terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Conversando sobre Arte entrevista com o artista Paulo Byron





Quem é Paulo Byron?
 artista plástico,  estudioso, autodidata e dedicado,  inconformado,  nascido gaúcho em 1950,  de Porto Alegre, muito  desanimado com o caminho das artes no Brasil, muito descaso das  autoridades e muita exploração dos desavisados um sonhador, bipolar e anarquista.
Como a arte entrou em sua vida?
  meio por acaso, acamado passava o tempo desenhando, um dia      levei meus desenhos para um galerista, que me deu umas dicas e    me orientou a participar de um Salão, chamo-o de padrinho, neste  salão a minha primeira premiação.

Qual foi sua formação artística?
 Pesquisa é uma fonte inesgotável e satisfação constante, muita  leitura, muita discussão com colegas, troca de experiências, e experimentação. Essa devia ser a educação complementar de todo formando,  libertar-se das rédeas e parâmetros dos Catedráticos, aprender a  soltar sua criatividade

Como você descreve seu trabalho? 
  Um trabalho de experiência de vida, recordações reais da infância,  e da boêmia, tudo ambientado na década de 50/60,  tentando captar ao máximo o romantismo da época e muita  ousadia nos desenhos onde creio já ter marcado meu estilo, e sobretudo colocar dinâmica no desenho, na obra,  fazer com que o  observador seja instado a continuar mergulhado no tema,      enlevado por recordações e inocência.

Que artistas influenciam sua obra?
 Todos, poderia deixar algum de fora?  
 Modernistas,impressionistas, naifs, hiper-realistas, expressionistas,  enfim, todos. 
 tantas tendências, um tipo de pincelada de Van Gogh, uma  maestria de luz e sombra de Caravaggio, a tendência da delicadeza e inocência de uma Asta Gatz Birle, acrescenta um  Portinari com a força da sua leitura da realidade dos  retirantes, Malfati com a limpeza de suas obras, são vários, muitos  até, todo artista tem algo a ensinarpeca quem determina uma influência, mesmo Van Gogh copiou,  ou fez releituras, porque não nós? 

É possível viver de arte no Brasil?
não, não é possível, a não ser como sempre para uns poucos artistas eleitos pela mídia especializada e Galerias que   realmente trabalham com um público cada vez menor que conhece ou  quer conhecer arte, e aplicar como investimento. O apoio do Estado, através de incentivos e financiamentos está errado, a medida que doa através de incentivos para  poucos e famosos artistas que cobram ingresso em espetáculos pagos com o dinheiro público. a aplicação da "Lei Rouanet" e dos incentivos estaduais e municipais, deviam ser direcionados para espetáculos e iniciativas gratuitas. financiar um espetáculo fechado com ingressos caríssimos para a realidade brasileira e as prefeituras pagarem por apresentações dirigidas ao público está completamente errado


O que é necessário para um artista ser representado por uma galeria?
soubesse, já estaria praticando, mas acredito que seja conseguir passar com seus trabalhos uma constância, credibilidade, continuidade, inovação e capacidade artística para que as Galerias possam investir com o mínimo risco. e acreditem as galerias investem e muito nos artistas eleitos. o trabalho de uma Galeria não começa no pendurar uma obra, ele já vem de antes, da construção de uma listagem de clientes interessados.
    
O que você pensa sobre os salões de arte? Alguma sugestão para aprimorá-los?
 acredito que os Salões caíram no descrédito, uma vez que parece ser tudo feito muito reservado, não há uma divulgação satisfatória tanto dos seus desejos, limites e curadoria. As tendências e orientação de cada Salão deveriam ser muito bem explicitadas, e todos os Salões deveriam ser oficiais, não poderiam ser cobradas as participações, fere o princípio de igualdade, imparcialidade. A organização deveria ser muito divulgada, os membros da curadoria deveria ser muito bem explicitados com suas  capacitações e experiências bem claras, o que não acontece hoje, a mim parece querer julgar-se uma sociedade de infalíveis.
               
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O material nacional para pintura já tem qualidade suficiente?
Acredito que ainda não, mas para julgar é preciso que primeiro aprenda-se a explorar ao máximo as possibilidades, somos muito preguiçosos, não levamos ao extremo nossas pesquisas de aplicação do material a nossa disposição. culpar o material por nossa incapacidade é muito comodismo é falta e vergonha na cara.

O que é a Academia Mundial des Arts, da qual você faz parte?
 É uma entidade internacional de Artes, onde os artistas, uma "ELITE", selecionados por seus futuros pares, recebem um reconhecimento e divulgação mundiais no meio artístico,  tendo  suas obras e percurso, analisadas por um colegiado, são convidados a participar,como reconhecimento a sua dedicação  e capacidade, abrindo oportunidades de mídias, exposições e mostras, bem como uma apresentação aos  colecionadores, "marchands" e Galeristas do mundo inteiro.

Que comentários você faria sobre o mercado de arte em São Paulo?
 Inexistente, salvo no que se refere a poucas e seletas Galerias o que muito prejudica é o mercado da arte decorativa,
em geral o mercado foi tão descuidado que a maioria das galerias sobrevive do "aluguel de paredes", refém de  promotores culturais e autodenominados curadores, praticando exposições onde os convidados são sempre colegas e  amigos dos artistas, notando-se uma falta de influência das galerias quanto a  convidados.

Quais são seus planos para o futuro?
 continuar pintando, e descobrindo novos efeitos, quem sabe  levantar polêmicas conseguir  viver da minha arte, novas abordagens dentro do estilo que creio  que já me identificam.



Série Boemia - Malandro Carioca 80 x 70 AST feb2013




Serie Boemia esquentando_40x30_pastel_sobre_papel


Serie Boemia Homenagem a Altamiro acrilico sobre tela 80 x 60 jan 2016


Série Brincadeiras Infantis  Passeio de Bike - ASt 80 x 60 ago 2014.


Serie Boemia - Aqui me tens de regresso... 70 x 50 AST maio de 2011.


Série Boemia - Só no pandeiro 80 x 60 AST dez 2012



*Paulo Byron*
*Chevalier académicien *
* Academia Mondial des Arts*

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Maurizio Cattelan

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