quinta-feira, 31 de julho de 2014

Hannah Wilke




Hannah Wilke (1940-1993)  Nasceu em Nova York. Graduou-se em Artes e Ciências na Tyler School of Art, Temple. Foi professora de escultura e cerâmica na School of Visual Arts, Nova York, entre 1974-1991. Pintura, escultura, fotografia, vídeo e performance foram os maios utilizados para seu trabalho. Foi companheira do artistas Claes Oldemburgo. Ao saber de sua doença, linfoma a transformou em documentação publicada na série Intra-Venus, ela mostrou a deterioração do corpo pela doença e pelo tratamento quimioterápico. Suas obras estão no MoMA, Whitney Museum, Nova York, Countu Museum e Meseum Contemporary Art, Los Angeles e Centre Pompidou, Paris. Participou do movimento feminista pelo reconhecimento da mulher nas artes plásticas.



Water Lily, 1969. MoMA, Nova York. 



City Hall Subway Staition, New York, 1974. MoMA, Nova York.


Super-T-Art, 1974.



Sem título, 1974. Photos and Chewing Gum.  


Ponder-r-Rosa 4, White Plains Rocks, 1975. MoMA, Nova York.


Through the Large Glass, 1976. Film still de performance realizada no Philadelphia Museum of Art. Ronald Feldman Gallery.


HFeldmanello Boys, 1977. Performance


So Help Me Hannah:Snatch-Shots with Ray Guns, 1978. MoMA, Nova York.


Intercourse with... 1978. Vídeo. MoMA, Nova York.



Venus Parese, 1982-1984. Jewis Museum.


Intra-Venus, 1995. Santa Monica Museum of Art.



Seminário Fotografia e Arte Contemporânea na Era Digital e O Autor Diante da Autoria - Novas Configurações, Novos Caminhos Helio Oiticica.

Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro|  FotoRio 2014
Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica

Promovem o Seminário com duas mesas redondas

Fotografia e Arte Contemporânea na Era Digital
e
O Autor Diante da Autoria - Novas Configurações, Novos Caminhos

Dias 4, 11, 18 e 25 de agosto das 17 às 19h
Entrada Franca


Com o patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura |Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, o FotoRio 2014 promove o Seminário Fotografia e Arte Contemporânea na Era Digital
dias  4, 11 de agosto, das 17 às 19h e,  O Autor Diante da Autoria - Novas Configurações, Novos Caminhos nos dias 18 e 25 de agosto, das 17 às 19h com as participações de importantes pesquisadores e fotógrafos brasileiros. Organização e mediação de Pedro Vasquez.

Programa:
Dias 4 e 11, 18 e 25  de agosto, das 17 às 19h
Fotografia e Arte Contemporânea na Era Digital
4 de agosto – palestrantes: Luiz Sérgio de Oliveira - Guilherme Bueno
11 de agosto – palestrantes: Thiago Barros, Helenbar

O Autor Diante da Autoria – Novas Configurações, Novos Caminhos
18 de agosto – palestrantes: Luiz Affonso Chagas Filho – Adalberto Diniz
25 de agosto – palestrantes: Rubens Fernandes Junior Pedro Sánchez
Organização e mediação: Pedro Vasquez

SERVIÇO
FotoRio 2014 no Centro Municipal de Arte Helio Oiticica
Fotografia e Arte Contemporânea na Era Digital
O Autor Diante da Autoria – Novas Configurações, Novos Caminhos
Seminário com diversos palestrantes – Organização e mediação Pedro Vasquez
Rua Luís de Camões, 68 • Rio de Janeiro • Tel.: 2232-4213 •
Entrada Franca – censura livre
Metrô: Uruguaiana
Assessoria de Imprensa do FotoRio 2014
RS Comunicação & Eventos
Eli Rocha < Elirocha246@gmail.com>
(21) 2547-4953 / 99179 4763

Camila Alvite Galeria Vila Nova



SAVE THE DATE
CAMILA ALVITE
Dia 12 de Agosto às 19h
Galeria Vila Nova
Rua Domingos Leme, 73 - Vila Nova Conceição
São Paulo

Christus Nóbrega O Enforcado na Amarelonegro





Cláudio Rosado Torres
amarelonegro
rua visconde de pirajá 111 loja 02 ipanema
rio de janeiro rj
terça a sexta de 14 às 19:00h
sábados de 11 às 16:00h

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Hans Memling



Hans Memling (1430/1440-1494) Nasceu em Seligenstadt, Alemanha. Foi aprendiz em Mainz e Colônia. Em 1465, radicou-se em Bruges, onde estudou com Rogier van der Weiden. Retratista excepcional e autor de obras religiosas. Identificava os santos por seus atributos. Foi aceito como mestre na Liga de Pintores de Saint Luke. Tornou-se cidadão de Bruges. 



