segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Conversando sobre Arte entrevista com o artista e curador Pedro Vasconcellos.





Quem é Pedro Vasconcellos? 
Carioca, casado, nascido em 21 de janeiro de 1980, aquariano com ascendente em aires e lua em peixes.  Fui criado entre a cidade do Rio de Janeiro e a fazenda da minha família em Levy Gasparian, RJ.
Sou artista plástico, curador e publicitário. Formado pela EAV em Artes Visuais e pós-graduado em Comunicação Social pela PUC-RJ. Fui premiado algumas vezes como artista revelação, participei de cursos livres, como formação complementar no Brasil e no exterior e, até o momento, realizei cinco exposições individuais, alguns projetos coletivos e participei de feiras de arte nacionais e internacionais, como a Artigo Contemporânea 2014 e Scope Contemporary Art Fair em 2014.
Desde 2010 atuo como crítico de arte e curador independente.


Como a arte entrou em sua vida?
A partir da infância e das muitas viagens para a fazenda, onde eu mesmo criava meus brinquedos e universo.
No Rio, comecei frequentando aulas de carpintaria a partir dos 5 anos e em seguida a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, também no Rio de Janeiro., por onde estudei por 6 anos. Fiz um curso com o professor Charles Watson.

Qual foi sua formação artística?
 Tive apenas uma professora, já falecida, chamada Cecília. A aula era múltipla, com diferentes técnicas e suportes, desde pintura até argila, passando por colagem e esculturas.


Que artistas influenciam em sua obra? 
Atualmente busco referências inconscientes nos trabalhos do Waltercio Caldas, Carla Guagliardi, Marcia Thompson, Marcius Galan, Felipe Coehn, entre outros. 


Como você descreve seu trabalho?
Há cerca de 2 anos estou desenvolvendo uma série de esculturas (costumo chamá-las de peças) entitulada  de “Presente Ausente”. Trato, usando diferentes suportes como vidro, madeira, parafina, concreto e etc, de uma questão bem contemporânea, a dificuldade de vivermos o momento presente e estarmos no aqui agora.
A partir do momento que a tinta sobre tela era pouco, busquei no meu inicio a linguagem 3d, dos materiais e texturas para falar de um problema bem pessoal e que vejo identificação ao meu redor.


O material brasileiro para pintura já tem a qualidade desejada? 
Atualmente não tenho trabalhado com pintura, mas os materiais daqui poderiam ser melhores e mais acessíveis.


É possível viver de arte no Brasil? 
É. Tudo é uma questão de equilíbrio, tanto no seu padrão de vida quanto a forma de se posicionar artisticamente. Da mesma forma que a arte é uma expressão plural, a maneira como viver dela também é.


Você pode falar do seu trabalho como curador?
 O trabalho como curador começou a partir do momento que comecei a colecionar arte, através de compra e troca com outros artistas. Estudei diferentes linguagens, frequentei e conheci muitas feiras, ateliers e exposições, eduquei o meu olhar e, como artista plastico, busco ver a verdade materializada em forma de arte.
Há mais de 3 anos faço a curadoria das exposições realizadas no Zbra Hostel, no Rio de Janeiro. Tive a felicidade de dar oportunidade a mais de 50 artistas iniciantes, coletivos, artistas já consagrados e mostrar a um novo público o seu trabalho. Nessas oportunidades o meu interesse é deixar o artista a vontade, buscar a sua verdade interior e criar um projeto único.  

Como você estuda e se atualiza?
Conhecendo gente.


Qual sua opinião sobre as Feiras de Arte?
 As feiras de artes são locais onde a compra e venda de arte acontece de maneira franca. A intimidade das galeiras não está ali e o interesse naquele momento é comercial. É bom que seja assim, se todos estiverem alinhados.
Feiras internacionais ainda se sobressaem pela multiplicidade de técnicas, linguagens, suportes e coragem.

Você  é representado  por uma galeria? O que é necessário para isso?
 Em algumas feiras, principalmente em feiras internacionais, sou representado pela galeria Suíço-Argentina, C-Arte.
É preciso querer, ter um bom trabalho e identificação entre as partes.


 Quais são seus planos para o futuro?
 Continuar produzindo, vivendo um dia de cada vez.























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Maurizio Cattelan

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