terça-feira, 18 de novembro de 2014

A 1500 Babilônia exibe Samsara, do fotógrafo nipo-brasileiro Hirosuke Kitamura (apelidado de Oske)




1500 Babilônia exibe Samsara, do fotógrafo nipo-brasileiro Hirosuke Kitamura (apelidado de Oske), composta por 16 imagens feitas durante suas viagens à Índia.

Nascido em Osaka, Japão, e morador de Salvador da Bahia, Oske se sentiu impactado durante suas expedições pela Índia. A cultura extremamente exótica e o caos desenfreado das cidades o impregnaram a ponto de lhe dar a sensação de estar percorrendo um labirinto. Não obstante essa realidade desordenada, Oske percebeu uma ordem natural operando através do forte contato entre os seres humanos e os elementos da natureza, de tal modo que uma profunda serenidade emana entre aquele povo.

Esta conexão entre o homem e a natureza, a transformação, a morte e a vida infinita é uma crença espiritual enraizada na cultura indiana. Desta percepção surgiu a série Samsara, na qual o fotógrafo explora o movimento dos corpos humanos, cenas cotidianas como o banho no Ganges, a textura da carne crua dos animais, que se transformam pela passagem do tempo. O cenário gerado por essas imagens não expressa alegria, preocupação, tristeza nem raiva, simplesmente vai passando com o silêncio que emana dele.

Dentro do hinduísmo e de outras religiões orientais, Samsara representa o ciclo de renascimento. Segundo esta filosofia, após a morte, a alma vai para Lua, cai com a chuva e passa para as plantas. A planta, ao ser comida pelo homem, é absorvida e se transforma no esperma. Após o sexo, o espírito volta novamente à vida através do nascimento de um novo ser. Estes fenômenos de interligação entre todos os elementos – ambiente, corpo e espírito - aparecem e desaparecem na escuridão, mostrando o círculo infinito de Samsara.

Neste novo trabalho, não existe separação de tempo e espaço, paraíso e inferno, dia e noite, pois não existe definição de nada, apenas a mistura desses elementos silenciosos com a natureza humana. Nas palavras de Oske: “Ainda não consigo compreender exatamente o que eu vi na Índia. Talvez este mundo sem rumo, sem certezas, também seja como o círculo de Samsara, que segue misterioso e me hipnotizando.”.

Link para visualização e download de imagens: http://bit.ly/1ydzIKc


Exposição: Samsara, de Hirosuke Kitamura (Oske)               
Direção: Alex Bueno de Moraes
Abertura: 22 de novembro de 2014, sábado, das 15 às 22h
Período: 27 de novembro de 2014 a 21 de fevereiro de 2015
Local: 1500 Babilônia – www.1500babilonia.com
Rua Marquês de Abrantes, 19, Babilônia, Leme - Rio de Janeiro
Horário: Quinta e sexta-feira, das 11 às 20h. Sábado, das 12 às 18h ou por agendamento.
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1500 BABILÔNIA E SAMSARA DE HIROSUKE KITAMURA

A 1500 Babilônia exibe Samsara, do fotógrafo nipo-brasileiro Hirosuke Kitamura (apelidado de Oske), composta por 16 imagens feitas durante suas viagens à Índia.

Nascido em Osaka, Japão, e morador de Salvador da Bahia, Oske se sentiu impactado durante suas expedições pela Índia. A cultura extremamente exótica e o caos desenfreado das cidades o impregnaram a ponto de lhe dar a sensação de estar percorrendo um labirinto. Não obstante essa realidade desordenada, Oske percebeu uma ordem natural operando através do forte contato entre os seres humanos e os elementos da natureza, de tal modo que uma profunda serenidade emana entre aquele povo.

Esta conexão entre o homem e a natureza, a transformação, a morte e a vida infinita é uma crença espiritual enraizada na cultura indiana. Desta percepção surgiu a série Samsara, na qual o fotógrafo explora o movimento dos corpos humanos, cenas cotidianas como o banho no Ganges, a textura da carne crua dos animais, que se transformam pela passagem do tempo. O cenário gerado por essas imagens não expressa alegria, preocupação, tristeza nem raiva, simplesmente vai passando com o silêncio que emana dele.

Dentro do hinduísmo e de outras religiões orientais, Samsara representa o ciclo de renascimento. Segundo esta filosofia, após a morte, a alma vai para Lua, cai com a chuva e passa para as plantas. A planta, ao ser comida pelo homem, é absorvida e se transforma no esperma. Após o sexo, o espírito volta novamente à vida através do nascimento de um novo ser. Estes fenômenos de interligação entre todos os elementos – ambiente, corpo e espírito - aparecem e desaparecem na escuridão, mostrando o círculo infinito de Samsara.

Neste novo trabalho, não existe separação de tempo e espaço, paraíso e inferno, dia e noite, pois não existe definição de nada, apenas a mistura desses elementos silenciosos com a natureza humana. Nas palavras de Oske: “Ainda não consigo compreender exatamente o que eu vi na Índia. Talvez este mundo sem rumo, sem certezas, também seja como o círculo de Samsara, que segue misterioso e me hipnotizando.”.

Exposição:                            Samsara, de Hirosuke Kitamura (Oske)               
Direção:                                 Alex Bueno de Moraes
Abertura:                               22 de novembro de 2014, sábado, das 15 às 22h
Período:                                27 de novembro de 2014 a 21 de fevereiro de 2015
Local:                                     1500 Babilônia – www.1500babilonia.com
Rua Marquês de Abrantes, 19, Babilônia, Leme - Rio de Janeiro
Horário:                                  Quinta e sexta-feira, das 11 às 20h. Sábado, das 12 às 18h ou por agendamento.
No de obras:                           16
Técnica:                                 Fotografia

Dimensões:                            80 x 80 cm e 100 x 100 cm

Preços:                                   R$ 8.500 a R$ 21.000



Assessoria de Imprensa
Balady Comunicação - Silvia Balady/ Zeca Florentino
Tel.: (11) 3814-3382 – contato@balady.com.br



Hirosuke Kitamura (Oske)

Formado em Letras pela Universidade de Estudos Estrangeiros de Kyoto, Hirosuke veio para o Brasil em 1990 como estudante de intercâmbio. Em 1993, estudou processos contemporâneos, pintura e desenho no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA). Em 1995, fez um curso intensivo de fotografia, depois que começou a trabalhar como fotógrafo freelancer. Em 1997, ele se tornou um correspondente da revista japonesa sobre música Latina, fornecendo artigos e imagens em eventos musicais em todo o Brasil. O trabalho de Hirosuke foi exposto em diversas mostras individuais e coletivas, e está presente em importantes coleções como o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP).  Ele atualmente vive em Salvador, Bahia.


1500 Babilônia

A 1500 Babilônia é uma galeria de arte contemporânea especializada em fotografia, representando os artistas Julio Bittencourt, Bruno Cals, Edouard Fraipont, Beatriz Franco e Hirosuke Kitamura (Oske). Foi fundada como 1500 Gallery em 2010, em New York City. Em 2014, já como 1500 Babilonia, mudou-se para o Rio de Janeiro pelas mãos de Alex Bueno de Moraes, seu idealizador. O projeto, especialmente desenvolvido para abrigar a galeria, se localiza no Morro da Babilônia, no Leme. A galeria tem assistência curatorial de Ilana Bessler, curadora independente baseada em São Paulo.

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Maurizio Cattelan

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