Portrait of a Man with Pink Carnation, 1475.



 The Man of Sorrows in the Arms of the Virgin, 1475. Capilla Reak, Granada.


Portrait of Maria Madallena Portinari, 1475.


The Archangel Gabriel, 1480. Wallace Colection, Londres.


 Mater Dolorsa, 1480. Galleria degli Uffizi, Florença.


Madonna and Child Enthroned with Two Angel, 1480. Uffizi Galerie, Florença.


Vanity,1485. Musée des Beaux-Arts, Estrasburgo.


Bathseba, 1485. Staatgalerie, Stuttgart.



Virgin and Child, 1485-1590. Metropolitan Museum of Art, Nova York.


St Jerome and Lion, 1485-1490. Coleção particular.



Young Woman with a Pink, 1485-1490. Metropolitan Museum of Art, Nova York.


Shrine of Saint Ursula, 1489. Bruges Memlingmuseum-Sint-Janhospital.





Saint John the Baptiste and Saint Mary Magdalena Museu do Louvre, Paris.



Bruges and he Renaissance Menling to Pourbous _ Harry N. Abrams Inc. Publishers, 1998.

terça-feira, 29 de julho de 2014

O Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS-SP exibe Ad Maiorem Dei Gloriam: 200 anos de restauração da Companhia de Jesus

O Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS-SP exibe Ad Maiorem Dei Gloriam: 200 anos de restauração da Companhia de Jesus, com curadoria de Dalton Sala e museografia de Maria Alice Milliet e Sílvia Bressiane. A mostra conta com diversas obras significativas – entre esculturas, talhas e pinturas - e alguns textos que traçam uma linha do tempo com a história dos jesuítas, especialmente no Brasil.
 
A exposição reúne obras do acervo do MAS-SP que se relacionam com a evangelização praticada pelos jesuítas, contando a trajetória da Companhia desde sua fundação até os dias de hoje, com especial atenção à produção cultural e artística associada a sua ação catequizadora. Obras como as esculturas representando Santo Inácio de Loiola, São José e São Francisco Xavier, bem como uma tela de 1897 retratando Padre Anchieta, pintada por Benedito Calixto de Jesus em 1897, são alguns dos destaques.   
 
Fundada em 1534 e reconhecida pelo Papa Paulo III em 1540, a Companhia de Jesus, também conhecida como a ordem dos jesuítas, foi liderada por Inácio de Loyola e teve atuação marcante na expansão ultramarina de Portugal e Espanha, disseminando o Evangelho aos pagãos e nas novas terras descobertas. Não obstante as dimensões dessa obra, injunções políticas pressionaram o papa Clemente XIV a suprimir a Companhia por meio da bula Dominus ac Redemptor, em 21 de julho de 1773. 41 anos depois, em 7 de agosto de 1814,  outra bula papal restaurava a Companhia de Jesus: “os padres retomaram seu trabalho de catequese e de educação, culminando com a eleição de um padre jesuíta para ocupar o trono de São Pedro, em 2013, com o nome de Francisco I.”, comenta Dalton Sala.
 
Exposição: Ad Maiorem Dei Gloriam: 200 anos de restauração da Companhia de Jesus
Curadoria: Dalton Sala
Museografia: Maria Alice Milliet e Sílvia Bressiane
Abertura: 7 de agosto de 2014, quinta-feira, às 19h
Período: 8 de agosto a 14 de setembro de 2014
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo  www.museuartesacra.org.br
Avenida Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo
Tel.: (11) 3326-3336 - visitas monitoradas
Horário: De terça a sexta-feira, das 9h às 17h, sábado e domingo das 10h às 18h

* Link para visualização e download de imagens em baixa resolução: http://bit.ly/1mUAl3Q


Zeca
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Balady Comunicação
Tel.: 11-3814.3382

