quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Conversando sobre Arte entrevista com o artista Rodrigo Pedrosa.




Quem é Rodrigo Pedrosa? 
Nasci em Niterói, RJ no dia 11 de maio de 1969. Em seguida fui para Iguaba Grande na Região dos Lagos, onde morei até os 14 anos.
 Formação: Designer pela UNIVERCIDADE e MBA em Marketing pela FGV.
 Minha infância foi típica dos meninos do interior com muito futebol, pipas, bola de gude e naturalmente esportes náuticos na Lagoa Araruama e surfe nas praias de Cabo Frio, Búzios e Saquarema.
 Ao completar 14 anos, fui morar com meu irmão mais velho, então com 16 ano, em Niterói, para completar os estudos. Aos 18 anos entrei na faculdade. Logo no primeiro ano,  fui estagiar em uma grande agência de publicidade onde fiquei por 2 anos. Em seguida trabalhei como designer em duas grandes empresas do ramo da moda. Após a experiência adquirida nestas empresas, decidi montar minha própria agência de propaganda onde trabalhei por 22 anos.
 Neste período exerci várias atividades paralelas como fabricação de pranchas de surfe, comerciante, editor de revistas entre outras.
 Aos 27 anos finalmente casei-me com a minha alma gêmea Ana Cristina e tenho dois filhos maravilhosos, Mateus 15 e Lucas 10.

Como a arte entrou em sua vida?
Aos 19 anos na agência onde estagiava, conheci duas pessoas que me apresentaram à escultura, Danilo e Benício Brito (ilustradores e escultores). Estes dois amigos me levaram ao Atelier Barro Oco em Ipanema para que eu conhecesse a técnica da modelagem em Argila. Apaixonei-me de imediato pelo ofício e matriculei-me no curso. Fiquei no curso por alguns meses até que dominasse a técnica e depois dei sequência montando um atelier em minha casa.

Qual foi sua formação artística?
Tive o aprendizado inicial no Barro Oco e em seguida, durante 20 anos, fui desenvolvendo meu estilo e técnica sozinho. Fiz, recentemente, um curso teórico no Parque Laje para aprofundar meus conhecimentos.

Que artistas influenciam em sua obra?
Sem dúvida O mestre Auguste Rodin sempre foi minha grande inspiração. O Danilo Brito, que foi meu sócio durante 16 anos, e é um dos melhores escultores que conheço no Brasil, também teve grande influência, pois convivíamos diariamente tanto na agência quanto no atelier. Mais recentemente, tenho prestado muita atenção no mexicano Javier Marin e no espanhol Victor Ochoa.

Como você descreve seu trabalho?
Meu trabalho é muito instintivo e visceral, não costumo ter planejamento ou mesmo buscar conceitos mirabolantes. Trabalho sempre com o que estou sentindo no momento. Minhas obras são o reflexo de minha vida. Coloco para fora minhas angustias, meus sofrimentos e minhas inquietações através de minhas obras. Falo do peso da existência, das mazelas e conflitos humanos através dos meus sentimentos e isto acaba por ter um eco muito grande, pois são sentimentos universais. Meu processo de trabalho é simples, meus filhos tiram fotos minhas na posição que melhor representa o que desejo transmitir, em seguida faço a escultura utilizando a imagem como referência estrutural. Após finalizar a obra é preciso ocá-las e em seguida levo ao forno com aproximadamente 900 graus. Após a queima trabalho pigmentações naturais como Betume por exemplo ou quando sinto ainda a necessidade de transmitir mais informações, pinto a obra com tinta acrílica, spray, posca entre outros materias.

É possível viver de arte com a crise atual?
Isto é muito relativo, pois depende das expectativas e padrões de cada um. Eu vivo dentro da minha realidade, mas para isto tenho que batalhar muito. Com perseverança e dedicação podem-se superar os obstáculos e alcançar os objetivos. O importante é gostar do que está fazendo e seguir em frente. Tenho minha própria galeria em Búzios (galerian1.com) além da representação da LUHDA no Rio de janeiro e da ROSSITER DECOR na região Nordeste. Estes canais de venda são muito importantes para escoar a minha produção e divulgar meu trabalho.

Como você estuda e se atualiza?
Estou sempre muito ligado no que está acontecendo no mercado através da internet, lendo publicações especializadas e visitando exposições. Troco informações com outros artistas e converso com meu galerista Ludwig Danielian da Galeria Luhda e faço meus estudos no atelier.

O que é necessário para um artista ser representado por uma galeria?
Esta é uma questão muito importante, pois existem milhares de artistas e muito poucas galerias. Em primeiro lugar precisa ter um trabalho de qualidade, pois o funil é muito estreito. Em seguida ir a luta  visitando as galerias e divulgando seu trabalho. O network ajuda muito também pois nem sempre encontramos um galerista ou mesmo um curador dispostos a prestar atenção no nosso portfólio.

De que maneira você coloca a valorização da escultura no mercado de arte?
A escultura sempre foi valorizada e tem seu espaço no mercado, mas creio que ainda temos poucos escultores no Brasil comparado com pintores ou artistas conceituais.

 Quais são seus planos para o futuro?

Pretendo continuar me aprimorando, trabalhando cada vez mais e conquistando espaço no mercado. 


A Batalha.


Vergonha de Ser Humano.


A Vingança.

O Culpado de Tudo.


Assim Caminha.


Sem título.


Sem título.






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Maurizio Cattelan

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