sábado, 10 de setembro de 2016

PROGRAMA DE RESIDÊNCIA ARTÍSTICA, “BOLSA PAMPULHA 2016”,

PROGRAMA DE RESIDÊNCIA ARTÍSTICA, “BOLSA PAMPULHA 2016”,
ENTRA EM SEU ÚLTIMO MÊS DE ATIVIDADES NO MUSEU DE ARTE DA PAMPULHA,
COM EXPOSIÇÃO PROGRAMADA PARA OUTUBRO
PROJETO DA FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE CULTURA SELECIONOU 10 NOMES
DE TODO O BRASIL E TRAZ PESQUISAS COM OBJETOS DIVERSOS,
DENTRE ELES ESTUDOS SOBRE CAPIVARAS, EDIFÍCIO JK E FEIRA HIPPIE

Dez artistas/coletivos, oriundos de vários estados do Brasil, participam desde maio deste ano de uma residência artística no Museu de Arte da Pampulha. São oferecidos ateliê, verba mensal como incentivo à pesquisa, além de curadoria de Cauê Alves e acompanhamento de Luisa Duarte, Mabe Bethônico e Moacir do Anjos. As pesquisas dos artistas possuem objetos de estudo diversos, como, por exemplo, a Feira Hippie, o edifício JK, e as capivaras da Lagoa da Pampulha, dentre muitos outros. As atividades seguem até setembro – em outubro acontece a exposição com as obras criadas durante o processo.
Remuneração, tempo de pesquisa e orientação para desenvolver um trabalho artístico são os objetos principais do 32º Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte – 6ª Edição do Bolsa Pampulha. O programa é apresentado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura (FMC), em parceria com a Associação Cultural dos Amigos do Museu de Arte da Pampulha (AMAP).
Os selecionados desta edição foram: Adriana Aranha; Alexandre Brandão; Efe Godoy; Janaina Wagner; Lucas Dupin; Maura Grinaldi; Rafael RG; Victor Mattina; o coletivo formado por Juliane Peixoto e Adriele Freitas; e o coletivo Thiago Honório e Pedro Vieira.
Dentre os diferentes trabalhos dos 10 participantes que estão sendo desenvolvidos, Efe Godoy, Adriana Aranha e Lucas Dupin dedicam-se a pensar a Belo Horizonte, sob diferentes perspectivas. Efeestuda as capivaras da orla da Lagoa da Pampulha. Para o artista, “o mistério e a passividade de um animal que é atacado pela cidade é motivação para dar poder de fala para um ser que não fala”. Desenhos de um ser híbrido metade homem, metade bicho, estão sendo rascunhados. A ideia de uma performance é uma possibilidade de Godoy, ainda em processo de criação.
A paraibana Adriana Aranha tem o edifício JK como objeto de pesquisa. A artista está morando em uma unidade do emblemático prédio de Oscar Niemeyer, durante o Bolsa Pampulha. “Busquei instaurar uma situação que gerasse matéria para o desenvolvimento do projeto a partir de uma circunstância comum e ordinária”, conta. O trabalho ainda está em desenvolvimento, mas provavelmente Aranha irá exibir ações para vídeo, algumas fotos e um livro sonoro, com narrativas em áudio coletadas em sua estadia no edifício.
Feira Hippie é o ponto de partida para a criação do artista belorizontino Lucas Dupin nesta edição do Bolsa Pampulha. “A Feira sempre fez parte do meu imaginário e penso que também faça em vários outros moradores da capital”, conta. A investigação baseia-se nas relações e ações que acontecem na montagem e desmontagem das barracas. Lucas irá exibir uma vídeo-instalação, que irá trazer imagens desse processo projetadas em uma instalação de barracas, cuja lona se compõe de uma costura de 12 lonas originais da feira. As imagens estão sendo captadas e editadas por Lucas e pelos artistas Pedro Veneroso e Sara Não Tem Nome. “Tecer essas lonas, simbolicamente não difere em muito da costura também dessas histórias, experiências e, por fim, imagens produzidas ao longo desse processo de vivência na feira”, finaliza.


SOBRE O BOLSA PAMPULHA
O programa tem como propósito promover e fomentar as artes visuais na capital mineira, com foco em jovens artistas, a fim de contribuir para o processo formativo e atendendo às necessidades e expectativas da comunidade artística local e nacional. O Bolsa Pampulha acontece desde 2003 e encontra-se em sua 6ª edição.
Foram selecionados 10 artistas/coletivos, de vários estados brasileiros, que passam por um período de cinco meses de residência em Belo Horizonte, de maio a setembro, sob a coordenação do Museu de Arte da Pampulha, acompanhados por críticos, curadores e artistas. Em outubro acontece a exposição com as obras criadas durante o processo.
Por se tratar de um programa dedicado à produção emergente, todos os artistas/coletivos que participam possuem alguma das seguintes características: idade entre 18 e 35 anos; ou ter realizado até três exposições individuais; ou ter até cinco anos de atividade artística, contando a partir da primeira exposição.
Cada artista/coletivo selecionado é contemplado com bolsa em dinheiro no valor total de R$11.400, repassados em seis parcelas mensais e consecutivas de R$1.900 a fim de auxiliar na sua manutenção, bem como no desenvolvimento das atividades durante o prazo de residência obrigatória em Belo Horizonte. Para a produção da obra é concedido ainda o valor de R$5.000 por artista. A AMAP disponibiliza a todos os participantes do Programa um ateliê coletivo, sem ônus.



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Maurizio Cattelan

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