Ryan Gander












Ryan Gander (1976-) Nasceu em Chester, Reino Unido. Graduou-se na Manchester Metropolitam University. Cursou a pós Graduação na Rijksakademie Kunsten, Amsterdam. Participou do programa de Residência Artística no Rijksaademie van Beeldende Kusten, Utiliza instalação, fotografia, performance, objeto e textos literários para construir sua obra conceitual, que fica entre a realidade e a ficção. Usa cadeira de rodas e utiliza-se dessa deficiência para construir alguns trabalhos.Participou da Bienal de Veneza e das Trienias de Yokoa hama, Whitstable e Tate. Recebeu o Paul Hamlynwward e o Prix de Rome for Sculpture. Vive e trabalha em Londres. É representado pela Lysson Gallery.




Bauhaus Revisited, 2003.

Your Life in Tree Acts, 2005.

Retveld Reconstruction - Alex, Aged Six, 2006.

Instalação Gallery Cover, 2000-2007. Annet Gelink Gallery.

You Said I Was an  Empty Page to You, 2008. Annet Gelink Gallery.



 Milistone/Stumbling Block., 2008. Coleção particular
Instalação, 2008.  Ikon Gallery.
 We never Had a Lot of Euro around Hen, 2010.
How the Present Can Pierce the Past, 2013. 189 x 142 cm. cada. Lisson Gallery



Magnus Opus, 2013. Lisson Gallery.
I Is... (vii) 2013. Lisson Gallery.


Fotografia: processos eternos, novas possibilidades Fotografia: processos eternos, novas possibilidades


Fotografia: processos eternos, novas possibilidades

Apresentam nos dias 5, 6 e 7 de agosto, das 19h às 21h

Fotografia: processos eternos, novas possibilidades

Seminário internacional
Entrada franca 


O Oi Futuro e o FotoRio 2014 apresentam dias 5, 6 e 7 de agosto, das 19h às 21h, o Seminário Internacional Fotografia: processos eternos, novas possibilidades que tem como tema a construção de novas linguagens a partir da renovação de antigos processos técnicos fotográficos – como a solarização, o alto-contraste, o infravermelho, a colagem, e outros – com a utilização da tecnologia digital.

O Seminário será realizado em três sessões de duas horas cada, sendo que a primeira terá o formato de uma mesa redonda com as participações do historiador francês André Rouillé e da curadora portuguesa Tereza Siza. Nas duas outras sessões os artistas Eustáquio Neves, Vicente de Mello, Alexandre Hypólito e Renan Cepeda serão entrevistados pelos palestrantes do primeiro dia e pelos fotógrafos e curadores Pedro Vasquez e Joana Mazza. As sessões serão mediadas por Milton Guran, coordenador do FotoRio.

Os debates serão gravados e transcritos, dando lugar a uma publicação bilíngüe português x inglês, da série “Arte e Tecnologia”.

Programa:
Dia 5 de agosto – das 19 às 21h
Tereza Siza (Portugal) e André Rouillé (França) apresentam o tema do Seminário.

Dia 6 de agosto – das 19 às 21h
Alexandre Hipólito e Renan Cepeda apresentarão seus trabalhos e serão entrevistados por Tereza Siza e Pedro Vasquez.

Dia 7 de agosto – das 19 às 21h
Eustáquio Neves e Vicente de Mello apresentarão seus trabalhos e serão entrevistados por Joana Mazza e André Rouillé.


 Pedro Vasquez por Paula Sampaio.


SERVIÇO
Oi Futuro Flamengo e FotoRio 2014 apresentam:
Seminário internacional  Fotografia: processos eternos, novas possibilidades
Convidados: André Rouillé, Teresa Siza, Eustáquio Neves, Vicente de Mello, Alexandre Hypólito e Renan Cepeda
Entrevistadores: Pedro Vasquez e Joana Mazza
Mediação: Milton Guran
Dias 5, 6 e 7 de agosto
Hora: das 19h às 21h
Auditório Nível 7

Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo
Entrada Franca - Senhas 30m antes do início.
Classificação Livre
Metrô Largo do Machado

Assessoria de Imprensa do FotoRio 2014
RS Comunicação / Eli Rocha <elirocha246@gmail.com>
21 2547 4953 | 9 9179 4763

segunda-feira, 28 de julho de 2014

39o SARP Salão de Arte de Ribeirão Preto Nacional -Contemporâneo

39° SARP - Salão de Arte de Ribeirão Preto Nacional-Contemporâneo
Comissão de Seleção e Premiação:
Gilberto Mariotti, João Loureiro, Nilton Campos e Rejane Cintrão
 
