sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Conversando sobre Arte entrevistada Maria Tomás





Márcio Fonseca, agradeço este seu convite tão especial e raro, que se me apresenta como um delicioso desafio para que possa falar sobre o meu trabalho assim como da vida pessoal, seu enquadramento sócio - político, bem como do sistema das artes hoje.
Nestas turbulentas sociedades em que vivemos…
Faço-o com muito estímulo. As pertinentes questões que me coloca podem levar-nos a abordagens diversas e interessantes sobre o fenómeno artístico.
Gostaria de o louvar, Márcio Fonseca pela sua dedicação e investimento diário na procura em relevar tanto os artistas como o sistema das Artes Visuais.
Adoraria que esta conversa pudesse ser realizada, bebendo uma cervejinha, sentados no murinho de pedra na Urca, mesmo junto ao mar.

Caso concorde, enfatizo a “bold” alguns conceitos que considero basilares e recorrentes no meu imaginário. Estou em crer que no final, eles estabelecerão um fio condutor da conversa.

Irei respondendo às suas questões tentando respeitar a sua ordem, contudo em alguns casos, senti que uns assuntos remetiam para outros.


Foto: Homem de Melo, 2014.



Respostas (1, 2)

São passados cinco anos que estive no Rio de Janeiro a expor pela terceira vez. A primeira, como participante de uma exposição colectiva de representação de artistas Portugueses no Laurinda Santos Lobo em 1998. Mais tarde realizei duas Residências Artísticas (2009 e 2007) com mostra do trabalho concretizado.
Desde o primeiro momento senti que essa é a cidade onde gostaria de ter nascido e vivido.
Eu sou do Sul.
Contudo, as nossas escolhas fundamentais são precedidas pelas de nossos pais e avós. No meu caso, sou descendente de gerações perdidas de Açorianos. Os meus pais, “babyboomers” assumidos, vinham da aristocracia rural e tiveram cinco filhas. Sou a mais nova (caçula) facto que me proporcionou a “felicidade” de ter sido educada pelos pais e mais quatro “madrastas” !?
Uma infância assaz interessante, em que o Pai não rompeu com a tradição masculina da família e da época, vivendo uma “pseudo-euforia dandy”. Nas horas vagas do seu trabalho de Despachante de Alfandega da pequena Ilha de Santa Maria, onde o ambiente do pós-guerra e a implantação da base militar americana, propíciava devaneios e novos contactos com o inicio do “American way of life”, meu pai, era um apaixonado bricoleur, com quem aprendi desde muito pequena a trabalhar e modificar a matéria.
A minha Mãe, professora e poetisa (trocou alguma correspondência com Cecília Meireles e faz parte da Antologia de Poetas Açorianos) parecia levitar entre a música clássica, a filosofia e a educação das crianças da Ilha. Nas tardes de verão de céu e mar azul, era comum o lanche no jardim, com amigos das irmãs adolescentes, em que a minha mãe levantava questões sobre variadíssimos assuntos.
Fixei para sempre uma tarde, que discutiam animadamente e sem solução à vista, se o belo residiria em nós ou nas coisas.
Foi com ela que apreendi e conheci o forte apelo da natureza vulcânica, das brumas marítimas, bem como da constante e sempre diferente presença da linha do horizonte.
Fui crescendo neste ambiente aparentemente antagónico e por isso tão pleno em diversidade e multiplicidade Deste modo, Maria José Tomás Pacheco Medeiros Saavedra, casada pela terceira vez, sem filhos por opção, começou a relacionar-se com a solidão insular e a reflexão sobre a infinitude dos espaços
Assim, de forma quase natural e de praxis diária, relacionei-me com os assuntos inerentes ao trabalho, à modificação da matéria, como também a muitas questões ligadas à Estética e Ética.


