (11) 4306-4306
Segunda a sexta, 10h/19h; sábado, 11h/17h

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Aldemir Martins na Galeria 22


Galeria Jacques Ardies exibe a arte tropical de Edivaldo no Guarujá






Galeria Jacques Ardies exibe a arte tropical de Edivaldo no Guarujá

Pinturas que retratam a natureza, o cotidiano descomplicado, a luz da manhã e a simplicidade transportam para um mundo próximo do real

As paisagens serranas, o colorido vibrante e os traços delicados do artista plástico Edivaldo  estão na exposição Luminosidade e Cores Quentes, com curadoria de Jacques Ardies, no Sofitel Jequitimar, dia 6 de maio. São 12 pinturas que mostram imagens oníricas, efeitos especiais de luz e sombra, dégradés perfeitos e uma magia do despertar da floresta numa manhã ensolarada que conferem às paisagens de Edivaldo uma atração irresistível e prazerosa.
A primeira exposição individual do artista aconteceu na Galeria Jacques Ardies em 1997 e, quase 20 anos depois, retorna com seu trabalho com a mesma exuberância tropical e paisagens de incrível realismo. Ao contemplá-las, sente-se com clareza o calor do sol filtrado pelas folhagens, a umidade que sobe do solo e a suave respiração da terra. Um mundo que evidencia a simplicidade de uma vida descomplicada e alegre.
Assim define o trabalho de Edivaldo o galerista Jacques Ardies: “No momento em que lançamos um primeiro olhar aos quadros de Edivaldo, o que nos chama de imediato a atenção são a técnica apurada, a perfeição do traço e o grande domínio nos jogos de luz e sombra. As paisagens serranas, com um colorido vibrante e traços delicados, que aparecem em um primeiro plano, conjugam-se à imagens oníricas, percebidas através de um véu de luzes e transparências, levando-nos a um lugar onde as cascatas e montanhas, nas cores luminosas de um arco-íris, transformam-se num lugar encantador, bom de se viver”.





Exposição: Luminosidade e Cores Quentes
Artista: Edivaldo
Curadoria: Jacques Ardies - www.ardies.com
Abertura: 06 de maio de 2016, sexta-feira, às 19h30
Período: 07 de maio a 05 de agosto de 2016
Local: Sofitel – Hotels & Resorts Jequitimar
Av. Marjori Prado, 1100 - Praia de Pernambuco, Guarujá/SP
Tel.: (13) 2104-2000
Número de obras: 12
Técnica: Pintura
Dimensões: Variadas
Preços : Sob consulta


Bruno Kuru - Isso Se Dá Porque e Ursula Tautz - Lugar de Família.

Bruno Kurru - "isso se dá porque"
Abertura quinta-feira - 05 de maio, das 19h às 22h
O título da quarta individual do artista Bruno Kurru remete a um duplo movimento, tal como uma seta que aponta para direções opostas: um sentido de referencialidade, daquilo que vem antes, mas que permanece cego; e um sentido de continuação e consequência que se pulveriza de maneira nem assertiva, nem definitiva.

Com curadoria de Galciani Neves, "isso se dá porque" apresenta um percurso poético do artista que se desenrola e expande a lógica, a estética e o entendimento de pintura como linguagem específica. Kurru coleta e se apropria de questões e atravessamentos sociais, políticos e culturais e os fragmenta e os reconfigura em narrativas. A colagem, a montagem e o pensamento por associação são alguns de seus principais recursos para tal empreitada. A lógica construtiva desses trabalhos se dá na tentativa de abordar os problemas comuns e tão urgentes sem lhes propor um solução, mas antes articulá-los em outros contextos: no campo da arte, para quem sabe possamos enxergá-los e discuti-los a partir de uma outra perspectiva.

Assim, acúmulos de imagens, de objetos do cotidiano, citações, camadas informes, situações casuais, manchas de cor, garatujas e imagens disponíveis na cidade são sobrepostos, intencionando pensamentos ritmados, percepções descompassadas e instigando um passeio um tanto incerto, um tanto fragmentado do público pelas “pinturas-instalações-objetos”. Estão juntos numa convivência nada consensual: Galuber Rocha, Tarkoviski, uma faixa de pedestre, citações, imagens desconcertantes provenientes da internet, registros afetivos, representações de paisagens. Nesse sentido, o espaço é também um componente para estes trabalhos: ao mesmo tempo que os trabalhos articulam fisicamente a arquitetura da galeria, o espaço é superfície de aderência dos trabalhos. Os trabalhos se deixam desenhar pelo espaço, enquanto desenham o espaço.

