terça-feira, 17 de novembro de 2015

A Galeria Jacques Ardies inaugura a Grande Exposição de Arte Naïf.



GALERIA JACQUES ARDIES INAUGURA A GRANDE EXPOSIÇÃO DE ARTE NAÏF
Com obras de 29 artistas, a mostra propõe um destaque à arte popular do Brasil, cuja inspiração parte, principalmente, do cotidiano dos artistas e de suas experiências de vida, interpretadas de maneira original.
A Galeria Jacques Ardies inaugura a Grande Exposição de Arte Naïf, com curadoria de Jacques Ardies, e mais de 80 obras, de 29 artistas. A mostra que encerra a agenda expositiva da galeria, mescla formas distintas de se fazer arte, cada qual com o seu devido valor e seu processo criativo particular.
“Há desde o grupo de características mais primitivas, sem maiores preocupações no acabamento do desenho, um pouco como uma arte bruta, aos artistas que se prendem a detalhes do traço e a um meticuloso processo de elaboração da obra, chamados também dos poetas dos pincéis”, declara diz Jacques Ardies. As obras retratam festas folclóricas e religiosas, paisagens bucólicas, assim como cenas do cotidiano, inspiradas em experiências de vida e interpretadas de maneira original. "Esses artistas têm em comum a sutileza com que retratam os temas ligados à natureza e ao dia a dia. Usando as cores com habilidade, eles transmitem em cada um de seus quadros a alegria, o lirismo e o otimismo característicos do povo brasileiro", ressalta o galerista, que adotou o incentivo à arte naïf brasileira como uma de suas missões.
A chamada arte naïf é uma expressão artística que surgiu na eclosão da arte moderna. Os artistas naïfs, via de regra, não pretendem seguir as regras da academia, e por meios próprios inventam uma linguagem pessoal, expressando as suas experiências de vida. Com determinação e obstinação, eles procuram superar as dificuldades da aparente falta de técnica, propondo uma arte original, solta, sem compromisso com a perspectiva, e executada com total liberdade. A palavra francesa “naïf” foi utilizada para definir o estilo de Henri Rousseau, que apresentava uma arte personalíssima e encantadora. No Brasil, este movimento se consolidou a partir dos anos 1940, com o surgimento das obras de Silvia, Heitor dos Prazeres e José Antonio da Silva, entre outras. Hoje, o Brasil é um dos grandes representantes deste tipo de arte no mundo, com seus enormes contrastes territoriais, sua preservação cultural, sua capacidade de aflorar novos talentos, sua mistura de raças e de crenças, sua sensibilidade inata, sua alegria contagiante.














Exposição: Grande Exposição de Arte Naïf
Artistas: Isabel de Jesus, Ana Maria Dias, Edivaldo, Constância Nery, Ernani Pavaneli, Bebeth, Helena Coelho, Rodolpho Tamanini Netto, Barbara Rochlitz, Edgar Calhado, Lucia Buccini, Mara D. Toledo, Antonio de Olinda, Vanice Ayres, Francisco Severino, C.Sidoti, Malu Delibo, Maria Guadalupe, Edna de Araraquara, Dila, Luis Cassemiro, Raimundo Bida, Maite Diniz, Henry Vitor, Ivonaldo, Madeleine Colaço, Waldomiro Sant´Anna, Ignacio da Nega e Magdalena Zawadzka
Curadoria: Jacques Ardies
Abertura: 19 de novembro de 2015, quinta-feira, às 19h
Período: 20 de novembro a 19 de dezembro de 2015
Local: Galeria Jacques Ardies  www.ardies.com
Rua Morgado de Mateus, 579 – Vila Mariana – São Paulo, SP
Tel.: (11) 5539-7500
HorárioTerça a sexta-feira, das 10h às 17h30. Sábado, das 10h às 16h


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Maurizio Cattelan

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