terça-feira, 5 de agosto de 2014

SESC PIRACICABA ABRE A 12ª EDIÇÃO DA BIENAL NAÏFS DO BRASIL


SESC PIRACICABA ABRE A 12ª EDIÇÃO DA BIENAL NAÏFS DO BRASIL

O Sesc Piracicaba exibe a 12ª edição da Bienal Naïfs do Brasil, com curadoria de Diógenes Moura e participação de 81 artistas, de 16 estados do país, os quais apresentam narrativas originárias de uma percepção sobre suas culturas, retratadas em cenas da vida cotidiana e com sofisticada simplicidade. 106 obras - pinturas, esculturas, gravuras, bordados, tecelagens, entre outros materiais – foram selecionadas pelo júri, este ano formado por Antônio Santoro Junior, Kelly Cecília Teixeira, Oscar D`Ambrosio e Valdeck de Garanhuns. A ideia para compor a Bienal Naïfs do Brasil 2014 é a de extrapolar os limites da estética tradicional e chamar a atenção do público para novos caminhos da produção de arte popular.

Criada em 1992 pela Unidade de Piracicaba do Sesc São Paulo, a Bienal Naïfs do Brasil foi uma iniciativa pioneira ao proporcionar espaço à arte ingênua, espontânea, instintiva ou simplesmente chamada de naïf. Pessoas que, na maioria das vezes, nunca tiveram instrução artística formal e, portanto, são autodidatas, se expressam plasticamente de maneira original. Nas palavras de Diógenes Moura: “Liberto em sua expressão popular, o artista naïf se livra do medo para entregar-se à descoberta de si mesmo. Como na fotopintura: ao entregar um retrato (entre os séculos XVII a XIX, nos Estados Unidos, a pintura primitivista nasceu da tradição dos retratistas amadores) para ser reproduzido da forma em que pensamos ou queremos ser, no ambiente que nos convém, entregamos aos olhos do artista fotopinturista uma parte da nossa existência, para que possamos ser retratados ’o mais parecido possível’.”. Em seu conceito curatorial, Diógenes Moura traça uma aproximação entre o universo da arte naïf e o universo da fotopintura, com o subtítulo ‘O Santuário Refletido no Espelho’, a fim de proporcionar o encontro e a possibilidade de relermos dois aspectos de uma manifestação artística fundamental no Brasil. “A fotopintura está ‘dentro’ da arte naïf. Não propomos nenhum tipo de comparação, mas, sim, de encontro: um pertencimento que deverá ser visto e tratado não apenas com olhos ‘de passagem’.” O curador ainda sinaliza as dificuldades pelas quais tanto a técnica da fotopintura como a arte naïf vem encontrando ao longo das últimas décadas para terem o merecido reconhecimento. “Tratado como grande pintor, o mais reconhecido dos primitivos, o francês Henri Rousseau tem sua obra no Louvre, ao lado da Mona Lisa. Por que temos tanta dificuldade em entender o que é nosso? Por que queremos sempre ser o “outro”, importado, superficialmente tingido e com prazo de validade vencido?”.

Nesta mostra, podem ser encontradas cenas que retratam a natureza e a presença do homem, o rural e o urbano, o vilarejo e a metrópole, as festas, a religião, enfim, visões poéticas sobre nosso país, sobre a cultura brasileira. Para esta edição, a proposta também é ultrapassar limites físicos do Sesc Piracicaba, incluindo no roteiro da Bienal instalações, intervenções, palestras, peças teatrais, oficinas e apresentações artísticas, com dança, DJ`s, ateliês abertos, etc.

A origem da Bienal Naïfs do Brasil remonta ao ano de 1986, por ocasião da primeira exposição coletiva reunindo um pequeno grupo de artistas naïfs no Sesc Piracicaba, como parte do projeto Cenas da Cultura Caipira. Já na primeira edição bienal, em 1992, originalmente denominada de Mostra Internacional de Arte Ingênua e Primitiva, o evento foi premiado pela APCA - Associação Paulista de Críticos de Arte na categoria de Melhor Evento de Artes Visuais do Interior do Estado. Em 2006, 41 obras, de 36 artistas, foram expostas na “Brazilian Naive Art from the Sesc Collection”, no Centro Cultural de Chicago (Chicago Cultural Center) - Chicago (EUA), numa reedição das obras premiadas entre os anos de 1992 a 2002. Ao longo dos anos, a Bienal se estabeleceu como principal evento de arte naïf do Brasil, chegando a sua 12ª edição neste mesmo ambiente prolífico e fértil de ideias, exibindo as mais variadas possibilidades de expressão popular produzida em todo o Brasil.

Artistas de Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe representam a cultura local de seus estados na Bienal Naïfs do Brasil 2014, trazendo um recorte da diversidade do nosso país no que se refere às religiões, festas populares e demais características de uma nação cuja cultura é de extrema riqueza.











