segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Conversando sobre Arte entrevistado Dennis Cross








Quem é Dennis Cross e como a arte entrou em sua vida?
Dennis Cross, artista visual residente em Petrópolis (RJ).

Fui envolvido cedo pela arte, através da música, cinema, desenho, mas principalmente do exercício das formas simples na massa de modelar. As esferas coloridas de cheiro forte, cujas formas ainda são objeto de estudo.

Como artista, sigo na perspectiva cosmopolita, absorvendo e transcrevendo meu tempo, unindo a habilidade fazedora com o processo intelectual.
A circularidade e a assimetria são dois componentes marcantes na busca da organicidade sintética. O meu trabalho desenvolve-se em um processo empírico a partir de pesquisas, integrando também o acaso.


Que artistas influenciaram sua obra e como você descreve seu trabalho?

 Influências diretas não tive. Observo uma proximidade na ação compositiva. Poderia citar Tatlin (do Construtivismo Russo).

Os projetos desenvolvidos atualmente têm como objetivo intervenções e ocupações urbanas, priorizando espaços insólitos, onde a obra possa estar como tal, desprotegida. No entanto, estes projetos podem estar também conectados a planejamentos arquitetônicos.


É possível viver de arte com a crise atual?

Viver de arte, em qualquer circunstância crítica, é necessária uma grande capacidade de adaptação. Na minha avaliação, a crise e a Arte são cúmplices, num processo de retroalimentação de fato. A exemplo, mencionaria Guernica, de Pablo Picasso.


Sobre agentes e galerias...

Minha experiência com agenciamentos se deu em dois momentos, que propiciaram exposições em Frankfurt, Casa França-Brasil, entre outras. Hoje, pretendo retomar esta via. Atualmente, as galerias e escritórios de arte trabalham com foco específico de mediação entre artista e público, com mais agilidade e qualidade, proporcionando maior liberdade de produção ao artista.



Fale um pouco sobre sua formação e experiências na arte

 Trabalhei e desenvolvi projetos na área cultural, assim como a Moda, Design, cenografia e, especialmente, na direção e produção musical da minha casa noturna (Minus Zero). A montagem da casa foi meu primeiro projeto escultórico. A direção musical situava-se no cenário underground, com apresentações de gigs de jazz, bossa nova e trabalhos autorais. Nas noites inesquecíveis passaram nomes como Chico Azevedo, Jorge Mautner, Jards Macalé, Luis Melodia, Paulinho Trompete, João Donato, Moraes Moreira, Ângela Ro Ro, Dadi e Mu (Cor do Som), Cacá Beltrão, Massa, Fernando Vidal, Fábio Fonseca, Carlos Lisboa, Chico Sá, Luis Paulo (Terra Molhada), Cau, Ricardo MacCord, Robertinho Silva, Carlinhos Ogã, Frank Colon (Weather Report, Manhatan Transfer), Issei Noro (Casiopéia), entre outros. Após 4 anos encerrei as atividades nessa área, dedicando-me exclusivamente às minhas composições visuais.


Continuo apreciando a boa música, especialmente o jazz, e boas partidas de tênis como meu entrevistador, que curiosamente foi adversário da dupla formada pelo meu pai e meu tio Hugo, nas quadras de saibro do Rio.


Fotos 1 e 2 – Projeto Monumental em andamento – aço corten

Foto 3 – Projeto Monumental finalizado – aço corten


Foto 4 - Aço carbono e pintura automotiva.





Fotos 5 e 6 -  Aço carbono e pintura automotiva – Acervo permanente Casa de Cultura Coco Barçante (Petrópolis - RJ)




Fotos 7 e 8 – Projeto Monumental - modelo em aço carbono.


Foto 9  – Projeto Monumental - modelo em aço carbono.







Fotos 10 e 11  – Projeto Monumental - modelo em aço carbono.



Foto 12 – Dennis Cross com o saudoso amigo Márcio Motta, no Minus Zero em 89.

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Maurizio Cattelan

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