Artistas selecionados:
Alexandre Wagner (São Paulo-SP)
Alice Ricci (São Paulo-SP)
Ana Nitzan (São Paulo-SP)
Andrey Zignnatto (São Paulo-SP)
Bruno Drolshagen (Rio de Janeiro-RJ)
Cida Junqueira (São Paulo-SP)
Claudia Briza (São Paulo-SP)
Claudio Matsuno (São Paulo-SP)
Cristiani Papini (Belo Horizonte-MG)
Daniel Albuquerque (Rio de Janeiro-RJ)
Daniel Caballero (São Paulo-SP)
Evandro Soares (Goiânia-GO)
Fernanda Izar (São Paulo-SP)
Flavia Mielnik (São Paulo-SP)
Gabi Celan (São Paulo-SP)
Guilherme Ginane (Rio de Janeiro-RJ)
Guilherme Minoti (São Paulo-SP)
Helio Martins (Ribeirão Preto-SP)
Hugo Curti (São Paulo-SP)
Isabella Finholdt (Taboão da Serra-SP)
Janaina Wagner (São Paulo-SP)
Jimson Vilela (São Paulo-SP)
Julia Debasse (Rio de Janeiro-RJ)
Júnior Suci (São Paulo-SP)
Keytielle Mendonça (Ribeirão Preto-SP)
Laura Gorski (São Paulo-SP)
Leka Mendes (São Paulo-SP)
Lívia Paola Gorresio (Santana do Parnaíba-SP)
Luciana Ohira e Sérgio Bonilha (São Paulo-SP)
Lula Ricardi (São Paulo-SP)
Marlos Bakker (São Paulo-SP)
Rejane Tannous (Ribeirão Preto-SP)
Reynaldo Candia (São Paulo-SP)
Rodrigo Freitas (Belo Horizonte-MG)
Samuel Rodrigues (São Paulo-SP)
Sarah Mafud (Ribeirão Preto-SP)
Taís Ramirez (São Paulo-SP)
Tchelo (São Paulo-SP)
Túlio Pinto (Porto Alegre-RS)
 
Artistas premiados:
Daniel Caballero (São Paulo-SP)
Flavia Mielnik (São Paulo-SP)
Janaina Wagner (São Paulo-SP)
 
Obs. Os artistas premiados receberão um prêmio de R$ 8.000,00 cada e as obra premiadas passarão a fazer parte do Acervo do MARP. Faz parte da premiação a realização de uma exposição dos três artistas em junho de 2015, no MARP.
 


 
MARP - Museu de Arte de Ribeirão Preto Pedro Manuel-Gismondi
Rua Barão do Amazonas, 323, Ribeirão Preto-SP
(16) 3635 2421


