terça-feira, 24 de março de 2015

Contornos urbanos no traço de Marcelo Gemmal - o Centro do Rio nos seus 450 anos Obras do artista contemporâneo Marcelo Gemmal


Solar Grandjean de Montigny  - Museu Universitário da PUC-Rio
Inaugura a exposição

Contornos urbanos no traço de Marcelo Gemmal - o Centro do Rio nos seus 450 anos
Obras do artista contemporâneo Marcelo Gemmal

Abertura no dia 28 de março das 16h as 20hs.
Entrada franca
Celebrando os eventos dos 450 anos da cidade, o Solar Grandjean de Montigny reabre, após
dois anos de um cuidadoso trabalho de preservação e recuperação do patrimônio
arquitetônico e histórico, realizado pelo Escritório Modelo de Arquitetura e Design da PUC-Rio,
sob estrita orientação do IPHAN, inaugurando no dia 28 de março, às 16h, a  exposição
Contornos do Rio no traço de Marcelo Gemmal – O  Centro do Rio nos seus 450 anos, com
painéis de pintura do artista contemporâneo Marcelo Gemmal enfocando o centro da cidade
nos dias atuais.

O tema celebra a data da cidade, mostrando cenas da vida urbana dos cariocas como  Viaduto
Cidade Nova no final da Paulo de Frontin, Presidente Vargas vista do Viaduto do Santa Bárbara,
Rua dos Andradas com Marechal Floriano, com vista para a Presidente Vargas, Rua Leandro
Martins com vista para a Rua Acre e Marechal Floriano, a esquina da  Rua Miguel Couto com
Rua do Rosário  entre outras.

A mostra é composta de dezesseis pinturas inéditas em técnica mista sobre painéis de lona
crua em grandes formatos - trabalhos de 1,5m, 2m, 2,5m e 3m sempre por 1,5m..

O artista
O artista contemporâneo Marcelo Gemmal é carioca, (ex-aluno de Design da PUC-Rio) 
desenvolve diversas técnicas, tradicionais e digitais como pintura, escultura, painéis e cenários;
Ilustrador premiado, já produziu animações para filmes, clipes, séries da Tv como a abertura
da série “Ó Pai Ó”, da rede Globo (2008/2009); Ilustrou as peças gráficas da Associação
Cultural Jangada, incluindo o Festival do Cinema Brasileiro em Paris, para o qual desenhou e
produziu suas vinhetas de animação (2001 a 2011). Produziu o material da Festa da Música
Brasileira em Paris pela mesma produtora e o Primeiro Festival de Cultura Latino Americana do
Qatar em 2011; é professor da  Universidade Estácio de Sá onde, atualmente, ensina no curso
de Arquitetura e Design as cadeiras  “Desenho de Observação e Perspectiva”.

O Solar Grandjean de Montigny – Museu Universitário da PUC Rio
Na Gávea, em meio às árvores seculares do campus da PUC-Rio, vislumbra-se o Solar
Grandjean de Montigny, exemplo da  arquitetura neoclássica adaptado ao clima tropical do
Brasil.

Arquiteto e tratadista de sólida formação neoclássica, Auguste Henri Victor Grandjean de
Montigny (1776 -1850) chegou ao Brasil em março de 1816, como integrante da Missão
Artística Francesa – grupo de artistas, arquitetos e técnicos franceses com o objetivo
implantar e consolidar o ensino das Belas Artes no Rio de Janeiro.




Grandjean de Montigny  exerceu uma influência marcante na história da arquitetura brasileira,
como arquiteto e como professor da Academia Imperial de Belas Artes, Realizou inúmeros
projetos de prédios públicos e particulares, além de projetos de reurbanização do centro da
cidade.

Atualmente, encontram-se preservados o prédio da Casa França-Brasil (antiga Alfândega) no
centro do Rio; a sua residência – Solar Grandjean de Montigny - na Gávea e o pórtico da antiga
Academia Imperial de Belas Artes, transportado e instalado numa das aléias principais do
Jardim Botânico.

Da sua residência, não se conhece o projeto original. Construída possivelmente em 1822,
passou por vários proprietários, tendo sido tombada em 1938 como monumento  histórico, 
arquitetônico e artístico nacional. Em 1951, a Pontifícia Universidade Católica adquiriu a
propriedade que incluía o Solar e em 1959 a casa foi restaurada pela primeira vez pela
Universidade e pelo IPHAN. Restituiu-se sua forma original tendo como base um desenho de
Debret, quando foi reintegrada a colunata contínua das varandas superior e inferior; a grade
da varanda superior; o terraço acima da escada de entrada de onde foi retirado o muro de
tijolinhos em nicho de andorinha, além da recuperação de elementos não originais externos e
internos.  A casa é considerada como um dos mais importantes exemplos da transposição e da
adaptação de um modelo europeu em terras tropicais no séc. XIX. Seu entorno, igualmente
tombado pelo IPHAN caracteriza-se, sobretudo por uma vegetação pujante que emoldura a
moradia.






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Maurizio Cattelan

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