sábado, 18 de junho de 2016

Técnica oitocentista de fotografia volta à cena Os Daguerreotipistas estão chegando







 Técnica oitocentista de fotografia volta à cena
Os Daguerreotipistas estão chegando
  

A fotografia nos transporta através do tempo. Uma técnica oitocentista de fotografia, ainda pouco conhecida no Brasil, - o daguerreótipo - será revelada através de cinco oficinas, a partir do dia 8 de julho, no Estúdio do Século XIX, em Lumiar, na bucólica região serrana no Rio de Janeiro. Lá, os amantes da fotografia descobrirão os segredos da "placa mágica", em imersões coordenadas por um dos raros especialistas na técnica - Francisco Monteiro da Costa - fotógrafo, conservador de fotografia e daguerreotipista.
No workshop, o único do gênero no Brasil, Francisco transmitirá seu conhecimento aprimorado nos últimos 16 anos, com o objetivo de oferecer um panorama integral desta técnica fotográfica e permitir que cada aluno participe do processo - desde o polimento da placa de cobre até obter a imagem sobre a prata.

O primeiro processo fotográfico, desenvolvido por Louis Jacques Mandé Daguerre, publicado pela Academie des Sciences de Paris em 19 de agosto de 1839, o daguerreótipo surpreendeu o mundo com a sua capacidade de reprodução da realidade, apresentando uma definição jamais superada por outra técnica.

Por se tratar de fotografia em positivo direto as obras se destacam pela unicidade, O principal propósito do artista é desenvolver uma linguagem usando essa técnica, trazendo assuntos abordados que fazem referência a ícones nacionais como a banana e a mandioca, que dialogam com a atemporalidade.

 “A técnica apresenta a pesquisa que venho desenvolvendo nos últimos 20 anos para fazer daguerreótipos no século XXI”, ressalta o especialista que credita à busca da melhor qualidade, sobretudo pela classe artística, a razão de retorno a essa técnica usada no Brasil, inicialmente, por D. Pedro I para fotografar o príncipe da Prússia.

Contudo, reconstruir uma técnica fotográfica esquecida e pouquíssima revisitada na modernidade apresenta um alto grau de dificuldade: desde o levantamento bibliográfico, adaptação de equipamentos e infra-estrutura adequada. Isto motivou Francisco a dar início à construção de um estúdio voltado para as técnicas do século XIX, com todas as condições para se refazer os processos históricos – pesquisa importante para a conservação de acervos fotográficos.

Para os interessados em aprofundar o conhecimento da técnica as próximas oficinas serão nos dias 08, 15 e 29 de julho  e 19/8 (dia internacional da fotografia) e 9/9 - em seu estúdio, em Lumiar. Nela, durante um final de semana, cada participante (grupos de 8) terá acesso a todo o processo.

Além da oficinas, em setembro, o Atelier da Imagem, na Urca, também prestigiará a técnica na exposição Tempo Improvável, com daguerreótipos e impressões em papel com reinterpretações de alguns daguerreótipos, com curadoria de Marcia Mello, da Tempo Fotografia.





Oficinas de Dag de Francisco Moreira da Costa: Estrada Serra Mar, nem número, Santa Luzia, Lumiar.
Serão cinco finais de semana de oficinas, sendo três em  julho,uma em agosto, e uma em setembro, distribuídas assim:
Primeira  Das 20h de sexta, dia 08, às 19h de domingo, dia 10 de julho 
Segunda -  Das 20h de sexta, dia 15, às 19h de domingo, dia 17 de julho
Terceira - Das 20h de sexta, dia 29, às 19h de domingo, dia 31 de julho
Quarta: Das 20h de sexta, dia 19, às 19h de domingo, dia 21 de agosto
Quinta: Das 20h de sexta, dia 09, às 19h de domingo, dia 11 de setembro 
Para se inscrever -  estudioseculo19@gmail.com. Tel: (21) 99706.3595. facebook: estudio século XIX
Número de participantes por oficina: 8 (oito). Inscrições: Valor: R$680 pelo final de semana.