Em termos da visualidade construída pelo artista, está em questão uma espécie de jogo entre um “dentro e fora da pintura”, como afirma. Ou seja, entre o que de pronto poderia se reconhecer como esquema compositivo da pintura, e o que se expande para o espaço, para os objetos, para esquemas pictóricos disponíveis nas paredes, no chão, em vídeos e textos. O artista acredita que dessa maneira “não sobrecarrega o objeto”, mas antes lhe confere uma forma complexa que transborda para fora outros tantos esquemas visuais.

Sobre o artista:
A conflituosa combinação entre imagens e palavras e a sobreposição de diferentes espaços no suporte pictórico são algumas das características da obra de Bruno Kurru. Sua pesquisa recente aborda questões como dispositivos de normatização, descodificação dos fluxos e capacidades de criação e diferenciação. Principais exposições individuais: “Potência de Deslocamento”, Elefante Centro Cultural, Brasília, 2015; “Temporada de Projetos”, Paço das Artes, São Paulo, 2013; “O Ser, Como Meta”, Zipper Galeria, São Paulo, 2012. Principais exposições coletivas: “Ondeandaaonda”, Museu Nacional da República, Brasília, 2015; “Quero te encontrar”, La Maudite, Paris, 2015; “WebArte.br”, Sesc Jundiaí, São Paulo, 2015; “O que seria do mundo sem as coisas que não existem?”, Trienal de Artes Frestas -Sesc Sorocaba, São Paulo, 2014; “Eu fui o que tu és, e tu serás o que eu sou”, Paço das Artes, São Paulo, 2013’; “Projeto Imaterial”, FILE – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, Centro Cultural Fiesp, São Paulo, 2012. Prêmios: Bolsa Funarte de Reflexão Crítica e Produção Cultural para Internet - 2011.

Sobre a curadora:
Galciani Neves curadora e pesquisadora em artes visuais. É mestre e doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Atualmente é professora do Curso de Artes Visuais da Faap, coordenadora da Pós em Práticas Artísticas Contemporâneas, é professora no Mestrado de Artes da Universidade Federal do Ceará, co-coordena a Escola Entrópica e também é coordenadora do Núcleo de Pesquisa e Projetos em Artes no Instituto Tomie Ohtake.

Serviço
Exposição: “isso se dá porque”
Abertura: 05 de maio, das 19h às 22h
Visitação: até 04 de junho de 2016
R. Estados Unidos, 1.494, Jardim América - Tel. (11) 4306-4306
Segunda a sexta, 10h/19h; sábado, 11h/17h 
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PROJETO ZIP'UP: Ursula Tautz - "Lugar Familiar"
Abertura quinta-feira - 05 de maio, das 19h às 22h
A inquietação de Ursula Tautz talvez seja a de muitos que estão na eterna busca de um pertencimento. O deslocamento, ou a sensação de um presente que não é preenchido, é uma das grandes questões trazida em “Lugar Familiar”, com curadoria de Isabel Portella. Primeira individual da artista carioca em São Paulo, a mostra faz parte do programa Zip’Up, dedicado a projetos mais experimentais e curatoriais inéditos.

A busca de Úrsula começa em uma viagem feita à cidade de Oldrzychowice Klodzkie, na Polônia, local de origem de sua família e antiga cidade alemã devolvida aos poloneses após os russos expulsarem as tropas germânicas na Segunda Guerra Mundial. Ao refazer essa trajetória, Úrsula foi ao encontro de um passado desconhecido, mas que nunca deixou de ser presente.

Na tentativa de recuperar esse espaço, a artista visual se funde na paisagem e na terra. Com um vestido vermelho e em posição fetal, constrói um novo cenário a partir de suas fotografias. Ao mesmo tempo em que este é seu local de aconchego, é também um ambiente estranho, onde as casas já não estão mais no mesmo lugar,  as pessoas já não se mostram hospitaleiras e as cores e os cheiros não são os mesmos de outrora.

