sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Oxímoros de James Kudo






JAMES KUDO | OXÍMOROS
ABERTURA: TERÇA-FEIRA, 24/FEV, DAS 19H 
ÀS 22H
A Zipper Galeria apresenta, a partir de 24 de fevereiro, a exposição Oxímoros, do artista paulistaJames Kudo. A mostra reúne uma nova série de pinturas, das quais o artista faz jorrar, metaforicamente, as águas aprisionadas em suas telas.
A água é um tema constante na produção de Kudo, que viu sua cidade natal submergir durante a construção de uma represa. Encantamento e reflexão são situações construídas no universo onírico do artista, que recorre à memória e a transformação para criar obras de qualidade técnica impecável e estética vibrante. Não por acaso, James Kudo foi incluído no livro 100 Painters of Tomorrow, de Kurt Beers, e sua participação individual na feira ART15, em Londres, foi aprovada com entusiasmo pelo curador Jonathan Watkins.
Oxímoro é uma figura de linguagem que combina dois conceitos opostos, de forma a criar um terceiro, metafórico. Segundo Denise Mattar, autora do texto de apresentação, James Kudo é um criador de oxímoros:
“Nas suas colagens, pintadas à mão, as cores são estridentemente silenciosas e nas paisagens, docemente venenosas, tudo parece fixo - na eternidade do instante. O  trabalho de Kudo se constrói em relatos, onde a ficção e a não ficção estão continuamente mescladas. São memórias imaginadas borrando a linha entre o real e o irreal. Na reconstrução desse painel de memórias, Kudo cola os fragmentos opondo referências. Pinta superfícies de madeira imitando o revestimento que a imita, criando um duplo simulacro. Árvores e folhagens, sutilmente desenhadas, sobrepõem-se a explosões de cores cítricas, industriais, que permanecem em suspensão - no momento antes do grito. Na floresta, cuidadosamente recortada, colada sobre planos vigorosos e luminosos, mimetizam-se armas. Comportas e águas enfileiram-se hieráticas - em escalas de cor. Kudo cria, também, pequenas pinturas, como escudos de armas,  nas quais estabelece um equilíbrio flutuante dos elementos que aludem às suas vivências: a opressiva presença das comportas, a força cristalina da água e a memória afetiva dos piqueniques no rio. E eles afloram representados por signos criados pelo artista para encarná-los: os sólidos de falsa madeira, o degradé de azuis, os retalhos de xadrez...”

Sobre o artista
James Kudo nasceu em Pereira Barreto em 1967, vive e trabalha em São Paulo. Formou-se na Faculdade Belas Artes e na Art Student League, Nova Iorque, EUA. Como exposições individuais ressaltamos Topofilia, realizada em 2011 na Zipper Galeria em São Paulo, Promo-arte Latin American Art, realizada em 2008 em Tóquio; Sobre Pedras, Caixas e Esperanças, no Espaço Cultural Ateliê Mineiro, em Pouso Alegre em 2004; Brazilian American Cultural Institute em Washington, EUA em 2002 e Kunstraum Notariat Schallok, Nuremberg, Alemanha, em 1998. James participou ainda das seguintes exposições recentemente: 100 Painters of Tomorrow, Beers Contemporary em Londres; Entre Copas, Arte Brasileira 1950 a 2014 – Museu Nacional do Conjunto Cultural da República, Brasilia; Shouts of Korea, Kotra Open Gallery, Seul, Decifrações, Brasilia; Tatu – MAR, Museu de Arte do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro; Eclipse – I Mostra Internacional de Arte Contemporânea Brasil/Japão, na Pinacoteca de São Caetano; Entre Dois Mundos – Arte Contemporânea Japão-Brasil, Museu Afro Brasil, São Paulo; Duplo Olhar - Coleção Sérgio Carvalho, no Paço das Artes, São Paulo, todas em 2014, e Estética e Sustentabilidade, no Memorial da América Latina em São Paulo em 2013.
 
Sobre a curadora
Denise Mattar nasceu em São Paulo em 1948, cursou Filosofia e Psicologia na Universidade de São Paulo. Participou de diversos cursos de formação artística, entre os quais a Escola de Arte Brasil. Foi curadora do Museu da Casa Brasileira SP (85 a 87), do Museu de Arte Moderna de São Paulo (de 87 a 89)  e do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro-RJ (de 1990 a 1997). Como curadora independente realizou exposições retrospectivas de Di Cavalcanti, Flávio de Carvalho, Ismael Nery, Pancetti e Samson Flexor, e mostras contemporâneas como Emmanuel Nassar - A Poesia da Gambiarra,Tekhné e Duplo Olhar.
 
Serviço
Abertura: Terça-feira, 24 de fevereiro, das 19h às 22h
De 25 de fevereiro a 21 de março, 2015
Segunda a sexta das 10h às 19h
Sábados das 11h às 17h

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Maurizio Cattelan

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