Respostas (3,6 ,7 e 11)

Quando tinha 11 anos, deixamos de viver nos Açores.
Juntamente com a minha mãe e irmãs viemos viver para Lisboa para podermos frequentar os nossos estudos de grau superior inexistentes, na época , nos Açores.
Aos 13 anos, iniciei a aprendizagem do Desenho Clássico, no atelier de pintor famoso, ex-discípulo do Mestre Malhoa com quem aprendi todas as técnicas do desenho antigo (já em desuso…) mas que tem vindo a revelar-se muito importantes no trabalho de atelier.
Paralelamente tive a sorte e oportunidade de começar a ser visita assídua dos cafés de artistas e da Faculdade de Belas Artes, onde duas irmãs minhas já estavam a frequentar os Cursos superiores de Pintura e Escultura.
Na idade própria ingressei nas Belas Artes, tendo entretanto realizado, com alguma distinção, o curso de Análises Clínicas da Faculdade de Medicina, tendo sido convidada a trabalhar em Micologia Médica no laboratório da Universidade, pelo Professor Juvenal Esteves, dermatologista, grande humanista e coleccionador de Arte Ming.
Aceitei por sede de conhecimento, interesse científico, paixão pelo Reino fúngico e também porque já tinha a consciência de que em Portugal era quase impossível subsistir como artista, situação que tem vindo a manter-se e a agravar-se ao longo dos anos. Num mercado da Arte muito frágil, em que não tem havido políticas governamentais sérias e estruturantes que protejam e incentivem as várias áreas da Cultura.
Quase todos os artistas portugueses, salvo uma ou duas excepções, tem vivido dando aulas privadas ou oficiais, trabalhando em Artes gráficas, noutras áreas, ou aceitando regras de Galerias de Arte que subsistem num mercado sem regulamentação…
Deste modo, mantive o meu interesse a trabalhar no Laboratório de Micologia, enquanto realizei o curso de Pintura na Faculdade de Belas Artes de Lisboa e prossegui a minha actividade artística.
São duas profissões que me apaixonam e se complementam, enquanto me asseguram o que considero de maior importância na vida: o meu“espaço de liberdade” face ao insípido e por vezes perverso mercado da arte.
Hoje, estou certa que todo o sistema das Artes Ocidentais está a ser transformado num discurso social sem conteúdos, enquanto assistimos à redução da Arte a mercadoria.
Acho muito grave este incentivo institucional generalizado às “Indústrias Culturais” que mata a transcendência e reduz a Arte a objecto de consumo e de fruição instantânea.

Respostas (4,5)

A minha “weltanschauung” está sempre em permanente abertura à consciência múltipla do nosso micro e macrocosmo. É a partir do conhecimento, estudo e praxis que me interesso tanto pelos clássicos, como pela estética ou a filosofia da linguagem e me apaixono por Leibniz e a sua Monadalogia.
Diria que, mais do que um ou vários artistas da História da Arte, quem me influencia fortemente são os teóricos que leio e alguns fragmentos de obras de arte, assim como da natureza que fixo com olhar severamente microscópico.
A minha percepção das coisas está sempre num ponto do espaço entre o micro e o macro, o que me leva a ter uma enorme exigência técnica e um preciosismo rigoroso no fazer.
Contudo, não poderei nunca deixar de referir artistas com quem me deslumbro, de entre os quais coloco no topo Giotto e os seus frescos da Capela Degli Strovegni em Pádua; Malevich, com os seus “Circle” e os “Suprematist Painting”; Hanselm Kieffer; Ernesto Neto.
Mais recentemente, tenho de referir uma das mais fortes emoções estéticas que já vivi. Conheci Inhotim Arte Contemporânea. Há muito que não experimentava com tamanha força, a plenitude dos sentidos. Intransmissível.
Tomei aí contacto com Cildo Meireles e a sua instalação “Através”que é para mim tão poderosa como o silêncio de John Cage ou a translucidez das brumas e neblinas das minhas Ilhas e as fantásticas formas fúngicas que encontro ao microscópio.
É pois desta imensa e maravilhosa pluralidade de interesses que trabalho diáriamente tanto no desenho a grafite como na pintura a óleo sobre tela, na Gravura em metal e Litografia.
A técnica alquímica da gravura é fascinante.
A abordagem oficinal é-me muito estimulante e talvez por isso, terei sido conviadada (1989/90) para desenvolver um projecto no Departamento de Gravura da Slade School of London, onde estive apoiada pela Fundação C. Gulbenkian .
Mais tarde vim a ser a responsável pelo Departamento de Gravura e Litografia da Galeria Diferença em Lisboa, Associação de Artistas a que pertenço e da qual fui membro da Direcção durante 5 anos.
Divirto-me também quando construo pequenos objectos a partir dos fragmentos do meu trabalho ou reutilizo as matrizes de cobre da gravura. Partindo de matrizes gravadas pelas técnicas de àgua forte e água tinta, que são o suporte da imagem que irá ser transposta para pequenas tiragens de gravura em papel “Arches”, que não ultrapassam os quatro a seis exemplares.
A matriz, em cobre gravado é por si só um objecto belíssimo.
Por norma, ela deverá ser destruída pelo próprio artista, garantindo a impossibilidade de qualquer outra edição posterior.
O meu modo de destruição da matriz, é o de reinventar – neste caso caixas em madeira pintada a tempera e óleo, em que a chapa de cobre gravada faz parte integrante.
O novo objecto é então suporte de inutilização da matriz, enquanto a eleva a objecto de fruição estética e a intervenção efectuada. Retiro o seu conteúdo funcional, conferindo- lhe uma nova ordem semiótica.
É na problemática da reprodutibilidade, enquanto facto simbólico, que é situado o “campus” do meu trabalho.
Apetece-me imenso agora, homenagear e agradecer Fernando de Azevedo, grande artista e curador atento que apoiou várias gerações de artistas portugueses enquanto Director do Serviço de Belas Artes da Fundação Calouste Gulbenkian, citanto-o sobre o meu trabalho:

