terça-feira, 9 de agosto de 2016

Mariana Vilela apresenta a performance (a)massa crítica, no espaço da Alpharrabio




Performance “da massa” na Alpharrabio

Em diálogo com o espaço da livraria, Mariana Vilela interage com o espectador ao compartilhar a feitura de um pão, ao mesmo tempo em que provoca o uso da massa crítica


Mariana Vilela apresenta a performance (a)massa críticano espaço da Alpharrabio. A ação, com curadoria de Cristina Suzuki, parte do projetoArte Contemporânea para o Alpharrabio, concentra-se na massa que amassa, que assa, que vira alimento, a massa que provoca e que agrega; 5kg de massa e uma leitura compõe o viés condutor e essencial para confeccionar ‘o pão’. 
Misturar, sovar, amassar, descansar, assar e comer a massa que transformou-se em pão. Mariana apresenta a performance em diálogo com o espaço e a ação começa apenas quando o expectador escolher um dos livros disponíveis, ler para a artista - e consequentemente para todos os que estiverem participando. O local da ação não se passa apenas na mesa onde o pão será feito, e sim em toda a área expositiva. O expectador-leitor torna-se ativo na performance, sua narrativa provoca reações na artista, que manipula a massa de forma diferente a cada variação na leitura.

Mariana Vilela usa como inspiração e base conceitual deste trabalho o pensamento sobre afetos e afecções do filósofo Spinoza. “Levar a ‘cozinha’ para o espaço expositivo e fazer um pão, impreterivelmente com a ajuda dos expectadores, é transfigurar o lugar comum. Muito me interessa ações comuns, cotidianas e ordinárias, mas essenciais para o estabelecimento das relações. Por traz do ato de fazer o pão há relações afetivas, por traz da produção de massa crítica há relações afetivas. O outro é imprescindível para realização dos dois processos, do início ao fim”, conceitua a artista. Nesta performance, Mariana optou por cores neutras como o branco, preto e madeira. Branco nas paredes para criar respiros e espaços vazios, o preto da sua vestimenta para ser "tingida" pela farinha branca e a madeira rústica para tonalizar com o ambiente, desta forma, potencializando a "rudeza" do fazer um pão.

O processo de criação da artista não é nada convencional, ela não tem ateliê, apenas uma mesa onde deixa espalhados textos, imagens, livros que a inspiram e papéis com anotações e diagramas que faz, colados próximo à mesa. “O meu processo criativo não é nada cartesiano ou linear, não estipulo um espaço/tempo para a criação, ele se dá (acontece) no entre, na brecha dos afazeres domésticos, na lida com as crianças e concomitante a outras criações, que vem do teatro e da escrita, minhas outras frentes de trabalho”, diz.

(a)massa crítica será realizada em três datas e entre estas datas estarão expostos os objetos utilizados na feitura do pão, a vestimenta e um vídeo com o registro. A performance é um desdobramento de Banquete... uma conversa sobre o Amor, realizada em 2011 quando a artista participava do Coletivo Ambulante. Na ação, fizeram o pão na calçada da rua Marechal Deodoro, em São Bernardo e numa calçada no centro de Belo Horizonte. “A performance é uma linguagem propriamente contemporânea, é ela a responsável por romper não só com os aspectos formais das artes, como ampliar seu sentido. Realizar uma Ação é colocar os corpos em situação limite, desafiadora e de risco. O corpo físico, o Corpo plástico, o Corpo sensível-intuitivo, o Corpo emocional, o Corpo lúdico, o Corpo intelectual e o Corpo espiritual”, finaliza Mariana Vilela.
Projeto Arte Contemporânea para o Alpharrabio foi contemplado pelo Programa de Ação Cultural (ProAc), da Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo, que promove a ampliação e a diversificação da produção artística por meio de ICMS e editais. A série contempla três exposições. 



Mariana Vilela




Performance: (a)massa crítica
Artista: Mariana Vilela
Curadoria: Cristina Suzuki
Abertura: 13 de agosto de 2016 – sábado - às 10h30 (conversa com artista às 13h30)
Períodode 15 de agosto a 15 de outubro de 2016
Sessões: 17 de setembro e 15 de outubro, sábados às 10h
Local: Alpharrabio Livraria e Editora
Endereço: Rua Eduardo Monteiro 151- Santo André - SP - BRASIL
Tel: (11) 4438-4358
Horário: seg a sex 13h às 19h | sáb 9h30 às 13h


Performance “da massa” na Alpharrabio

Em diálogo com o espaço da livraria, Mariana Vilela interage com o espectador ao compartilhar a feitura de um pão, ao mesmo tempo em que provoca o uso da massa crítica


