quinta-feira, 30 de abril de 2015

Clyfford Still








Clyfford Still (1904-1980) Nasceu em Grandin, Dakota do Norte. Graduou-se na Spokame University, Washington. Após a graduação, ensinou na Washington State College. Em 1945, foi para Nova York e por intermédio de Rothko, conheceu Peggy Guggenheim, que organizou sua primeira individual. Retornou a São Francisco e tornou-se professor da California School of Fine Arts. Foi um dos grandes expoentes do Expresionismo Abstrato juntamente com Guston, de Kooning, Kleine, Motherwell, Barret Newman, Pollock e Mark Rothko. Suas pinturas iniciais eram figurativas, mas aos poucos associou-se à Abstração e ligou-se à Escola de Nova York. Em 1961, tronou-se um crítico severo do mercado da arte e retirou-se para Mariland,  lá permanecendo com sua segunda mulher até sua morte. Recebeu o Prêmio do Mérito em Pintura da Academy of Art and Letters e a Skowhegan Medal of Painting.  Em 1908, ao morrer, ele deixou 2400 trabalhos com a expressa recomendação de mantê-las guardadas até que um museu as abrigassem. Surgiu daí o museu de Denver, Colorado, o escolhido para depositário do legado. Em 2011, foi inaugurado o Clyfford Still Museum


Clyford Still Museum.



1936-37, 1936-1937 SFNOMA.


1944 2 N2, 1944. MoMA, Nova York.


Jamais, 1944.

1945 H, 1945, SFMOMA,



Sem título, 1946. Whitney Museum of American Art, Nova York.


1947-J, 1947,


Sem título, 1947. San Francisco Museum of Modern Art.



1948-C, 1948. Hirshihorn Museum, Washington.


1948, 1948. Guggenheim Museum, Nova York



1949-A-No 1, 1949. Coleção particular. Obra recorde para o artista US$ 61 000 000.



1950-K-No 1, 1950. SFMOMA.



1951-N , 1951. National Gallery of Art, Washington.


Sem título, 1951-1952, MoMA, Nova York



1953, 1953. Tate Gallery Londres.


Sem título, 1948. The Art Institute, Chicago.


Sem título, 1957,








quarta-feira, 29 de abril de 2015

Mundo Liris Distâncias Sutis.



MUNDO LÍRIS PROMOVE NOVA MOSTRA COLETIVA


Mundo Líris, plataforma de desenvolvimento artístico e desdobramento de projetos, inaugura a exposição Distâncias Sutis, na Casa das Rosas. Formado por 10 fotógrafos - Beatriz Pontes,Bernardo DorfDaniele QueirozFlávia TojalHelena RiosLuciana MendonçaMarcelo GuarnieriMárcio TávoraMarina Piedade e Renata Angerami -, além de Marcelo Greco, que atua também como orientador, o grupo exibe aproximadamente 30 imagens e alguns elementos de seus processos criativos. A distância entre os mundos interno e externo - relação intrínseca à criação artística -, e a distância entre imagem e palavra perfazem o universo apresentado na mostra.

Após o recente lançamento da publicação impressa Líris #1, os artistas se reúnem novamente na exposição Distâncias Sutis, cujo escopo aborda a cidade e seu caráter perturbador. “Pela projeção de nossos desejos e pela ilusão de que o ‘lá’ seja melhor que o ‘aqui’, criamos nosso relevo emocional na cidade, que se modifica perante nossos olhos a todo instante.”, comenta o grupo. Neste contexto, cada fotógrafo exibe uma visão particular sobre o tema, com fotografias, desenhos, colagens, obras feitas com técnicas mistas, além de alguns textos.

Ainda, alguns objetos utilizados no processo criativo serão expostos, evidenciando pequenos rastros significativos para a concepção de cada trabalho. Citando alguns desses itens, temos cadernos de anotações, croquis, carimbos, instrumentos de desenho como penas de nanquim, arquivos pessoais, livros que serviram como referência e inspiração para os fotógrafos, entre outros.

Ao longo dos últimos 10 anos, o Mundo Líris – grupo de estudos iniciado por Marcelo Greco para discutir e pensar a imagem como forma de expressão - cresceu e transformou-se em realizador de publicações eletrônicas, exposições coletivas e individuais, imersões fotográficas, ações educativas, intercâmbios internacionais etc.   