“ Repartindo-se entre a pintura e a gravura, Maria Tomás tem conferido a uma e a outra destas artes, e com as técnicas próprias, uma relação íntima. As pesquisas precisam-se - nesta artista trata-se, de facto de pesquisa – nas duas linguagens, mas aceitam-se como que numa direcção comum: uma espécie de oscilação entre o uno e a repetição, entre a parte e o todo em relação mural, espacial, portanto.
Cada parte vem enriquecer-se na sua integração repartida na composição final e, à medida que se integra, vai-se modificando, não modularmente, mas por relação, podendo, porém, continuar a ser vista, retomada só por si e pelo que vale como unidade. Daí o carácter de instalação que vem conferindo às suas exposições, onde o espaço é tão importante como marcha modular do trabalho.
De certo modo, Maria Tomás – e é nisso que a sua experiência se torna tão interessante e especial – retoma o retábulo, a persistente tradição modular e expressional da pintura, ao mesmo tempo que se inscreve num ponto de partida minimal que se estende a um seu contrário, à exaltação exteriorizada do barroco. Assim, poderíamos pensar, creio que é o caso, num lado português, bem nosso, desses entendimentos. O que é, creio eu, bem estimulante de ver feito pintura, com dimensões e aprofundamento, como o deseja e se propõe fazer e tem vindo a provar ser capaz, a artista.”



 (9, 10, 11 )

As Residências Artísticas que realizei no Brasil, revelaram-se muito importantes na troca de conhecimentos e experiências humanas e artísticas diversas. A riqueza e pujança criativa e cultural dos meus colegas brasileiros é de tal modo forte que contagia e estimula o artista residente que se encontra fora da sua zona de conforto.
É certo que a minha experiência aí, foi acompanhada de uma certa “desilusão”, já que o nosso propósito seria estabelecer um intercâmbio entre o Rio de Janeiro e Lisboa, que acabou por não ter continuidade…ou seja, a parceria entre o Centro Português de Serigrafia de Lisboa e a Associação Chave Mestra de Santa Teresa, deu oportunidade à residência e exposição de um artista brasileiro em Lisboa e de uma artista portuguesa no Rio, tendo ficado por aí, talvez por dificuldade de financiamento público para os artistas portugueses e por ausência de resiliência por parte dos colegas brasileiros.

(12)

Planos de futuro? Rsrsrs … imensos!
Manter-me disponível para apreender o mundo e se possível poder intervir na reconstrução de uma sociedade mais próxima da essência Humana.
Continuar a trabalhar nas áreas da criação artística que fui narrando ao longo da nossa conversa.
Neste momento, na sequência da minha recente instalação “Emergir- identity specific” preparo a convite e do Museu do Carmo em Lisboa, um projecto a realizar nesse espaço maravilhoso.
Assim como alimento a vontade de vir a fazer uma Residência Artística de Pintura em Paris.
Mantendo Insulamento, o projecto de Land Art mais envolvente e desafiador da minha vida que irei trabalha-lo a 3D e som para simular a agonia do desabamento final e poder mostrar em Centros de Arte eventualmente interessados.

