terça-feira, 4 de outubro de 2016

Paul Cézanne


“Como ele consegue fazer aquilo?
 Mesmo que sejam só dois pingos de tinta
 Sobre uma tela, ele é extraordinário”.
Pierre-Auguste Renoir






Paul Cézanne ( 1839-1906) Nasceu em Aix-en-Provence Seu pai fundou um banco com enorme sucesso financeiro. Apesar das dificuldades de relacionamento entre os dois, foi Louis-Auguste Cézanne o financiador da carreira do filho. Sua mãe dava lhe o apoio necessário. Menino tímido e recluso estudou no Colégio Bourbon de sua cidade natal onde recebeu excelente formação humanista distinguindo-se em Ciências Naturais, Latim e Grego. Lá tornou se amigo de Emile Zola e de Jean-Baptiste Baille, os três ligados pelo interesse pela literatura e artes. Foi um período feliz para Cézanne, interrompido pela ida de Zola para Paris.
Cézanne cursou a Faculdade de Direito, mas sem interesse. Trabalhou no banco com o pai o que piorou as frágeis relações familiares. Dedicou-se ao desenho sob a orientação de Joseph Gilbert.
Seu pai comprou a bela propriedade Jas de Bouffan, que aparecerá em inúmeros quadros do filho. São dele as pinturas para decoração das paredes do salão da casa. Nesse período, seus trabalhos referiam-se aos temas dramáticos do romantismo. Aí, Cézanne instalou seu ateliê. O pai autorizou a ida dele a Paris onde encontrou Zola e entrou para a Académie Suisse convivendo com Monet, Renoir e Pissaro. Esse último, mais velho, tornou-se seu amigo e protetor. Sob sua orientação, abandonou as cores escuras e produziu telas claras e brilhantes. A vida parisiense não agradou Cézanne e o desentendimento com Zola apressou sua volta a Aix, mas por pressão do pai voltou a Paris sendo reprovado no exame para École de Beaux-Arts. É recusado repetidas vezes nos salões oficiais. Seus trabalhos foram mostrados nos salões dos recusados. Ligou se ao impressionismo, mas logo se afastou do movimento.
Casou-se com Hortense, após um longo relacionamento. Tem um filho. Com ela, foi ao encontro de Pissaro perto de Marselha, onde realizou inúmeros trabalhos
Voltou definitivamente para Aix de Provence. Concentrando-se na pintura representando a natureza pelas formas de esferas, cilindros e cones.
Cézanne foi extraordinário nas paisagens, naturezas mortas e retratos.

Portrait of the Artist's Father, 1866. National Gallery, Washington.




The Manor House at Ja de Bouffan, 1870.


Paul Alexis Reading to Émile Zola, 1869-1870. MASP, São Paulo.


Gustave Boyer in Straw Hat, 1870-1871. Metropolitan Museum of Art, Nova York.

Self-Portrait in a Casquette, 1872. Museum Hermitage, São Petersburgo.





Ja de Bouffan, the Pool, 1876. The Hemitage Museum. São Petersburgo.


Madame Cézanne in a Red Armchair, 1877. Museum of Fine Arts, Boston.


Self-Portrait, 1879-1882. Tate Gallery, Londres.


The Bay of Marselle Seen from L'Estaque, 1885. The Art Institute, Chicago.


Gardene, 1885-1886. Barnes Foudation.


The Pool at the Jas de Bouffan, 1888-1890. Metropolitan Museum of Art, Nova York.

The Boy in a Red Coat, 1889-1890. Foundation E.G. Bührle.


Self-Portrait with Palette, 1890.  Foundation E.G. Bührle.


Still-Life with Apples, 1890. MoMA, Nova York.


Mont Saint Victoire, 1904. Coleção particular. Serviu de modelo para oitenta e cinco aquarelas e pinturas. Representou o em horários e condições climáticas diferentes.

Baigneuses, 1878. Metropolitan Museum of Art, Nova York


Le Jouers de Carte, 1892. Courtauld Institute.



Compotier Pitcher and  Fruits, 1892. Barnes Foundation.

The House with Cracked Walls, 1892-1894. Metropolitan Museum of Art, Nova York.



The Peppermint Bottle, 1893-1895. National Gallery of Art, Washington.



Still-Life with Skull, 1896-1898. Barnes Foundation.


La Montagna Sainte-Victoire, 1904-1906. Kunsthaus, Zurique.








 Sugestões: Cézanne Hajo Düchtind _ Taschen.

                 Correspondência Paul Cézanne _ Martins Fontes, 1992.
                 Cézanne _ Philadelphia Museum of Art, 1996.

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Maurizio Cattelan

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