domingo, 29 de junho de 2014

Imagem Semanal: O Futebol na Obra de Nelson Leirner



 Nelson Leirner (16/01/1932-)    Nelson Leirner possui uma obra marcadamente política, na qual os traços de humor e corrosão crítica caminham juntos. Uma visualidade pop permeia todo o caminho contestador da obra de Nelson Leirner. Reside nos Estados Unidos, entre 1947 e 1952, onde estudou engenharia têxtil no Lowell Technological Institute, em Massachusetts, mas não conclui o curso. De volta ao Brasil, estuda pintura com Joan Ponç (1927 – 1984) em 1956. Freqüenta por curto período o Atelier-Abstração, de Flexor (1907 – 1971), em 1958. Em 1966, funda o Grupo Rex, com Wesley Duke Lee (1931), Geraldo de Barros (1923 – 1998), Carlos Fajardo (1941), José Resende (1945) e Frederico Nasser (1945). Em 1967, realiza a Exposição-Não-Exposição, happening de encerramento das atividades do grupo, em que oferece obras de sua autoria gratuitamente ao público. No mesmo ano, envia ao 4º Salão de Arte Moderna de Brasília um porco empalhado e questiona publicamente, pelo Jornal da Tarde, os critérios que levam o júri a aceitar a obra. Realiza seus primeiros múltiplos, com lona e zíper sobre chassi. É também um dos pioneiros no uso do outdoor como suporte. Por motivos políticos, fecha sua sala especial na 10ª Bienal Internacional de São Paulo de 1969, e recusa convite para outra, em 1971. Nos anos 1970, cria grandes alegorias da situação política contemporânea em séries de desenhos e gravuras. Em 1974, expõe a série A Rebelião dos Animais, com trabalhos que criticam duramente o regime militar, pela qual recebe da Associação Paulista dos Críticos de Arte – APCA o prêmio melhor proposta do ano. Em 1975, a APCA encomenda-lhe um trabalho para entregar aos premiados, mas a Associação recusa-o por ser feito em xerox, por isso, como protesto, os artistas não comparecem ao evento. De 1977 a 1997, leciona na FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado) em São Paulo, onde tem grande relevância na formação de várias gerações de artistas. Texto Galeria Silvia Cintra.
Participou das Bienais de São Paulo, Tóquio e Veneza. Ganhou o Prêmio J Walker e o Prêmio Bravo, 2012. Foi professor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Em 2012, retrospectiva no SESC, SP comemorativa dos seus 80 anos. Em 2012, exposição individual na Galeria Silva Cintra+Box 4. Suas obras estão nos grandes museus e nas melhores coleções do mundo. O artista vive e trabalha no Rio de Janeiro e é representado pela Galeria Silvia Cintra + Box 4. Tenista do Paulistano e torcedor do Corínthias, Nelson utiliza de temas esportivos entre os assuntos para seu  trabalho. Fotografia de Juan Estevestif.



 Sem título, 1967.Nelson homenageia o Corinthians soltando, no início de um jogo, no meio do campo uma grande bandeira do time presa em balões de gás. Dias depois os jornais mostram que a bandeira havia caído na cidade de Campos (RJ). Adotada por torcedores do time local, o Americano, a bandeira foi fixada na parede do bar onde eles se reuniam costumeiramente.

Esporte É Cultura, 1975. Colocadas lado a lado as roupas e uniformes agigantados  de atletas, juízes e públicos


Esporte é Cultura, 1975.



EBandeira do Corinthias, 1985. O artista, num intervalo de um jogo do Corínthias, soltou balões a gaz carregando a bandeira do time paulista. No dia seguinte, a bandeira foi achada em Campos, R.J. Comenta-se ter sido a bandeira colocada num bar e, o time local começou a perder. A culpa foi jogada no símbolo do Corínthias, clube considerado à época azarado. porte e Cultura, 1975 - Releitura do futebol somava-se à trágica visão do controle dos corpos apresentada pelo trabalho gráfico, dispondo lado a lado os uniformes e roupas agigantadas de jogadores, juízes e público.

Esporte e Cultura, 1975 - Releitura do futebol somava-se à trgica visão do controle dos corpos apresentada pelo trab


As Zagalas, 1988. Foto: Marcos Ribas.




Corinthias, 1988. Coleção particular.


Futebol, 1989




Futebol, 2000 técnica mista

uFuteboltebol, 2000 técnica mista
Futebol, 2000.


Futebol, 2001.


 Futebol, 2001.



 Maraca, 2003. LACMA.


Futebol, 2005. Coleção J Ribamar Sabóia

 Futebol  Exposição: Tatu: Futebol, Adversidade e Cultura da Caatinga, 2014 MAR, RJ.


Um Dia de Futebol, 2006.





 Várzea, 2007.

Série Cadernos. Futebol. Múltiplos.


 Quadro a Quadro, 2012. 


Futebol, 2014. Bola na Rede. FUNARTE, Brasília.


Poster para comemoração do Mundial de Futebol no Brasil, 2014. FIFA.

2 comentários:

Blog do Infinito disse...

Detalhe, que achei que fosse erro de digitação, mas se repete. O nome do time é Corinthians, não Corintias.
abs
Francisco

marciofo disse...

Obrigado Francisco, foi corrigido. Abraço

Maurizio Cattelan

Maurizio Cattelan
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