terça-feira, 11 de outubro de 2016

Flavia Junqueira e Thais Graciotti


Flávia Junqueira - "Quando os Monstros Envelhecem"
ÚLTIMA SEMANA - 10 A 15 . OUT . 2016
Em "Quando os Monstros Envelhecem", sua nova individual na Zipper Galeria, Flávia Junqueira apresenta trabalhos que refletem sobre seres e situações que assombram a infância e mantêm-se de alguma maneira vivos no imaginário adulto. Realizada simultaneamente à 32ª Bienal de São Paulo, a mostra fica em cartaz até sábado (15) e reúne fotografias, objetos e instalações, entre elas o díptico que dá nome à exposição: retratos encenados da artista com o personagem Mickey em representações ambíguas sobre seu papel como figura presente nas fantasias infantis e adultas.

A individual trata também do lado perverso que rodeia o universo da criança e se expressa em circunstâncias inusitadas. Dois trabalhos dispostos logo na entrada da sala expositiva traduzem o espírito da mostra: ao lado de bandeirolas de festa com a frase “Não consigo respirar direito aqui. Posso sair?”, um cavalo de carrossel atravessado por um lança recebe o visitante. Ou, ainda, na lápide que ocupa o centro da exposição, onde se lê: “Pense como uma festa que um dia foi festa, mas que talvez tenha sido interrompida abruptamente e cujo espaço tenha ficado desabitado e esquecido”.

Se em mostras anteriores as obras apareciam mais uniformes, desta vez Flávia Junqueira reúne trabalhos em diversos suportes – fotografia, objetos e instalação – e utiliza formatos variados para compor uma narrativa coerente. Outra mudança é a forma como tal universo é retratado: “As séries atuais tratam da visão do adulto que está preso à criança, embora consiga ter algum distanciamento em relação a ela. Esse adulto não deixa de temer totalmente seus monstros, porém consciente de seu próprio envelhecimento, intui que tais monstros, agora obsoletos, também envelheceram, isso o possibilita talvez não se assustar mais”.

Os textos críticos da exposição são assinados por Mario Ramiro e Daigo Oliva.

Sobre a artista
Flávia Junqueira (São Paulo/SP, 1985) lida principalmente com fotografia. O universo visual da infância e a construção de um imaginário sobre este período permeiam a obra da artista desde o início de sua produção. Seus trabalhos constam em acervos como MAM-SP, MIS-SP, MAB-FAAP, Museu do Itamaraty, RedBull Station, World Bank, Instituto Figueiredo Ferraz entre outros. Mestre em Poéticas Visuais pela Universidade de São Paulo, e Bacharel em Artes Plásticas pela Fundação Armando Álvares Penteado, atualmente cursa Pós Graduação em fotografia na Fundação Armando Alvares Penteado e cursa Doutorado no Instituto de Arte da Universidade Estadual de Campinas- UNICAMP. Entre os principais projetos e exposições coletivas que participou destacam- se, as coletivas: Culture and Conflict: IZOLYATSIA in Exile no Palais de Tokyo, The World Bank Art Program, Kaunas Photo festival, Exposição Individual “Tomorrow i will be born again” na Cité Dês Arts, coletiva una mirada latino americana do projeto Photo España, Temporada de Projetos do Paço das Artes, Prêmio Energias na Arte do Instituto Tomie Otahke, Programa Nova Fotografia do Museu da Imagem e do Som, Concurso Itamaraty, Residência RedBull House of Art, Atêlie Aberto da Casa Tomada, entre outros.

Sobre Mario Ramiro
Mario Ramiro é graduado em artes plásticas pela Universidade de São Paulo (1982), mestre em arte e mídia pela Kunsthochschule für Medien Köln [Escola Superior de Arte e Mídia de Colônia, na Alemanha] (1997) e doutor em artes visuais pela Universidade de São Paulo (2008). É professor do Departamento de Artes Visuais e do Programa de Pós-graduação em Artes Visuais da Escola de Comunicações e Artes da USP.

Sobre Daigo Oliva
O jornalista Daigo Oliva, 31, é editor do blog sobre fotografia contemporâneaEntretempos, hospedado no site da Folha de S. Paulo. É repórter da editoria de notícias internacionais do mesmo jornal e foi editor-adjunto do caderno Ilustrada.