Além do evento de inauguração da mostra Distâncias Sutis, o Mundo Líris convida a todos para uma mesa redonda, no dia 22 de maio, às 19h30, ocasião em que o convidado Luiz Antônio Jorge discutirá fotografia e literatura com alguns participantes do grupo, com mediação de Marcelo Greco.

Com mais este projeto, o Mundo Líris encurta a distância entre o universo da fotografia e as pessoas que se interessam por arte e literatura. Com trabalhos diversificados, o grupo convida a todos para esta experiência sutil e reveladora.













Exposição: Distâncias Sutis
Artistas: Beatriz PontesBernardo DorfDaniele QueirozFlávia TojalHelena RiosLuciana MendonçaMarcelo GuarnieriMárcio TávoraMarina Piedade e Renata Angerami
Orientador: Marcelo Greco
Abertura: 5 de maio de 2015, terça-feira, das 18 às 21h30
Período: 6 a 31 de maio de 2015
Local: Casa das Rosas
Av. Paulista, 37 – Bela Vista – São Paulo, SP
Tel.: (11) 3285.6986 | 3288.9447
Horário: Terça-feira a sábado, das 10 às 22h; Domingos e Feriados, das 10 às 18h

A Praia (The Beach) John Nicholson











John Nicholson pinta o cotidiano carioca na exposição A Praia ( The Beach)
Artista norte-americano apresenta cerca de 30 cenas das areias do Rio, a partir de 02 de maio, no Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas


Há quase quatro décadas vivendo no Rio de Janeiro, o artista americano John Nicholson ainda se surpreende diariamente com a vitalidade e a beleza da cidade maravilhosa. A luz, os espelhos d’água do mar e da Lagoa, as sombras das montanhas que contrastam e emolduram o cenário. Cenas corriqueiras como o passeio no calçadão, o vendedor de biquínis, crianças brincando no mar e jovens se bronzeando na areia estarão reunidas na exposição A Praia( The Beach), em cartaz de 02 a 31 de maio, no Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas, em Santa Teresa.

A série de pinturas, que começou a ser desenvolvida em 2009, retrata bem o cotidiano das praias da Zona Sul. “Meu trabalho é sobre o meu autoexílio no Rio de Janeiro de luminosidade intensa, calor, com seus ritmos barulhentos e vitais. Gosto de captar a personalidade única da cidade”, resume o artista.

Formado em arte pela tradição norte-americana, em que realismo, fotorrealismo e pop art exercem forte influência sobre a pintura dos séculos 20 e 21, para John Nicholson, o mais importante nesse processo é poder utilizar a fotografia para capturar o indivíduo e lançá-lo no espaço pictórico, como se este fosse um espaço real, o seu habitat no dia-a-dia.

É por isso que o processo de criação do artista começa com a fotografia. Ele registra todas as cenas em diferentes horários, estações do ano e dias da semana, tanto no calçadão quanto nas areias do Leme, de Copacabana, de Ipanema e do Leblon. A partir das imagens, escolhe os ângulos preferidos, que servem de inspiração para as pinturas coloridas.  “Viver no Rio mudou o meu olhar. Aqui, com a orientação de Luiz Aquila e Claudio Kupermann, nos anos 1978 e 1979, pude ver essa cidade como algo plástico, que me envolvia como pintor. Lembra um pouco um filme do Kurosawa, em que a personagem caminha dentro de um quadro de Van Gogh. O Rio me dá isso.”

Com curadoria de Clarisse Tarran e texto de apresentação de Guido Cavalcante, a mostra reúne cerca de 30 pinturas a óleo produzidas nos últimos quatro anos. “John não se limita a pintar ou representar a percepção imediata da realidade à nossa volta, ao contrário, ele fragmenta ainda mais o curso dos acontecimentos, utilizando uma composição marcada pela sobreposição de espaços atuantes. Ele resumiu mais do que o tempo presente em seus temas”, escreveu Guido.

Além das praias vivas e iluminadas, poderão ser apreciadas na mostra algumas obras em que  o artista apresenta o contraste com a intimidade. Numa série de desenhos em aquarela, o personagem é uma bela mulher sozinha a caminhar pela praia e, em outra sequência  de obras, o cenário é  sua casa.  “Quero mostrar também  o outro lado mais íntimo e  constante”, diz John Nicholson.