Um abraço grato e amigo,
Maria Tomás
Alfragide, 12 de Setembro de 2014
Negro mate"- Biblioteca Nacional de Lisboa - 1994



"Dez desenhos Órficos"- Galeria Diferença, Lisboa




" Tempo de Ninguém" painel suspenso, pintado de ambos os lados. Sociedade Portuguesa de Autores- 1992





Continente Negro, 1990. Óleo sobre tela 230x110 cm.





















Emergir-identity specific” Ano de 2013
Imagens da instalação .“Emergir-identity specific”. Trabalhei in situ 8 toneladas de granulado de borracha de pneus. Sala dos Gessos do Museu Militar de Lisboa.
Fotografias de Filipe Romão.






    “Insulamento”, Land art em Santa Maria Açores. 1990/2013.
Fotografias de vários autores.



Montagem



Montagem.








   “Pó de Luar”, instalação de gravura e plexiglass. Galeria Mauá, Santa Teresa, Rio de Janeiro- 2007.
Fotografia vários autores.



 Madeira pintada a óleo.


Gravura referente a caixa, 1999.



Dez Desenhos Órficos. Galeria Direfença, Lisboa.


Negro Mate, 1994. Biblioteca Nacional.



Tempo de Ninguém. Painel. 1130x1800 cm. 



Tempo de Ninguém. Painel, 1992. 1130x1800 cm. 





Vista parcial do painel, 1992.


Silêncio.com.desenho. 2002.




Sem título, 2014. Óleo sobre tela. 90x110 cm.










MARIA TOMÁS

Phone/fax: ( 351 ) 21 471 17 83



Santa Maria, Açores 1951.
Desde 1961 que vive estuda e trabalha em Lisboa

Habilitações/Qualifications:

1995                   Curso de Desenho de Modelo da Sociedade Nacional de Belas Artes.
Curso de Gravura em Metal, Casa das Artes de Tavira.
1990/ 91       Estágio em gravura na Slade School of London,(artista convidada)
1984             Licenciatura em Pintura pela Faculdade de Belas Artes, Universidade Clássica de Lisboa.

Membro/Member

Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa.
Sociedade Portuguesa de Autores.
Cooperativa Diferença, Lisboa
Membro Honorário da Oficina Bartolomeu dos Santos - Tavira

Prémios/Awards
2000        1º Prémio de Pintura - Criação Artística Domingos Rebelo , Direcção Regional da Cultura dos Açores

Scholarship/ Invitations:

1986            Bolsa de apoio à primeira exposição individual, atribuída pela Secretaria de Estado da Cultura
1990/91   Bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian, para estágio, como artista convidada do Departamento de Gravura da Slade School of London.
1991        Seleccionada no Concurso para Projectos Especiais em Artes Plásticas pela Direcção Geral de Acção Cultural, Ministério da Cultura (SEC).
1992/94   Bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, no âmbito da investigação em Pintura, Gravura e Desenho.
1996            Comissária da representação da Galeria Diferença na “V Bienal de Gravura da Amadora”.
1998            Comissária da representação da Galeria Diferença na “VI Bienal de Gravura da Amadora”.
1999            Representante da Secretaria Regional da Cultura dos Açores no Júri de atribuição do Prémio de Escultura “Canto da Maia”.
2000        Comissária da representação da Galeria Diferença na “VII Bienal de Gravura da Amadora”.
2000            Participação no “Encontro de Artistas Açorianos” – Água d’Alto, São Miguel, Açores.

Feiras Internacionais/International Art Fairs:

2005        3ª Edição da Feira de Arte do Estoril - CPS
2004        Estampa, Feira Internacional de Gravura de Madrid, Espanha.- CPS
2003        Feira de Arte Contemporânea de Lisboa - Galeria Fonseca Macedo
2000            Feira de Arte Contemporânea de Lisboa – Galeria Fonseca Macedo
1999        Feira de Arte Contemporânea de Lisboa – Galeria Diferença

