quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Markus Schinwald




k.Markus Schinwald (1973-) Salzburg, Áustria. Graduou-se pela Humboldt University, Berlim. Sua obra discute a relação do corpo com o espaço. Utilizando fotografia, escultura, marionetes, vídeos, cinema, teatro e performance ele estuda os movimentos e gestos expressivos do ser humano. As figuras representam corpos sem motivação. Partindo de fotografias antigas ele as modifica colocando vendas, artifícios metálicos e máscaras criando inquietude no espectador. Participou da Bienal de Veneza.  Vive e trabalha em Viena e em Nova Yor É representado pela Galerie Yvon Lambert.

Performance Children's Crusade, 2004. DVD.

Puppet, 2005.


Basil, 2005.

Lavínia, 2007.


Irma, 2008




Bob, 2008. Foto: John Kennard.





Kurt, 2008.


Miron, 2008.



Boykote, 2008.


Paig, 2009.


Baldwin, 2009.


Albertine, 2009.

Margo, 2009.


Tamara, 2010.


Lena, 2010.


Grita 2012.


Sem título. Legs #37, 2012.


Mel, 2012.


Orient # 7, 2012.


 Amelie, 2012.


Alicja, 2012


Sister, 2012. Galerie Yvon Lambert.


Dissoluto Punito, 2013. Trienal de Milão.


 Estlin, 2014.




Sem título, 2016.



Drawing Tate Gallery, Londres.


Guido Cavalcante Caro Marcio, a face e o corpo encerrados num aparato ou numa máscara inspirou o clássico O Homem da Máscara de Ferro, que foi a triste história de um condenado descrito por Alexandre Dumas. Recentemente alguns filmes de horror como Jogos Mortais renovam o homem mascarado, uma condenação medonha. O artista que vc traz e que é bastante perturbador, mostra uma coisa muito interessante, que gostaria de comentar, pois o meu trabalho é fundado na crueldade como método e na indiferença como prática da aristocracia escravagista brasileira.

Mas aqui devemos olhar outra coisa e aproveito a oportunidade de seu post.

De muitas maneiras, as telas de Schinwalf mostram o que o futuro pode vir parecer - um emaranhado onde os corpos se fundem com a matéria "artificial" e com a carne, com uma consciência própria. É interessante aplicar à questão sobre onde a técnica humana está nos levando - ou seja, a fusão do cérebro consciente naturalmente evoluído com a inteligência da máquina. E não estou me referindo aos que são obrigados a usar próteses para andar e correr.

Até bem recentemente, os corpos e objetos eram fáceis de distinguir. Pessoas e objetos geralmente não perdiam sua capacidade de distinção entre os dois - ninguém se engana ao por o colar no pescoço, e todo mundo sabe qual é o dedo para usar na tecla do celular. Houve sempre uma compreensão básica de onde o corpo começa e onde termina. A história da tecnologia, para alguns, é uma história sobre o corpo e sua dependência de formas artificiais. Usado para melhorar (e às vezes para substituir) o corpo, os objetos tornaram o corpo mais eficiente e produtivo, capaz de superar as suas limitações e ampliar a sua força muscular. O martelo continua sendo a mesma coisa básica desde que algum antepassado nosso prendeu uma pedra numa haste de madeira.

O conceito de cyborg que parece estar embrionário nas telas de Sc
hinwald, surgiu do campo da cibernética. Essa perspectiva exige que prestemos atenção especial à fisiologia e engenharia do cyborg e observemos cuidadosamente o impacto da tecnologia sobre a estrutura e função da mente e do corpo. Por exemplo, não pode haver um cyborg sem resolver o problema direto da interface cérebro-máquina. Ele mesmo alguma vez escreveu que "não estou tentando roubar a consciênca das pessoas, mas dar consciência aos objetos".

Fazia tempo que não via um artista contemporâneo tão interessante.

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