Serviço
Exposição: “Quando os Monstros Envelhecem”
Abertura: 15 de setembro, às 19h
Visitação: até 15 de outubro de 2016
R. Estados Unidos 1494, Jardim América – Tel. (11) 4306-4306
Segunda a sexta, 10h/19h; sábado, 11h/17h 


PROJETO ZIP'UP: Thais Graciotti
"Quando linhas imaginárias entrecruzam latitude e longitude"
ÚLTIMA SEMANA - 10 A 15 . OUT . 2016
A travessia, estágio incerto na jornada entre um território e outro, é o tema da individual da artista Thais Graciotti na Zipper, que fica em cartaz até sábado (15). Com curadoria de Isabella Lenzi, “Quando linhas imaginárias entrecruzam latitude e longitude” reflete sobre o enlace entre ficção e realidade nas narrativas de migração. A exposição integra o projeto Zip’Up, coordenado por Mario Gioia, dedicado a mostras experimentais e propostas curatoriais inéditas.

Na instalação principal desenvolvida para a sala superior da galeria, relatos de viajantes ou refugiados extraídos de obras clássicas da literatura ou colhidos pela própria artista aparecem em textos escritos com sal sobre placas de vidro. Apresentadas em diversos idiomas, as narrativas reais e fictícias são vistas ora em placas sobrepostas, ora isoladas, sugerindo uma aproximação entre as artes visuais e a literatura e uma multiplicidade de discursos.

Toda travessia envolve inúmeras motivações: o exílio, seja por imposição ou escolha; a aventura, o desejo e a esperança de uma vida melhor. Ao pedir para que viajantes traduzissem outros relatos para seus próprios idiomas, a artista reflete como tal diversidade de sentimentos se reflete no campo da linguagem. E, de modo análogo à contraposição entre as experiências vivida e relatada, a exposição também propõe um confronto entre a imprevisibilidade e fluidez do mar às formas geométricas rígidas das placas do vidro.

Sobre a artista
Thais Graciotti (Vitória, ES, 1979) tem a viagem como disparador para a produção de seus trabalhos, tendo como elementos básicos de investigação a ilha, o barco, a ficção e a literatura. Colagem, fotografia, vídeo, livro de artista e instalação são seus principais meios de expressão. Formação: Doutorado em Arte e Cultura Contemporânea (UERJ-RJ, 2014).Principais exposições individuais: "Relatos de uma ilha distante", Cartel 011, São Paulo (2016); "Trocas", Galeria Espaço Universitário, UFES, Vitória (2006). Principais exposições coletivas: "Formas de voltar para casa", Sala ao Lado, Vitória (2014); "Windshift ([artists in residency])", SÍM Gallery, Reykyavik, Islândia (2013); "Roupa de Domingo", Casa das Rosas, São Paulo (2011). Prêmios: Salão Anapolino de Arte (2015).

Sobre a curadora
Isabella Lenzi é arquiteta formada pela FAU-USP e pela Universidade do Porto, Portugal, possui um MA em fotografia, pela Universitat Pompeu Fabra e Elisava - Escola Superior de Disseny, Barcelona. Consultora Cultural do Consulado Geral de Portugal em São Paulo desde 2013, também integrou até 2015 o núcleo de programação da Associação Cultural Videobrasil, onde atuou como editora e pesquisadora da PLATAFORMA:VB, ferramenta online de pesquisa e curadoria da instituição. Responsável desde 2013 pela programação cultural da Sala Fernando Pessoa, no Consulado Geral de Portugal, em 2016 assina a curadoria de duas exposições: Chama Plural, com projetos de jovens artistas portugueses residentes no Brasil e artistas jovens brasileiros. E O futuro será uma réplica, com obras e projetos dos cinco artistas portugueses selecionados para a 32ª Bienal de São Paulo. Este, desenvolvido em parceria com a Fundação Bienal. Em 2016 e 2015 foi assistente do curador Jacopo Crivelli Visconti no projeto curatorial Open Plan, na SP-Arte e em 2015 assinou a curadoria das exposições LAMBE-LAMBE - Os fotógrafos de rua na São Paulo dos Anos 70, que integrou o Maio da Fotografia do MIS - Museu da Imagem e do Som de São Paulo, e Pedras errantes, individual da artista Manuela Costalima na Galeria Zipper.

Serviço
Exposição: “Quando linhas imaginárias entrecruzam latitude e longitude”
Abertura: 15 de setembro, às 19h
Visitação: até 15 de outubro de 2016
R. Estados Unidos 1494, Jardim América – Tel. (11) 4306-4306
Segunda a sexta, 10h/19h; sábado, 11h/17h
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