Conversando sobre Arte entrevistado Escultor Melício




 Quem é o Escultor Melício?
Nasci em Angola, quando era colônia Portuguesa, em 1957, casado com a publicitária Silvelene, brasileira. O meu pai foi em Lisboa grande amigo do primeiro Presidente de Angola, o Poeta Agostinho Neto, que na altura estudava Medicina e era membro da direção do  movimento anti colonialista MPLA, que hoje se encontra no poder. Os meus pais foram para Angola com o meu irmão ainda bebé (hoje um prestigiado investigador universitário)  e eu vim a nascer lá, o meu pai começou a trabalhar nos Caminhos de Ferro de Benguela, como quadro superior, mas desenvolvendo paralelamente uma atividade revolucionária dado que era militante comunista, a minha mãe sempre foi uma mulher mais doce e compreensível, dado a sua origem aristocrática, um dos membros da família o Visconde Melício foi um homem de cultura superior, de grande sensibilidade artística colaborando financeira com muitos artistas Portugueses, destacando-se "o grupo de leão", alem de grande colecionador de arte, aliás outros membros da família estiveram no Brasil, também com grande destaque nas artes e letras, como a "Associação dos jornalistas e escritores " no Rio de Janeiro de que foi fundador. A minha infância foi complicada devido a sermos constantemente "visitados" pela polícia política Portuguesa a " PIDE " a pressão e o medo eram constantes devido á atividade política anti colonialista do meu pai, mas lembro-me com 6, 7 anos a começar a modelar o barro existente nas ruas, após as chuvadas africanas que deixava precisamente a via pública num lamaçal. Com essa idade eu e o meu irmão começamos a vir a passar as férias escolares a casa dos meus avós maternos em Lisboa, eram viagens de 17 dias de barco entre Angola e Lisboa, lindo, maravilhoso. O meu avô Melício era um homem encantador, culto, colecionador de obras de arte, fundador da "Associação dos Espiritas de Portugal", chegando ainda a estar preso pelo governo Fascista que reinava em Portugal, por fundar essa associação cultural e de livre pensamento. O meu primeiro contato com Museus, óperas, exposições de arte foi precisamente com o  avó Melício, aí comecei a ter gosto por arte e quando me era perguntado " quando o menino for grande o que quer ser? " eu afirmava ESCULTOR. Viemos definitivamente para Portugal quando eu tinha 9 anos de idade, apos concluir os primeiros estudos primários. Entrei na primeira escola de Artes com 12 anos de idade, a "Escola de Artes decorativas António Arroio" esta escola tinha muito prestígio no ensino artístico em Lisboa, os seus professores eram todos artistas, aprendi muito, eramos todos uma família de artistas, não tínhamos limites na criação e fruição artísticas,  até se fumava nas aulas! As casas de banho eram mistas! Assim começou a minha juventude, devido á atividade política do meu pai, tornei-me um jovem revolucionário, Maoista, Marxista, leninista, partia os vidros dos bancos, escrevia e pintava murais nas paredes da via publica de cariz revolucionário, isto ainda no tempo da ditadura fascista, que aventura! Quando  da queda da ditadura em 1974 eu tinha 17 anos, com os cabelos compridos pelos ombros, que eram penteados com os dedos, afinal eu " já era um artista principiante". entro para “Belas Artes” aos 18 anos, foi tudo muito turbulento, a ditadura tinha sido derrubada no ano anterior e as escolas estavam constantemente sem aulas, devido ás greves dos estudantes e dos professores, onde se exigia um ensino  mais democrático, ninguém estudava, namorava-se, bebia-se, fumava-se maconha em suma vivia-se a vida em LIBERDADE, como tinha sido difícil viver em ditadura ! Fiz a minha primeira exposição individual com 20 anos de idade " desenhos e colagens eróticas", vendi tudo !  o povo estava com fome de arte. Aos 21 anos fui viver para Paris, visitei Museus, Galerias de Arte,  fiz uma exposição individual de escultura em cerâmica na "Galeria Atelier Y" no bairro da Ópera,  também vendi tudo! Aos 24 anos voltei para Lisboa, Aluguei um Atelier na Grandiosa Vila de Sintra a 20 quilômetros de Lisboa, comecei a trabalhar em escultura de  pedra, principalmente mármores, calcários e granitos e também a pintar e a modelar azulejos, mas com estética modernista. Depois disto vivi em Sarono, Itália onde trabalhei como designer e ganhei dois primeiros prêmios de embalagem, depois tive estadias de estudo e trabalho em Nova Iorque, Frankfurt, Moscovo, Madrid, Barcelona, Havana. No ano 2000 comecei a dedicar-me à escultura híper realista, às resinas, silicones e particularmente á fundição na liga de bronze, utilizando a técnica da cera perdida.

Como a arte entrou em sua vida?
Poderei afirmar seguramente, que nascer e viver em áfrica naquela época já era arte, os penteados, as roupas das mulheres, das crianças, dos homens,  as danças, as pinturas e tatuagens nos corpos, a musica, as paisagens rurais e urbanas muitas vezes se confundiam, mas na verdade o avó Melício mostrou-me o que era as culturas europeias e mundiais, ainda hoje quando vou ao Teatro São Carlos aqui em Lisboa, assistir a uma ópera, lembro-me que a primeira vez que entrei naquele local tinha eu 7 anos, fiquei viciado em ópera e tudo que CHEIRA e RESPIRA-SE ARTE, vivo para a arte.