O projeto “A Praia”( The beach), que também pode ser visto no Solar do Jambeiro, em Niterói, recebeu prêmio da Fundação de Cultura de Niterói e  tem a produção de  Marcia Zoé Ramos| Escritório de Arte.

SOBRE O ARTISTA
Nascido nos Estados Unidos, John Nicholson estudou no Programa de Artes Visuais da University of Houston e desde 1977 mora no Brasil. Foi professor do Parque Lage e, ao lado de Luiz Aquila e Charles Watson, deu aulas para inúmeros artistas da chamada Geração 80, entre eles Cristina Canale, Adriana Varejão e Daniel Senise. Já participou de mais de 50 exposições no Brasil, em locais como MAM-RJ, MAM-SP, Paço Imperial, Museu Nacional de Belas Artes, Museu da República, Centro Cultural Cândido Mendes e Galeria Patricia Costa.










Serviço
“A Praia” ( The Beach), por John Nicholson
Local: Galeria de Arte  do Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas  - Rua Murtinho Nobre, 169, Santa Teresa. Tel: (21) 2215-0621
Abertura: 02 de maio, às 16h
Período da mostra: 03 a 31 de maio
Horário de visitação: Terça a domingo, das 8h às 18h
Entrada gratuita

INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA
Frase Comunicação
Rita Capell
(21) 3042-5405/ 99294-1935

Andrea Gonçalves
(21) 3042-5405/ 97149-9540

Paula Areosa
(21) 3042-5405/ 98093-2019

A New Creators, em parceria com a Verve Galeria, levam para a Daslu do Shopping JK Iguatemi a mostra de grafites ConFluir







DASLU INAUGURA MOSTRA DE GRAFITES EM PARCERIA COM NEW CREATORS E VERVE GALERIA

New Creators, em parceria com a Verve Galeria, levam para a Daslu do Shopping JK Iguatemi a mostra de grafites ConFluir, que aconteceu durante o mês de março nos espaços das duas galerias. Com curadoria de Allann Seabra e Mariana Jacinto, a exposição é composta por grafites feitos em suportes diferenciados, como canvas, madeira, metal e tecido, os quais ficarão expostos no interior da loja. Ao reunir 9 nomes da street art brasileira, representados por ambas as galerias, o objetivo é confluir a produção e a vivência dos artistas, no contexto da arte atual do Brasil, abordando temas sobre questões sociais, políticas, econômicas, culturais, étnicas e de identidade. Entre os artistas participantes, Gustavo AmaralKaju Ink Luna Buschinelli irão criar intervenções artísticas, em sessões de live painting durante a vernissage, nas vitrines externas e internas da loja. 

Felipe Suzuki.


Luna Bushinelli


Exposição: ConFluir
Artistas: Felipe Suzuki, Gustavo Amaral, Kaju Ink, Luna Buschinelli, Magrella, Mateus Bailon, Matheus Dutra, Ramon Martins e Thiago Goms 
Curadoria: Allann Seabra e Mariana Jacinto
Coordenação: Flavia Trindade
Coquetel para convidados: 28 de abril de 2015, terça-feira, às 18h
Período de exposição: 29 de abril a 28 de maio de 2015
Local: Daslu – Shopping JK Iguatemi
Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 - Vila Olímpia – São Paulo, SP
Tel.: (11) 3152.6601
Horário: Segunda a Sexta-feira, das 10h30 às 22h. Sábado, das 10h às 22h. Domingo, das 14h às 20h.


Galeria Lume na Paris Photo L.A. 2015



Galeria Lume, em continuidade a sua intensa agenda de feiras internacionais, comunica participação na Paris Photo L.A. 2015, em Los Angeles (Estados Unidos). A proposta de seu stand é destacar o trabalho da artista norte-americana Maxi Cohen, expondo imagens da série Ladies Room Around the World e a videoinstalaçãoSpecimens from the Amazon. A galeria também exibe dois trabalhos da série Downtown Los Angeles, do fotógrafo brasileiro Claudio Edinger.

