segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Conversando sobre Arte entrevistado o artista Alexandre Rangel





Estudando arte há mais de 10 anos com muitos diferentes professores, Alexandre Rangel acabou por se formar em publicidade e propaganda e trabalhar em uma produtora de comerciais de TV. Porém, após ter decidido se dedicar integralmente às artes visuais, sua produção se transformou e tomou força. Em seu ateliê na zona Portuária do Rio, vem experimentando capacidades instalativas em composições de diferentes elementos. Nesses poéticos encontros arranjados de materiais diversos, surgem narrativas cujas confusões(enquanto o que desorienta, retira do lugar de controle) refletem, em metáfora, com memória ou sem analogia, ações ou sensações comuns ao humano. 

Em 2012, participou do salão de Arte Novíssimos da Galeria Ibeu. O trabalho que foi selecionado para o salão de Arte Novíssimos 2012 na Galeria de Arte Ibeu se chama, "Primeiras Transgressões ou Bubble Gum, 2011, cadeira escolar e 2000 mil chicletes". 



Quem é Alexandre Rangel?
Alexandre Rangel- Publicitário não praticante, dançarino interrompido, ator clandestino, artista em construção. Nasceu em 1978, no Rio de Janeiro, Brasil, onde vive e trabalha. 

Como a arte entrou em sua vida?
Alexandre Rangel -  Como disse Nietzsche " ... somos mais artistas do que sabemos." Mas, acredito que no desvio. Estava viajando(depois de ter feito um teste em 1998 para engressar na faculdade de artes cênicas e ter sido reprovado) pelos museus do mundo, porém, em uma de minhas visitas ao Musée National d'Art Moderne, Centre Georges Pompidou, Paris, pensei, quero que um dia meus trabalhos de Arte estejam por aí no mundo.

Qual foi sua formação artística?
Alexandre Rangel- Em 2001, estudei  História da Arte na EAV (Escola de Artes Visuais do Parque Lage).

Que artistas influenciam em sua obra?
Alexandre Rangel - Foi lendo "O jardim de caminhos que se bifurcam" do Borges,  no trecho que diz:
 “invisível labirinto de tempo”
“(…) infinitas séries de tempos, uma rede cresecnte e vertiginosa de tempos divergentes, convergentes e paralelos. Essa trama de tempos que se aproximam, se bifurcam, se cortam ou que se ignoram, abrange todas as possibilidades. 
“um sinuoso labirinto crescente que abarcasse o passado e o futuro e que envolvesse, de algum modo, os astros. Absorto nessas imagens ilusórias, esqueci meu destino de perseguido. Senti-me, por um tempo indeterminado, conhecedor abstracto do mundo.” (Borges, 1941, p.101).
Na vida como na obra do artista é o tempo que determina as coisas. O tempo de vida e o tempo de poder realizar o que se quer plasticamente. 


Como você descreve seu trabalho?
Alexandre Rangel - Meus trabalhos se desenvolvem em cima de camadas de tecidos, criando formas, recortes, profundidades, que formam sistemas pictóricos sem tinta, porém hoje meu trabalho esta mais escultórico e estou utilizando madeira para criar esculturas e na minha busca pelo momento plástico me aproprio de materiais diversos, onde surgem narrativas cujas confusões (enquanto o que desorienta, retira do lugar de controle) refletem, em metáfora, com memória ou sem analogia, ações ou sensações comuns ao humano.  



É possível viver de arte no Brasil?
Alexandre Rangel- Para responder esta pergunta vou sitar a A estética Deleuziana em que ele diz: "o artista é quase que um pecador, porque ele se mistura com Deus e quer, da mesma forma que Deus, criar novos mundos. E se não houvesse esses artistas criando novos mundos, Deus, que só fez um, nos obrigaria a viver nesse já insuportável (há séculos insuportável). E se não fossem os artistas, nós não teríamos o nascimento de sempre novos mundos." Viver de Arte depende do ponto de vista do que é viver em um contexto mais abrangente e independe do lugar ou da profissão.
Qual a vantagem de ter o atelier na Fábrica Behring?
Alexandre Rangel -  O artista é um fazedor, vive de processos, pesquisas e
precisa de um espaço para criar e estar nesta antiga fabrica é inspirador!

O que você pensa sobre os salões de arte? Aguma sugestão para aprimorá-los?
Alexandre Rangel - Em 2012 fui selecionado para o salão de Arte Novíssimos na Galeria de Arte Ibeu com a obra "Primeiras Transgressões ou Bubble Gum, 2011, cadeira escolar e 2000 mil chicletes". 
Acredito que seja uma forma de colocar na roda o trabalho do artista.

O que é necessário para um artista ser representado por uma galeria?
Alexandre Rangel- Não sei o critério que um galerista tem para representar um artista, eu sou representado pela galeria MUV Gallery. 

Instalações são mais difíceis de comercialzar do que esculturas? Quem são os compradores?
Alexandre Rangel - Vou te responder citando Oscar Wuilde que diz:
“No momento em que um artista descobre o que as pessoas querem e procura atender a demanda, ele deixa de ser um artista e torna-se um artesão maçante ou divertido, um negociante honesto ou desonesto. Perde o direito de ser considerado artista.”  
Sou um artista romântico e se eu descobrir esta pergunta, vou perder todo o romantismo que carrego comigo e no meu modo de criar.

Quais são seus planos para o futuro?
Alexandre Rangel - Não espero necessariamente chegar, mas sempre estar a caminho, em movimento. 





















































Contato:

Atelier:
Rua Orestes 28, 5andar -Santo Cristo-RJ.
Antiga Fabrica de chocolate Bhering.


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Maurizio Cattelan

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