SESC PIRACICABA ABRE A 12ª EDIÇÃO DA BIENAL NAÏFS DO BRASIL
O Sesc Piracicabaexibea 12ª edição da Bienal Naïfs do Brasil, com curadoria de Diógenes 
Moura e  participação  de  81  artistas,  de  16  estados  do  país,  os  quais  apresentam  narrativas 
originárias deuma percepção sobre suas culturas, retratadas em cenas da vida cotidiana e com 
sofisticada  simplicidade.  106  obras - pinturas, esculturas,  gravuras,  bordados,  tecelagens, entre 
outros materiais – foram selecionadas pelo júri, este ano formado por Antônio Santoro Junior, 
Kelly  Cecília  Teixeira, Oscar  D`Ambrosio e Valdeck  de  Garanhuns.  A  ideia  para  compor  a 
Bienal  Naïfs  do  Brasil 2014 é  a de  extrapolar  os  limites  da  estética  tradicional  e  chamar  a 
atenção do público para novos caminhos da produção de arte popular.
Criada em 1992 pela Unidade de Piracicabado Sesc São Paulo, a Bienal Naïfs do Brasilfoi 
uma  iniciativa  pioneira  ao  proporcionar  espaço  à  arte  ingênua,  espontânea,  instintiva  ou 
simplesmente chamada  de naïf.  Pessoas  que,  na  maioria  das  vezes,  nunca  tiveram  instrução 
artística formal e,portanto, são autodidatas, se expressam plasticamente de maneira original. Nas 
palavras de Diógenes Moura: “Liberto em sua expressão popular,o artista naïf se livra do medo 
para entregar-se à descoberta de si mesmo.Como na fotopintura: ao entregar um retrato (entre os 
séculos XVII a XIX, nos Estados Unidos, a pintura primitivista nasceu da tradição dos retratistas 
amadores) para ser reproduzido da forma em que pensamos ou queremos ser, no ambiente que 
nos convém, entregamos aos olhos do artista fotopinturista uma parte da nossa existência, para 
que possamos ser retratados ’o mais parecido possível’.”. Em seu conceito curatorial, Diógenes 
Mouratraça uma aproximação entreo universo da arte naïf e ouniverso da fotopintura, com o 
subtítulo ‘O Santuário Refletido no Espelho’, a fim de proporcionar o encontro e a possibilidade de 
relermos dois aspectos de uma manifestação artística fundamental no Brasil. “A fotopintura está 
‘dentro’ da  arte  naïf.  Não  propomos  nenhum  tipo de  comparação,  mas,  sim,  de  encontro:  um 
pertencimento que deverá ser visto e tratado não apenas com olhos ‘de passagem’.” O curador 
ainda  sinaliza  as  dificuldades  pelas quais tanto  a  técnica  da  fotopintura  como a  arte  naïf vem 
encontrando  ao  longo  das  últimas  décadas  para  terem o  merecido  reconhecimento.“Tratado 
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Piracicaba
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Naïfs
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como grande pintor, o mais reconhecido dos primitivos, o francês Henri Rousseau tem sua obra 
no Louvre, ao lado da Mona Lisa. Por que temos tanta dificuldade em entender o que é nosso? 
Por  que  queremos  sempre  ser  o  “outro”,  importado,  superficialmente  tingido  e  com  prazo  de 
validade vencido?”. 
Nesta mostra, podemser encontradas cenas que retratam a natureza e a presença do homem, o 
rural e o urbano, o vilarejo e a metrópole, as festas, a religião, enfim, visões poéticas sobre nosso 
país, sobre a cultura brasileira. Para esta edição, a proposta também é ultrapassar limites físicos 
do Sesc  Piracicaba,  incluindo  no  roteiro da  Bienal instalações,  intervenções,  palestras,  peças 
teatrais, oficinase apresentações artísticas, com dança, DJ`s, ateliês abertos, etc.
A origem da Bienal Naïfs do Brasilremonta ao ano de 1986, por ocasião da primeira exposição 
coletiva reunindo um pequeno grupo de artistas naïfsno Sesc Piracicaba, como parte do projeto 
Cenas da Cultura Caipira. Já na primeira edição bienal, em 1992, originalmente denominada de 
Mostra Internacional de Arte Ingênua e Primitiva, o evento foi premiado pela APCA - Associação 
Paulista de Críticos de Arte na categoria de Melhor Evento de Artes Visuais do Interior do Estado.
Em  2006,  41  obras, de  36  artistas, foram  expostas  na  “Brazilian  Naive  Art  from  the  Sesc 
Collection”, no  Centro  Cultural  de  Chicago  (Chicago  Cultural  Center) - Chicago  (EUA), numa 
reedição das obras premiadas entre os anos de 1992 a 2002.Ao longo dos anos,a Bienal se 
estabeleceu  como  principal  evento  de  arte naïf do  Brasil,  chegando  a  sua  12ª  edição  neste 
mesmo ambiente prolífico e fértil de ideias, exibindo as mais variadas possibilidades de expressão 
popular produzida em todo o Brasil.
Artistas  de  Alagoas,  Bahia,  Espírito  Santo,  Goiás, Mato  Grosso,  Mato  Grosso  do  Sul, Minas 
Gerais,  Paraíba,  Paraná,  Pernambuco,  Rio  de  Janeiro,  Rio  Grande  do  Sul,  Roraima,  Santa 
Catarina, São Paulo e Sergipe representam a cultura local de seus estados na Bienal Naïfs do 
Brasil 2014,  trazendo  um  recorte  da  diversidade  do  nosso  país  no  que  se  refere  às  religiões, 
festas populares e demais características de uma nação cuja cultura é de extrema riqueza.  


