sábado, 8 de outubro de 2016

Portal da Misericórdia - o sacro revisitado - Museu de Arte Sacra de São Paulo Mirtis Moraes curadoria é de Beatriz Vicente de Azevedo.







A superação dos limites humanos para alcançar o divino

Em exposição o Divino e o humano dialogam para contar a constante busca do homem para superar seus limites e alcançar a misericórdia


O Museu de Arte Sacra de São Paulo, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo apresenta a exposição Portal da Misericórdia - o sacro revisitadoNa mostra, 85 esculturas de Mirtis Moraes revelam, entre obras sacras e laicas, como dorsos humanos, anjos e objetos religiosos o inconformismo com as limitações impostas pela matéria ao espírito; o permanente esforço do ser humano para superar seus limites e enfrentar desafios. A curadoria é de Beatriz Vicente de Azevedo.

A exposição das peças confeccionadas em bronze, alumínio, mármore e resina está dividida em núcleos, onde a matéria é a mesma, porém o modo de intervenção se diferencia. A expografia de Haron Cohen faz com que as obras de temática não sacra formem quase uma única peça central, em um primeiro momento. Sua percepção tem um aspecto urbanizado, mais contemporâneo de expor as esculturas. Os objetos sacros se diferenciam pelo posicionamento lateral e longitudinal ao longo do segundo espaço. A percepção se assimila à que temos quando da entrada na nave principal de uma igreja, e no final, onde encontra-se o Portal da Misericórdia, que é o cerne da exposição. O segmento final, encerra a mostra com um espaço da cruz-sudário com a pia batismal, como na realidade é a saída de uma igreja.

“O trabalho de Mirtis Moraes dialoga com a arte contemporânea e é possível contá-la visualmente já que as obras interagem entre si, mantendo um clima subliminar por toda a exposição. Sabemos que na maioria dos diálogos a discordância ocorre mais vezes que a concordância. Na contra corrente do mainstreamMirtis valoriza temas clássicos, a representação do corpo humano e símbolos tradicionais no mundo ocidental”, analisa a curadora Beatriz Vicente de Azevedo.

As obras são executadas pela artista com técnicas diferentes de acordo com materiais e cores utilizadas. No bronze, o bege e suas variações é a cor usada nas bases, no alumínio, o cinza e suas variações predominam, às vezes até atingir a cor preta. O branco entra nos pontos mais importantes e também nos símbolos.

Mesmo sendo fiel ao seu estilo criativo ao longo de sua trajetória a artista apresenta trabalhos inéditos onde as temáticas são próximas, porém diferenciadas. Na mostra anterior “Interrompa-se”, por exemplo, a ideia era parar, refletir e continuar. Já “Portal da Misericórdia” sugere a superação dos limites do corpo humano e também da justiça humana para se alcançar a misericórdia divina.

“Eternizar pelas esculturas, os marcantes movimentos de minha vida como a música, a dança, o amor entre os seres humanos, a filosofia, a meditação bíblica, o cinema, o teatro, a poesia, me encantam e motivam. Esses movimentos de observação, criação e eternização são vibrantes, viscerais e vitais para minha existência”, diz Mirtis Moraes.











Exposição:                  Portal da Misericórdia – o sacro revisitado
Artista:                        Mirtis Moraes
Curadoria:                   Beatriz Vicente de Azevedo
Expografia:                  Haron Cohen
Abertura:                     15 de outubro, sábado, às 11h
Período:                      16 de outubro a 06 de Janeiro de 2017
Local:                          Museu de Arte Sacra de São Paulo – www.museuartesacra.org.br
Avenida Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo
Tel.: (11) 3326.3336 – agendamento de visitas monitoradas
Horário:                       Terça a domingo, das 9h às 17h
Número de obras:        85
Técnicas:                     bronze, alumínio, mármore e resina
Dimensões:                 variadas
Ingresso:                     R$ 6,00 (estudantes pagam meia entrada); Grátis aos sábados. Isentos: idosos acima de 60 anos, crianças até 7 anos, professores da rede pública (com identificação) e até 4 acompanhantes

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Maurizio Cattelan

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