A individual conta com quatro fotografias em grande formato e uma videoinstalação, além de um objeto tridimensional na forma de um balanço estático. As fotos sobrepostas e manipuladas digitalmente resignificam o espaço e criam uma nova narrativa tanto para a cidade estrangeira quanto para a artista. Ao mesmo tempo em que ainda é estranha ao ambiente, a fotografia, pensada ao acaso, a regista como pertencente a ele. Sua inquietação quanto a este lugar de (não)pertencimento encontra-se em sua busca nesta exposição, fazendo com que a contradição entre o conforto e o incomodo seja sentida pelos visitantes.

Sobre a artista:
Ursula Tautz nasceu no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha utilizando-se de fotografia, vídeo e instalações. Cursou a ESPM, além de ter frequentado oficinas da “School of Visual Arts /NY”, e a partir de 2005 a Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Em 2013 integrou o Programa Projeto de Pesquisa, coordenado por Glória Ferreira e Luiz Ernesto. Participou de várias exposições coletivas, como “Intervenções Urbanas Bradesco ArtRio 2015” e “Reminiscências” no CCJF com curadoria de Isabel Portella. além da individual “Fluidostática” na Galeria do Lago ( Museu da República). Foi também selecionada pelo crítico Fernando Cocchiarale para o “Programa Olheiro da Arte”.

Sobre a curadora: 
Isabel Sanson Portella é museóloga e crítica de arte, Doutora e Mestre em História e crítica da arte pela Escola de Belas-Artes/UFRJ, Especialista em História da Arte e Arquitetura do Brasil pela PUC-Rio, Pesquisadora de acervo e Coordenadora e curadora da Galeria do Lago - Arte Contemporânea do Museu da República/IBRAM/MinC.

Serviço
Exposição: “Lugar Familiar”
Abertura: 05 de maio, das 19h às 22h
Visitação: até 04 de junho de 2016
R. Estados Unidos, 1.494, Jardim América - Tel. (11) 4306-4306
Segunda a sexta, 10h/19h; sábado, 11h/17h

Gabriel Giucci - Desvio na Porta Vilaseca Galeria Texto Crítico e curadoria de Daniela Labra.




Prezados, 

PORTAS VILASECA GALERIA tem o prazer de convidá-los para a exposição de GABRIEL GIUCCI, intitulada “Desvio”, com curadoria do artista e texto crítico de Daniela Labra, o qual segue abaixo. A mostra tem inauguração marcada para a próxima quinta-feira, dia 28.04.2016 a partir das 19:00h. Maiores informações no convite virtual reproduzido acima.

DESVIO

Esta reunião de homens de traje não é um encontro qualquer. Trata­-se de uma situação armada, construída por meio de uma das mais sofisticadas e tradicionais técnicas de reprodução da imagem do mundo moderno: o retrato sobre tela. Antes mesmo de insinuarmos notar algum posicionamento político do autor, Gabriel Giucci, pode-­se afirmar que o conjunto de trabalhos é sobretudo uma ode ao retrato e suas possibilidades estilísticas, mil vezes transformadas por mestres famosos ou anônimos ao longo da história da arte. Do Século XIV, quando a autonomia do gênero artístico se consolida, até o contemporâneo, são muitos os estilos e técnicas de composição que se instauram como fundamentos para retratar a face humana. Historicamente, o retrato deve enobrecer as características físicas do retratado, de modo a mostrá-­lo como alguém especial, seja pelo status que possui em uma comunidade, ou pela extraordinária singularidade, bela ou não, das suas feições. O retrato sobre tela, por ter como objeto indivíduos, possui ares atemporais, embora a indumentária do modelo ou mesmo a sua pose, possam oferecer boas noções do seu lugar de poder e da sociedade em que se insere.

Em DESVIO, Gabriel Giucci, artista virtuoso no desenho com grafite e técnicas mistas sobre papel, mostra o resultado do aprimoramento de métodos de pintura a partir do tradicional retrato, aliado ao desejo de comentar artisticamente fatos e registros da decomposição política no país, em curso há quase 18 meses. Para tanto, Giucci recorreu à pesquisa na internet ­ a fonte mais mundana e saturada de referências que a humanidade já viu, para escolher dali seus retratados. Assim, selecionou com precisão e apropriou-­se de imagens de políticos e empresários publicadas em sites de conteúdo jornalístico brasileiros para iniciar esta série, não finalizada, que dá título à exposição. Diante da potência das expressões dos homens que negociam o país, captadas primeiro por uma câmera à serviço da mídia mais espetacular, o artista por fim se lançou em uma obstinada labuta para alcançar obras primas.

