quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Paulo Symões inaugura a individual “Entre a natureza e a abstração”, no Parque das Ruínas, no dia 3 de outubro




Paulo Symões inaugura a individual “Entre a natureza e a abstração”, no Parque das Ruínas, no dia 3 de outubro

Elogiado por críticos como Walmir Ayala, Antonio Bento e Flávio de Aquino e sem expor individualmente no Rio há vinte anos, artista plástico apresenta 22 quadros, dentre inéditos e obras de acervo


“Há na sua arte uma relação íntima entre o mundo que ele vê,
gosta e lhe fornece material, que se transforma em arte e
a vontade de tornar esta visão construtiva, com os tons aquecidos ou rebaixados
chegando até o espectador como se fossem raios de luz atravessando vitrais”
Flávio de Aquino, arquiteto e crítico de arte





Paulo Symões. Foto: Ana Migliari.

O Centro Cultural Parque das Ruínas, em Santa Teresa, recebe a partir do dia três de outubro, sábado, a exposição “Entre a natureza e a abstração”, do artista plástico Paulo Symões, de 75 anos. Jornalista profissional, diagramador, ilustrador e produtor gráfico, tendo trabalhado por décadas em redações, escritórios de arte e agências de propaganda, o artista vai apresentar, até o dia 25 de outubro, 30 quadros de cores vibrantes, que transitam entre o figurativo e o abstrato, tendo sempre como inspiração indelével a exuberância da natureza tropical.
A exposição acontece de forma coordenada com os concertos de lançamento do novo CD “Cores do Brasil”, gravado pelo grupo vocal e performático Dá no Coro, que fará apresentações no Circo e no Teatro do Parque das Ruínas, enquanto a exposição ocupará a galeria do espaço. O grupo encontrou, nas obras de Paulo Symões, identificação e sinergia perfeitos para ilustrar o novo momento estético, agora ainda mais atento à pluralidade de texturas dos gêneros musicais brasileiros. As pinturas de Paulo Symões compõem de maneira extraordinária a cenografia dos espetáculos, o projeto gráfico do álbum, que inclui dez postais com obras do artista, e do novo site do grupo, que estará no ar também no dia três de outubro, quando o vernissage da exposição e o show de lançamento do CD acontecerão em um grande encontro de linguagens artísticas.
Natural de Juiz de Fora, Paulo Symões começou ainda bem jovem a utilizar o desenho e a pintura como forma de expressão, desde sua primeira participação em uma mostra, em 1962. Paralelamente, desenvolveu carreira de artista gráfico, trabalhando como diagramador em Juiz de Fora e em Belo Horizonte e, a partir de 1965, no Rio de Janeiro, onde fixou residência. Desde então, participou de salões oficiais e exposições coletivas, realizando 15 exposições individuais em galerias e centros culturais.
Citado no Dicionário de Pintores Brasileiros e no Dicionário de Artes Plásticas do MEC e elogiado por inúmeros críticos de arte, seu trabalho desenvolve temática distinta, utilizando as formas da natureza, abstraindo da vegetação e criando relevo com as cores e o ritmo rigoroso com que trata suas composições, utilizando a técnica sobre o papel. O crítico de arte Antônio Bento chegou a afirmar: “o que logo me prendeu a atenção, no exame da arte do expositor, foi seu domínio de espaço, sua segurança na estrutura da composição. Formas vindas da natureza ou de criações de espírito ordenam-se em seus quadros. Cores sombrias ou sensuais tornam atraentes suas abstrações”.
O crítico Walmir Ayala também registrou suas impressões: “Paulo Symões agiu muito acertadamente quando procurou usar, como forma de expressão da sensualidade que se desprende de sua obra, o mundo que o rodeava: os vegetais, em abundância no jardim e no quintal de sua casa”. Em outra ocasião, Ayala o reconheceu como “um pintoroff, fora do circuito mais convencional dos triunfantes, sem grandes galerias, sem marchands empenhados e que, no entanto, sempre surpreende o observador pela qualidade e coerência de seu trabalho”. Já o artista plástico e professor João Guimarães Viveira (Guima) reconheceu que “o resultado que obtém é extremamente sedutor, pois das estruturas que organiza com disciplina e rigor, emerge, juntamente com uma decidida afirmação plástica, um envolvente e contagiante lirismo”.
Como artista plástico, Paulo Symões participou, desde 1962, de salões e coletivas no Rio, Minas Gerais e Brasília. Focado principalmente na ocupação de espaços culturais, realizou diversas exposições individuais de pintura, como as das galerias Espaçodança (Rio, 1977), Macunaína (Rio, Funarte, 1979), Fundação Cultural de Curitiba (1980), Oswaldo Göeldi (Brasília, Funarte, 1981), IBEU (Rio, 1981), Museu Casa Guignard (Fundação de Arte de Ouro Preto, 1982),  Galeria dos Correios (Brasília, 1983), Galeria da Secretaria de Cultura de Minas Gerais (Belo Horizonte, 1983), Arte no Tempo (Petrópolis, 1989),  Rharis (Rio, 1993) e Centro Cultural Light (Rio, 1994).
A partir de 1998, o artista passou a desenvolver também trabalhos em técnicas diversas de gravura, participando das coletivas Mostra Rio Gravura (Sesc RJ, 1999), Ser&Grafia (Rio e Belo Horizonte, 2001 e 2002), Gravura Carioca (Rio, 2002), Bichos (MNBA, Rio e UFMG, Belo Horizonte, 2002), CIRCÉ (França, 2005), Mini Print (Espanha, 2006-2010), Lessedra Gallery (Bulgária, 2007-2010), Inspired by Japan (Baren Forum, EUA, 2011) e Prensador Edições (Portugal, 2011).