Ladies Room Around the World, de Maxi Cohen, é ambientada em banheiros femininos de diversas cidades do mundo, entre 1978 a 2011. Pessoas de diferentes línguas e estilos foram registradas, geralmente em frente ao espelho do banheiro, evidenciando momentos vulneráveis e de confissões íntimas à fotógrafa, as quais tratam desde o sexo ao adultério, do poder ao abuso, da moda à fama, e do horror ao deleite. Specimens from the Amazon é uma série multimídia de videoinstalações que retratam fragmentos de vida no coração da Amazônia. Cada peça é formada por um pequeno monitor de vídeo, ricamente emoldurado, e uma lupa pendurada por uma corrente dourada. A ideia é que cada espectador, ao se aproximar da minúscula tela, com uma lente de aumento em mãos, se sinta como um antropólogo, investigando e se tornando parte da Amazônia. Em Downtown Los AngelesClaudio Edinger apresenta não apenas um registro documental de determinadas áreas da cidade americana, mas também estabelece novos significados ao se utilizar de grafismos e desfoque – recurso recorrente em sua obra -, inserindo as personagens centrais de cada fotografia em histórias que não necessariamente representam a realidade.

Com sua segunda participação na Paris Photo L.A., a Galeria Lume se destaca e firma sua posição no cenário internacional, conquistando novos mercados para os artistas por ela representados e levando obras de arte de qualidade para admiradores e colecionadores do mundo todo.


Maxi Cohen. Ladies Room Aroun the World.


Maxi Cohen. Speciens from the Amazons.





Claudio Edinger Dowtown L. A. 







SERVIÇO – Galeria LUME – www.galerialume.com
Paris Photo L.A. – New York Street C01
Período: 1 a 3 de maio de 2015
Local: Paramount Pictures Studios
5555 Melrose Avenue - Los Angeles, CA – Estados Unidos
Horário: sexta-feira e sábado, das 12 às 19h / domingo, das 12 às 18h
Ingressos: $ 28.00 (um dia) ou $ 46.00 (todos os dias / venda antecipada até 24/4). Estudantes e idosos: $20.00

O Banquete Segundo Regina Mello Texto de Marcos Fabrício Lopes da Silva


O BANQUETE SEGUNDO REGINA MELLO
Marcos Fabrício Lopes da Silva*


Reza a tradição grega que, em torno de “O Banquete”, despertou-se um diálogo platônico escrito por volta de 380 a.C, com a finalidade de oferecer um conjunto de discursos sobre a natureza e as qualidades do amor, notadamente por meio de uma disposição erótica. No livro O Erotismo, Georges Bataille, “a essência do erotismo é, assim, ser a transgressão por excelência, dado que ele é resultado da atividade sexual humana enquanto prazer e, ao mesmo tempo, consciência do interdito”. O filósofo ainda salienta que o erotismo se revela como “aquele ponto em que o homem é ao mesmo tempo social e animal, humano e inumano, além de si mesmo”. Nesse sentido, o sabor das reticências corporais está para o erótico, assim como a ordem pornográfica, em seu ponto final avassalador, impõe uma impostura de desempenho à performance erótica. O erotismo aprecia, a pornografia devora.
O propósito de um banquete se revela mundanamente como uma festa, na qual quase sempre se bebe mais do que se come. Com licença poética, podemos admitir que o banquete é o espaço livre onde se revela a “razão ébria” presente em todos nós, isto é, situações em que colorimos a nossa lucidez com as tintas do lúdico. Momento especial em que o gozo deixa de ser só prazer e satisfação para se transformar em humor. Amor e humor, ao mesmo tempo, se nos aventurarmos a curtir o banquete como ritual antropofágico.
Existe um sinônimo conferido à palavra banquete – a noção de simpósio –  que se apresenta como uma série de acenos provocados pela “memória da minha pele”, segundo a bela expressão cunhada por João Bosco e Aldir Blanc. Pelo caminho das reminiscências – aquele tipo de passado que se estende como presente para embalar o futuro, a partir de um tempo projetado em espiral – o conceito de simpósio também acolhe o ritual do banquete. Simpósio, partindo de um denominador comum de comunicação, pode também ser compreendido como as conversas e os silêncios que povoam os sinais expressivos daqueles e daquelas que participam do banquete.
De maneira plurissignificativa, a artista Regina Mello dialoga criativamente com a tradição do banquete e sugere uma “ceia barroca” disponível para o público apreciar cacos de vidros como alimento simbólico que se expressa à altura de um mundo multifacetado, devido ao desafio de nos manter íntegros frente à multiplicidade perceptiva que ora nos salva, ora nos penaliza. Mergulhados em uma “modernidade líquida”, como diria Zygmunt Bauman, estamos abrindo distância da consistência sólida que deveria sustentar a nossa individualidade em patamares mais qualificados em matéria de expressão da alteridade. Regina Mello nos lança uma instigante provocação: a de que vivemos em um tempo de “espelhos quebrados”. O stress contemporâneo, proveniente de um ritmo produtivo extremamente automativo e robótico, gera em nossa condição humana a sensação de que estamos um “caco”, vindo à tona, portanto, uma estrutura quebradiça em parâmetros coletivos. Estamos cada vez mais expostos e fraturados diante dos dilemas existenciais do autoconhecimento e da interpessoalidade. Salvo melhor juízo, juntar os cacos, mesmo que haja o risco de se quebrar de novo, se apresenta como proposta digestiva ousada, isto é, uma espécie de “nutrição do caos” que, holisticamente, pode nos alimentar melhor. Um tipo de refeição temperada pela dor e pela delícia de ser o que somos, autenticamente falando.

