quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Conversando sobre Arte entrevista com o artista Ramonn Vieitez






Quem é Ramonn Vieitez?  
Nasci em Janeiro de 1991, em Recife, onde vivo atualmente.  Sou formado em Design de Moda e tenho uma especialização em Patrimônio Histórico.
Como a arte entrou em sua vida?
Sempre tive acesso muito fácil a internet, desde de criança, e nela eu acabei descobrindo cinema que foi atraindo para fotografia que foi pra literatura e por ai vai, descobri um universo que provavelmente eu iria demorar a alcançar de outras maneiras.
Qual foi sua formação artística?
 Sou autodidata um pouco clichê, mas sempre gostei de desenhar e o prazer de me superar pouco a pouco e de descobrir novos prazeres é que me fez “aprender”. 
Na
 busca de técnicas e de provar novos materiais acabei conhecendo tinta a óleo e desde então não parei, foi uma descoberta que me agradou tanto, que virou uma obsessão, paixão.
Esse aprender vem entre aspas pois sinto que não “aprendi” ainda, pois cada tela ou desenho feitos é sempre uma nova descoberta . Há sempre novas experiências, formas de fazer e técnicas que surgem a partir da pratica.
Que artistas influenciam em sua obra?
 Eu sou completamente apaixonado pelos trabalhos do Hernan Bas que é minha paixão desde adolescente, influenciando profundamente meu trabalho. Elizabeth Peyton e sua estética dos anos 1990 (que eu sou fissurado).
Tem alguns anos conheci a pintura do Andrej Dúbravský que tem um estudo mais sombrio sobre o corpo masculino, e me apaixonei; Também amo as pinturas do Bruno Miguel que tem umas paisagens e cores que eu acho deslumbrante, Rodolpho Parigi com seu trabalho visceral mas que me passa uma delicadeza encantadora ao mesmo tempo e todo o universo entorno das obras do Rodrigo Bueno. São alguns dos artistas que eu gosto de observar o trabalho por horas e horas...
Como você descreve seu trabalho? Falar sobre meios utilizados e assuntos discutidos.
Vejo meu trabalho como uma busca pelo aprimoramento da técnica, trabalho com pintura e dela nasce um desejo de pintar novas descobertas, conexões entre um mundo imaginário e o mundo real, uma visão jovem sobre a vida e suas descobertas através de personagens que se encontram em espaços da natureza e/ou do urbano.

Você voltará para  Recife ou permanecerá em São Paulo? Qual a diferença entre as duas cidades?
No momento eu estou em Recife, cheguei de São Paulo para abrir uma exposição aqui, depois disso penso em passar uma temporada no Rio, mas nada confirmado ainda. Gosto de Recife mas infelizmente o “circuito de arte” é bem precário, temos artistas incríveis na cidade mas não se compara com a movimentação de São Paulo, são dois universos quase impossíveis de se comparar.
É possível viver de arte no Brasil?
 Acredito que é possível se viver de qualquer coisa que se goste em qualquer lugar do mundo, tudo depende do padrão de vida que se almeja.  É Difícil, tudo depende dos caminhos que se segue, você tem que se tornar um ótimo negociante e não só “artista”, é um mercado difícil e oscilante que exige muito de quem entra nele, alguns poucos conseguem se estabelecer, resta trabalhar para chegar lá.
Qual a importância da Residência Artística para sua carreira?
 Até hoje tive o prazer de vivenciar duas residências, ambas completamente diferentes uma da outra e considero que foram aprendizados únicos.
Se aventurar em novas experiências é sempre renovador na hora de produzir, sair da zona de conforto (ateliê), especialmente no meu caso que trabalho com pintura, é quase uma revolução; Isso reflete muito no trabalho final, é um elemento novo que entra sua rotina e faz a produção evoluir para um novo patamar.
Você participou de exposição nas galerias Baró, SP e Portas Vilaseca, RJ, que diferenças você percebeu entre os dois mercados?
 Num âmbito bem geral eu encaro São Paulo como tendo uma postura mais sóbria e fria no seu tratar (não sendo isso uma coisa negativa), o Rio é mais caloroso, ambos têm grandes mercados mas percebo São Paulo sendo mais direta e voraz em relação ao Rio. 

O que é necessário para um artista ser representado por uma galeria?
 São inúmeros fatores e ao mesmo tempo relativos, não existe uma formula.
O trabalho árduo sempre gera resultados positivos e ser representado por uma galeria faz parte disso. Uma hora acontece.
O material nacional para pintura já tem qualidade adequada?
 Como trabalho com tinta a óleo, confesso que basicamente uso tintas importadas, que é minha matéria prima, as nacionais que conheço não apresentam uma pigmentação muito boa (apesar da ampla cartela de cores), não entendo o porquê, já que existe um mercado nacional que consome e temos bons pigmentos no Brasil.  Outros materiais também se enquadram na mesma questão, auxiliares como óleos e solventes nacionais apresentam a mesma “imaturidade” na apresentação. Ao menos as lonas brasileiras são fantásticas, nossa indústria têxtil é de uma qualidade primorosa. 






When Somebody Love Me. The Woonded Deer, 2012. 70x90 cm.



The Yellow Door Killer, 2012. Óleo sobre tela de algodão. 60x100 cm.


Lending oneself to Devil (I Think we're Alone) 2013. Óleo sobre algodão. 90x90 cm.


 We Are the Night, 2013. Óleo sobre tela de algodão. 100x70 cm.


 Da Série Assassinas, 2013. Óleo sobre papel. 40x30 cm.






A Boy Who Became a Monster, 2014. Óleo sobre tela de algodão. 100x68 cm.




O Enforcado, 2014. Óleo sobre tecido de algodão. 90x113 cm.


Fragile Moments. The Death of Love, 2014. Óleo sobre tela de algodão. 140x125 cm.




For a Long While the Boy Walked in Silence, 2014.  Óleo sobre tela de algodão. 70x90 cm.




Convite Exposição em Recife, 2014.

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Maurizio Cattelan

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