Museums and Public collections:
Museus e Colecções
-      Museu Carlos Machado - Ponta Delgada, Açores.
-          Banco Comercial Português, Lisboa.
-          Companhia Portuguesa de Seguros, Lisboa.
-          Museu de Arte Contemporânea do B.C.C., Mass., USA.
-          Stitching International Museum Voor Exlibris En Kleingrafiek.
-          Palácio José do Canto, Ponta Delgada.
-          Fundação Portugal Telecom, Lisboa.
-          Museu Municipal do Desenho, Estremoz.
-      Associação de Advogados de Cascais.
-          Museu de Angra do Heroísmo, Terceira, Açores.
-          Colecção do Senador Barney Frank, USA.
-          Presidência do Governo da Republica Federativa do Brasil.
-          Presidência do Governo Regional dos Açores, Palácio de Sant’Ana, Ponta Delgada.
-          EDA / Açores.
-          Delgado Martins e Associados - Lisboa, Paris / Advogados.
-          Secretaria Regional da Economia, Ponta Delgada, Açores.
-          Henrique Cayatte
-          Professor Doutor Bernardo Pinto de Almeida
-          Professora Doutora Cristina Azevedo Tavares.
-          Fundação António Prates.
-          Atelier DZ9, Rio de Janeiro, Brasil

Exposições de representação oficial de Portugal/Official representations:

1988        “Cinco Gravadores Portugueses no Japão” Galeria Art Dune, Tóquio.
1992        “ Gravura Portuguesa”, Oxford, Inglaterra
1996        “X Exposição Ibero-americana de Grabado”, Instituto Pedro Domecq,México (convite F.C. Gulbenkian)
1998        “Festival de Arte de Portas Abertas” Instituto Laurinda Santos Lobo, Rio de Janeiro.
1999        Bermuda National Gallery, Hamilton. “A Window on the Azores”
2000        “A Window on the Azores” Museu de Arte Moderna, New Bedford, USA.
2004        “30 anos de Gravura Portuguesa” Sofia, Bulgária, a convite do Instituto Camões.

Residências Artísticas/Artistic residence:

2009        Experiências múltiplas” Estudio DZ9. Residencia na casa de Denise Milfont.
2007        Ministério da Cultura do Brasil-MinC. Residência de um mês na Associação Chave Mestra do Rio de Janeiro. Exposição na Galeria Mauá.

Exposições Individuais/Solo exhibitions:

2013        “Emergir-identity specific”, Casa dos Gessos at Lisbon Military Museum.
2009        “Experiências Múltiplas”, Estudio Dz9, Rio de Janeiro, Brasil
2007        “Pó de Luar”, Galeria Mauá, Rio de Janeiro, Brasil.
2002        “Silêncio. Com”, Galeria Fonseca Macedo, Ponta Delgada, Açores
2000            “Florestas, flores, alguns corações e outros mitos”, Sociedade Portuguesa de Autores, Lisboa
“Gravura/Instalação”, Galeria Diferença, Lisboa.
“Gravura/instalação” integrada no II Festival de Gravura de Évora.
2001            “Paisagem”, Galeria Fonseca Macedo, Ponta Delgada, Açores.
1999            “Dez Desenhos Órficos”, Galeria Diferença, Lisboa.
1998        “Florestas, flores, alguns corações e outros mitos”, Galeria Arco 8, Ponta Delgada, Açores.
1995        “O Lado Estético de Sophia”, Galeria Diferença, Lisboa.
1994        “Negro Mate”, Biblioteca Nacional, Lisboa.
1992        “Lugar do Nunca” Galeria Arco 8, Ponta Delgada, Açores.
“Tempo de Ninguém” S.N.B.A., Lisboa.
1990            “Continente Negro” Espaço A, Clube 50, Lisboa.
1988.          “Oceano Contínuo” Galeria Diferença, Lisboa.
“A Continuous Ocean” Galeria do B.C.C., Mass., USA.
1987            “Fragmentário” Pintura/Instalação, S.N.B.A., Lisboa.
 “Desenhos”, Mosteiro da Batalha, Leiria.
 “Pintura/Instalação” Centro de Artes Plásticas de Coimbra.
1986            “Gravura Recente” Galeria Arco 8, Ponta Delgada, Açores.
“Gravura” Galeria Altamira, Lisboa.
                “Pintura/Instalação” Casa das Artes de Tavira

Ilustração e Cinema/Ilustrations and movies:

1995        “D. Silvana”, de Natália Almeida, ed. Autor
1990            Tratamento de fotolitos para a edição fac-similada de “O Compromisso da Misericórdia de Lisboa”, Colecção Fundação Cidade de Lisboa.
1987        “Uma História Grandiosa”, de Natália Almeida, ed. Autor.
1986            Décor e Guarda-Roupa para o filme “O Som da Terra a Tremer” de Rita Azevedo Gomes, produção Inforfilmes.