* Professor da Faculdade JK, no Distrito Federal. Jornalista, poeta e doutor em Estudos Literários pela Faculdade de Letras da UFMG.




O Banquete


O Banquete. Detalhe.





Currículo Vitae
REGINA MELLO - Regina Mágda Rodrigues de Melo

31- 88387367 / 94211959

Experiência
* 64 exposições individuais e coletivas no Brasil e exterior com pinturas, esculturas, fotografias, performances, instalações e objetos.
* Curadora de eventos de poesia e artes visuais no Brasil e exterior tais como: Encontro
Internacional Portuguesia (Portugal e Brasil) e exposição Original – livro de artistas.
* Supervisora, consultora e assessora artística para todas as áreas da artes.
* Ministra oficinas de artes, criatividade, fotografia e poesia, para adultos e crianças em espaços públicos e privados
* Realiza pesquisas, seminários e encontros nas áreas das artes visuais, música, dança e literatura, nos estados brasileiros e exterior.
* Diretora-fundadora do Museu Nacional da Poesia desde 2006.
* Gestora, produtora, supervisora e curadora dos seguintes projetos:
Sementes de Poesia de 2008 a 2013, Galeria da Árvore de 2007 a 2013, Original – livro de artistas de 2006 a 2013 e Intercâmbio artístico-cultural do MUNAP desde 2008.
* Direção e produção dos espetáculos Poesia Biosonora e NeoNão de Wilmar Silva 2011 e 2012
* Editora/surpevisora e organizadora de Antologias Poéticas, impressas e audio, tais como: "Antologia de Ouro" do Munap 2010 e 2012; “Tropofonia” Rádio UFMG, 2011. 
* Autora de livros de poesia "Cinquenta" e "Passos Partidos", livro aberto no Parque Municipal Américo Renné Giannetti, livro de artista e livro escultura, (livro de vidro).
* Produtora e co-curadora das (42 edições) Terças Poéticas durante o ano de 2012 Fundação Clóvis Salgado – Palácio das Artes BH
* Produtora do Verão Poesia - Verão Arte Contemporânea de 2010 – BH
* Membro da Câmara Setorial de Artes Visuais da FUNARTE 2007 – BH
* Participou da organização da I Conferência Municipal de Cultura - BH
* Representante dos trabalhadores da cultura na II Conferência Estadual de Cultura de Minas Gerais. 
* Profa. Comunicação aplicada no reinventando ensino médio na Esc. Estadual Maestro Villa Lobus. 2014
* Profa. curso técnico INSTRUMENTOS MUSICAIS/PRONATEC módulo I “Aprender a Fazer”



