quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Conversando Sobre Arte entrevistado o artista Antonio Carlos Tuneu Rodrigues



 Antonio Carlos Tuneu Rodrigues, por favor fale de sua vida, sua carreira, de seu trabalho e de seus planos para o futuro.

Nasci em SP em 1948 Minha infância foi no centro da cidade, tudo muito normal, mas na adolescência acostumado a ver pintura me interessei profundamente. Conheci Tarsila do Amaral nesta época sendo amigo de seus sobrinhos e vizinho de alguns deles começamos uma troca que virou aula. E até sua morte vivi uma intensa conversa sobre arte e cultura fundamentais. Vivo a dezenove anos com  a mesma pessoa e tem sido  um intensa troca e apoio interpessoal da melhor qualidade, tanto que casamos.
Sou professor de pintura no instituto de arte da Unicamp em Campinas, SP. desde 1990. Ministrei curso de aquarela  por mais de dez anos no MAM, SP.
Os artista mais importante para minha formação foram os artista concretos, neo concretos, Albers, Klee, Volpi, Tarsila, para falar de alguns.
Meu trabalho é construtivo abstrato. Pinto com tinta acrílica e aquarela principalmente embora tenha aprendido pintura com óleo.  Usei algumas acrílicas  nacionais acho material bem bom.
Gosto de dar aulas principalmente depois de certa idade pois acho que devemos passar o que sabemos. 
Viver de arte não sei se dá. Para alguns da. Sobreviver de arte pode ser. (?)
A troca entre Rio e SP é ainda muito bairrista, muito fechado. Tenho visto mais artistas do Rio aqui ultimamente.
Espero futuramente viabilizar projeto de livro que está em andamento. E por enquanto não tenho planos para o Rio de Janeiro.


Composição Abstrata, 1971. Técnica mista sobre papel. 52 x 69 cm.


Composição Abstrata, s.d. Técnica mista sobre papel. 51 x 69 cm.



Sem título, 1979. Acrílica sobre tela. 73 x 100 cm.


Sem título, 1988.


Sem título.


Sem título, 2004. Acrílica sobre cartão. 82 x 82 cm.


Sem título, 2008.


Sem título, 2008.



Sem título, 2009.Cardboard tube and acrylic on canvas.


Sem título, 2009. Madeira e acrílica sobre tela.


Tensão, 2009. Tube e acrílica sobre cartão. 40 x 60 cm.


Sem título, 2012. Aquarela.


Sem título, 2013. Aquarela. 110x110 cm.

Dobradura, 2013. Galeria Raquel Arnaud, São Paulo, SP.



São Raimundo Nonato, 2006.


Pariquera-Açu, S.P., 2008.





COLORING THE VOID


Marco Giannotti
The act of choosing a material to produce an object is expressive in itself. Watercolors have been present in Tuneu’s work since the 1970s.



This technique always challenges artists to test the limits imposed by the line, because of its characteristics. Tuneu’s method consists in overlaying thin washes of delicately mixed colors. A luminous transparent effect is obtained by overlaying chromatic layers. The whiteness of the paper is crucial in this case. It is essential for this series of works that the Arches paper have a specific thickness, texture and grammage, to create such an effect.

Watercolor began to be valued as an artistic medium in England in the early 19th century. Artists such as J.M.W. Turner (1775-1851) and John Constable (1776-1837), fleeing from an increasingly gloomy academic painting, used watercolors as a technical resource in their search for a certain effect of light. On the other hand, the introduction of chemical pigments brought about a profound transformation in the painter’s palette, which began to rely on artificial colors. The colors applied in painting became increasingly distant from the color present in natural objects – they began to act as signs, apart from the colors perceived in nature. More rigorous chromatic compositions led artists to find support in chromatic theories such as those by Goethe, Chevreul and Ostwald. Colors began to be seen in their physiological dimension, in the effects they produced internally in the observer’s eye. The optical experience became more abstract insofar as the painters, instead of looking at nature in the search for external stimuli, arbitrarily used the colors arranged on their palette in order to express an inner state. Rather than describing a physical behavior of light, the chromatic circle became a resource for exploring the physiological, psychic and spiritual dimensions of color. The studies of chromatic landscapes made by Goethe 150 years ago teach us to see abstract paintings with other eyes.

The fold also refers to the Japanese paper folding technique that influenced the Brazilian Neo-Concrete movement. How to think of Lygia Clark’s Bichos without considering origami? When, in the previous reliefs made by Tuneu, the folds were literal, now they appear as an idea, they only take place in our imagination. The chromatic cuts implied in the folds reveal a latent square that recalls Bauhaus or Josef Albers (1888-1976), an artist celebrated for his Homage to the Square and his book Interaction of Color. However, I believe that a concrete or aseptic interpretation does not effectively bring us closer to understanding Tuneu’s watercolors. Besides the fold, in this work there is always an empty internal space that refers to a Zen rock garden, something that effectively cannot be seen. As another master of color, Matisse (1869-1954), said: “colors exist and, nevertheless, they do not exist.”






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Maurizio Cattelan

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