quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Katie van Scherpenberg



Katie van Scherpenberg Mildrid Catharina van Sherpenberg (1940-) Nasceu em São Paulo. Passou parte de sua infância na Inglaterra, retornando ao Brasil com sua família em 1946. Estudou na Inglaterra de 1953 a 1957. Seu pai resolveu, depois de um tempo no Brasil, radicar-se no Amapá na Ilha de Santana. Katie estudou pintura no Rio de Janeiro com Catherina Bavatelli (1958-1960). Entre 1961 e 1963, aperfeiçoou-se na Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou escultura com George Brenninger e, em Salzburgo, Áustria aprofundou-se em aquarela com Oskar Kokoschka. Entre 1963 e 1964 morou em Nova York. Ao retornar ao Brasil, fez o curso de gravura no Museu de Arte Moderna no Rio de Janeiro. Casou-se em 1964 e teve uma filha em 1965. Em 1967, após a separação, morou na ilha de Santana até 1973 quando retornou definitivamente ao Rio de Janeiro. Em 1971, morreu seu pai e Katie fez seu sepultamento nas margens do Rio Amazonas, local escolhido por ele para morar nos últimos 20 anos. Katie é uma reconhecida artista no Brasil e no exterior tendo participado de inúmeras exposições em galerias e instituições culturais e museus. Participou das Bienais de São Paulo, do Fim do Mundo, Uchaia e do MercoSul, Porto Alegre. Suas obras estão distribuídas em diversos museus e coleções do mundo. Katie tem uma extensa atividade didática como professora da Escola de Artes Visuais do Parque Lage e de  diferentes Universidades no Brasil e no exterior. O Workshop sobre Materiais é uma marca pessoal e por ele já passaram centenas de alunos. A artista vive e trabalha no Rio de Janeiro. Pinturas, gravuras, fotografias, vídeos e intervenções são seus meios mais utilizados. 





A Queda de Ícaro, 1980. Gesso, fuligem e têmpera sobre pano eucatex. Cinco trabalhos de 100 x 100 cm cada. Coleção da artista.  ", a série Queda de Ícaro (1980/1981) é um marco em sua produção. 
É composta por uma seqüência de cinco telas brancas, nas quais é colocado, sempre à mesma altura, um pequeno relevo cilíndrico branco construído pela superposição de um pedaço de tela sobre o suporte. Em cada quadro, pinta uma barra negra horizontal em diferentes posições, em relação ao relevo. Nesses trabalhos o ponto de interesse não é a perspectiva, mas a exploração de questões pictóricas". Fernando Cocchiarale in Enciclopédia Itaú Cultural.


Séria Kromos No 6, 1980.


Sem título, 1980. Acrílica sobre tela. Coleção Gilberto Chateaubriand.



Série Cronus, 1980. Coleção Gilberto Chateaubriand. Foto: Paulo Scheuenstuhl



Os Botões de Rembrandt, 1985.



Marcas, 1985. Foto Gabriel Henrique.


Jardim Vermelho, 1986. Intervenção no jardim da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Óxido de ferro vermelho.


Sem título, 1986. Coleção particular.

Carmacor,1998,200cmx180cm,Coleção Satamini.


Série Mamãe Prometo Ser Feliz. Duna, 1992. Técnica mista. Essex Collection of Art from Latin America.


Série Feuerbach e Eu. Santana e o Anjo.


Série Feuerbach e Eu, Swimm, 1993. Coleção Eduardo Lopes Pontes.




Série Feuerbach e Eu. Incidentes,1995. Coleção Maria Helena Fonseca. Foto I


Série Feuerbach e Eu. Incidentes,1995. Coleção Maria Helena Fonseca. Foto II em 2015. São visíveis as modificações ocorridas com o tempo. A oxidação das folhas de cobre continua. "O método de trabalho utilizado pela artista inclui as modificações que os materiais sofrem, como a deterioração natural dos pigmentos orgânicos". Fernando Cocchiareli in Enciclopédia Itau Cultural.


Sonhos de uma Noite de Verão II, 1996. Coleção particular.


Menarca, 2001. Vídeo.


Sopro (Breath), 2004. Wood panel, oxidado cooper on paper, pigments (red oxido) in tempera. Universidade do Texas.


Vestido de Anna Maria Niemeyer


Intervenção na areia do Rio Negro, 2004


Asas sobre Santana, 2004. Pigmentos sobre madeira.


Ashes, 2005. Encáustica e pigmento sobre madeira.


Red Landscape, 2006.


Paisagem 2, 2008. Vidro, têmpera e óleo. ARCO.  Madrid.


Utopia, 2009. Lago do Escondidos Uchuaia, Patagônia. Bienal do Fim do Mundo. Quatro quadrados de óxido de ferro vermelho. Foto: Rafael RG.


Sem Nome, 2009. Uchuaia, Patagônia, Argentina. Quatro celas de um presídio e quatro lamparinas de querosene uma em cada cela. Bienal do Fim do Mundo.




Atelier da artista.


Artemísia (2000-2013) Ao chegarmos para nosso encontro semanal com a artista e professora Katie van Scherpenberg, encontrávamos a linda Artemísia  moradora da casa. Permanecia quieta, ouvindo professora e alunos. Foi feliz, era bem tratada, viveu entre belas pinturas da artista, assistia com atenção aulas diversas e conviveu com uma grande dama das artes plásticas do Brasil.









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