Que artistas influenciam em sua obra?
A arte africana é para mim a LUZ e por isso adoro PICASSO, conseguiu a rotura nos canons do classicismo, apesar que também ele teve a influência dos pintores Russos do princípio do séc. XX com o cubismo e a arte africana, Monet foi um mestre na sombra, Vieira da Silva com as suas estruturas arquitetônicas na tela foi genial, Almada Negreiros foi o expoente máximo do modernismo português, alias os artistas portugueses foram os grandes obreiros do abstracionismo mundial. Na escultura em pedra o Henri Moore e o João Cutileiro foram os meus imperadores, no ferro Picasso e no híper realismo Ralph Goings, Chuck Close, Don Eddy, Robert Bechtle e Richard McLean, George Segal mas incluiu artistas europeus como Gnoli, Gerhard Richter, Klapheck e Delcol.

Como você descreve seu trabalho?
O meu trabalho atual é a tentativa de chegar á perfeição no híper realismo, tanto no desenho, como na escultura apesar de muitas vezes ter momentos de revolta comigo mesmo e querer voltar a tudo que não seja identificado num primeiro olhar, ou seja o abstracionismo que muito desenvolvi nos anos da minha juventude de estudante. tenho feito também restauro arquitetônico, na recuperação de tetos em palácios,  igrejas e arte sacra. O ensino também me fascina,  tenho sido professor de cerâmica, aguarela, desenho, escultura e design de vários níveis escolares, como também tenho fundado escolas em
Lisboa,  seguindo os ensinamento do grande pedagogo inglês A.S.Neill  no ensino livre da arte e do livre pensamento, na igualdade de aprender e direitos entre as varias classes sociais. Fui dinamizador cultural e assessor na Câmara Municipal de Lisboa durante 7 anos, assessor de dois Ministros da Cultura e sou guia em museus de Lisboa.

É possível viver de arte em Portugal?
Atualmente com a grande crise econômica e social europeia e particularmente em Portugal, onde as pessoas perderam praticamente todos os seus benefícios sociais, o serviço nacional de saúde, que foi o melhor do mundo, onde a saúde era gratuita, como o ensino, as habitações são confiscadas as dezenas pelos bancos e finanças , por falta de pagamentos, onde o desemprego atinge 20% da população ativa, os Municípios estão falidos tanto em Portugal como na maior parte dos países da UE, porque o meu trabalho de escultura é de exterior, ou seja jardins, as instituições públicas empregam o dinheiro disponível nas ajudas alimentares e tem logica. O ensino tem sido a saída para a crise, devo referir que vendi muita escultura para Municípios, que eram os meus principais clientes.

Qual sua opinião sobre o desenvolvimento da arte contemporânea em Portugal?
A arte contemporânea em 2014  é uma fraude! Olha-se mais aos lóbis que a qualidade.

Você percorreu diferentes países da Europa, que comentários você faz sobre a importância dessas experiências?
As experiencias multiculturais para todo o ser vivo é duma grande utilidade, para os artistas é " como pão para a boca ", ver o que um pintor ou um escultor  de um determinado país faz é um chamamento á imaginação e permite questionar muita matéria vista até então.

Quais são suas expectativas em relação ao Brasil?
O Brasil para mim como artista, devido á sua dimensão, e multiculturalidade a começar pela arte do seu povo de origem, que são os índios, são uma fonte de fruição e fertilidade, tal como o trabalho criativo de muitos artistas. Contesto assim as sementes cristãs deixadas pelos colonizadores Portugueses. Gostaria de desenvolver durante algum tempo, a minha atividade com o meio intelectual Brasileiro e artístico. Apesar de ter sido convidado pelo fundador dos ” Pontos de Cultura” no Brasil, para ir desenvolver um projecto de ensino artístico, mas na altura encontrava-me demasiado ocupado, isto aconteceu á cerca de 7 anos atras.

Quais são seus planos para o futuro?
Viver em Liberdade de raciocínio e criação! Eis as minhas expectativas de futuro e olhar da minha janela neste lindo por de sol para esta Lisboa antiga! ou em outro local que me encante e estimule e que se respeite o direito á vida intelectual e física.













































Monumento  da República 



Monumento da República  


Paimel Rainha de Santa Isabel.


