quinta-feira, 17 de julho de 2014

Conversando sobre Arte entrevistado Andre Terayama


 

Quem é Andre Terayama?
Nasci em São Paulo, SP em 1989.

Como a arte entrou em sua vida?
Me interessei pela arte como uma área do conhecimento. A forma de operar e o processo criador envolvido na arte, onde o raciocínio não é necessariamente linear e pode se dar por saltos ou intuições sempre foi análogo a forma que processo informações ou estímulos. Mas desde criança me interessava por um processo de visualização de imagens projetadas pela imaginação. Eu ainda me interesso por esse processo gerador de imagens, onde alternativas são geradas e retroalimentadas pelo pensamento, nisso, lembro como o Tesla também gerava respostas e possibilidades mentalmente para seus experimentos.

Qual foi sua formação artística?
Estudei Artes Visuais no Instituto de Artes da Unesp em São Paulo.

Que artistas influenciam em sua obra?
Depende da época e o trabalho que eu estou fazendo. Alguns artistas me trazem respostas durante a criação do trabalho. Durante um bom tempo olhei para o Richard Serra e o Brancusi como resposta para a formulação de esculturas e vídeos. Atualmente vejo muito cinema, onde alguns filmes do Chaplin, o Buster Keaton e o Yasujiro Ozu me dizem sobre a montagem de uma cena, a fisicalidade das ações e o rigor que cada um executa seu script. De forma geral, os artistas que me influenciam são bem diversos.

Como você descreve seu trabalho?
Penso em procedimentos da escultura para a formulação da ação e o objeto, mas dado o caráter efêmero resultante dessas ações, o video e a fotografia tornam-se meios fundamentais para o registro delas. Nisso o cinema torna-se um ponto referencial pra solucionar os problemas da mise-en-scene e enquadramento.

O que você pensa sobre os salões de arte? Alguma sugestão para aprimorá-los?
É uma forma de fazer o trabalho circular. É importante para testar o trabalho fora do atelie e observar em qual contexto sua obra se insere. Uma forma de melhorar os salões seria pagar o 'pro-labore', a participação do artista na exposição ou ajudar no custo de transporte das obras e não concentrar o dinheiro somente entre os premiados. Seria importante também aceitarem inscrições on-line, além do portfolio impresso.

Como você poderá ser conhecido em âmbito nacional?
Não vejo isso como um projeto, vejo o reconhecimento como consequência de um trabalho consistente e de insistência.

É possível a comercialização de vídeos? Como é o financiamento para produzí-los?
É possível, sendo a forma mais comum, a comercialização de videos em tiragens. Os vídeos são financiados do meu próprio bolso.

Como uma performance é remunerada?
Depende do trabalho realizado pelo performer, além de sua presença e o ato da performance, ela pode resultar em fotografias e vídeos, que podem ser vendidas como registro da situação. E de um lado oposto, alguns performers como o Tino Sehgal comercializam somente as instruções para a realização da obra e exigindo uma série de restrições para o comprador.

Quais são seus planos para o futuro?
Me dedicar a minha produção e continuar trabalhando.







 Sem título, 2010. Cera, prigmento e fotografia dimensões variáveis



 

Sem título (cavaletes), 2011 . Vídeo, 2’45”


 

Sem título (Quique #2), 2012. Vídeo (em looping)


Sem título (#3 / 4 / 24), 2011. Fotografia c-print . 62 x 42 cm (cada)

Wall floor, 2011, Vídeo (em looping)




Strike #1, 6, 2 e 4 (para Tatlin), 2012. Fotografia c-print . 62 x 42 cm (cada)


 

Coluna infinita (para Brancusi), 2012 . Vídeo, 6’47”





Fúria centrípeta, 2012. Vídeo, 5’10”




Atlante #1, 2 e 3, 2013. Fotografia c-print . 140 x 60 cm (cada)





Caminhada (Amarelos), 2012. Vídeo, 8’40”

André Terayama 
São Paulo, 1989
Reside em São Paulo
Exposições Individuais:
2013
- Museu de Arte de Ribeirão Preto; Ribeirão Preto - SP
Exposições Coletivas:
2014
- Entre copas: Arte Brasileira 1950-2014; Museu Nacional da República; Brasília - DF
- Duplo olhar, Coleção Sérgio Carvalho; Paço das Artes - SP
2013
- Arte e design; Torre Santander; São Paulo - SP
- Novíssimos 2013; Galeria de Arte IBEU; Rio de Janeiro – RJ
- Seu museu Expoexprimento; Museu Nacional da República; Brasília - DF
- 64º Salão de Abril; Fortaleza - CE
- 12º Salão Nacional de Arte de Jataí; MAC Jataí; Jataí - GO
- 1º Salão Nacional de Artes Visuais - Futuro; Pinacoteca Municipal de Jundiaí; Jundiaí – SP
2012
- 3º Prêmio EDP nas artes; Instituto Tomie Ohtake; São Paulo - SP
- 31º Arte Pará; Museu Histórico do Estado do Pará; Belém - PA
- Situações Brasília; Museu Nacional da República; Brasília - DF
- 37º Salão de Arte de Ribeirão Preto; Ribeirão Preto - SP
- 44º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba; Piracicaba - SP
- 40º Salão de arte contemporânea Luiz Sacilotto; Santo André - SP
- 1ª Bienal de Arte Universitária; UFMG; Belo Horizonte - MG
- 4º Salão Sesc universitário de arte contemporânea; Belém - PA
- Ponto de partida; Galeria do Instituto de Artes da UNESP; São Paulo - SP
- L.O.T.E.; UNESP - Instituto de Artes; São Paulo - SP
2011
- 22ª Mostra de arte da juventude; SESC Ribeirão Preto; Ribeirão Preto - SP
- Do que não está; ABRA Vila Mariana; São Paulo - SP
- Esculturas Urbanas; Praça Victor Civita; São Paulo - SP
- L.O.T.E.; UNESP - Instituto de Artes; São Paulo - SP
2010
- Corpo de Pintura; ABRA Vila Mariana; São Paulo - SP
Formação
2013 - Cursando Bacharelado em Artes Visuais pela UNESP - Instituto de Artes
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