Artistas Selecionados:

Roberto dos Santos Braga Boetger  Nova Friburgo  RS 
Carmézia Emiliano  Boa Vista  RR 
Ana Beatriz Cerisara  Florianópolis SC 
Neri Agenor de Andrade  Florianópolis SC 
Tercília dos Santos  São José  SC 
Claudia Oliveira de Jesus  Aracaju SE 
Alencar Claret Duarte da Silva  São Sebastião  SP 
Alex Benedito dos Santos  Jaboticabal SP 
Altamira Pereira Borges  Penápolis SP 
Amélia Teixeira de Almeida Gil  Piracicaba SP 
André Carneiro da Cunha  São Paulo  SP 
Antonio Alcides Pinho  Ribeirão Preto  SP 
Edgard Barboza de Aliveira  São José do Rio Preto  SP 
Edilson da Silva de Araujo  São Paulo  SP 
Elaine Buzato Leme  Sorocaba SP 
Elsa Dias Domingues Farias  Socorro SP 
Enzo Cicero Tiago Aparecido de Lima Santos  Mogi das Cruzes  SP 
Euclides de Almeida Coimbra  Ribeirão Preto  SP 
Francisco Blummer Baenninger Ramos Filho  Bebedouro SP 
Francisco Constantino Crocomo  Piracicaba SP 
Geraldo Alves da Silveira  São Luiz do Paraitinga  SP 
Heinrich Himmler Allan de Souza Santos  São Bernardo do Campo  SP 
Ilma Deolindo Nunes  Novo Horizonte  SP 
Jesuino Ferreira da Rocha  Ribeirão Preto  SP 
João do Carmo Quintino  Jaboticabal SP 
José Carlos Lopes Blanco de Castro  Jaboticabal SP 
José Maria de Carvalho  Ribeirão Preto  SP 
Lúcia de Fátima dos Santos Neto  São Paulo  SP 
Luciana Mariano Figueiredo Sorensen  Cotia SP 
Margarida de Paula Ferreira  Cotia SP 
Maria Caldeira Bochini  Catanduva SP 
Maria de Almeida Prado Brandão  Jaú SP 
Maria do Carmo Loiola Bessa  Campinas SP 

Artistas Selecionados - Bienal Naïfs do Brasil 2014 – pág. 3 
Maria Elisabeth Elias  Piracicaba SP 
Maria José Catapano Ferraz de Toledo  Piracicaba SP 
Marilene Gomes de Souza  Santana do Parnaíba  SP 
Miguel Sampaio de Souza e Silva  Marília SP 
Milene Ribeiro de Oliveira  Socorro SP 
Olinda Candida da Silva  São José do Rio Preto  SP 
Orlando Fuzinelli  São José do Rio Preto  SP 
Rosa Maria Pereira Taniguchi  Socorro SP 
Rosangela Politano Chaves  Socorro SP 
Sandra Maria Fontana  Ribeirão Preto  SP 
Silvia Lea Maia Rodrigues de Almeida  Embu das Artes  SP 
Sônia Cristina da Silva Mello  São José dos Campos  SP 
Stevenson Moschini Carlos  Piracicaba SP 
Sueli Aparecida dos Reis  Ribeirão Preto  SP 
Terezinha de Lourdes Sordi dos Santos  Ribeirão Preto  SP 
Wagner Borges de Almeida Lins  São Paulo 

* Link para visualização e download de todas as imagens de divulgação: http://bit.ly/1r91Ryq


Exposição: Bienal Naïfs do Brasil 2014
Realização: Sesc Piracicaba - http://bit.ly/WhwCrV
Curadoria: Diógenes Moura
Júri: Antônio Santoro Junior, Kelly Cecília Teixeira, Oscar D`Ambrosio e Valdeck de Garanhuns
Abertura: 7 de agosto de 2014, quinta-feira, às 20h
Período: 8 de agosto a 30 de novembro de 2014
Local: Sesc Piracicaba
Rua Ipiranga, 155, Centro - Piracicaba, SP
Tel.: 0800 771 6243 / (19) 3437-9292
Horários: Terça a sexta-feira, das 13h15 às 21h30. Sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 18h


Zeca
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Balady Comunicação
Tel.: 11-3814.3382

Um comentário:

Elsa Farias disse...

Vejam, que lindo! quando pessoas fazem arte espontânea, colocando sua expressão para fora, demonstrando que lindas são as cores, que vemos todos os dias, desde quando acordamos, até irmos deitar.
a observação de detalhes. Como é bom compartilhar com essas pessoas feras, que conhecem, estudam e sentem a arte.
Como visão que são de poucos.
O muito Obrigada a todos, e principalmente a organização do SESC Piracicaba e pelo carinho e atenção com todos os artistas.

Maurizio Cattelan

Maurizio Cattelan
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