SERVIÇO : Exposição “Entre a natureza e a abstração”, de Paulo Symões
Entrada Franca
Abertura 03/10 às 14h
Visitação de 03 à 25/10 de 2015,
de terça à domingo, das 10 às 18h.
Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas
Rua Murtinho Nobre, 169 - Santa Teresa
Telefones: 
21 2215-0621 | 21 2224-3922









 


Dá no Coro lança seu novo CD, Cores do Brasil, com temporada no Parque das Ruínas, em outubro, a partir de sábado, dia 3

Em quatro apresentações em Santa Teresa, grupo de arte vocal lança segundo disco de carreira com sofisticada produção gráfica, ilustrações do artista plástico Paulo Symões e arranjos inéditos para obras de grandes compositores brasileiros e do cancioneiro popular.

Após dois longos anos de produção, desde quando entusiasmaram platéias multinacionais nos festivais franceses de arte vocal Choralp e Choralies, o grupo carioca Dá no Coro volta ao cenário musical brasileiro com novo disco e uma extensa agenda de apresentações, até o fim do ano, em todo o Estado do Rio. No próximo dia 03 de outubro, sábado, às 17h, será a data oficial de lançamento do CD “Cores do Brasil”, com entrada franca, no circo do Centro Cultural Parque das Ruínas, em Santa Teresa. A temporada prevê ainda shows nos três domingos seguintes (11, 18 e 25 de outubro), às 16h, com ingressos a R$20,00. No show de lançamento, dia 03, o grupo vai contar com as participações especiais do baixista Bruno Migliari e do percussionista Marco Lobo. O projeto “Cores do Brasil” conta com o Patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro, através do II Programa de Fomento à Cultura Carioca, da Secretaria Municipal de Cultura e também da Alfaparf, do Zona Sul e do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet.
O novo álbum, com repertório autenticamente brasileiro e arranjos elaborados exclusivamente para o grupo por maestros especializados - André Protasio, Augusto Ordine, Flávio Mendes, Paulo Malaguti Pauleira, Zeca Rodrigues e Kodiak Agüero - reflete a total sinergia e vibração das apresentações ao vivo, somando às dezoito vozes o violão de Maurício Teixeira, as percussões de Jonas Hammar e Marcello Calldeira (cortar), e o contrabaixo de Pedro Sabino, além da participação especial dos percussionistas Marciano Silva, Mauro Ferreira e Naife Simões. 
O repertório do novo disco faz jus à diversidade cultural e rítmica brasileira, tão cara ao grupo, através da releitura de preciosidades do cancioneiro nacional, como Água de Beber (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), Lua Girou (Folclore Brasileiro da região de Beira-Rio, Bahia), Casa Forte (Edu Lobo), Caxangá (Milton Nascimento e Fernando Brant), Fantasia (Chico Buarque), Linha de Passe (João Bosco, Paulo Emílio e Aldir Blanc), Vapor da Paraíba (Vovó Teresa, do Jongo da Serrinha), Vera Cruz (Milton Nascimento e Márcio Borges), Tanta Saudade(Djavan e Chico Buarque) e Tuaregue Nagô (Lenine e Bráulio Tavares).
Um dos seus grandes diferenciais: o álbum traz obras do artista plástico Paulo Symões, que ilustram o encarte com dez postais de seus quadros, inspirados em cores e formas da Natureza. As obras do artista compõem também toda a programação visual do grupo neste momento:, desde o CD, site e todas as peças de divulgação, além de servirem como base para criação cenográfica, incluindo projeções de suas obras. 

Biografia

Carioca e brasileiríssimo em sua abrangência de sotaques, o Dá no Coro trabalha não só com vozes - seu material artístico principal, mas também com percussões, violão, baixo e um forte trabalho cênico, incluindo danças e capoeira. Com direção musical de Sérgio Sansão e direção cênica de Jonas Hammar, o grupo apresenta, no repertório, sambas, jongos, maracatus, bossas novas, cirandas, baiões, toadas e um grande time de compositores brasileiros: Baden Powell, Chico Buarque, Djavan, Edu Lobo, Herbert Vianna, João Bosco, Lenine, Macau, Martinho da Vila, Milton Nascimento, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, além de preciosas canções folclóricas.
Formado há nove anos, o grupo reúne dezoito cantores e instrumentistas (violão, baixo e percussões) que desenvolvem um trabalho eminentemente vocal e performático, buscando refletir a diversidade cultural presente na sociedade brasileira e abraçando nossas raízes indígenas, europeias e, principalmente, africanas. No Brasil, o Dá no Coro já dividiu o palco com Dona Ivone Lara, Carlos Malta e Pife Muderno e Jongo da Serrinha. Em 2006 e 2011, fez apresentações na Argentina para logo em seguida realizar as apresentações e oficinas nos festivais franceses.


SERVIÇO:
Centro Cultural Municipal Parque das RuínasEndereço: Rua Murtinho Nobre, 169 - Santa Teresa
Dias e horários: Dia 03/10, sábado, 17h (Praça Caio Guimarães - Circo)
                          Dias 11, 18 e 25 de outubro, domingos, 16h (Teatro)
Capacidade: 500 lugares (Circo) e 80 lugares (Teatro)
Classificação: Livre
Informações: 21 2215-0621 | 21 2224-3922
Ingressos: Entrada franca (Circo); R$ 20,00 e R$ 10,00 (Teatro)

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Maurizio Cattelan

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