Mariana Vilela apresenta a performance (a)massa crítica, no espaço da Alpharrabio. A ação, com curadoria de Cristina Suzuki, parte do projeto Arte Contemporânea para o Alpharrabio, concentra-se na massa que amassa, que assa, que vira alimento, a massa que provoca e que agrega; 5kg de massa e uma leitura compõe o viés condutor e essencial para confeccionar ‘o pão’.
Misturar, sovar, amassar, descansar, assar e comer a massa que transformou-se em pão. Mariana apresenta a performance em diálogo com o espaço e a ação começa apenas quando o expectador escolher um dos livros disponíveis, ler para a artista - e consequentemente para todos os que estiverem participando. O local da ação não se passa apenas na mesa onde o pão será feito, e sim em toda a área expositiva. O expectador-leitor torna-se ativo na performance, sua narrativa provoca reações na artista, que manipula a massa de forma diferente a cada variação na leitura.
Mariana Vilela usa como inspiração e base conceitual deste trabalho o pensamento sobre afetos e afecções do filósofo Spinoza. “Levar a ‘cozinha’ para o espaço expositivo e fazer um pão, impreterivelmente com a ajuda dos expectadores, é transfigurar o lugar comum. Muito me interessa ações comuns, cotidianas e ordinárias, mas essenciais para o estabelecimento das relações. Por traz do ato de fazer o pão há relações afetivas, por traz da produção de massa crítica há relações afetivas. O outro é imprescindível para realização dos dois processos, do início ao fim”, conceitua a artista.
Nesta performance, Mariana optou por cores neutras como o branco, preto e madeira. Branco nas paredes para criar respiros e espaços vazios, o preto da sua vestimenta para ser "tingida" pela farinha branca e a madeira rústica para tonalizar com o ambiente, desta forma, potencializando a "rudeza" do fazer um pão.
O processo de criação da artista não é nada convencional, ela não tem ateliê, apenas uma mesa onde deixa espalhados textos, imagens, livros que a inspiram e papéis com anotações e diagramas que faz, colados próximo à mesa. “O meu processo criativo não é nada cartesiano ou linear, não estipulo um espaço/tempo para a criação, ele se dá (acontece) no entre, na brecha dos afazeres domésticos, na lida com as crianças e concomitante a outras criações, que vem do teatro e da escrita, minhas outras frentes de trabalho”, diz.
 (a)massa crítica será realizada em três datas e entre estas datas estarão expostos os objetos utilizados na feitura do pão, a vestimenta e um vídeo com o registro. A performance é um desdobramento de Banquete... uma conversa sobre o Amor, realizada em 2011 quando a artista participava do Coletivo Ambulante. Na ação, fizeram o pão na calçada da rua Marechal Deodoro, em São Bernardo e numa calçada no centro de Belo Horizonte. “A performance é uma linguagem propriamente contemporânea, é ela a responsável por romper não só com os aspectos formais das artes, como ampliar seu sentido. Realizar uma Ação é colocar os corpos em situação limite, desafiadora e de risco. O corpo físico, o Corpo plástico, o Corpo sensível-intuitivo, o Corpo emocional, o Corpo lúdico, o Corpo intelectual e o Corpo espiritual”, finaliza Mariana Vilela.
O Projeto Arte Contemporânea para o Alpharrabio foi contemplado pelo Programa de Ação Cultural (ProAc), da Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo, que promove a ampliação e a diversificação da produção artística por meio de ICMS e editais. A série contempla três exposições.


Performance:            (a)massa crítica
Artista:                      Mariana Vilela
Curadoria:                 Cristina Suzuki
Abertura:                   13 de agosto de 2016 – sábado - às 10h30 (conversa com artista às 13h30)
Período:                     de 15 de agosto a 15 de outubro de 2016
Sessões:                   17 de setembro e 15 de outubro, sábados às 10h
Local:                         Alpharrabio Livraria e Editora
Endereço:                 Rua Eduardo Monteiro 151- Santo André - SP - BRASIL
Tel.:                            (11) 4438-4358
Horário:                     seg. a sex 13h às 19h | sab. 9h30 às 13h


Ass. Imprensa – Balady Comunicação – Sílvia Balady/ Surama Chaul
Tel.: (11) 3814-3382 – contato@balady.com.br



Sobre a artista
Mariana Vilela é artista, educadora e pesquisadora. Graduada em Letras – Português/Espanhol pela Faculdade São Bernardo (2011), cursou também o Teatro Universitário da UFMG (2003). Transita pelas Artes Visuais, teatro e poesia. Interessa-se especialmente pelo corpo e suas relações com o espaço, com os objetos, com a vestimenta e com o Outro. O seu processo criativo parte do ponto de vista autobiográfico e se estende à esfera ritualística e relacional. Coordenou e participou durante 5 anos do Coletivo Ambulante, artistas que realizavam intervenções urbanas em São Paulo e Minas. Há 2 anos vem realizando ações, ensaios e performances em São Paulo, São Bernardo do Campo e Ribeirão Pires. Participou das exposições: ABC de artistas na Galeria Hiato, Juiz de Fora/MG (2016), De vagar -subjetividade e suas cinzas - no centro cultural da justiça eleitoral do Pará (2016), selecionada no 44° Salão de arte contemporânea de Santo André, com a foto/performance "A onda" (2016), Arte Performativa na Oma Galeria em São Bernardo do Campo (2015); Perfor 5 em São Paulo (2014).

Sobre Cristina Suzuki
Desde 2009 a programação expositiva da Alpharrabio vem sendo coordenada pela artista visual Cristina Suzuki. Foram realizadas durante este período 25 exposições, todas de forma autônoma, sendo 80% delas com artistas da região do ABC.

Sobre a Alpharrabio
A Alpharrabio Livraria e Editora foi fundada em fevereiro de 1992 pela poeta Dalila Teles Veras. Especializada em livros de segunda mão e fora de circulação na área de ciências humanas, possui um acervo de literatura, filosofia, política e ciências sociais. Em paralelo mantém uma atividade cultural ininterrupta, com constantes debates sobre literatura, arte e cultura, apresentações musicais e teatrais, exposições, workshops e oficinas, sendo marca de referência cultural na região do ABC. 

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Maurizio Cattelan

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