Inspirado na máscara grega da tragédia, em Caravaggio, nos retratos de Rembrandt, Frans Hals, Jan Van Dyck, Edvard Munch e Francis Bacon, junto a referências mais remotas como o videogame, Giucci valoriza enquadramentos inusuais, experimenta texturas e palhetas de cor para tornar dramáticas e densas imagens de origem massificada que talvez ficassem relegadas ao estoque infinito dos bancos de dados. Desse modo, portanto, consegue subverter com estas pequenas mas vigorosas telas o pobre tempo de fruição do veículo midiático, incapaz de transmitir a força que emana de uma boa obra de arte feita para outros suportes. Ao mesmo tempo, o artista evitou replicar o retrato do modo mais convencional, frontal, o qual provou ser desinteressante do ponto de vista da narrativa teatral e detetivesca que foi alcançada neste conjunto. Otro dado que chama atenção é que embora toque no tema mais popular do momento, não esbarra no populismo. Seu pensamento vai além; é artístico e estratégico. Talvez por residir em Nova York há 3 anos, Gabriel Giucci se posicionou com um olhar crítico mas também distanciado, que lhe permitiu tomar partido abertamente pela pesquisa artística acima de toda ideologia ou da falta dela, algo que o resultado aqui não deixa dúvidas.

Daniela Labra



Galeria Lume - Tanqueray Jazz - Laura e os Ultraleves



TANQUERAY JAZZ na Lume traz a inspiração da soul music e das big bands



Voar é possível. E é a banda Lara e os Ultraleves quem diz isso no próximo Tanqueray Jazz na Lume, dia 6 de maio, com um universo musical ora retrô, ora contemporâneo em português, inglês e francês. Lara, uma artista de voz potente transporta o ouvinte para décadas passadas, ainda que com boas doses de referências contemporâneas. Piaf, Nina Simone, Fiona Apple e Tom Waits, Os Mutantes, Jards Macalé e Tom Zé estão na discoteca pessoal da cantora.

Inspirada pela soul music e pelas big bands de jazz das décadas de 1930 a 1950, Lara Aufranc criou o projeto Lara e os Ultraleves com o objetivo de dar asas ao conjunto de sons e imagens que passavam por sua mente. Recentemente Lara  lançou seu primeiro disco autoral, “Em Boa Hora”. O resultado é sofisticado e passeia pelo jazz, rock e pop sem perder o gingado. O repertório transita com desenvoltura por gêneros diferentes, como o jazz e o rock psicodélico. De modo geral, o elemento unificador é o groove. A canção em francês foi escrita em parceria com o cantor e compositor paulistano Flavio Tris, que abriu a edição do Tanqueray Jazz na Lume este ano. O disco foi selecionado pelo site Embrulhador como um dos 100 melhores discos de 2015.

Quem for ao show, pode ver o penúltimo dia da exposição Geometria Invertida, do artista plástico Luiz Hermanoprimeira exposição individual dele na Galeria Lume, com 16 obras de sua série homônima, inédita e curadoria de Paulo Kassab Jr. Com base em cálculos matemáticos precisos e uma extensa pesquisa visual, o artista simula sensações reais de movimento e profundidade através de um jogo geométrico. 




Evento: Tanqueray Jazz na Lume, com Lara e os Ultraleves
Organização Paulo Kassab Jr. e Nando Vicencio
Coordenação  Felipe Hegg e Victória Zuffo
Patrocínio Tanqueray
Data  06 de maio de 2016, sexta-feira, a partir das 20h00.
Local  Galeria LUME – www.galerialume.com
Rua Gumercindo Saraiva, 54 – Jd. Europa – São Paulo, SP
Telefone (11) 4883-0351
Preço R$ 100,00 (ingressos limitados)
Vendas antecipadas contato@galerialume.com


Maurizio Cattelan

Maurizio Cattelan
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