quarta-feira, 3 de setembro de 2014

“Uma conversa com W.K. Nelson Leirner na Galeria Silvia Cintra + Box 4






“Uma conversa com W.K.” - Nelson Leirner apresenta o trabalho mais emblemático entre os artistas com quem já dialogou.
A arte do sul-africano William Kentridge, com todo seu movimento, sombras e elementos multimídias, é um convite para um encontro com o mais novo trabalho de Nelson Leirner. Em “Uma conversa com W.K.”, em cartaz a partir de 09 de setembro, na galeria Silvia Cintra + Box 4, Nelson constrói uma série de imagens nas quais as obras de cada um se fundem, criando uma instigante interseção. Como nas exposições anteriores, onde estabeleceu diálogos com grandes artistas, a exemplo de Duchamp, Leonardo Da Vinci, Mondrian, Fontana e o búlgaro Christo, a homenagem a Kentridge surge primeiro de uma oposição para depois encontrar sua identificação. “Kentridge é ruído e movimento. Eu sou silêncio; sou tantas cores e ele, sombras, dramaticidade”, compara. Se estas diferenças aparecem no trabalho de cada um, é na crítica à condição política do Brasil e da África do Sul em que se dá a identificação. “Ao estudar vida e obra do artista, descobri que há muito em comum em nossas trajetórias”, conta Leirner, lembrando que ambos foram vozes ativas contra o estado de exceção em seus países. Kentridge, no que diz respeito ao Apartheid, e Nelson que foi, sem dúvida, um dos mais contundentes críticos à ditadura brasileira. 
A primeira vez que Leirner teve contato com Kentridge foi na 6ª Bienal do Mercosul, em Porto Alegre, e, segundo o artista, foi 
bastante impactante. “Esta exposição talvez apresente o trabalho mais emblemático entre os artistas com quem já dialoguei”, afirma o artista. Sobre esta conversa constante, aliás, Nelson faz a seguinte reflexão: “Quase sempre deixo muito claro com quem estou dialogando ou uso de uma metalinguagem para criticar o sistema da arte. É impossível não encontrar referência histórica na obra de arte, pois não procuramos originalidade, mas sim um fio condutor que sempre aparece mesmo inconscientemente”. 
A mostra traz trabalhos bidimensionais, onde relevos se juntam à tela, realizados em técnica mista. Uma conversa com W.K. fica 
em cartaz até 11 de outubro












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Maurizio Cattelan

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