Exposição Tempo Improvável; Abertura dia 2 de setembro, na Sexta Livre, às 19h horas no Atelier da Imagem, Av. Pasteur, 453 - Urca, Rio de Janeiro, Tel.: 2541.3314. De 3 de setembro a 5 de novembroDe segunda a sexta, das 10h às 22h, e sábados das 10h às 16h.


DAGUERREOTIPIA Francisco Moreira da Costa Um daguerreótipo é uma imagem única realizada sobre uma placa de cobre recoberta de uma fina camada de prata. Sua superfície prateada reluzente mostra, conforme o ângulo do olhar, ora uma imagem negativa, ora uma imagem positiva: é um positivo direto. (Definição tirada do catálogo PARIS ET LE DAGUERREOTYPE, Paris Musees - tradução livre) O primeiro processo fotográfico, desenvolvido por Louis Jacques Mandé Daguerre, foi publicado pela Academie des Sciences de Paris em 19 de agosto de 1839. A daguerreotipia surpreendeu o mundo com a sua capacidade de reprodução da realidade, apresentando uma definição que nunca foi superada por outra técnica. Além disso, a daguerreotipia confere à fotografia o status de jóia, pois trata-se de uma imagem formada sobre a prata, um metal nobre, e muitas vezes tratado com uma viragem em ouro, sendo cada exemplar um original único. Entre os processos históricos a daguerreotipia é a técnica menos revisitada na era moderna. A produção do daguerreótipo requer um envolvimento muito íntimo e particular com o fotógrafo, pois trata-se de um trabalho que exige concentração, paciência, minúcia, esmero, determinação e também bastante cuidado, pois lida com químicos perigosos. Por isto o domínio sobre cada etapa é imprescindível mas, apesar disto, a imagem é resultado de uma sutil ligação entre a ciência e a intuição. Escreve o príncipe Adalberto da Prússia em seu diário de 1842 sobre Don Pedro II: “O imperador mesmo já tinha feito diversas experiências com a daguerreotipia, e era de opinião que o acaso provavelmente desempenharia nela o papel principal...” e Gisèle Freund, historiadora da fotografia, escreve sobre os daguerreotipistas do século XIX: “Com efeito, não só às suas qualidades de artistas, mas também à sua capacidade de artesãos é que devemos a elevada qualidade de sua produção fotográfica.” Desta forma, atrás de um daguerreótipo está sempre um apurado processo de busca pela qualidade, de auto-conhecimento, de perseverança e persistência, além de um íntimo desejo de ver realizada a transformação dos materiais, tal como os alquimistas o almejavam. Por isto o resultado bem sucedido exerce sempre um mágico fascínio. Daguerreotipia em Lumiar Coordenador: Francisco Moreira da Costa Carga Horária: 18 horas aulas. Número de participantes: 8 por oficina Saída para Lumiar: 6ª. feira à tarde Retorno: domingo à noite A proposta do Studio Século XIX com a Oficina de Daguerreotipia em Lumiar é oferecer um final de semana de imersão nesta técnica fotográfica oitocentista, permitindo que cada participante experimente o processo desde o polimento da placa de cobre até obter a imagem sobre a prata. Por causa da magia do processo, entendemos que o lugar ideal para se envolver integralmente com a daguerreotipia é em meio à natureza, que possibilita a prática ao ar livre, sem riscos de contaminação e a oportunidade para a integração total com cada etapa da produção. A Oficina inclui dois dias de prática em Lumiar, sendo a saída do Rio na sexta feira, final do dia e o retorno no domingo à noite ou segunda pela manhã. O sítio em Lumiar fica a 2h e 30 min do Rio de Janeiro. Fazem parte desta Oficina a hospedagem com pensão completa de 3 refeições diárias. O ambiente é simples e aconchegante, as acomodações são tipo albergue e mistas, pedimos que cada um traga roupa de cama, cobertor e toalha de banho. É aconselhável levar agasalho para o frio e roupa de banho, além de lanterna. A iluminação é de lampião e luz de vela, ao estilo do século XIX, mas há energia elétrica para uso de máquinas e aparelhos. Importante: Caso esteja chovendo muito no final de semana combinado, a data será transferida. Programa horário sexta sábado domingo 8:00 café da manhã café da manhã 9:00 •Apresentação dos equipamentos •Preparação das placas •Polimento (explicação e preparação) •Sensibilização das placas e cálculo da exposição •Daguerreotipar (fotografar) 12:30 almoço almoço 14:00 às 18:00 •Polimento •Banho de prata •Sensibilização das placas e cálculo da exposição •Daguerreotipar e montagem 18:00 Encerando atividade do dia lanche despedida e saída para o RJ 20:00 Chegada, jantar e bate papo na lareira Jantar e bate papo na lareira ou fogueira Cada participante produzirá um daguerreótipo, no formato de 6X9 cm, desde o polimento da chapa até a sua montagem.

