quarta-feira, 10 de junho de 2015

Conversando sobre Arte entrevistado o artista José Benigno Ribeiro




Quem é José Benigno Ribeiro?
Nasci em São Lourenço, Minas Gerais, a cidade das águas minerais, em 21/09/1955. Minha ascendência é portuguesa e espanhola. Passei todo o meu tempo de formação nessa cidade e me acostumei com a visita dos turistas ao Parque das Águas. Isso dá um tom especial à cidade. Então, a influência dessa variedade me marcou bastante e, por exemplo, lá pelos anos sessenta, meu pai vendeu uma das nossas casas ao Sr. Natal, da escola de samba Portela e, de quando em quando chegavam os ônibus com esse pessoal. Outra influência de movimento e colorido. Então vi sempre essa diversidade, o que não é comum em cidades pequenas e acho que isso contribuiu com os meus diversos estilos ao longo dos anos e acho, como já me disseram, que hoje tudo é legal. 

Como a arte entrou em sua vida?
Desde o começo. Até quando ainda não pensava em pintar, o que iniciei aos treze anos, já divagava em ideias que eram relativas à pintura.

Qual foi a sua formação artística?
Foi feita de maneira informal, aleatória, apesar de que, no começo, ao meu gosto prevalecia o período renascentista. Passava os dias pensando a Vênus de Urbino de Ticiano e companhia e tentava viver o espírito disso tudo com a minha pintura incipiente.

Que artistas influenciam em sua obra?
Praticamente todos os que vi , misturados, sem problemas. Por exemplo, Botticelli- Mondrian, Dürer- Picasso, Pollock- Warhol, etc.

Como você descreve o seu trabalho?
Fui muito influenciado, fiz muitas experiências com estilos, escolas, mas sempre colocando ai o meu modo. Talvez a minha maneira mais forte seja o expressionismo, apesar de que no momento estou também hiper-realista. Uso principalmente tinta a óleo e suportes de tela, madeira e cartão. Minha tendência no expressionismo são as tiradas psicológicas e gosto de certos conceitos no hiper-realismo.

É possível viver de arte no Brasil?
Acho que não para muitos, mas como se nota, isso tem melhorado. A facilidade na comunicação ajuda bastante, por exemplo.

O que você pensa sobre os salões de arte? Alguma sugestão para aprimora-los?
Não acompanho muito isso, mas me lembro dos salões dos quais participei e de algumas medalhas que nunca considerei muito a sério por me parecerem “aleatórias” em relação às obras boas e más. Não quero generalizar isso aqui, claro. Ficaria feliz em ver pessoas competentes analisando as obras em si, mas é normal outros interesses.

O material nacional para pintura já tem qualidade suficiente?
Até onde o conheço, ainda não.

O que é necessário para um artista ser representado por uma galeria?
Ter conhecimento e o que dizer, obviamente, interessar a alguém financeiramente, coisas assim. Por exemplo, de tudo o que faço, tenho guardado em estado virgem, centenas de obras para as quais ainda não encontrei representação. Então, tenho trabalhado em galerias com uma pintura mais convencional, atenta ao mercado popular, mas gostaria muito que me fosse dada (conquistada) a tal “liberdade de artista”.

São Lourenço ou Rio de Janeiro, que diferença você vê para a sua produção?
São Lourenço é um ótimo lugar para trabalhar e o Rio de Janeiro, ótimo para a divulgação. Não vejo separação nisso, pelo contrário.

Quais são os seus planos para o futuro?
Nada como o tempo de prática que depura, simplifica e nos ajuda a dizer cada vez melhor. Planejo aprender muito mais e, não falo só tecnicamente, claro, falo do clareamento ao avançar e penso como seria bom ter sempre essa possibilidade.
Obrigado!





A Cup of Coffee.


Mr. White Coffee.


Aloc Acoc.


My House.


Stop.

Uma Tarefa para Nix.


Forgotten Dream.


Innocence Always.

Sem título.


A Tentativa de Nix.


Sky Stone.


Yes or No.


Cinemascope.


Sem título.


Á Procura de Laocoonte.


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