segunda-feira, 22 de junho de 2015

Conversando sobre Arte entrevista com o artista Marcelo Tanaka.





Quem é Marcelo Tanaka? 
Nasci em Bragança Paulista interior de São Paulo, porém criado em São Paulo capital  desde os primeiros anos de vida.  Sou neto de japoneses tive uma infância dedicada aos estudos e a arte. Já na adolescência sempre fui muito esportista. Meu hobby, os esportes a motor e cavalos. Cheguei a estudar educação física na OSEC em São Paulo, porém não deu continuidade na área.

Como a arte entrou em sua vida?
Tive o contato com a arte muito cedo aos 8 anos de idade, venho de uma família cuja arte sempre esteve incorporada nos costumes da família. Meus tios artistas pintores, escultores, minha mãe fora estilista da Vogue e meu pai um formidável homem do comércio, que sempre me incentivaram.

Qual foi sua formação artística?
Tenho uma formação acadêmica na publicidade,  historia da arte em Tóquio, cheguei a estudar educação física na OSEC em São Paulo.  A pintura aconteceu cedo e desde então me acompanha nesta longa estrada prazerosa que é arte. Porém acabei por optar a não seguir uma atividade acadêmica nas artes plásticas. No entanto, por um período de 10 anos, realizei estudos incessantes por longos períodos me proporcionando grandes e importantes  momentos que hoje contribuíram para a minha formação artística.  Tive neste período um professor de arte recém chegado do Japão, realizei com ele estudos acadêmicos com a tinta óleo, giz pastel, têmpera e posteriormente já na fase figurativa, acabei por conhecer a tinta acrílica e o conhecimento da técnica de pintura encáustica, do qual hoje a utilizo em meus trabalhos.   Esta é uma das técnicas mais lindas, difíceis e nobres que existe. Tem como base da matéria prima a cera de abelha e alguns vernizes especiais, tudo isso aglutinados com pigmentos naturais minerais e vegetais. Em minhas pesquisas e estudos desta técnica de pintura  que foram por volta de 20 anos e que resultou em mais de 120 apiários pelo Brasil na procura da melhor cera de abelha. Dentro do estúdio foram momentos de árduos estudos ao conhecer o material que fora ser trabalho, suportes e técnicas de aplicação.

Que artistas influenciam em sua obra?
Além do meu professor que me acompanhou durante 10 anos de minha vida, tive a honra e felicidade de ter cruzado em meu caminho grandes mestres que me orientaram e contribuíram para que hoje me tornasse uma artista sempre em busca de resultados positivos em meus trabalhos. Por destino foram tantos mestres, Arcângelo Ianelli, Aldemir Martins, Odeto Guersoni, Adelina Marques, tantos outros que sinto-me a pessoa de maior sorte na vida por ter tido a honra de ter estado com estas pessoas lindas e iluminadas....Obrigado eternamente.

Como você descreve seu trabalho? 
Vejo hoje um trabalho maduro  tecnicamente observado. Porém, buscando sempre algo de elementos novos que podemos inserir para enriquecer nosso trabalho, mas, devemos tomar muito cuidado com as armadilhas de nossos egos principalmente, e nunca deixar que isso afete o caminho e objetivos do que você espera no futuro como artista e seu bem maior seus trabalhos.

 É possível viver de arte no Brasil?
Viver da arte no Brasil é digamos ser um equilibrista em uma corda bamba. Temos que ter algo que nos difere dos outros, pois no Brasil possuímos muitas heranças culturais e isso contribui para que nós brasileiros sejamos criativos abusivos.  Permitir-se viver da arte aqui ou em qualquer lugar do planeta é trabalhoso, devido a isso que temos que estudar, buscar melhores materiais, aprender técnicas de pintura e trabalhar bastante e com carinho.

O material brasileiro para pintura já tem qualidade suficiente?
Temos no mercado hoje alguns bons materiais, devido a que, estão utilizando matéria prima importados.  Mas, muito em breve acredito que teremos ótimos materiais no mercado e com custos acessíveis. No caso da técnica de pintura encaustica a cera de abelha é 100% nacional e de excelente qualidade, porém, a cera de Carnaúba vem de Bornéu, os pigmentos da Austrália sendo os melhores da Itália, assim como a terebentina.  Claro, hoje temos uma vasta quantidade de bons de materiais, mas ainda as importadas são de fato os que os artistas que buscam resultados melhores para os seus trabalhos.

O que é necessário para um artista ser representado por uma galeria?
A representação se busca a partir do amadurecimento, primeiro do artista depois do seu trabalho. Um bom trabalho, uma boa apresentação do artista e um bom currículo seriam primordiais para o inicio de um alinhamento que pode resultar em uma afinidade artista e galeria.  Claro que existem alguns fatores que sejam importantes para ambos, quais galerias que poderiam realizar um bom trabalho e quais artistas  teriam o perfil para a galeria.

O que você pensa sobre os salões de arte? Alguma sugestão para aprimorá-los?
Hoje acredito que os salões de arte estejam engajados em buscar números de participantes.  Deixam o trabalho e o artista apenas como coadjuvantes da ¨festa¨.  Lembro-me quando eu participava de salões e me deparava com magníficos trabalhos de qualidade artísticos, hoje isto mudou bastante. Hoje o conceito ¨artes plásticas¨ ficaram diversificados. Portanto, no meu modo de ver difíceis de serem julgados. Mas, todo artista deve sim ter esta experiência, pois esta seria um etapa importante o crescimento e amadurecimento do seu trabalho e certamente como artista e carreira. Uma sugestão, que os salões de arte voltem a atuar com mais seriedade.

O que você poderia comentar de sua atuação como curador?
Atualmente estou trabalhando em projetos culturais em parcerias com  galerias, espaços culturais e criando áreas de fomento a cultura dentro de empresas privadas de Campinas. Com um grupo de empresários estamos inaugurando um centro de referencia sendo ele também  um  belíssimo espaço de arte em Campinas a Arqtus Concept, aonde sou o curador  da Galeria de Arte. 

Quais são seus planos para o futuro?
Como artista Plástico sinto-me realizado. Já a alguns anos venho me dedicando a curadorias e a realizações de projetos culturais. Estou em um momento muito produtivo e ainda este ano estamos formatando um belíssimo projeto cultural regional incentivando artistas de Campinas e região metropolitano.

Sem título. Técnica encaustica mista. 100x90 cm.

Sem título. Técnica encaustica mista 70x70 cm.


Sem título. Técnica encaustica mista. 80x80 cm.

Sem título. Técnica encaustica mista. 80x80 cm.


Sem título. Técnica encaustica mista. 90x90 cm.


Sem título. Técnica encaustica mista. 90x90 cm.


Sem título. Técnica encaustica mista. 100x90 cm.


Sem título. Técnica encaustica mista. 100x100 cm.


 Sem título. Técnica encaustica mista. 100x100 cm.


Sem título. Técnica encaustica mista. 100x100 cm.








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Maurizio Cattelan

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