Formação

* 1999/2002 Bacharelado pela Escultura pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná – Curitiba/PR.
* 1989/1995 Curso de Artes Plásticas pela Escola Guignard (UEMG).
* Cursos de fotografia nos níveis básico e avançado com Roberto Pitella (Escola de Música e Belas Artes do Paraná - EMBAP/Curitiba), Claudio Feijó (Universidade Federal de Minas Gerais), Carlos Fadon e Henrique Lorca (Fundação Municipal de Cultura de Curitiba/PR), Kurt Buchwald (Berlim/Alemanha). 
* "Curadoria ­­­­­­­­­e montagem de Exposição" - básico e especialização (Escola de Governo de Minas Gerais e Fundação João Pinheiro - BH)
* V Encontro Internacional de Performances (Hemispheric Institute de Nova York - UFMG)
* Seminário de Arte Contemporânea com Rodrigo Naves (Goethe Instituto - Curitiba) 
* "Criatividade: o diferencial competitivo" com Ernesto Artur Berg no Sebrae (Curitiba - Paraná)
* Música e Criatividade I na Fundação Clóvis Salgado – Palácio das Artes com Andersen Viana
* História comparada da música - Palácio das Artes com Andersen Viana
* História da Arte no Instituto Cultural Itaú BH com Tadeu Chiarelli, Marco Elízio de Paiva, Fernando Cocchiarale e Maria Angélica Melendi Biasizzo, Rodrigo Naves
* Museologia pelo Ministério de Cultura - DEMU e FUNDAC.
* Gestão Cultural DUO – UNA  BH – MG

Blogs, sites e redes que administra e participa:



Frans Krajcberg na Marcia Barroso do Amaral Galeria de Arte


Ajuste Solar de Ricardo Càstro no Largo das Artes

Largo das Artes tem o prazer de convidar todos para visitar a obra site specific AJUSTE SOLAR, do paulista Ricardo Càstro.

Contemplado com uma residência de seis semanas no Largo das Artes pelo Prêmio Foco Bradesco ArtRio, Ricardo irá apresentar o resultado desta experiência, que teve o Sol como eixo central da pesquisa, através da utilização de materiais - espelhos, tapete, cristais e couro - e de uma vídeo projeção. As obras intituladas"Composições Telúricas" e o vídeo "A Hora Magica" integram a instalação. Todo o processo teve acompanhamento curatorial de Bernardo José de Souza.

Na mesma ocasião, como parte das atividades do nosso Programa Internacional de ResidênciasBodo Korsig (ALE), Marta Ferracin (ITA), Sarah Beatty (EUA) eTimea Tihanyi (EUA) irão exibir os seus trabalhos - finalizados ou em processo - nos ateliês que ocupam no Largo das Artes.

E o carioca Ian de Vasconcellos Schuler reinaugura o espaço dedicado ao Projeto Buraco, que tem a curadoria de Anton Steenbock. Nesta nova ocupação, Schuler irá exibir a vídeo instalação "Sumo", de 2014.

Esperamos vocês, aqui no Largo, na próxima quarta-feira, dia 29 de abril, a partir das 19 horas.

Horizote Generoso Uma Experiência no Pará na Luciana Caravello Arte Contemporânea Curador: Bernardo Mosqueira

(ao meu amor)

Assim que o avião pousou em Belém, procurei, como de costume, A RESERVA do HOTEL na pasta de papéis impressos da viagem. Já eram mais de onze horas da noite e, após contato com a produção da exposição que me trazia até a capital paraense, descobri que, por conta de uma convergência de enganos, não havia reserva para ser encontrada. Armando Queiroz me enviou uma mensagem de boas vindas, e lhe respondi descrevendo minha situação: sozinho, no aeroporto de uma cidade desconhecida, às 23h, sem ter para onde ir. Tentamos duas ou três pousadas sem sucesso antes de Armando me dizer “Achei uma com vagas! Quer ver se gosta? Chama-se Machado’s Palace!”. Eu nem precisei checar as fotos online. Machado é o instrumento de Xangô: seu palácio é minha casa. O hotel foi ótimo, mas, no dia seguinte, me mudei para a Pousada Itaoca, mais próxima do Centro. Da mesma forma: Ita-pedra, Oca-casa. E a pedreira é a casa de Xangô. Uma semana mais tarde, Orlando Maneschy me ensinaria que essa é uma situação na qual você diz: “Está uma loucura em Belém!”.

A semana que passei nessa cidade foi uma sequência de fortes encontros que só pode gerar análises positivas e superlativas. O descompasso entre o ritmo que eu trazia (que me fez marcar de 4 a 6 reuniões todos os dias) e o ritmo da cidade (atrasos certeiros e chuvas de consequências imprevisíveis) fez com que, no último dia, eu quase chegasse aos limites do meu corpo. Nessa situação, Alexandre Sequeira me ofereceu uma chave de abrigo, ventilador e meia hora de sono antes de seguir os trabalhos. Foi de uma conversa com o mesmo Alexandre que surgiu a expressão Horizonte Generoso: ele descrevia um tipo de perspectiva gerada pela topografia da cidade, mas logo entendi que poderia ser aplicada perfeitamente à paisagem humana de Belém.

