Sou Ana Carolina Póvoas Corrêa, mas assino meus trabalhos –
Ana Póvoas - nasci em 20 de agosto de 1970 no Rio de Janeiro.
Em 2004, fui convidada para dar aulas de fotografia em um
curso profissionalizante do governo do Estado, isso durou 3 anos e formei 6
turmas. Na sequencia, junto à Secretaria de Cultura do Município, criei o Photo Pirenópolis (Encontro
Internacional de Fotografia de Pirenópolis) e em 2005 a Maratona Fotográfica de
Pirenópolis, ambos com 3 edições .
Me desvinculei desses eventos coletivos e comecei a organizar os meus projetos pessoais. Moro em uma cidade de 300 anos, é tombada pelo IPHAN;
culturalmente riquíssima e intensa, dessa forma, esse contexto me instiga muito a fotografar. Tenho um
acervo fotográfico de Pirenópolis bem rico, por consequência disso, criei uma profundidade com essa
realidade cultural (festas populares, folias, griós, etc), e relações mais
intimas. A Casa do Ser, é uma obra que
surgiu nesse contexto de registro fotográfico – documental e intimo – são representações
profundas, mas tão simples quanto o tradicional.
Quanto à obra – A
CASA DO SER -, objeto de pesquisa e produção fotográfica sobre representação,
memória e identidade, trata de uma poética do íntimo e do comum, retratando as
relações entre o ser e sua morada a partir do universo da casa e do cotidiano
de Dona Nica, produtora de bananas, moradora da comunidade rural de Furnas, no
município de Pirenópolis. As imagens fazem parte de uma experiência minha, onde
busco, por meio da fotografia, dar evidência aos elementos de identidade e
temporalidade que configuram os espaços da casa e o caráter biográfico dos
objetos que a constituem, bem como a singularidade da presença de quem ali
habita.
É
possível viver de arte com a crise atual?
Sim, penso que é possível....acho que aqui no Brasil
ainda está se criando essa demanda de mercado, é uma luta! Nada fácil,
mas também não é impossível, acredito que caminhamos pra isso (viver de arte) principalmente
através dos editais junto ao ministério e as secretarias que vem possibilitando
às galerias e demais espaços (centros culturais, universidades, escolas de arte
publicas e particulares, museus,
festivais...)a se fortalecerem, formando opiniões e determinando comportamentos
sociais. Acho importantíssimo viver a arte, porém, viver de arte .....
vislumbro e trabalho pra isso.
E dessa maneira, através dos editais e convocatórias
que vejo o caminho para a projeção no
cenário nacional.
Meu trabalho é muito
intuitivo, no caso dessa obra, tenho muito como alicerce a Poética do Espaço de Gaston Bachelart.
Para o futuro: esse trabalho ganhou um
prêmio no FAC de Goiás e no segundo
semestre de 2016, estarei organizando
essa obra para a publicação de um livro junto com o curador Diógenes Moura.
Serão 1000 exemplares - A Casa do Ser. A programação será bem boa, com
lançamento do livro em alguns estados, em universidades, livrarias e lugares
afins , sob a minha produção junto com
Anderson Melo, onde pretendo criar um espaço de
conversa para poder contar sobre o processo de produção obra.












Um comentário:
Entrevista bem interessante, gostei muito das fotografias.
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