Daguerreotipia em Lumiar Coordenador: Francisco Moreira da Costa Carga Horária: 18 horas aulas. Número de participantes: 8 por oficina Saída para Lumiar: 6ª. feira à tarde Retorno: domingo à noite A proposta do Studio Século XIX com a Oficina de Daguerreotipia em Lumiar é oferecer um final de semana de imersão nesta técnica fotográfica oitocentista, permitindo que cada participante experimente o processo desde o polimento da placa de cobre até obter a imagem sobre a prata. Por causa da magia do processo, entendemos que o lugar ideal para se envolver integralmente com a daguerreotipia é em meio à natureza, que possibilita a prática ao ar livre, sem riscos de contaminação e a oportunidade para a integração total com cada etapa da produção. A Oficina inclui dois dias de prática em Lumiar, sendo a saída do Rio na sexta feira, final do dia e o retorno no domingo à noite ou segunda pela manhã. O sítio em Lumiar fica a 2h e 30 min do Rio de Janeiro. Fazem parte desta Oficina a hospedagem com pensão completa de 3 refeições diárias. O ambiente é simples e aconchegante, as acomodações são tipo albergue e mistas, pedimos que cada um traga roupa de cama, cobertor e toalha de banho. É aconselhável levar agasalho para o frio e roupa de banho, além de lanterna. A iluminação é de lampião e luz de vela, ao estilo do século XIX, mas há energia elétrica para uso de máquinas e aparelhos. Importante: Caso esteja chovendo muito no final de semana combinado, a data será transferida

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Programa horário sexta sábado domingo 8:00 café da manhã café da manhã 9:00 •Apresentação dos equipamentos •Preparação das placas •Polimento (explicação e preparação) •Sensibilização das placas e cálculo da exposição •Daguerreotipar (fotografar) 12:30 almoço almoço 14:00 às 18:00 •Polimento •Banho de prata •Sensibilização das placas e cálculo da exposição •Daguerreotipar e montagem 18:00 Encerando atividade do dia lanche despedida e saída para o RJ 20:00 Chegada, jantar e bate papo na lareira Jantar e bate papo na lareira


Cada participante produzirá um daguerreótipo, no formato de 6X9 cm, desde o polimento da chapa até a sua montagem.


Sobre o fotógrafo:

Francisco Moreira da Costa - 



carioca nascido em 1960.  Fotógrafo e conservador. Cursou engenharia química na UFRJ e começou a fotografar em 1983. Em l989, fez aperfeiçoamento em fotografia e preservação fotográfica no Rochester Institute of Technology (RIT), Museu Internacional da Fotografia em Rochester e no New York Municipal Archives, NY, com bolsa  da Fundação  Vitae e da OEA.

Participou da implantação do Centro de Conservação e Preservação Fotográfica da Funarte em 1987, onde trabalhou até 1999. Atualmente é fotógrafo do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular do IPHAN.
  Pesquisa Daguerreotipia desde 1996, desenvolvendo o seu equipamento a partir de manuais do século XIX. É um dos únicos brasileiros a utilizarem a técnica original da daguerreotipia e está entre os cerca de 30 daguerreotipistas contemporâneos em atividade no mundo inteiro. Em 2004 foi selecionado para o Salão Arte Pará com três daguerreótipos, recebendo por um deles o Prêmio Aquisição, Acervo da Fundação Rômulo Maiorana. Já coordenou diversas Oficinas de Daguerreotipia pelo Brasil e América do Sul.  Idealizador do Studio Século XIX, em Lumiar, RJ, onde pesquisa e oferece oficinas de Daguerreotipia desde 2003, quando participou pela primeira vez do FotoRio.




Luciana Azambuja
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