Exposições Colectivas/Group Shows (selecction)

2010        “20 edição de Portas Abertas” Instituto Laurinda Santos Lobo, Santa Teresa, Rio de Janeiro
                “Ninguém imagina” Galeria Diferença, Lisboa
                “Iniciativa X” Galeria Artecontempo, Lisboa
2009        “Iniciativa X” galeria Artecontempo, Lisboa
2008        Mostra de Arte Portuguesa no Mindelo, CPS, Cabo Verde
2007        “Portas Abertas em Trânsito” SESC, Nova Friburgo, Rio de Janeiro
2006            “50 Anos de Gravura Portuguesa” Palácio da Galeria, Tavira, Portugal
Iniciativa X, Galeria Artecontempo, Lisboa
2005            “Cristo, Palavra e Imagem” Convite do Patriarcado de Lisboa - Congresso Internacional da Nova Evangelização, SNBA, Lisboa.
“Iniciativa X” Galeria Artecontempo, Lisboa.
2004        Exposição de Inauguração do Centro Cultural e de Congressos, Ponta Delgada, Açores
“30 Anos de Gravura Portuguesa na Bulgária”, Galeria Nacional de Arte Estrangeira de Sófia, a convite do Instituto Camões.
2003        “ Colectiva em movimento e vídeos”, Galeria Diferença, Lisboa.
“Açores XX3 x 20 “, Ponta Delgada, Açores
2002            “ Dia do Autor”, Sociedade Portuguesa de Autores, Lisboa.
“Bienal Internacional de Gravura do Douro”
                III Festival Internacional de Gravura de Évora, Portugal
1998            “VII Bienal Internacional de Gravura da Amadora”.
“I Mostra Internacional de Mini Gravura – Vitória 2000”, Museu de Arte do Espírito Santo, Brasil.
“Dos Açores para Timor”, Ponta Delgada, Açores
1999            “Treze Artistas Açoreanos”, Funchal, Madeira (convite )
                “9th International Biennial of Print and Drawing, Taipei, Taiwan.
                “VII Bienal de Artes Plásticas Cidade do Montijo- Prémio Vespeira”
                “100 Anos, 100 Artistas” Centenário da S.N.B.A., Lisboa, Comissário, Pintor Fernando de Azevedo
1997            “Artistas Plásticos na Sociedade Portuguesa de Autores”, Lisboa
                “10 Anos de Gravura na Casa das Artes de Tavira”, Tavira, Portugal
1998            “V Bienal de Gravura da Amadora”.
“12 Artistas Açorianos”, Angra de Heroísmo, Açores.
1996        “250º Aniversário de João Sousa Carvalho”, Câmara Municipal de Estremoz
                “70º Aniversário da S.P.A.”, Lisboa
                “IV Bienal Internacional de Escultura e Desenho das Caldas da Rainha”
1994            “Exposição de Gravura”, Galeria Diferença, Lisboa
“A Ilha dos Amores”, Galeria Diferença/Instituto Camões
“Tendências dos Anos 90”, I Bienal de Artes Plásticas, A.I.P., Porto
1993            “Bienal de Escultura e Desenho”, Caldas da Rainha
                “First International Print Biennial”, Maastricht
1991            Exposição Euro-Americana de Grabado 3/92”, Centro de Grabado Contemporâneo, Coruña, Espanha.
                “Pintura”, Cooperativa Árvore, Porto
                 “III Bienal de Arte dos Açores”, Horta, Açores.
1990            “Exposição Comemorativa da Invenção do Lápis”, Cooperativa Árvore, Porto.
                “Exposição A.A.G.A., Galeria Municipal da Amadora.
1989            “ 25 Anos de Gravura na E.S.B.A.L.”, Lisboa
                “Meio Século de Arte nos Açores”, Presidência Aberta, Casa da Cultura da Horta, Açores.
1988        “V Prémio de Grabado Máximo Ramos”, Museu Municipal Bello Piñero, Espanha.
1987            “IV Exposição Nacional de Gravura”, Galeria de Exposições Temporárias Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa
                “M.A.R.C.A., Feira Internacional de Arte Contemporânea do Funchal, Madeira
                “II Bienal de Arte dos Açores e Atlântico, Angra do Heroísmo, Açores.
1986            “I Bienal Ibero-Americana de Arte Seriado”, Museu de Arte Contemporânea de Sevilha, Espanha
                “III Prémio de Grabado Máximo Ramos”, Museu Municipal Bello Piñero, Espanha.
1985            “Exposição Nacional de Pequeno Formato”, Cascais
                “Colagem, Tapeçaria, Gravura e Desenho”, S.N.B.A., Lisboa
                “V Bienal da Festa do Avante”, Lisboa.
1984            “Novos-Novos”, S.N.B.A., Lisboa.

