segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Conversando sobre Arte entrevista com o artista Sidney Amaral

Conversando sobre Arte entrevista com o artista Sidney Amaral.




Quem é Sidney Amaral? 
Sidney Amaral é o pai da Lisieux, que adora cozinhar e flanar pelo mundo. Gosta de afetar e ser afetado pelo mundo, por pessoas e conceitos, um ser, que tenta se desconstruir e reconstruir o tempo em todo. Nasceu em Santana, São Paulo. Na juventude gostava de ler a revista como funciona, que seu pai trazia do jornaleiro, além de gibis e outras revistas. Em fim um cidadão comum

Como a arte entrou em sua vida? 
Lembro, que meus primeiros desenhos foram cópias de revistas de publicidade. Lembro, ainda, quando quebravam meu brinquedos eu gostava de desmontá-los e ver como eram por dentro. Algumas vezes, eu  os quebrava de propósito. A curiosidade fazia parte do meu dia a dia.


Qual foi sua formação artística?
No fim dos anos oitenta, início dos anos noventa, comecei fazendo desenhos na Escola Pan-Americana de Artes, eu queria fazer publicidade e, seis meses depois estava no Liceu de Arte e Ofícios na rua Dr. Jorge Miranda fazendo desenho, e escultura, concomitantemente fiz uma rápida passagem pelo ateliê de pintura de Pedro Alzaga. Queria aprender o "bom" desenho e a "boa" escultura, coisa desconstruídas na época da FAAP entre 1995-1998.


 Que artistas influenciam em sua obra?
Difícil falar de uma influência única, pois gosto de em cada trabalho pesquisar artistas diferentes e a partir delas buscar o máximo da síntese do essencial para mim, mas gosto muito d eolhar para artista como Bispo do Rosário, Farnese de Andrade, Hans Bellmer, Louise Burgeois e os minimalistas. Uma miríade de artistas que me compõe. Sou filho do que veio antes.


Como você descreve seu trabalho?
Meus trabalhos representam um misto da minha experiência como cidadão, como pai e como homem negro, que caminha pelo mundo, minhas influências, meus anseios, meus conflitos existenciais e uma mistura do meu estar no mundo como homem negro e como pai.

É possível viver de arte com a crise atual?
Nos  últimos três anos eu consigo viver de arte, coisa que em anos anteriores não conseguia. Vivia de arte mas não plenamente.


O material nacional para pintura já tem a qualidade necessária? 
Infelizmente há anos só uso material importado para meus trabalhos, mas as vezes que usei material nacional ( acrílico e aquarela) não me foram satisfatórios.

 Que experiência você teve ma Residência Artística?
 O mais interessante das residencias que participei foram as pessoas, o contato humano é muito enriquecedor e com o ambiente propicio para desenvolver o meu trabalho de pintura, fica ainda melhor,.Nesta última residencia ( Gludsted –Dinamarca) pude voltar a me relacionar com o ambiente,  com as coisas do mundo sem a preocupação do fazer para x ou y, foi simplesmente fazer por que estava ali, a luz, a floresta , o campo… foi muito gratificante.

O que você pensa sobre os salões de arte? Alguma sugestão para aprimorá-los? 
Acredito que as inscrições on line e não por material físico ajudaria muito artistas que estão em começo de carreira, o custo de fotografar, imprimir currículos, enviar pelo correio acaba sendo alto se você se propõe a mandar para vários salões.

 Quais são seus planos para o futuro?
Continuar vivo e lucido num pais cada dia mais caótico e impossível!!





























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Maurizio Cattelan

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