sábado, 16 de julho de 2016

Ana Póvoas - A Casa do Ser no Centro Cultural Justiça Federal




ANA PÓVOAS . A Casa do Ser 

VISITAÇÃO 26 ago 2016 a 09 out 2016 terça a domingo, das 12h às 19h Gabinete de Fotografia

VISITA ORIENTADA PELO ARTISTA 27 ago 2016, às 15h

A Casa do Ser é uma experiência visual de uma poética do espaço, na qual o intercurso entre o tempo e os afetos coloca em cena uma historicidade ambivalente, contemplando a dimensão do íntimo por meio da singularidade expressiva da casa, da presença do corpo e dos objetos biográficos que configuram o universo particular de Dona Nica, habitante da casa, como também representando a dimensão coletiva de uma cultura regional, visível nos signos identitários que constituem o universo iconográfico do caipira, hoje em vias de desaparecimento por conta da repercussão do avanço tecnológico nas novas formas de produção e nos modos de vida. Durante sete anos, a fotógrafa frequentou a casa de Dona Nica, produtora de bananas, moradora da comunidade rural de Furnas, no município de Pirenópolis/GO. Da intimidade construí- da na relação entre essas duas mulheres, a fotografia surgiu como instrumento de mediação no diálogo sobre identidade e alteridade, e também como linguagem capaz de registrar e traduzir a experiência desse encontro, compartilhando e multiplicando a memória e o olhar. A exposição apresenta algumas imagens selecionadas do acervo mais amplo de um ensaio homônimo que está no prelo para publicação, com autoria de Diógenes Moura. O trabalho foi concebido e realizado pela fotógrafa Ana Póvoas, carioca radicada há duas décadas em Pirenópolis/GO, onde desenvolve produção e pesquisa visual sobre formas de representação de tradições e manifestações culturais, no viés de um olhar tecido pela percepção sensível da realidade, traduzindo aspectos antropológicos em imagens poéticas. Andros Anderson produtor cultural, fotógrafo, professor e pesquisador em Cultura Visual



Ana Póvoas é fotografa graduada em Comunicação Social. Vive em Pirenópolis – Go há 18 anos, optou pela fotografia desde seus tempos de criança, segundo ela, é um “jeito de ser”. Participou de mostras fotográficas coletivas e individuais em diversos locais e é membro e coordenadora do Fórum de Fotografia de Pirenópolis. Desenvolve trabalhos fotográficos autorais, ministra cursos livres de fotografia e desenvolve ações que fomentem a fotografia em diversos setores (festivais, exposições, eventos, educação, inclusão, pesquisa e intervenções artísticas). Atualmente vem se dedicando a trabalhos autorais com foco em memória e identidade.

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Maurizio Cattelan

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