Bibliography:
Bibliografia
“Fragmentário, Maria Estela Guedes, in, Diário Popular, 1987.- “Design, Arte e Décor”, Emídio Rosa de Oliveira, in Jornal Semanário, Dezembro 1987 -.“Definição de Território Z”, José Ernesto de Sousa, in catálogo da exposição“Oceano Contínuo”,1988 - “Oceano Contínuo”, Maria Estela Guedes, in Diário Popular, Junho 1988.-“Eurico Gonçalves, inO jornal Ilustrado”, Junho 1988.- “ Maria Tomás, a Pintura e os Sentidos”, Maria Leonor Nunes, in Revista Mulheres, Outubro 1988.- Alexandre Melo, in Revista Expresso, 1988.- “ Uma Pintura Assente no Gosto de Dar”, José Flexa, in Diário Popular, Junho 1988.- Alexandre Pomar, in, Expresso Revista, 1988. António Eurico Serpa, in “O Baluarte de Santa Maria”, Julho, 1988.- “Presenças Femininas em Tavira”, Orlando Neves, in Diário de Notícias, 1989.- “ Continente Negro”, Maria Estela Guedes, in catálogo “ Continente Negro”, 1990.- “Breve Encontro”, com Maria Tomás, in Jornal de Letras, 1990.-“Tempo de Ninguém”, Pintor Fernando de Azevedo, in catálogo “ Tempo de Ninguém”, 1992.- “Negro Mate”, Maria Tomás, in “ Negro Mate “, 1994.- Sobre Negro Mate”, Cristina Azevedo Tavares, in, Revista Colóquio Artes, ed. F.C.Gulbenkian, 1994.- “ Dez Desenhos Órficos”, Cristina Azevedo Tavares, in, Jornal de Letras, 1997.-“Florestas, Flores, alguns Corações e outros Mitos”, Natália Almeida, in catálogo da expo.1998.- “O fazer inerente à técnica”, Maria Tomás, catálogo da exposição, Galeria Diferença,1999.- “ Da Infinitude dos Espaços, Rui Saavedra, in, catálogo da exposição S.P.A., 1999.- “Destaque”, in Jornal de Letras, 2007.-“6º Sentido”, Suplemento Cultural nº 474, in Jornal do Barreiro, 2000.- “ Paisagem”, in Diário dos Açores, Dez. 2000.-“Maria Tomás, Paixões a Cores de Basalto e Mar”, Alfredo Natal, in Revista Paralelo38, nº1/2001 -“ Silêncio.com”, Bernardo Pinto de Almeida, in catálogo da exposição, 2002.

Filmed bibliography:
Bibliografia filmada
“Oceano Contínuo”, RTP/1987 – “A mulher e o amor” Grande Reportagem de Barata Feio, RTP/1990 – “Artistas Açorianos” ed.Direcção Regional da Cultura/1995 – “Dez desenhos Órficos” Espaço Vital, RTP/1997 – “Nas asas dos sentidos” produção de Teresa Tomé-.RTPAçores/1998,“Primeiro prémio Domingos Rebelo” RTPAçores/2000 “Paisagem”RTPAçores/2001 – “Entrevista sobre silêncio.com” RTPAçores/2002 – “Participação na Estampa Madrid 2004” RTPAçores.



2 comentários:

elisio summavielle disse...

Gostei. Um excelente percurso. Parabéns à Maria Tomás e ao blogue.

Fernando Simões disse...

Excelente!
Foi um privilégio ter descoberto no FB a Página da Maria Tomás pois, caso contrário, não teria acesso ao produto do seu riquíssimo percurso, nem contaria com a sua presença no grupo dos meus Amigos Virtuais.
Portanto, Parabéns e Obrigado, Maria Tomás

Maurizio Cattelan

Maurizio Cattelan
Now