quarta-feira, 22 de julho de 2015

Sobre Papel



EXPOSIÇÃO COLETIVA REÚNE 13 ARTISTAS NO PARQUE DAS RUÍNAS
Mostra “Sobre Papel”  , de 1º a 30 de agosto, terá 50 obras que utilizam o papel como suporte
Instalado numa ladeira de Santa Teresa, com uma das vistas mais lindas do Rio, o Parque das Ruínas promove de 01 a 30 de agosto a exposição “Sobre Papel”, com produção de Marcia Zoé Ramos, curadoria de Clarisse Tarran e expografia de Raimundo Rodriguez. Como o nome sugere, a mostra reúne 50 obras de 13 artistas que utilizam o papel como suporte ou protagonista de seus trabalhos.
Guaches, colagens, grafites, esculturas, vídeos e assemblages celebram a respeitada matéria-prima, que ganha diferentes interpretações pelas mãos dos artistas John Nicholson, Raimundo Rodriguez, Paulo Vieira, Valério Ricci Montani, Luiz Paulo Rocha, Ana Luiza Rego, Clarisse Tarran, Mirela Luz, Leonardo Etero, Maurício Noblat, Marcelo Catalano, Rodrigo Munhoz e Mario Carneiro (participação especial com obras da coleção de Hileana Menezes de Carneiro)
Com o olhar certeiro da Curadora e Artista Clarisse Tarran, a mostra faz um passeio pelas produções menos conhecidas dos nomes selecionados. “Visitamos  os ateliers de cada artista e foi uma grata surpresa porque  mesmo fazendo uso de diversas linguagens, todos eles utilizam o papel de uma forma magistral para desenvolver suas criações” ,sublinha Tarran.
O público poderá dialogar com obras inéditas do pintor norte-americano John Nicholson, que apresenta uma série de 10 aquarelas inspiradas nos antigos desenhos chineses. Peixes e gatos são retratados com sensibilidade e delicadeza. “Quis fazer uma homenagem à minha gata May, uma senhora chique e elegante que me acompanha há dois anos”, comenta John.
Diretor de arte, com premiadas produções na TV e no cinema, o artista Raimundo Rodriguez, que também assina a expografia da mostra, exibirá trabalhos de quatro séries (desenhos eróticos, fotos-pinturas de interiores, corações sagrados e dobraduras em cartas de baralhos). Fundador do grupo Imaginário Periférico, Raimundo promete chamar atenção com suas criações nada tradicionais.
Mineiro de Manhuaçu, radicado em Caratinga desde 1966, Paulo Vieira é um dos nomes que se destacam no cenário da arte contemporânea e estará presente com nove desenhos sobre papel que, segundo ele, representam seus desassossegos e sua vontade de compreender nosso cotidiano. “Ele encontra na figura humana os elementos principais para o seu debate estético-poético”, observa a curadora.
Participante da 54ª Bienal de Veneza, o artista italiano Valério Ricci Montani, formado pela Universidade de Roma, participa da mostra com uma série de nove desenhos/colagens construídos a partir de um álbum de gravuras do Rio Antigo. O artista goiano Maurício Noblat levará para o Parque das Ruínas trabalhos em papel que remontam a paisagens, mapas e horizontes.
Professora de arte no Rio de Janeiro, a artista visual Mirela Luz pontua pequenas intimidades de um lar em desenhos minimalistas que falam das relações humanas e das coisas em seu entorno. São crônicas que remetem a um estado cotidiano de vivência, ou seja, o espaço impregnado com todos os ruídos e interferências externas da rotina doméstica.
O papel também é o fio condutor dos trabalhos produzidos pelo artista e professor da Escola de Belas Artes, Leonardo Etero, que explora vestígios da figura humana em três desenhos que investigam as infinitas possibilidades do corpo. Com uma série especial feita a partir de imagens de TV em movimento, o carioca Luiz Paulo Rocha apresentará ilustrações e uma escultura de uma grande cabeça de bicho confeccionada com caixas de papelão. Humor e um certo uso do duplo sentido são os aspectos de sua obra que mais se destacam.
Ana Luiza Rego, que é da mesma geração de Daniel Senise e Beatriz Milhazes, mostrará ilustrações mitológicas desenvolvidas a partir da relação homem e mulher, mesclado pelo épico- emaranhado- erótico. Marcelo Catalano, por sua vez, destacará o avesso de sua pintura, com trabalhos geométricos feitos com uma gama de materiais encontrados em seu ateliê.
Rodrigo Munhoz participa da exposição com uma performance em vídeo apresentada em Campinas. Criador da plataforma AmorExperimental, o artista vai se embrulhando com um rolo de papel craft e vira uma espécie de monstro de papel. “É uma metáfora sobre o papel do papel na arte contemporânea”, observa Clarisse Tarran, que também levará suas obras para o Parque das Ruínas. Seu trabalho discute o corpo, a anatomia, a política, o erotismo, a religião e a palavra.
A mostra “Sobre Papel” traz ainda uma participação especial do artista Mario Carneiro (1917-2008), que entrou para a história da arte brasileira como grande fotógrafo do Cinema Novo. Quatro obras em papel enriquecem a seleção e foram gentilmente cedidas por Hileana Menezes Carneiro (viúva do fotógrafo), de sua coleção particular.
Nas palavras da produtora do projeto, Marcia Zoé Ramos, “Sobre Papel” é uma mostra sobre escrever, imprimir, recortar, dobrar, rasgar, colorir e resignificar através de um elemento fundamental no processo artístico. “Mais do que celebrar este material que nos é tão caro, a exposição fala do tempo, do homem e suas complexidades na visão de cada participante”, resume.
SERVIÇO
Título da mostra: Sobre Papel
Abertura: 01 de agosto, às 16h
Período: de 1º a 30 de agosto.
Local: Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas
Endereço: Rua Murtinho Nobre, 169, Santa Teresa
Horário de visitação: de terça a domingo, das 8h às 18h
Telefones: 21 2215-0621 | 21 2224-3922
Entrada gratuita.

INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA
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Maurizio Cattelan

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