Nas horas de conversa no apartamento de Elza Lima, fiquei maravilhado ao mergulhar no acervo dessa que acredito ser uma das maiores fotógrafas do Brasil. Há muito dela que ainda não foi visto. O modo como as cenas se formam à frente de sua câmera é quase mágico, e em seu trabalho podemos perceber as maneiras muito complexas com que as culturas das comunidades amazônicas se constroem, costurando a natureza com relações.

Outro trabalho fotográfico poderoso é o de Luiz Braga. Seus arquivos são absolutamente organizados e bem cuidados. Nossa conversa aconteceu no único momento possível para os dois. Muito além da capacidade impressionante de encontrar coloridos e rastros, Braga consegue encontrar, destacar e nos oferecer para análise sopros, espíritos, da cultura amazônica. A importância fundamental das narrativas que cercam cada uma de suas fotografias nos faz pensar se não vem também da oralidade negra e indígena a força de sua produção. A mesma pergunta vale para o trabalho de Alexandre Sequeira, que se realiza a partir de dispositivos que propõem formas de relação. As fotografias resultantes são iluminadas pelos resultados vivos do trabalho e ganham forma pelas narrativas que as cercam.

Algo que pude reconhecer como traço recorrente no comportamento do povo do Pará é o fato de estarem corriqueiramente ariscos. Na obra de Elza, Luiz e Alexandre é possível encontrar cenas em que vemos retratado esse estado de prontidão para o conflito, que pode se desfazer com facilidade por sua realização (violentamente, sexualmente...) ou pela percepção da inadequação.

A violência no Pará atravessa a investigação de muitos artistas desse estado. Alberto Bitar, por exemplo, fotografou cenas reais de assassinatos para assinalar a transitoriedade das coisas vivas. Com o obturador aberto, o corpo morto se mantem definido enquanto os vivos se tornam fantasmas. Contudo, é a tensão da presença demorada da câmera com o defunto que dá tônus a essas fotografias. A investigação sobre a perecibilidade das coisas se estende também para os cemitérios de documentos, ferros-velhos de carros e aviões.

Minha conversa com Alberto Bitar aconteceu na Kamara Kó Galeria, que surgiu da agência fotográfica de mesmo nome fundada em 1991 e responsável por reunir e difundir parte importante da produção dos fotógrafos da região. Naquela mesma tarde, visitei a exposição de Keyla Sobral na Casa das Onze Janelas, onde no dia anterior eu tinha conversado com Armando Queiroz, atual diretor do espaço. A força, a resistência e a beleza de Armando e de sua produção tem ressoado coerentemente na programação da instituição. A produção de Keyla e a de Orlando Manescky são muito interessantes por partir necessariamente de um contexto amazônico, com sua cosmovisão e seu imaginário, mas resultar em trabalhos que tratam de questões pertinentes, de uma forma mais direta, a todo humano. Compõem ainda a exposição algumas fotografias de Guy Veloso, que é o único dos artistas dessa mostra que não encontrei no Pará, mas cujas obras são importantes para construir no espaço expositivo parte da experiência que vivi em Belém.

Horizonte Generoso é a primeira mostra do projeto em que a Luciana Caravello Arte Contemporânea convidará anualmente um curador para fazer um recorte da produção de arte contemporânea de um estado brasileiro fora do eixo RJ/SP. Reconhecendo o tamanho e a complexidade da produção do Pará, decidi que essa exposição seria o resultado de uma primeira experiência de pesquisa no local. Horizonte Generoso me permitiu novas perspectivas também ao deixar evidente o quanto um curador com uma pesquisa sólida pode transformar todo o sistema das artes de uma cidade. Horizonte Generoso é um resultado e um outro começo de desenho.