Melício nasceu no Lobito Angola, (tendo conhecido o fundador e primeiro Presidente 
da República de Angola Dr. Agostinho Neto, amigo de seu pai) reside em Lisboa desde os 9 
anos de idade. Viveu e teve atelier no Bairro do Pigalle em Paris e tendo passado longos 
períodos de criação, estudo e convívio em Milão, Hanôver, Moscovo e Madrid trabalhou com 
o prestigiado escultor Cardenas restaurador do Brooklyn Museum em New York. Realizou 
mais de duas centenas de exposições nacionais e internacionais, tendo aí sido atribuído vários 
prémios.
A sua obra plástica reparte-se por várias modalidades. O modo que caracteriza a sua 
atuação nos diversos domínios tem como resultado trabalhos exaustivos cuja dedicação traduz 
o seu empenho e persistência. Quando jovem no tempo da ditadura governamental em 
Portugal, dedicou-se á pintura realista com murais pintados na via pública retratando a luta 
de classes e o colonialismo.
Do barro, gesso, desenho e da pintura transita para as artes do fogo, sem descurar a 
insistência em que as primeiras disciplinas o envolvem. Encara porém a cerâmica, 
designadamente a azulejaria moderna, com uma avidez que se torna obsessão. Essa constante 
caminha a par do design de iluminarias, automóveis e embalagens, restauro de estuques 
decorativos, frescos e do vitrinismo, na arquitetura. Na atualidade o HÍPER REALISMO 
(tamanho real da figura humana) é a sua criação praticamente em exclusivo destacando-se as 
esculturas em fundição a bronze e resina, tal como o desenho a pastel seco, carvão e grafit, 
dando-lhe assim o prestígio nacional e mundial a par dos grandes do HÍPER REALISMO.
Da textura da pedra, que esculpiu nos anos setenta e oitenta no seu atelier na 
encantadora e palaciana Vila de Sintra onde produziu dezenas de peças de escultura e 
iluminarias de interiores fazendo uso de maquinaria industrial e manual.
Fez parte da equipa técnica do projeto paisagístico do “ Corredor Verde do Parque 
Monsanto “ em Lisboa, coordenada pelo Comendador Professor Doutor Arquiteto Gonçalo 
Ribeiro Teles, assessor no Ministério da Cultura e da Coordenação Científica quando o 
Ministro era o Professor Doutor Francisco Lucas Pires e assessor quando o Ministro da 
Cultura era o Comendador Dr. Coimbra Martins, assessor no Município de Lisboa durante 8 
anos e Dinamizador Cultural e Guia, desde 1994 na Junta de Freguesia de S. João de Deus 
em Lisboa, assume igualmente funções de Docência no domínio da Escultura, Cerâmica e 
Desenho desde o ensino primário ao universitário, onde muitos dos seus alunos são hoje artistas. Convidado pela prestigiada e bicentenária instituição pedagógica Casa Pia de Lisboa, 
para Professor/ Artista na Escola Maria Pia, cuja vocação de ensino é as Artes.
Fundou em 1994 vários atelier/escola de ensino artístico para crianças e adultos, em 
vários locais da cidade com o apoio do Município de Lisboa, estando uma delas ainda em 
funcionamento na Freguesia de S. João de Deus, tendo como base a filosofia de ensino livre 
do pedagogo Inglês A. S. NEILL, fundador da Escola SUMMERHILL lendária como bastião 
da liberdade no ensino e respeito á criança.
Com muitas obras dispersas pelo espaço público de vilas e cidades em Portugal, 
Museus, Bancos e outras Instituições e Coleções Privadas, merecem contudo atenção as de 
maior visibilidade pública na cidade de Lisboa: como o friso em tela que encima a porta de 
entrada do carismático Café “ A Brasileira “ frequentado pela intelectualidade Lisboeta 
incluindo o Poeta Fernando Pessoa, situado no Bairro do Chiado, na Baixa Pombalina, as 
esculturas de bronze hiper-realistas “ A Família “ no Jardim Fernando Pessa da Assembleia 
Municipal e as “ Brincadeiras de Crianças “ que se encontram no Parque Monsanto e o 
Monumento de cerâmica suspenso em arcos metálicos dedicado à Vida e Obra da Rainha 
Santa Isabel e Rei D. Dinis, frente ao Edifício-Sede do principal Banco Português: Caixa 
Geral de Depósitos. Tem igualmente obras na Rússia, Espanha, Itália, Roménia, Alemanha, 
França, Líbia, Palestina, Brasil, México, Cuba, USA e Iraque. Foi selecionado pela 
administração do Metropolitano de Lisboa para a decoração de uma das suas estações 

subterrâneas.


Maurizio Cattelan

Maurizio Cattelan
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