Bernardo Mosqueira

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(to my love)

As soon as the airplane landed in Belém, I rummaged, as I usually do, for the HOTEL BOOKING slip in my folder of travel documents. It was already 11 pm and, when I contacted the producers of the exhibition that had brought me to the capital of Pará, I discovered that, for reason of a series of misunderstandings, no hotel had been booked. Armando Queiroz sent me a welcome message and I responded telling him about my situation: alone, in the airport of an unfamiliar city, at 11 pm, with nowhere to go. We had tried two or three boarding houses to no avail, when Armando said “I’ve found one that has vacancies! Let’s see if you like it? It’s called Machado’s Palace!” I didn’t even need to look at the photos online. The ax (machado) is an instrument of the god Xangô: his palace is my home. The hotel was great, but, the next day, I moved to Pousada Itaoca, closer to the city center. Even so, ita=stone, oca=house. And the quarry is the house of Xangô. One week later, Orlando Maneschy would teach me that this is a situation in which people would say “Belém is a crazy place!”.

The week I spent in the city involved a series of important meetings that I can only describe in positive, if not superlative, terms. The contrast between my hectic schedule (with four to six meetings a day) and the pace of the city (guaranteed delays and rainstorms with unpredictable consequences) brought me, by the last day of my stay, to the limits of endurance. Under these circumstances, Alexandre Sequeira offered me a room, an electric fan and a half-hour nap before continuing work. It was in the course of a conversation with Alexandre that the expression
Generous Horizon came up. He described a kind of perspective generated by the topography of the city, but I almost immediately realized that the expression applied perfectly to the human landscape of Belém as well.

During the hours we spent in Elza Lima’s apartment, I became enthralled by the archives of someone who must be one of the greatest photographers in Brazil. Much of her work has yet to be seen. The way the scenes take shape in her camera lens is almost magical and we can see in her work the complex ways in which the cultures of the communities of Amazônia are built up, knitting together nature and human relations.

Another photographer who produces powerful work is Luiz Braga. His archives are meticulously organized and well looked after. We talked at the last possible moment convenient for both of us. In addition to his impressive capacity to bring out colors and traces, Braga manages to find, highlight and offer up to us wraith-like wisps of Amazonian culture. The fundamental importance of the narratives that surround each one of his photos makes us wonder whether the strength of his work does not also come from the African-Brazilian and indigenous oral tradition. The same goes for the work of Alexandre Sequeira, which uses devices suggestive of forms of relation. The resulting photographs are illuminated by the living results of the work and shaped by the narratives that surround them.

A habitual feature of the people of Pará is being constantly on the alert. The work of Lima, Braga and Sequeira presents scenes that portray this state of readiness for conflict, which can easily be thrown off, when violent or sexual conflict occurs, or when it is felt to be an inappropriate response.

Violence in Pará pervades the work of many artists from this State. Alberto Bitar, for example, has photographed real-life murder scenes as a way of capturing the fleetingness of living things. With the shutter open, the dead body stays in sharp focus, while the living are turned into ghosts. Yet, it is the tension produced by the way the camera lingers on the deceased that lends these photographs their sinewy firmness. The study of the perishability of things extends also to the graveyards of documents and scrap iron from cars and planes.

My conversation with Alberto Bitar took place in the Kamara Kó Gallery, named after the eponymous photography agency, founded in 1991, which was responsible for bringing together and disseminating much of the photographical work of the region. The same afternoon, I visited Keyla Sobral’s exhibition at the Casa das Onze Janelas, where, the previous day, I had talked to Armando Queiroz, its current director. The strength, resilience and fine features of Armando and his work have served the institution well. The work of Keyla Sobral and that of Orlando Maneschy are particularly interesting in that they necessarily start out from an Amazonian setting, with its cosmic vision and imaginary world, but end up dealing more directly with issues that concern the whole of humanity. The exhibition also features a number of photographs by Guy Veloso, the only artist contributing to this show whom I did not meet in Pará, whose work is important in so far as it builds up within the exhibition space something of what I experienced in Belém.
 

Generous Horizon is the first show to be staged as part of a project in which Luciana Caravello Arte Contemporânea will each year invite a different curator to select contemporary art works from a Brazilian State that lies outside of the Rio-São Paulo axis. In view of the size and complexity of the work produced in Pará, I decided that this exhibition should reflect an initial experience of working in the location. Generous Horizon also provided me with new insights by showing the extent to which a curator who undertakes solid research can change the whole art system of a city.Generous Horizon is the result and also a beginning of a new drawing.

Bernardo Mosqueira

Maurizio Cattelan

Maurizio Cattelan
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